Tempestade

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Regina Luna · Fortaleza, CE
6/4/2008 · 110 · 19
 

TEMPESTADE

O céu negro me diverte,
As árvores angustiadas agitam seus mil braços,
Tentam desprender raízes
E fugir correndo da terra condenada
Ao DEPOIS,
Fugir nuas
Pelo meio das ruas
Gritando ARDOR HORROR ASPIRADOR COR
Entre os carros incrédulos,
Deliciados...

O mormaço do dia se refresca na ausência do azul
(resguardado apenas em meus olhos cinzentos)
Mas o muro de chumbo paira
Sobre as pessoas,
Sobre suas cabeças
Sem vontades
Sem loucura
Sem memória da dor
Ou consciência do amor,
Sem a fé explodindo em cada uma das células...

Peço que as vozes em coro se calem
E trovoadas cortam o céu.
Eu contemplo
Com uma gargalhada nos lábios
A chegada do fim do mundo.
E aceito a escuridão.
O céu negro me diverte
- já não disse? –
Porque já morri
E renasci das cinzas...

Porque caminho escuridão adentro
Nos dias de sol insuportável
Enquanto os homens sorriem desavisados
Acreditando no azul.
Eu sei da morte
Dentro de todas as coisas
E sobrevivo só,
Tu insistes em alegar
Que a noite não existe,
Que o raio não caiu...

Tu me acusas
Da ausência de lógica dos corações.
Tu,
Que está morto
E não poderá renascer
Enquanto não aceitar a própria morte.
Eu sorrio da tempestade
Que eu deixei sair de mim
- já não disse? -
E entendo...
Tua razão nunca ascenderá à minha loucura.

Regina Luna.

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Ailuj
 

Gosto mais de céu azul,as tempestades me assustam
Vo[l]tarei!

Ailuj · Niterói, RJ 3/4/2008 21:59
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Branca Pires
 

Regina Luna, vou te confessar a minha tempestade.
Não com tanta diversão. Mas como um abrigo que me deram por uns tempos.
Também conhço a morte. E ela nem é muito feia, quando se tem perto a face mais feia ainda, da tristeza e da dor!
Assim caminho, assim vivo as minhas tempestsdes dos últimos tempos.
Mas como ansei por dias claros!
Beijos

Branca Pires · Aracaju, SE 4/4/2008 08:23
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Regina Luna
 

Ailuj, a gente aprende a rir do que parecia assustador mas não é... um dia você vai rir também, querida...
E obrigada pela visita...

Regina Luna · Fortaleza, CE 4/4/2008 15:11
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Regina Luna
 

Branca, pois é... por isso tudo é que precisamos deixar a morte matar algo em nós para que o novo possa nascer, não? Só a tempestade pode dar lugar à calmaria veradeira... mas é preciso saber esperar que ela passe... e tudo passa.
Beijos, querida.

Regina Luna · Fortaleza, CE 4/4/2008 15:14
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W@nder
 

Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só...


bjs





Porque esperar



Se podemos começar



Tudo de novo



Agora mesmo...

W@nder · Rio de Janeiro, RJ 4/4/2008 16:39
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Náthima Danel
 

Quando li o poema, nem observei que era seu, pois é diferente dos que já li; porém, provocante, mas angustiante. Revelaste outra face. Que poeta é vc?

Náthima Danel · Boa Vista, RR 5/4/2008 10:26
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Flávio Cardoso Reis
 

parabéns, seu talento é nato! adorei abraços.

Flávio Cardoso Reis · Luziânia, GO 5/4/2008 12:21
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Ailuj
 

voltei e votei

Ailuj · Niterói, RJ 5/4/2008 12:53
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Ilia Noronha
 

Belo texto! Votado.
http://www.overmundo.com.br/banco/tenho-saudades-de-voce
Visite-me.
beijos poeticos.

Ilia Noronha · Manaus, AM 6/4/2008 01:05
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clara arruda
 

Regina estou em falta com você,mas hoje além de poder um ler belo texto tenho o prazer de votar na ida do seu trabalho para o banco.Um abraço carinhoso.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 6/4/2008 07:20
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W@nder
 

Regina,
todos necessitamos de cor, principalmente naqueles momentos em que o cinzento teima em fazer a diferença e piorar os nossos dias.
O cinzento pode não desaparecer mas é possível "enganá-lo". Acrescente cor ao seu dia, faça um rescaldo dessa tempestade... e seja feliz...

W@nder · Rio de Janeiro, RJ 7/4/2008 13:37
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Regina Luna
 

Náthima... me senti acuada com a sua pergunta... rsrsrs. Que poeta eu sou? Poeta de alma inteira. Ninguém pode viver em constante estado de paixão... things change... beijos!
Flávio, Júlia, Ilia e Clara, obrigada pela presença e pelo voto. Bjos a todos.

Regina Luna · Fortaleza, CE 7/4/2008 15:01
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Regina Luna
 

W@nder man,
estou sempre começando tudo de novo...
Mas gosto da cor cinza... o cinza também é uma cor, afinal. E não vou tentar mais negá-lo ou "disfarçá-lo", eu fico bem de cinza também... de repente com uma saia curta e uma sandália de salto alto laranja... que tal?
Fique tranqüilo, a tempestade passou por agora...
Ainda está nublado, mas quando o sol bater na janela do meu quarto, eu sei que é dia de praia... rsrsrs.
Obrigada pela presença...
Beijos.

Regina Luna · Fortaleza, CE 7/4/2008 15:08
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W@nder
 

Então tá... mas sugiro uma saia curta jeans, uma blusa laranja e uma sandália branca... que tal?
rs
bjs.

W@nder · Rio de Janeiro, RJ 8/4/2008 13:38
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Náthima Danel
 

Luna, querida, boa resposta. O que indaguei, foi de sua capacidade em revelar diferentes faces, as quais me surpreendo. Brilhante a imponência em falar da dor, pois buscamos, de praxe, a alegria, porém, há beleza em tudo que se cobre de poesia. Curvo-me a camaleoa que revelaste.

Náthima Danel · Boa Vista, RR 8/4/2008 18:48
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Regina Luna
 

W@nder,
estou na época das sandálias laranjas...
rsrsrs.

Regina Luna · Fortaleza, CE 9/4/2008 12:12
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Regina Luna
 

Náthima,
Somos todas(os) camaleoas (ões)! Vestindo-nos de diversas cores, a cada momento... algumas nem tão alegres quanto outras, mas precisamos experimentar novos tons, não acha? A vida perderia sua graça se fosse monocromática...
Grande abraço.

Regina Luna · Fortaleza, CE 9/4/2008 12:16
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Pedro Monteiro
 

Olá Regina!
Li e gostei muito.
Quero aproveitar para convidá-la para um Show em vossa praia:
http://www.overmundo.com.br/agenda/show-do-costa-senna-e-banda
Agradecido

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 15/4/2008 21:24
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Saavedra Valentim
 

Eu a entendo bem, pois vivo minhas tempestades constantes. De algumas eu já ri, fiz piadas, mas outras me foram terríveis, deixaram-me acuado e duraram tanto, que não me lembrava mais como era a calmaria. Mas tudo realmente passa. Também já morri diversas vezes, e a cada renascer sou uma outra pessoa.
Linda, meus parabens! a poesia em você é inata, você já a trouxe na alma.
Abraços

Saavedra Valentim · Vitória, ES 19/4/2008 23:16
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