No final de janeiro surgiram vários blogs e sites noticiando a descoberta no ano de 2012 de uma nova espécie de mamífero na Amazônia, feita pela UMEEA, Universidade Mestres da Energia do Estado do Amazonas.
O animal, de acordo com as matérias publicadas, é muito semelhante a um esquilo, mas com a pelagem de cor amarelada e com a fantástica habilidade de gerar eletricidade com os movimentos do próprio corpo, ganhando por isso o nome científico de Eletrikus Brasiliensis, mas ficando popularmente conhecido como esquilo elétrico.
Os artigos relatam também que cada um destes esquilos elétricos pode, em um único dia, produzir energia elétrica o suficiente para alimentar uma casa ou apartamento comum por aproximadamente um mês e que com essa fantástica descoberta nós iremos evitar a falta de energia elétrica já que em dois ou três anos poderemos ter criações de esquilos elétricos para suprir nossa necessidade crescente de eletricidade.
O problema é que um grande fato não foi mencionado em muitos dos artigos e vídeos publicados na nesses sites. O Eletrikus Brasiliensis não existe nem nunca existiu.
Na realidade o nome Eletrikus Brasiliensis e toda a história sobre ser um anova espécie encontrada na Floresta Amazônica faz parte de um desafio criado por uma empresa de SEO, otimização de sites para mecanismos de busca.
No desafio o site ou blog que no dia 20 de fevereiro de 2013 estiver no primeiro lugar do Google para a busca por “eletrikus brasiliensis” será o vencedor, ganhando como prêmio um iPad e meses grátis para utilizar algumas ferramentas de SEO.
O problema maior está no fato de que muitos dos participantes do desafio criaram matérias falsas como se fossem verdadeiras e então publicaram elas em diversos sites e blogs, fazendo com que vários leitores realmente acreditassem que um “Pikachu brasileiro” tinha sido descoberto.
Grande parte dos sites não publicou nenhuma palavra avisando as pessoas de que se tratava de um concurso ou que a matéria é fictícia.
Um dos poucos que tiveram como uma das prioridades deixar claro aos leitores de que as matérias eram fictícias foi um site sobre o Eletrikus Brasiliensis criado para funcionar como página de um instituto.
O site é incrivelmente completo e foi muito bem elaborado, com design bastante profissional e com muita facilidade poderia enganar uma pessoa desatenta, mas ao contrário da maior parte dos outros participantes, o criador do site do instituto preparou uma página de aviso mencionando o concurso e sua participação nele.
Que isso sirva de alerta aos leitores que lerem qualquer publicação sobre esse Eletrikus Brasiliensis, ele não é real, mas que também sirva de lição e de exemplo aos outros participantes do tal desafio, pois criar notícias fictícias é interessante e divertido, mas publicá-las como verdadeiras é falta de ética!
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