Assistência de Fato

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Suêny Oliveira · Rio de Janeiro, RJ
11/11/2012 · 1 · 0
 

Serviço Social, atuação do profissional ganha cada vez mais espaço.

São frequentes os ataques aos direitos de todo tipo de pessoas. Esse é o campo de atuação do Assistente Social.

O Serviço Social é uma profissão de nível superior e somente o profissional diplomado pode exercer a função. Os conselhos regionais acompanham e fiscalizam o exercício profissional, assim quem não se inscrever e exercer a atividade pode sofrer punições do órgão, de uma advertência, multa ou até perder o diploma.

O CFESS (Conselho Federal de Serviço Social) informa em sua página oficial que existem 110.000 profissionais no Brasil, desses 23 mil são inscritos no CRESS 7º região (Conselho Regional de Serviço Social no Rio de Janeiro) sendo 12 mil profissionais ativos.
Uma curiosidade é que o serviço social surgiu em 1930, assim que a urbanização e industrialização iniciaram-se no Brasil, o reconhecimento veio em 1953 e foi regulamentada em 1957.

A quantidade de áreas que necessitam de assistente social é enorme. O profissional pode atuar tanto em instituições públicas ou em empresas privadas,tem habilidade de reconhecer as necessidades individuais e agir quando preciso,sendo para integrar esse indivíduo a sociedade ou buscar o seu bem-estar social. Um exemplo de empresas que precisam de serviço social são as universidades. Para a concessão de bolsas, é esse setor o responsável pela triagem e classificação dos candidatos.
O salário depende da área de atuação, da experiência do profissional, da empresa e da região, pode variar bastante. O maior campo de atuação do Serviço Social é a saúde.
Para falar mais sobre a profissão conversei com Juliana Costa Alves, 30 anos, formou-se na UFF (Universidade Federal Fluminense) em 2011 e atua na área de saúde como Assistente Social.
Juliana conta que fez quatro estágios obrigatórios pela instituição onde concluiu o curso. “O meu primeiro estágio foi na Pestalozzi-Niterói na área de reabilitação (duração de um semestre). O segundo e terceiro foram no Abrigo Reame em São Gonçalo, trabalhando com crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social (duração de dois semestres). O quarto estágio foi no Hospital Espanhol com o Serviço Social e Ouvidoria, trabalhando com o CTI, emergência, internação e ambulatório, onde atualmente sou efetiva no quadro de funcionários”.
Quando pergunto por que decidiu fazer Serviço Social ela diz: “Sempre me identifiquei com cursos que lidam diretamente com as pessoas”. Quando prestei vestibular tentei os cursos de Serviço Social e Psicologia. Passei para UFF e iniciei Serviço Social devido ao contato direto da profissão com a população, atuando com as mazelas da sociedade, políticas públicas e questão social, entre outros temas. Sempre achei um curso interessante, mas com o decorrer da faculdade fui percebendo as dificuldades, a falta de valorização, desconhecimento e até desinteresse das outras pessoas em relação a essa profissão. Tive um momento de crise e pensei em trocar de curso, porém fui até o final. E não me arrependo! Apesar de todas as dificuldades que encontramos no caminho ser Assistente Social é um motivo de orgulho e realização profissional.

Complementa explicando a necessidade do profissional na área da saúde e diz: “O Serviço Social na área hospitalar é extrema importância porque atuamos na promoção e proteção dos direitos dos pacientes, fazemos um atendimento psicossocial, auxiliando na superação dos problemas que surgem durante o processo de internação assim como nos momentos de fragilidade e vulnerabilidade dos pacientes e seus familiares. No hospital onde trabalho atuam cinco Assistentes Sociais, sendo uma especificamente dedicada ao atendimento dos pacientes espanhóis, que são cadastrados e direcionados pelo Consulado da Espanha aqui no Rio de Janeiro”.

O Serviço Social possui várias atribuições no ambiente hospitalar como: viabilização de informações sobre regras e procedimentos da Instituição, assim como os direitos e deveres dos pacientes e seus familiares; o Diagnóstico Social, quando detectadas as necessidades gerais do paciente; a Mediação de conflitos que é um facilitador na relação entre família, médico e outros profissionais da área de saúde; a confecção de relatórios, liberação de declarações, encaminhamentos e processo de Home Care.
A Ouvidoria do Hospital onde recebemos sugestões, elogios e reclamações e encaminhamos às coordenações dos setores envolvidos para ciência e providência e fornecemos suas respostas aos usuários, diz Juliana Costa.
O principal problema que enfrenta, por ser um hospital privado, é a falta de autonomia para elaboração e implantação de projetos que seriam positivos para a excelência no atendimento e serviços prestados aos pacientes e familiares. “Temos um ‘limite’ para a prática profissional devido a entraves institucionais, porém sempre atuamos orientadas pelo nosso Código de Ética Profissional, garantindo acesso e defesa intransigente dos direitos dos usuários”, diz sempre sorridente Juliana Costa.

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