Por Alessandra Paim
Jornalista
A magia da dança que encanta, a magia do desejo que excitam, a magia dos sinais onde a alma percebe”...
A dança do Ventre encontra-se nas diversas regiões da Ásia Meridional e do Oriente Médio. Seus movimentos foram registrados na Grécia, Índia, Antigo Egito, Mesopotâmia e Babilônia. Os povos daquelas regiões adotaram a Dança do Ventre no intuito de preparar as mulheres por meio da dança e ritos religiosos a se tornarem mães. Baseando-se nas tradições do Antigo Egito a origem da Dança do Ventre acaba entrando em controvérsia.
Comumente atribui-se esta origem em rituais oferecidos em templos dedicados à Deusa Ísis, a Deusa da Fertilidade Feminina e às Cheias do Rio Nilo. As danças egípcias possuem natureza acrobática e possivelmente alguns dos seus movimentos como as ondulações abdominais, o objetivo seria ensinar as mulheres dos movimentos de contração na região do abdômen na hora do parto. Em meados de 1978 a dança começou a adquirir o seu formato atual e na época em que Napoleão Bonaparte invadiu o Antigo Egito. Este aboliu a “ Danse Du Ventre” como uma “dança indecente”.Foi reprimida e cultuada conforme às manifestações políticas e religiosas de cada época.
Passaram-se décadas e as repressões caem em relação a dança no geral.Vindo mais forte no século XXI.A dança do Ventre entrou em todos os cantos do mundo seduzindo os salões e escolas de dança com seus mágicos e envolventes movimentos.
"Dança do Ventre é uma dança étnica. O termo é a tradução do inglês americano Bellydance, e do árabe Raqs Sharqi – literalmente a Dança do Leste. seus movimentos revelam sensualidade. De modo que em sua forma primitiva era considerado um ritual sagrado”, Explica Paula Chaves, professora e fundadora do Grupo LITANI - Grupo Árabe Brasileiro de Folclore & Dança do Ventre.
Paula conta que tomou gosto pela dança aos 13 anos de idade que a princípio seria por prazer, pois o colégio onde estudava oferecia aulas de dança. Na época seu pai comprou um CD árabe, ouvindo e ensaiando os movimentos com a melodia da dança lhe envolvendo pouco a pouco se identificou. ”Jamais pensei na possibilidade de me apresentar, até que minha professora na época de escola me convidou para participar de uma apresentação de Dança do Ventre e desde então não parei mais. Hoje sou profissional de danças árabes, registrada pelo SRTE/MS. Há oitos anos que danço e 3 que criei o Grupo Litani; com 7 homens e 12 mulheres,”conta Paula.
Conforme Paula as técnicas que marcam a dança do ventre são as ondulações abdominais de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril, (Shimmies), e entre outros. Conta ainda que segundo pesquisas, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto.
Os movimentos de braços e mãos, geralmente representam elementos da natureza, como exemplo, o movimento do vento nos campos de trigo, ou nas Dunas. Sofrendo modificações com a inclusão dos movimentos de Ballet Clássico.
Paula explica que não existem passos na Dança do Ventre e sim movimentos, diversidades de movimentos que podem ser agrupados formando assim novos outros. “Nós profissionais chamamos de ligação de movimentos, que além dos movimentos há diversas formas de deslocamentos”, finaliza Paula Chaves.
Ressalta ainda que para montar uma coreografia de dança do ventre dependeria unicamente do conhecimento acerca dos movimentos básicos da dança, do domínio, da consciência corporal, da criatividade, estilo, leitura musical e a interpretação de cada bailarina. Segundo as informações da professora as vantagens de uma pessoa praticar a dança do ventre são para afinar a cintura, tonifica e diminui a flacidez dos braços, abdômen, coxas e panturrilha. Frisa ainda que a dança acaba sendo como qualquer outra atividade, e requer dedicação, tempo, cuidados com a alimentação e genética.
“A dança do ventre não faz milagres. Aumenta a flexibilidade, trabalha a respiração e melhora a postura, mas seu diferencial é elevar a auto-estima e resgatar a feminilidade. O mais importante para que tudo isso aconteça é a mulher se identificar com essa dança, praticar os movimentos com a alma”, acrescenta Paula.
Afirma que todas as mulheres podem praticar a dança,com exceções das meninas que ainda não tenham suas constituições físicas formadas e mulheres com lesões físicas sérias.E aconselha que antes de iniciar qualquer atividade física deve-se consultar um médico para uma avaliação. Com a dança do ventre trabalha todas as partes do corpo, principalmente o ventre e a coluna, a futura aluna deve ser informar a professora se caso tenha alguma restrição.Suas primeiras apresentações profissionalmente foram nos anos 2004 e 2005 passando por inúmeras experiências, com apresentações tanto particulares quanto públicas.
Conquistando prêmios em competições que participou. Expôs seu trabalho artístico em vários cantos dos Estados Brasileiro: MS, MT, GO, SP e SC. Mostrou a sua bagagem artística também no exterior, ( Argentina).“Para finalizar posso dizer que a cada apresentação, onde exponho meu trabalho, Me realizo por fazer o que amo e gratificada ao ver o conhecimento do meu trabalho. E assim uma cultura que tanto admiro”, Paula G. Chaves.
Para a Professora de Dança do Ventre da Academia Nativa, Lisa Lima;a Dança do Ventre é a dança do coração. “Não tem como enxergar a dança sem corpo e alma juntos, sendo considerada uma dança sagrada”, enfatiza.
Ela conta que sentia necessidade de fazer alguma atividade física, pensava em axé, pois sempre gostou de dança. Já praticou Ballet há um tempo e Teatro também, a arte no geral lhe atraía.Comentando para uma amiga da sua vontade de praticar alguma atividade, e esta amiga sugeriu a dança do ventre.Lisa comenta que sorriu e disse: “ Que dança do Ventre nada”.
“Hoje digo que essa amiga foi um anjo que me levou para a dança, pois ela parou e eu continuei, atualmente dou aulas e participo de inúmeras apresentações. há cinco anos que a dança faz parte da minha vida, me apaixonei pela arte.
Lisa explica que para você conhecer a dança do Ventre você precisa vivenciá-la, senti-la. Frisa que a dança é emoção, amor, todos os sentimentos juntos. Que dançar nada mais é que uma prece. Além de ajudar com os seus movimentos o dia-a-dia como dor no ventre e cólicas e em outros aspectos também.
“A dança trabalha desde a cabeça até o seu pé. Seu corpo é um mosaico, e cada movimento tem seu objetivo, sua função, na vida e na arte também. Além de fortalecer algumas regiões do corpo com os seus movimentos, ela auxilia ainda para o auto-conhecimento, desperta o amor-próprio e a auto-confiança na mulheres’,afirma Lisa.
Lisa Lima já participou de vários eventos, apresentava no dia da Mulher nas Secretarias do Estado. Fez parte do Grupo de dança Natraj, onde viajaram para outras cidades com os espetáculos. Atualmente elas trabalha de forma terapêutica, sendo já formada em Terapia Ocupacional. Anualmente promove espetáculos, como os Mistérios Femininos e este ano apresentará o espetáculo:O Segredo do Egito no Teatro Aracy Balabanian, dia 27 de novembro às 20h.Lisa Lima dá aulas de dança na Academia Nativa em Campo Grande.Para maiores informações à respeito da dança e das aulas basta ligar para 67 9244-8307.
A dança do ventre cria uma tensão na alma do observador. Sempre sentí isso. A algo não explícito nessa dança que não consigo visualizar! Meu voto
raphaelreys · Montes Claros, MG 30/7/2009 14:59Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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