Dois anos de ocupação, dois anos sem baile

Foto: Renato Moura / Voz das Comunidades
Baile no Complexo do Alemão
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Favelada do Alemão · Rio de Janeiro, RJ
25/2/2013 · 25 · 1
 

Depois de praticamente dois anos, nesse último sábado, 23/02 , rolou o primeiro baile oficialmente liberado no Complexo do Alemão desde a ocupação militar no final de 2010. A festa aconteceu na comunidade Nova Brasília, nas proximidades da UPP, na Praça do Terço. Uma noite bem lelek, como muito lek e nem na pista dançando sem parar. E de longe só se ouvia hits como: "é no Complexo do Alemão que ela vai até o chão", "pois é foi mal mamãe passou açucar em mim!" e muito mais ao som de MC Sapão.

Logo depois da ocupação do exército em dezembro de 2010, o baile foi proibido alegando ser uma festa com potencial para rolar o tráfico de drogas e com letras que incitavam a violência. Mas tarde a Resolução 013, posta em vigor na favela, só reforçou a dificuldade dos produtores culturais em realizar tal festa. E desde então os Mcs, o movimento do funk, os produtores culturais da favela e moradores têm reivindicado o direito de exercer a prática cultural no baile funk, tão naturalizado na comunidade.

Na última década o funk tem ganhado cada vez mais espaço na mídia brasileira, embora sua história tenha mais de trinta anos e esteja ligado ao gueto nos Estados Unidos. No Brasil a partir da década de 80, os bailes começaram a atrair cada vez mais pessoas e desde então o funk faz parte da cultura carioca e da favela com letras que falam do cotidiano do morro, da cultura e também da violência e desigualdade como forma de protesto.

O problema da criminalização do funk é que junto com ela vem a criminalização das pessoas, dos artistas, do território, dos produtores e principalmente a criminalização da cultura popular. A criminalização do baile funk carrega com sigo uma série de estigmas, que contribui para a diferenciação de classes e o reforço da ideia que existem culturas e hábitos melhores que outros.

O Rio de Janeiro tem passado por uma nova fase, a entrada da Unidade de Polícia Pacificadora - UPP, nas favelas do Rio de Janeiro deu o primeiro passo para um possível avanço que ainda tem um longo caminho pela frente. E nesse caminho, o diálogo é fundamental na construção de uma cidade de direitos e justa. A proibição do baile funk dentro favela só fragiliza o processo de diálogo entre o estado e a favela e entre a polícia e o morador. Proibir manifestações culturais é violação de direitos e reforça distanciamentos e preconceitos, lutemos para que em cada favela do Rio de Janeiro se tenha o direito de viver e cantar "eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela em que eu nasci..".

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Andre Pessego
 

Esta questão precisa ser melhor colocada para isto é preciso ir nas raízes.
a) Não há criminalização das pessoas ou de funk ou disto ou daquilo, o que há é CONDENAÇÃO DE UM AGRUPAMENTO DE PESSOAS. Como condenação?
assim> Está separado. Para o grupo das pessoas de cor:
Pretos, pardos, nordestinos, mulatos está reservado o
CADASTRO DO BOLSA FAMILIA.
Para os descendentes dos privilegiados imigrantes europeus e japoneses está reservado o
CADASTRO DO BNDES, BANCO DO BRASIL, ...
O que levou as Forças Armadas para as favelas?
BALA. Bala e nada mais.
Agora o pessoal da favela não tem que reclamar baile disto u daquilo Tem que reclamar o direito à POSSE DA TERRA
Funk as Forças Armadas distribui a torto e a direito, ainda ajuda no som. com seus estampidos.........
Vamos reclamar A POSSE DA TERRA. O Direito ao assento no Cadastro do BNDES. .........
O Crédito que o Brasil dá para o imigrante asiático e europeu.........
Ver se europeu quer baile ele quer industria, comércio.....
Vamos também pensar alto, pensar em igualdade de DINHEIRO.
DIREITO as Forças Armadas dão a torto e a direito
DINHEIRO elas deixam para europeus e asiáticos........

Andre Pessego · São Paulo, SP 28/2/2013 23:05
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