Em decomposição

Divulgação/Capa: Cristiano Menezes
Ninguém sabe o que se passa por dentro
1
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ
31/8/2007 · 369 · 41
 

Nos últimos dias, estive em companhia de uma mulher em decomposição. Ela estava ali, como uma sombra à minha frente nos ônibus, nas filas, na mesa do almoço, antes de dormir. Não, apesar do meu estado de espírito ultimamente, não se trata de um alter-ego. A repórter de TV de “Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi”, primeiro romance de Cecilia Giannetti lançado semana passada pela Agir, está à espreita. Alucinante e alucinógena. A vaidade como obsessão e a indiferença como padrão jornalístico já estão praticamente incorporados na vida estéril daquela fêmea meio robótica quando uma cena chocante causa um curto-circuito. Acaba a rotina, começa o fluxo de pensamento. Bem-vindo ao caos.

Fico imaginando se um cineasta aventureiro pirasse na batatinha e resolvesse filmar aquilo. Funcionaria como um meta-filme em que a personagem está no cinema e vê a tela derretendo em múltiplas cores. No decorrer da história, há ares expressionistas, sombrios e estranhos dentro da personagem, e impressionistas - aqueles fragmentos de cores que, unidos, em geral formam alguma coisa. E formam alguma coisa?

“Meus amigos perdiam seus contornos um pouco a cada dia:
Uma vez um deles apareceu com o nariz no lugar do pescoço; o outro, a orelha no lugar da boca; um terceiro alojou uma ferradura no lugar do coração”.

Cheguei ao meio do livro com a sensação de que não estava entendendo mais nada – e caí na bobagem de interromper no meio, agora que sei que é um livro bom de ser lido de uma 'vezada' só. Perdidona, me senti que nem naqueles livros de imagens em que se fixa o olhar para ver pular do papel uma forma em 3D. Como me irritava ficar dezenas de minutos de olhos em pontinhos alinhados e daqui a pouco um amigo do meu lado gritar: CARAMBA, É UM BARCO! AQUI, AQUI, UM BARCO, QUE LINDO!!!! E eu, invejosa e desesperada, tentando enxergar uma ligação entre pontos que pudesse parecer com aquilo. Humpf. Mas voltando ao livro: lá pela metade, como disse, estava meio com essa sensação. Mas foi só deitar na cama e comecei, sem querer, a traçar a narrativa que, sim, está presente, sutil e impiedosa, com auxilio enlouquecido das ilustrações de Cristiano Menezes. Repare que ninguém falou aqui em verdade. Há uma tentativa de suicídio, uma tatuagem mal-apagada, uma mudança de apartamento... Há quase mini-contos espalhados no caminho, com direito a um homem sem cabeça e chineses agitados. “Assim penso ter apreendido o significado da fé: crendo distraidamente no que não pode ser.” Há a Central do Tédio, há Baiano, Tio Santo e Doca, o menino que quer ser Erê. Há beleza pouco óbvia. Tudo com o Rio de Janeiro ao fundo, embaçado, ruas que conheço derretendo bueiro abaixo.

Chego ao fim (fim?), fecho o livro e a lombada marcada deixa a capa meio entreaberta. Vejo então o trecho da dedicatória de Cecília:

“Heleninha...
Meu Rio de Janeiro fragmentado... Gosta?”

ô.

**

A dedicatória foi escrita na terça-feira passada, durante o lançamento, claro. Bar de quintal e garagem, fila de respeito para comprar o livro e pegar o autógrafo da autora, que é editora do Portal Literal, assina coluna semanal na Folha de São Paulo e participa de uma pá de projetos literários. Não entendo essa coisa de lançamento, assim como não entendo velórios. A maior interessada (no caso do lançamento, hohoho) parece ter oportunidade escassa de curtir seus convidados, entre assinaturas e goles de vinho. Uma vez li que o Nelson Motta botou o vendedor de um livro dele para pegar os endereços (não sei se é uma prática corriqueira). Mandaria as dedicatórias pelo correio e curtiria sua festa. Sei que tem cara de grã-fino, mas que faz sentido, faz...

Mas mesmo com obrigação de assinar centenas de livro, Ciça estava curtindo. Fiquei feliz em notar que o feudinho literário carioca estava todo presente para prestigiar: editores, jornalistas de cadernos literários, designers, escritores “da nova geração”. (é engraçado ficar acompanhando de longe as conversas do feudinho, o prêmio tal anunciado hoje... a reação de um editor à tal capa ontem... parece aquela coisa de ligar a TV numa novela que você quase nunca vê e ficar rindo... só até se envolver com as histórias e adentrar no mundo da ficção).

Fiquei mais feliz ainda ao ver que na fila, à minha frente, uma turma de jovens e velhos importados diretamente da infância de Cecília na Ilha do Governador a levou às lágrimas. Recebi minha dedicatória-pergunta (“Gosta?”) e fui conversar com o editor do livro, também amigo. Lembramos de como a trajetória daquela obra foi enviesada. Uma novela que começou em 2002, superou uma perda total da história num micro que deu pau e ainda uma troca de editora. “E posso te garantir, Aragão, que todas esses solavancos fizeram bem ao livro, cada versão foi ficando melhor”, disse-me ele. “Males que vêm para bem, males que vêm para bem”, fui embora repetindo, como um mantra.

**

Quanto é nossa participação na história proposta pelo autor dependendo de como estamos naquele momento da leitura? Em tempos estranhos, pode bater completamente diferente de como agiria se fosse um período primaveril. Independente disso, alheia a humores está a certeza de um livro milimetricamente pensado – mas longe de ser um engodo, ele conta com palavras assustadoramente no lugar para formar esse mosaico disforme que deixa o Rio incompreensível. Achei bom pra cacete, mesmo depois de tanta expectativa ao acompanhar, mesmo que a distância, aquele Frankenstein sendo construído. Fiquei com vontade de continuar acompanhando Ciça em suas aventuras literárias (e, por acaso, ultimamente meio barra-pesadas): comentei com ela que ia emendar com a leitura de “Muito longe de casa – Histórias de um menino soldado”, de Ishamel Beah (foi Cecília quem traduziu). Para quem não sabe, este é o rapaz de Serra Leoa que, bem antes de vir para a Festa Literária de Parati com uma carinha meio deslumbrada (eu também ficaria), foi soldado-mirim e fez coisas terríveis na guerra que devastou seu país. O livro trata disso. Leve como eu queria.

Mas foi a própria Ciça quem alertou.

- Não faça isso com você agora. Too much, too much...

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Ize
 

Helena adorei seu texto. Fiquei com uma vontade danada de ler o livro. Ri muito qdo vc falou da sua impossibilidade de descobrir as imagens naqueles livros cheios de pontinhos. Caramba, me lembrei de como me sentia incapaz por não tb conseguir ver nada apesar de todo esforço. É verdade que certos livros nos dão essa sensação. É certo que não esse da Cecília que, pelo que vc diz, deve ser ótimo.
Bj

Ize · Rio de Janeiro, RJ 30/8/2007 21:58
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Andre Pessego
 

Helena, muito boa descrição, boa amostragem, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 31/8/2007 07:18
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Juliaura
 

Helena,
Que bela, simpática, divertida e muito verdadeira pareceu-me tua apresentação dessa tua aventura com Cecília.
Eu me pensei assim, um pouco estranha, depois um pouco íntima até demais quando fiz a entrevista com o Bauer sobre o livro dele.
Adorei também fazeres a resenha e aquela nota sobre a noite de autógrafos.
É bem assim que vejo também o autor acantonado e todos que foram ali por razão dele e do livro dele curtindo a festa dele e ele suando em bicas não podendo levantar sequer pra fazer o xixi dele descansado.
E dele vinho, que vinho é bom.
Esse livro da Cecília é a pura verdade, eu acredito em pessoas que não conheço e amo lugares que nunca vi.
É que quando se chega mais pertinho da pessoa ou do lugar as coisas vão ficando mais como de fato são e a gente até desacredita de pôr de sol ou de luar, né?
Parabéns. Teu texto é uma escola para mim.
beijin.
Juli

Juliaura · Porto Alegre, RS 31/8/2007 08:59
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Felipe Obrer
 

Helena, só um pedido: pega uma folga da edição e escreve mais!

Abraço!

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 31/8/2007 09:03
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Ilhandarilha
 

Assino o pedido do Obrer! Parabéns pelo texto. Bela e instigante apresentação de um livro. Quem fez a capa dele? É demais!

Ilhandarilha · Vitória, ES 31/8/2007 09:34
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
André Gonçalves
 

muito bom! e deu uma vontade enorme de ler o livro.

André Gonçalves · Teresina, PI 31/8/2007 10:48
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Benny Franklin
 

A amostragem do citado livro, a síntese é perfeita.
Quando estiver à venda em Belém. Farei o possível
para adquirir.
Abçs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 31/8/2007 10:51
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toinho.castro
 

muito bom texto, helena.
fiquei curioso e parece-me muito bom o livro. desafiador.
não sei se vou lê-lo agora, sabe como são os livros, têm hora marcada para encontrar com a gente e nem sabemos.
mas bom saber que ele está por aí, à solta nas livrarias e pode me encontrar a qualquer momento.

beijo grande. apareçam no café.

toinho.castro · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2007 11:07
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Helena Aragão
 

Gente, que surpresa chegar aqui hoje e ver o texto com tantos votos e comentários! Quando vi o caminho discreto pelas filas, sem comentários nem nada, interpretei que isso era reflexo de um texto meio pessoal demais, de um livro ainda desconhecido. Já estava bem tranqüila com ele assim quietinho porque o importante - a necessidade de escrevê-lo - já tinha sido feito. Mas é sempre maravilhoso saber as reações.
Ize, pois é, que bom saber que não sou só eu que não vejo 3D nos pontinhos... Achei boa a comparação porque no caso do livro da Ciça foi mais ou menos (imagino) a mesma felicidade.
Juliaura, vamos fazer uma campanha por lançamentos mais humanos? :)
Pessoal, obrigada pela atenção e que bom que consegui despertar o interesse de vocês para o livro. Quando lerem, contem o que acharam por aqui. Abraços!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2007 12:05
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Bruninho_bass
 

Muito bom! Quando tiver a oportunidade, lerei!!

Bruninho_bass · Maceió, AL 31/8/2007 12:18
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Cida Almeida
 

Helena, sou fissurada em textos pessoais demais, que falam de coisas desconhecidas. É muito bom ser levada pela sua escrita inteligente, sensível, bem-humorada e instigante. Escreva mais, pois são textos assim que deliciam e aliciam a gente.

Beijo grande.

Cida Almeida · Goiânia, GO 31/8/2007 12:54
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Juliaura
 

Tô nessa, Helena!
Ficha OOOOOO2!
Já tinha falado pro Bauer como aquilo me apareceu meio por sobre o quem sabe nada a ver.
Ele contou-me que a despesa ser por conta de quem queira beber ou comer já era um fenomemal avanço do tempo em que o coquetel obrigatório chamava um povo que nem de ler gostava.
E aí dei-me conta de que o pessoal da festa pela festa tinha ido para outras bandas mesmo. quem foi no lançamento queria falar com o o autor, pegar o autógrafo ou comprar o livro. então, o livro virou personagem da noite, como era pra ser. E foi aí na que tu apresentastes da Cecília.
A campanha começou aqui, contigo, tenha certeza.
E livro é livro, outro tipo de alimento.
Um sarauzinho, com uns pitacos sobre a prosa ou o verso caem melhor para a obra e o autor e até para leitores, acho eu.
A Eblis, dos Ronaldos, já faz isso aqui em Porto Alegre (os ronaldos são colbadoradores do Overmundo, uns baita poetas do PoETs aqui de Porto Alegre).
As próprias apresentações de obras, como a tua e a da Tacilda Aquino para A Guerra no Coração do Cerrado mostram um bom caminho.
Eu acredito como o Gonzaguinha disse que a vida pode ser bem melhor e será!

Beijin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 31/8/2007 13:00
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Leo Lima
 

Quero ler esse mesmo livro que vc leu. Não serve o livro que a Cecília escreveu. Só pra papear, sobre "males que vêm para o bem" e afins. bj

Leo Lima · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2007 15:13
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Helena Aragão
 

Cida, também gosto muito dos seus textos 'confessionais'. :)
Juliaura, então tá combinado.
Leo, mas além de bater papo comigo recomendo que leia o livro também!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2007 15:30
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Nivaldo Lemos
 

Helena,

ótimo texto, fiquei com muita vontade de ler “Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi”, da sua amiga Cecília (cuja capa aliás já é por si expressiva e desconcertante). Pelo que você diz, é o tipo de literatura que incomoda quem lê, pois faz pensar sobre os absurdos cotidianos, a violência social e política, as (ir)racionalidades, as contradições e as loucuras em que mergulhamos e - por estarmos imersos - perdemos a visão e a capacidade crítica. Condição da qual, paradoxalmente, muitas vezes - como esper seja o caso - é a ficção que nos redime e nos dá o distanciamento crítico necessário para retomarmos a consciência plena. Valeu pelo texto - muito bem escrito - e pela dica do livro. Vou comprar, sem dúvida.

Um abraço, com voto.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2007 16:54
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Carlos Calenti
 

Oi Helena,
adooorei o texto. Eu mesmo estou escrevendo sobre o livro para um site, e depois de ler o que você escreveu, a minha crítica parece tão impessoal e chata.
Enfim, só elogios; ao livro e ao seu texto.
abração

Carlos Calenti · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2007 17:12
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Lígia Saavedra
 

Helena, olá!
Convite aceito. Lerei o livro.
Um abraço.

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 31/8/2007 17:45
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joao xavi
 

cecilia não é a cantora do 4track valsa?
ou estou confundindo as cecilias?

joao xavi · São João de Meriti, RJ 31/8/2007 18:59
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Labes, Marcelo
 

"Quanto é nossa participação na história proposta pelo autor dependendo de como estamos naquele momento da leitura?"

Acho que total, Helena - a menos que estejamos lendo os anais do último encontro de advogados septuagenários. No entanto, além dessa relação livro x leitor, há que se ver a relação leito x livro: ler Cem Anos de Solidão para ficar feliz!, ler A Náusea quando estiver bem...

Instigante teu texto, Helena. Dá vontade de ler a Cecília sem nem ter livro dela. E quanto ao teu texto super-pessoal, acho que não poderia ser diferente. Se fosse, seria somente uma sinopse.

Beijo.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 31/8/2007 20:40
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Wagner Miranda
 

excelente!
li, reli, votei e queria votar mais...=)
continue escrevendo, ok?
Tenho dois poemas aqui no overmundo, se quiser visitar, criticar, votar, etc:
http://www.overmundo.com.br/banco/canto-2
http://www.overmundo.com.br/banco/sao-paulo

Abraços,

Wagner

Wagner Miranda · Jandira, SP 1/9/2007 01:47
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Rodrigo Teixeira
 

Parabéns Helena! Seu texto está demais. Espero que tenha o livro aqui em Campo Grande! Fluxo de consciência? Este estilo 'Eunóia' está com tudo... abs

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 1/9/2007 02:01
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Helena Aragão
 

Valeu! Nivaldo, legal as observações que você faz sobre a cidade. Sem dúvida, o jeito que ela mostra o Rio tem tudo a ver com sua experiência pessoal - e de muitos cariocas - de amor e ódio com a cidade.
Labes, pois é. Mas me intriga saber disso: então minha pilha de livros a ler é muito maior, já que posso ler o mesmo livro de modos diferentes. Obrigada, Wagner e Rodrigo, que bom que gostaram. E pode crer que também lembrei o Eunóia do Eduardo Ferreira quando escrevia isto aqui!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 1/9/2007 10:32
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Adroaldo Bauer
 

Parabéns pelo teu texto Helena.
Com certeza, fosse eu a Cecília Gianetti, estaria em débito contigo até a décima edição.
E seria um teu leitor pelas pelas próximas décadas dado o bom estilo da apresentação e a sugestão para a mudança dos formatos de lançamentos.
Eu também faço uma coluna aqui no Jornal de Cultura Fala Brasil, em Porto Alegre.
Dá-me tua licença para reproduzir a recomendação de leitura dessa publicação para a edição de outubro?
Estaremos em circulação em plena Feira do Livro aqui, um programa de muita repercussão no estado, com visitação de muitos autores nacionais e de fora do país também.
Não terei lido o livro até lá, pois devemos fechar a edição até o final de setembro, e me valeria de ti para citá-lo, se não tiveres oposição.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 1/9/2007 11:39
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Romeu Martins
 

Olha só, mas que belo e instigante texto. Parabéns.

Romeu Martins · São José, SC 1/9/2007 14:26
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thais aragao
 

Oi, João. É isso aí mesmo. A Cecília que escreveu o livro também cantou no 4track Valva/Casino. ;)

thais aragao · Porto Alegre, RS 1/9/2007 22:59
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Helena Aragão
 

Valeu pela resposta, Thais, acabei deixando passar (será que somos aparentadas?)
Romeu e Adroaldo, valeu! Adroaldo, não sei se entendi bem, você quer reproduzir o texto ou apenas a indicação da obra. Creio que tudo bem nos dois casos, mas me conte.

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 3/9/2007 11:15
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Adroaldo Bauer
 

Quero fazer uma resumo, que tenho só uma coluna, da tua apresentação, para indicar a obra. Para o jornal. Do meu blogue faço um linque para cá.
Grato.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 3/9/2007 11:41
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Marcelo Moutinho
 

Bacana demais o texto, Helena. Agora também quero que vc leia o meu, nem que seja pra falar mal! rs Beso

Marcelo Moutinho · Rio de Janeiro, RJ 24/9/2007 21:00
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Helena Aragão
 

ô moutinho, não fui convidada pro lançamento! :) mas falando sério: você se refere ao seu livro de contos ou já tem outro depois? Qual é a editora? bjo

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 26/9/2007 14:46
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andremartins
 

Helena, que coisa bonita!!!
Quero ler o livro!!!!!!!!!!
Agora!!!!!!!!!!!!!!!

AM

andremartins · São Paulo, SP 2/5/2008 11:14
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Helena Aragão
 

Oi André, que bom! Avise se você tiver dificuldade de encontrar nas livrarias. Abraço

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 3/5/2008 18:58
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rosa melo
 

Helena, tenho lido seus textos, e me fixado...assim...de olhos duros. Na verdade não tenho comentado porque não tenho sinceramente maturidade literária pra absorver fielmente o que vc passa. Mas me envolve, e isso é bom!
Sei como é essa coisa de lançamento de livro. Bom, na verdade já fui uns bacanas. sabe, esses que os amigos aparecem pra prestigiar. E aí, a maioria é mesmo artista disso ou daquilo...acaba virando um carnaval (de rua/ não da rua de Salvador, entende!?)
Pio IX é bem pequeninho, cê sabe! E fizemos uma inauguração de Biblioteca Pública que durou ds 19:00 às 6:00 da manhã. Já viu, muito poeta, cantor, bailarino, juntos...já viu!

Vou ler sempre seus textos e tentar enriquecer mais meu universo literário.
Abraço!

rosa melo · Pio IX, PI 15/11/2008 00:29
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Helena Aragão
 

Oi Rosa,
Que prazer em receber tua visita neste texto. Maturidade literária poucos têm - eu certamente não estou na lista! O importante é tentar passar o que sentiu na leitura se sentir necessidade. Pio IX tem diversas atrações que estou adorando conhecer pelos seus posts, obrigada por divulgar! E que ótima essa notícia da biblioteca pública! Abraço

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 15/11/2008 14:17
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Circus do Suannes
 

Tudo o que eu queria dizer já disseram. É isso que dá chegar depois de a festa começada. Como escritor e leitor, não posso deixar de registrar minha satisfação ao constatar (na minha juventude isso era francesia) que ainda há quem saboreie livros. Sempre lamentei não ser argentino, para poder perder-me naquelas livrarias lá deles. Talvez cruzar ali com o Borges. Isso no Brasil está mudando. O aspecto dos livros também. Levo meu neto que ainda não tem dois anos a uma dessas livrarias e ele fica deslumbrado. Pega um livro e pede à avó que lhe conte "tóias". Depois põe o livro embaixo do braço e quem o tira de lá?
Viva o livro!
E vivam os bons comentadores de livros.

Circus do Suannes · São Paulo, SP 15/1/2009 19:37
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joe_brazuca
 

Suannes me convidou pra ler seu postado...

e...se eu gostei ?

ô !..pra lá de...

normal...

agora, Helena, vc me deve uma graninha ( rsrs...) pr'eu comprar o livro da Cecilia e ler lá que lugares são aqueles e que pessoas são aquelas...

Me fez lembrar, não pelo conteúdo certamente, mas pela forma que vc descreveu, as obras da Blavatsky...será ?...só lendo pra ver, né...

Beleza, viu, moça ?...

abraço

(ah !...pra ver as figuras em "3D", é só ficar "vesguinha" e desfocar...daí a imagem aparece, sacou ?...rs)

joe_brazuca · São Paulo, SP 15/1/2009 20:04
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joe_brazuca
 

ah !...a capa é aterrorizante...não sei se vou dormir sossegado hoje...rs
bj

joe_brazuca · São Paulo, SP 15/1/2009 20:08
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Helena:
Também atrasadíssimo também cheguei aqui pelas "mãos" do Suanes> Muito legal seu postado, deve ser legal o livro, mas o que mais me fascinou foi a sua descrição do "clima" da noite de autógrafos que me lembrou, ao mesmo tempo, o livro "Bel Ami", do Guy de Maupassant e o filme Pret-a-Porter cujo diretor não sei (ou esqueci) o nome. o que, na minha idade, está ficando cada vez mais normal.
Diverti-me muito acompanhando a sua sensação de "estar vendo uma novela que raramente vê...e rindo". Sabe, você me pôs lá dentro descrevendo aqueles tipos "Famosos quem"
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/1/2009 01:59
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Em tempo: olhando no Google "lembrei" que o autor de "Pret a Porter" foi Robert Altman (1925-2006), o mesmo diretor de Nashville e do caústico M.A.S.H. (1970), sátira à guerra. A propósito seu texto me fez lembrar também de um outro, de autoria de G Lucaks chamado "Narrar ou Descrever". Você descreve muito bem!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/1/2009 02:22
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Cleanto Farina Weidlich
 

Lembrei do amigo que me questiona, ... como você administra o turbilhão de idéias? ... ao ler as idéias que a Autora, tenta passar, liquidificadas pelo turbilhão, enxergo um bom exemplo de boa administração. Ela já resolveu e fez o seu tema de casa, colocou sol nos seus quartinhos escuros, o leitor agora que se dane, ou melhor que utilize mais essas, como apendice para achar a saída, do eterno labirinto onde caminhamos em busca das diferenças entre a verdade e o mito.

Cleanto Farina Weidlich · Carazinho, RS 16/1/2009 11:06
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Helena Aragão
 

Que bacana ver esse texto "ressuscitado" por novos comentários! Valeu, Suannes, concordo com você: tão importante quanto ler os livros é comentá-los e trocar ideias sobre eles. Isso que você fala das crianças é incrível mesmo: aquele mundo cada vez mais colorido das livrarias deixa eles loucos! Será que vai refletir no futuro? Espero que sim!

Joe, fico muito feliz de te ver por aqui. Sei que já entramos em alguns conflitos por conta de divergências sobre o site, mas faz parte, saiba que o respeito é mútuo. Que bom que gostou e que o texto te remeteu a outros autores. Sobre o 3D, não adianta, não consigo mesmo.:( E sobre a capa, ela foi polêmica mesmo, mas não se pode negar que chama atenção, né?

Joca, você estava sumido! Que bom que leu agora! Tem muita coisa que você cita aí que só conheço de nome (ah, lacunas literárias...) Mas a coisa dos lançamentos é fogo mesmo, foi legal ver que muitos se identificam com esse "incômodo".

Cleanto, adorei o "colocou sol nos seus quartinhos escuros" e toda a interpretação que você dá a esse jogo de gato e rato entre leitor e escritor.

E vamos ler a Cecília! Vocês já foram no Portal Literal? Recomendo!

Abraços

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 16/1/2009 12:26
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Francisco Arlindo Alves
 

Cecília Giannetti tem um pesquisa muito legal de ler sobre o jornalismo gonzo. Só não me perguntem onde. Antigamente era fácil de achar.

Francisco Arlindo Alves · São Paulo, SP 4/9/2009 19:56
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