Vivemos em um mundo onde as opiniões correm soltam por aí. Estamos sempre recebendo e dando conselhos, sugestões e dicas, mas até onde estamos colocando nossa verdade nisso tudo?
Conversando com uma amiga essa semana, fiquei refletindo nas questões que ela me colocou sobre “como nós quase sempre falamos de algo e não aplicamos em nossa própria vida.” Quantas vezes nós nos pegamos aconselhando alguém e ao olhar para nós vemos uma realidade totalmente contrária àquilo que pregamos. Será certo fazer isso ou o ditado “Faça o que eu digo, mas não faça o que faço” justifica?
Dizem que para julgar ou simplesmente aconselhar alguém, precisamos ter moral para isso. Ou seja, não posso dizer para você acreditar em si mesmo se eu não acredito em mim. Mas que fazer então? Não entrando na esfera do julgamento e sim dos conselhos, essa atitude não deve ser prejudicial, afinal, estamos querendo ajudar outra pessoa. Mas fica uma reflexão: até quando vamos querer ajudar apenas as outras pessoas e deixar a nossa própria realidade desajustada? Vamos continuar incentivando a nossa verdade aos outros e vivendo uma mentira nas nossas relações? Até que ponto isso é justo com nós e com as pessoas que nos amam? É preciso se amar e lembrar que tudo parte do próximo e o “próximo mais próximo”, advinha quem é?
Agradeço à amiga Cristiane que, muito carinhosamente, me fez refletir sobre essas questões.
Um grande abraço a todos e espero que me ajudem a tentar entender esse complexo mundo que é o nosso reino interior.
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