As mulheres de minha casa
eram feitas de sons,
entre risos e falas,
conversas sem fim...
carinhos e doces,
assim nos enrolavam, nos encantavam,
nos entretiam.
Ah! mulheres que fofocavam e discutiam
e amavam
eram sérias também,
representantes do LAR,
defensoras de idéias tinham atitude,
vibrantes seres a tecer o eterno fio
de casos e acasos.
Politizavam, bradavam, não permitiam,
se enterneciam e nos bendiziam,
algumas rezavam, outras ardiam,
também prometiam o que nem sempre cumpriam,
mas estavam sempre ali
SOBREVIVIAM.
A elas sempre fui fiel,
mesmo à distância ou no silêncio
dos pecados amados ou não,
a essas mulheres que nos geram,
nos formam, nos criam, nos espelham,
que viram de tudo e, Ã s vezes, silenciam
noutras falam, e como...
e nos confundem e também nos guiam
cozinham, festejam
comem e fazem dieta
fazem girar o mundo
e respeitar, sem, por vezes, nos enxergar.
SÃntese vital.
A essas mulheres de tantos bens
e com seus maus
retorno
com saudade até o fim
.
Carlo, acredito que seu texto tem mais a ver se postado no Banco de Cultura (que tem opções para vc arquivar em 'texto literatura' por exemplo. Sua colaboração é sempre bem vinda, mas pode correr o risco de ficar perdida no meio da multidão.
abraços
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