Solidariedade- Quanto vale um sorriso?

http://www.palhamedicos.com.br/album2/FrameIndex_view.htm
Equipe Palhamédico
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Alessandra Paim · Campo Grande, MS
17/5/2009 · 4 · 0
 


Responsabilidade Social - termo utilizado na sociedade nos tempos atuais.Há outras definições adotadas que seria o mesmo significado:caridade, ação solidária, voluntariado, cooperação, e entre outros.Mas o objetivo acaba sendo um só: “Ajudar ao próximo”.Hoje as empresas adotaram a Responsabilidade Social como ponto primordial nas suas ações.

Tecnicamente falando estas ações solidárias que as empresas denominam como Responsabilidade Social na verdade torna-se uma certa obrigação,seria uma forma de atrair o público-alvo por meio de ações que beneficiam a sociedade.Ou seja, a empresa x preocupa-se com o bem-estar dos seus clientes.O resultado – conquista-se mais clientes e assim garantindo o lucro da empresa.

Faz-se necessário todas as empresas cumprirem o seu papel social,a Responsabilidade Social está presente em todos os meios de comunicação.Frisam muito esse termo na teoria e poucos são os que realmente abraçam essa causa.Há diversas maneiras e formas de cumprir o seu papel social como cidadão,como ser humano.Mas a sociedade esquece que não basta apenas transferir uma certa quantia na conta –corrente de alguma Instituição de Caridade ou até mesmo contribuir com alimentos,agasalhos para um asilo ou algo do tipo.Sem ao menos sentir essas pessoas, visitá-las, doar uns 5 minutinhos do tempo com o seu calor humano,ceder um abraço, um sorriso.Essas atitudes tornam-se tão válidas para quem recebe que acaba sendo um milagre na vida de alguém, uma luz no fundo do túnel.

“Solidariedade é a caridade em ação quando nos predispusemos em auxiliar as pessoas carentes, sem no entanto, esperarmos qualquer recompensa pelo auxilio prestado.É confortarmos os aflitos, visitarmos os infermos,”ressalta Pedro L. Lisboa, Coordenador de Projetos Sociais da Instituição Maria de Nazaré – Campo Grande.O coordenador junto com uma equipe de voluntários executam ações solidárias nas comunidades carentes das regiões, Indubrasil e Caiobá II,visitam e ajudam o Asilo São João Bosco.Prestam solidariedade todo segundo domingo do mês com o coral no qual o Sr. Pedro ministra ,apresentam-se no Hospital Psiquiátrico,Nosso Lar.” Onde através da música ,tentamos levar amor, paz e harmonia aos internos”,conta Pedro.

Segundo o coordenador há quinze anos que trabalham com ações solidárias e afirma que a gratificação que ele e a equipe recebe seria a recompensa que vem em forma de amor ,alegria e paz.”Podendo aliviar um instante de dor de quem recebe a nossa ajuda,é maravilhoso”explica.

“É prazeroso darmos um pouquinho do nosso tempo a um trabalho tão nobilitante como este.Sabemos que se compararmos a magnitude que abrange a pobreza e a miséria no País, o nosso trabalho é infinitivamente pequeno, sem grandes representatividades,porém, no entanto, a alegria de servir,de ser útil,, dá-nos a força e coragem para prosseguirmos”,aponta ele.

Conforme o Coordenador Pedro,ele explica das emoções que a equipe passa durante a jornada de trabalho,conta que há momentos felizes e também tristes.Pois, quando conseguem dar uma ponta de esperança para alguém,a felicidade é plena,mas quando não há condições de ajudar, deparam-se com uma imensa tristeza.

A equipe solidária é desenvolvida por trabalhadores que levam uma vida comum, têm suas atribuições familiares, profissionais, mas que se dedicam com amor, respeito e responsabilidade a uma causa tão nobre.E segundo ele, quem se interessar a fazer parte desse trabalho solidário,há algumas restrições essenciais, o principal de todos os requisitos – o amor ao próximo.Não basta apenas recursos materiais,sendo que a principal matéria-prima é a caridade despretenciosa.Mais informações para os interesses de participar ou ajudar de alguma forma,ligar para: 67 – 9267-6967 falar com Sr. Pedro.

Há 10 anos que os Palhamedicos atuam na profissão da alegria.Tudo começou quando o Fundador dos Palhamedicos,o Dr.Wagner Coin,mais conhecido no âmbito dos colegas palhamédicos, como Doutoreco.ele estava em viagem vindo do Ceará, quando começou a analisar a sua vida, que já havia conquistado tudo que queria,família,filhos... e precisava fazer algo mais,além de contribuir com dinheiro para as Instituições de Caridade,(como já fazia,há tempos).Ele conta que essa ajuda era pouca,devia fazer algo mais e foi nesse pensamento que pegou uma revista e folheando se deparou com uma reportagem sobre profissionais que se vestiam de palhaços e atuavam nos hospitais.

Vislumbrado com a matéria tão criativa e solidária teve a idéia de adotar esse projeto aqui na cidade,buscou várias informações sobre os palhaços da alegria,que conseguiu convencer um grupo de amigos a formar os “Palhamedicos”.

Vestiu-se de branco,pintou a cara se fantasiou totalmente de palhaço e foi alegrar os pacientes da Oncologia Infantil,Hospital Universitário,a partir daí as visitas aos hospitais expandiram-se e a alegria nos olhos das crianças motivaram ainda mais os profissionais da alegria,a continuarem com as visitas.

Hoje são aproximadamente mais de 20 a 30 Palhamedicos e as visitas são revesadas uma vez na semana e duas horas no dia nos Hospitais da Cidade.

São profissionais de todo ramo que contribui com a junta dos Palhamedicos,e cada um com uma característica marcante ,um estilo próprio de palhaço e um codinome.

“ Fui convidada pelo fundador da Associação dos Palhamedicos,a fazer parte da equipe e há 3 anos que trabalho como profissional da alegria.Para mim todos os momentos são marcantes,pois a recompensa é para si próprio,ao observar o rosto triste de uma criança quando entramos em cena e a alegria da mesma quando saímos,a sensação é que deixamos a esperança e o amor no ar”,conta Marycleide Vasquez,Assessoria de Imprensa – Federação de Automobilismo de Mato Grosso do Sul - FAMS.

“Todos somos ansiosos,loucos e sem tempo,mas se procurarmos encontrar tempinho para dividir nossa sorte na vida com os irmãos seremos mais felizes”finaliza Marycleide.

Segundo o Doutoreco,( Dr. Wagner) todos podem fazer parte da equipe dos Palhamedicos,mas há um treinamento de seis meses para entrar na equipe.

Doutoreco relata com emoção as experiências que obteve nas visitas aos enfermos e numa dessas visitas,uma marcou muito o trabalho desses palhaços da alegria: “ Certa vez, estávamos no CTI pediátrico, e uma criança de aproximadamente 05 anos,estava em estado de coma,os chegamos e o enfermeiro disse: “infelizmente essa criança está muito mal,não vai adiantar vocês fazerem nada...mas já que estávamos lá,resolvemos cantar uma musiquinha em volta do leito,e fizemos isso,e falamos que éramos palhaços e que gostaríamos de vê-lo numa outra oportunidade, e que era para ele ficar bom que voltaríamos.( no nosso trabalho nunca nos envolvemos com os pacientes).Passado uma semana,o menino não estava mais lá.Quando estávamos visitando os apartamentos,em um dos apartamentos estava a criança de 05 anos e nos reconheceu e pediu para cantarmos a musiquinha da casa torta”,ressalta.“Nunca deixe de acreditar nos seus sonhos e abra o seu coração para amor”,Doutoreco.

“ A caridade aplaude os atos do homem que pratica o Bem”,Chico Xavier.

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