Urbanismo futurista: a beleza está nos olhos de quem vê!
Buscar decifrar os fragmentos do cotidiano popular, como as moradias, nos reserva descobertas surpreendentes. Talvez a mais bela delas, seja a reflexão que fazemos dos propósitos de tais formas e elementos expostos ao público, onde a arte poderá não está nas obras, e sim, na percepção e no uso em que as vivências nos proporcionem.
Ousadia, irreverência e toque pessoal são características de residências que surgir na arquitetura urbanística de Boa Vista. Casa com aparência de castelo ou réplica de avião no telhado se destaca pela presença de linhas não convencionais, um convite à reflexão sobre o conceito de beleza e habitação.
Ao destoar do estilo convencional de moradia entra em consonância com o formato moderno de construções públicas em que a proposta futurista caracteriza a Capital roraimense. Para o observador atento, a exposição gratuita dessas habitações é uma oportunidade de admirar, interpretar e até julgar a beleza das construções.
A estética das casas fora do olhar comum, em que os limites são norteados pela simetria dos padrões ocidental de construção, provoca-nos a refletir sobre o conceito do quê é “belo” em outros lugares. Dessa forma, as construções nos surpreendem ao mesmo tempo em que trás em si a liberdade anarquista, que vê nos conteúdos populares (nesse caso, as moradias) a valorização da cultura.
Para os mais ortodoxos, é possível que as casas fora do padrão linear de construção, não passe apenas de excentricidade e/ou ostentação de seus donos, afinal em alguns casos os custos com a realização das obras também não são convencionais.
Mas, a arte não tem preço, e afinal, a beleza está nos olhos de quem vê, pois elas podem muito bem serem construídas de materiais recicláveis e mesmo assim terem um valor incalculável, já que, dependendo do contexto em que se encontram provocam interpretações diversas.
A valorização ou não de tais construções habitacionais é um fenômeno pessoal, mas que mexe no organismo social da cidade se observar a influência de construções públicas, como o Palácio da Cultura, a catedral Cristo Redentor e Portal do Milênio na arquitetura urbanística de Boa vista.
Sendo assim, as construções de designer futurista ou não, representam, ao mesmo tempo, as semelhadas e diferenças existentes dentro do corpo social das cidades. Nestas, a capacidade organizacional favorece a padronização, a hegemonização dentro do perímetro urbano, que nem sempre é aceita pelos cidadãos que fazem de sua casa lugar único, diferente e, por isso, belo.
Greik, você fala de um tema muito interessante dentro do contexto social das cidades. Não conheço Boa Vista e acho que você ficou devendo algumas fotos, que ilustrassem a sua matéria. Acredito que teríamos a oportunidade de ver fotos muito diferenciadas. Votei
Ivette G M
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!