Por: João Vitor Costa
As crianças que possuem alguma deficiência ou limitação e precisam ser incluídas ao convívio escolar e social, muitas vezes são barradas pelo preconceito. Porém, preconceito é uma palavra banida no vocabulário da futura pedagoga Camila Diniz que disse: “Excluir para que, se dá para incluir estas crianças, que podem e devem ser tratadas de uma forma igualitária”.
A profissão do Professor é considerada por muitos, como sendo nobre, bela, que forma cidadãos para a vida. É uma profissão que merece ser reconhecida e valorizada. Pois são os professores que ajudam a formar todas as profissões. O professor é um agente formador e multiplicador, mas muitos escolhem a Pedagogia como uma segunda opção e muitas vezes acontece a frustação. Não foi o caso da jovem Camila Diniz de 21 anos, que estuda Pedagogia na Uniasselvi, e “ama o que faz”. Camila já tinha certeza que queria ser professora com apenas 10 anos de idade. “Eu sempre ajudava a professora na escolinha dominical, da igreja que eu frequento, sabia que essa era a profissão que eu queria. Até pensei em ser veterinária, porque gosto muito de animais, mas o amor por cuidar, ensinar e zelar por crianças falou mais alto”. A moça mora com seus pais, sua irmã Sara e o cãozinho Haji, da raça Shit-tzu. Adora ir ao cinema para assistir a um bom filme mas confessa que está sobrando pouco tempo para o lazer. Um de seus hobbys preferidos é tocar violino, uma das músicas que gosta mais de tocar é Halleluia do compositor e músico Il Divo. Além disso, participa da Orquestra da Igreja Assembleia de Deus em Blumenau.
Educação Especial
Camila estudou Educação Inclusiva já no primeiro semestre onde aprendeu toda a parte da história como ela é vista até nos dias atuais. Antigamente as pessoas que nasciam com alguma deficiência dizia-se que estavam possuídas ou elas eram vistas como sendo maldição. “Ainda bem que hoje há a inclusão, pois, as leis defendem as pessoas de deficiência. A importância destas crianças serem inseridas junto com as outras crianças é uma forma de se comunicar e de se socializar. Para a futura pedagoga, a Educação Inclusiva tem que ser inserida tanto nos CEIs como em escola Pública ou Particular, de modo regular sendo um direito garantido a qualquer criança com alguma necessidade especial.
A Missão de Camila
O amor ao próximo, cuidar do outro e evangelizar, fez Camila participar da escola Cetem- Vida - Centro de Treinamento Missionário. Camila teve que passar por um longo processo de seleção, ter a autorização do pastor de sua igreja, conversas com psicólogo até ser aprovada pela escola. Passado o processo de seleção e da ansiedade, a jovem deixou para trás todos seus afazeres e partiu para as missões. “Não foi nada fácil ficar um ano e meio longe de casa, sendo que os três primeiros meses, não poderia receber nenhum familiar, comunicava-me apenas pelos meios de comunicação. O trabalho que fazíamos dentro da escola incluía ações sociais, ajudar a comunidade em suas necessidades muitas vezes batia o desanimo o cansaço mas valeu apena. Uma das características do Centro de Treinamento Missionário era a disciplina e a ordem, que me fez crescer muito como ser humano”. Durante este período que esteve na escola, dedicava-se aos estudos, pois tinha aulas no período da manhã e da noite. Nos três últimos meses do estágio ela foi para a cidade de Lontras onde passou por uma prova de fogo. Foi em 2013 e aconteceu uma enchente quando a cidade de Lontras foi bem afetada. “Estávamos isolados, os nossos vizinhos já tinham desocupado suas casas, mas eu minha colega Ana Paula e um casal de pastores angolanos decidimos ficar na casa. Erguemos toda as mobílias e ficamos a noite inteira em claro. “Mas graças a Deus, a água não chegou até onde estávamos”.
Camila II
Uma frase dita pelo professor Salomão Becker: “Professor é profissão. Educador é missão” Esta missão de educar e vocação para cuidar, Camila tem. “Quando chego perto das crianças, parece que tem um imã que nos une. Elas me ensinam muito e eu aprendo muito com elas”. Apesar de ainda jovem no exercício da profissão, Camila já tem bem focado em sua mente os seus objetivos. Quer se especializar em Letras. “Pensei até em trabalhar com Educação Inclusiva, mas no momento estou mais direcionada para a primeira opção”. Pode ser que Camila até mude de ideia, quanto à sua especialização, mas com certeza, não vai parar e quanto à sua vocação e sensibilidade ela está bem determinada, quer ser professora/educadora.
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