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  <title>.: O Grupo de Compositores da UNICAMP e o ENCUN :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Overblog :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>   Perfeito! As palavras muito bem medidas, me sinto como se tivessem saido da minha boca. Sou aluno de composiÃ§Ã£o da Escola de MÃºsica da UFRJ. Qualquer ajuda, gostaria de oferecer-me para tal.&lt;br /&gt;&#13;&#10;   Espero saber quando e onde (SÃ£o Paulo, parece) ocorrerÃ¡ este evento, o ENCUN. Estarei lÃ¡ de qualquer maneira!!!&lt;br /&gt;&#13;&#10;   ParabÃ©ns ValÃ©rio, escreveste muitissimo bem.&lt;br /&gt;&#13;&#10;   Eu fiquei atÃ© sabendo do 1Â° ENCUN, o Rodolfo Caesar havia me dado uma &apos;bronca&apos; atÃ© por eu nÃ£o ter ido. Quase fui. Me arrependo agora de nÃ£o ter ido.&lt;br /&gt;&#13;&#10;   Salve todas as idÃ©ias que aÃ­ em cima estÃ£o. FaÃ§o dessas minhas palavras.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Leo Alves Vieira</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c13397</link>
  <title>Comentário postado por Leo Alves Vieira</title>
  <dc:date>2007-2-14T16:06:03Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c13412">
  <description>OlÃ¡ Leo. Obrigado pela generosidade. Rodolfo sempre foi um dos incentivadores desse encontro.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Olha, existe uma lista no yahoogroups sobre o encun. inscreva-se nela. O responsÃ¡vel Ã© o Alexandre Fenerich aÃ­ do Rio. Chama-se &quot;Forum_composicao&quot;. Estamos comeÃ§ando a definir o encun de SÃ£o Paulo, previsto para outubro deste ano.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;bem vindo a bordo.</description>
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  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-2-14T18:55:21Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c13517">
  <description>Gostei de saber da iniciativa. Muito boa essa troca de informaÃ§Ãµes.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c13517</link>
  <title>Comentário postado por Cida Almeida</title>
  <dc:date>2007-2-16T12:02:39Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c13569">
  <description>OI Cida.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Obrigado pelas palavras amigas&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;EstÃ¡ previsto um desembarque da nau do ENCUN na regiÃ£o centro-oeste, por conta de uma proposta de rodÃ­zio entre regiÃµes, em 2008 (caso o evento nÃ£o migre para o nordeste) ou, no mais tardar, em 2009. Quem sabe nÃ£o rola na UFG?</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c13569</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-2-16T22:41:57Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c13603">
  <description>ValÃ©rio, gostei de ver o texto tambÃ©m, e lamento apenas que nÃ£o tenha ficado na primeira pÃ¡gina, com mais destaque. Dou meu voto pra ver se o empurrÃ£ozinho ajuda.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c13603</link>
  <title>Comentário postado por Felipe Obrer</title>
  <dc:date>2007-2-17T14:53:16Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c15327">
  <description>Ã ValÃ©rio. Participei do ENCUN 2006 aqui em BelÃ©m e fiquei surpreso com a produÃ§Ã£o dos compositores da UEPA que se fizeram presentes. NÃ£o imaginava tal gang aqui na Capital. TorÃ§o para que com o passar da tempestade o pessoal nÃ£o esmoreÃ§a. E vida longa ao ENCUN!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c15327</link>
  <title>Comentário postado por FÃ¡bio Cavalcante</title>
  <dc:date>2007-3-08T14:17:53Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38752">
  <description>Sou ainda leigo em mÃºsica, embora apaixonado por ela desde os 14 anos de idade. E a Meta desse encontro Ã© uma das coisas pelas quais procuro desde os 14 anos. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Anseio, sobretudo, em acompanhar a evoluÃ§Ã£o da mÃºsica grafocÃªntrica e tentar livrar o mundo disso que podemos chamar de âdoentia obsessÃ£o pela mÃºsica histÃ³ricaâ. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Como diz o prÃ³prio Nikolaus Harnoncourt, parece que o pÃºblico freqÃ¼entador das salas de concerto, bem como uma parcela considerÃ¡vel dos mÃºsicos, possui a tendÃªncia de executar e escutar sempre as mesmas obras, dos mesmos compositores, divulgando as mesmas (jÃ¡ por demais batidas) poÃ©ticas, como se estivÃ©ssemos presos ao passado.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã o mal que vem contaminando o mundo erudito desde o perÃ­odo napoleÃ´nico, conforme se depreende do âDiscurso dos Sonsâ de Harnoncourt. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pois naquele perÃ­odo se padronizavam leis (atravÃ©s do movimento de codificaÃ§Ã£o do direito, surgido no prÃ³prio sÃ©c. XIX), e que tambÃ©m se fazia presente em outras Ã¡reas do conhecimento, haja vista que apÃ³s as guerras napoleÃ´nicas seguiram-se grandes reformas educacionais em todos os nÃ­veis, as quais tornou um imperativo a padronizaÃ§Ã£o dos sistemas de formaÃ§Ã£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o estou aqui repudiando Montiverdi, Bach, Mozart, Wagner, Mahler, Schoenberg, Strawinsky, Stockhausen, Ligeti, Berio e outros... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas a mÃºsica deve continuar nÃ£o Ã© mesmo, seguindo sua evoluÃ§Ã£o natural rumo a novas poÃ©ticas... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Todavia, para quem nÃ£o tem condiÃ§Ãµes de ir ao ENCUN, hÃ¡ alguma forma de entrar em contato com a produÃ§Ã£o erudita dos compositores desse encontro?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o aos que idealizaram e colaboram com a ENCUN! &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38752</link>
  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2007-12-11T12:24:18Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38804">
  <description>Oi Gustavo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Obrigado pelas palavras muito bem colocadas. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Teria a acrescentar apenas que as &apos;novas poÃ©ticas&apos; sempre estiveram aÃ­. A meu ver o lance Ã© descentralizar o foco, nÃ£o re-focalizÃ¡-lo. Abrir os ouvidos e seguir de acordo com seus humores. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;DaÃ­ nÃ£o teremos uma nova &quot;alternativa ao velho&quot; (ranÃ§o modernista), mas o esvaziamento definitivo dessa dicotomia &quot;velho x novo&quot;. Ganhamos mobilidade, velocidade, vertigem e corpo com isso.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Para acessar o Encun, usamos essa lista:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;forum_composicao@yahoogrupos.com.br&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;que estÃ¡, aos poucos migrando para:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;forumencun@googlegroups.com&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;e temos um myspace:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;http://www.myspace.com/contemporarybrazilianmusic&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;onde vocÃª pode ouvir alguns colegas desse circuito.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Bem vindo Ã  Nau.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38804</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-12-11T18:24:03Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38898">
  <description>Oi ValÃ©rio!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No universo da ENCUN hÃ¡ compositores contemporÃ¢neos que criam obras para grandes formaÃ§Ãµes sinfÃ´nicas (utilizando os tradicionais instrumentos de uma orquestra para fazer mÃºsica contemporÃ¢nea)?  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Como ainda fazem lÃ¡ na PolÃ´nia Henryk GÃ³recki e Krzysztof Penderecki?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o!&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38898</link>
  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2007-12-13T14:47:39Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38909">
  <description>Oi Gustavo &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Existe muita coisa para orquestra sinfÃ´nica por aÃ­ (sÃ³ eu tenho 5 peÃ§as, um concerto para piano, uma Ã³pera no forno, etc). Como vocÃª deve imaginar, nÃ£o Ã© mole tocar, etc. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A maioria dos colegas escreveu coisas assim dentro do Ã¢mbito acadÃªmico por fazer parte do currÃ­culo do curso de composiÃ§Ã£o a tal escrita orquestral. A Ãºnica vez que vi uma peÃ§a minha sendo tocada por uma orquestra foi dentro do Ã¢mbito acadÃªmico.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tenho a impressÃ£o que, concordando com sua perspectiva crÃ­tica, as orquestras sinfÃ´nicas tendem a deixar de existir (pelo menos no Brasil) exatamente porque sua existÃªncia nÃ£o implica (nunca vi implicar) num impacto na produÃ§Ã£o de mÃºsica orquestral nova. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Servem apenas para manter soando um repertÃ³rio clÃ¡ssico cuja justificativa permanece nebulosa: &quot;para que continuemos ouvindo os clÃ¡ssicos&quot; - funÃ§Ã£o meramente museolÃ³gica? Isso Ã© o calcanhar de aquiles das orquestras&amp;#059; um troÃ§o que custa carÃ­ssimo (e por isso, via de regra, Ã© bancado pelo poder pÃºblico) cuja finalidade Ã© produzir unicamente entretenimento para uma elite, nÃ£o movimentando com isso nada alÃ©m da poeira do tempo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Entretanto, nÃ£o deixa de ser curioso que em SÃ£o Paulo a Ãºnica orquestra dedicada Ã  execuÃ§Ã£o de mÃºsica nova brasileira - a Sinfonia Cultura - tenha sido a primeira a cair. Um belo tiro no pÃ©.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã um circuito muito complicado e, penso, inviÃ¡vel. Tende a deixar de existir. NÃ£o o lamentaria. A caravana continuaria passando.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§Ã£o!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38909</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-12-13T18:51:31Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38910">
  <description>Oi ValÃ©rio!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A morte das novas obras sinfÃ´nicas que jÃ¡ nascem natimortas Ã© pra mim uma tragÃ©dia das piores. Fico triste ao saber que vocÃª (bem como muitos de teus colegas provavelmente) possui concertos e atÃ© Ã³peras que jamais foram executadas. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AliÃ¡s, atÃ© o compositor Jorge Antunes tem uma Ã³pera em trÃªs atos acabada hÃ¡ uns quatro ou cinco anos e ainda nÃ£o conseguiu patrocÃ­nio para executÃ¡-la. Isso porque ele foi aluno de Pierre Schaeffer, Ã© doutor em estÃ©tica musical pela Sorbonne e ainda &quot;Chevalier des Arts e des Lettres&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E eu que almejo escutar essas obras (o teu concerto pra piano, a tua Ã³pera e a Ã³pera do Antunes) sÃ³ posso tentar imaginÃ¡-las... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Agora pense bem, suponha que eu realmente tenha algum talento musical, e suponha que eu venha a me tornar catedrÃ¡tico em alguma universidade... O que irei ensinar aos meus alunos? &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Porque falar de Stockhausen, Ligeti, e tantos outros Ã© falar de coisas passadas... Coisas de muito valor, sim, Ã© verdade, mas o que vem depois?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Bem, aÃ­ eu falaria aos meus alunos do meu amigo ValÃ©rio Fiel da Costa, mas como irei falar dele se os meus alunos ao irem numa loja especializada nÃ£o conseguirem achar qualquer obra dele Ã  venda? Pois Ã© Ã³bvio que alÃ©m de ler a respeito de vocÃª, as pessoas irÃ£o querer ouvir o que vocÃª compÃ´s... Mas pra isso... Precisamos da orquestra. E de empresas e pessoas que possam e queiram financia-la.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E mesmo que vocÃª nÃ£o queira compor para orquestra em razÃ£o disso tudo (afinal atÃ© eu, que ainda nada sou, jÃ¡ tÃ´ desanimado), como ficariam aquelas pessoas, chatas como eu, que, inconformadas, de um certo modo iriam esperar pelas novas obras sinfÃ´nicas... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Basta lembrarmos do concerto para piano e orquestra do Strawinsky, ele o compÃ´s mais por exigÃªncia do pÃºblico que desejava assisti-lo tocando ao piano... E hoje Ã© uma das mais interessantes obras no repertÃ³rio pianÃ­stico.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu nÃ£o consigo conceber uma mÃºsica erudita sem aquela tradicional orquestra das salas de concerto... Eu mesmo pretendo estudar composiÃ§Ã£o tÃ£o somente por amar toda essa &quot;engenharia complicada e bela&quot; que Ã© a orquestraÃ§Ã£o... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se pode extrair muito mais expressÃ£o de um instrumento acÃºstico do que de um aparelho elÃ©trico... E a combinÃ§Ã£o dos instrumentos, a harmonia entre eles, o contraponto para fazÃª-los cantar todos sua prÃ³pria melodia... E tudo mais que se exige para fazer uma orquestra provocar aquela sintonia que une as almas de todos que a ouvem e que tentam compreendÃª-la... Isso tudo Ã© que alimenta meu interesse pela mÃºsica... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas, pode acreditar... As orquestras nÃ£o morrerÃ£o... Ficaram em coma durante bom tempo, mas isso vai mudar...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Claro que atÃ© lÃ¡, a Nau tem que prosseguir do jeito que der.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Logo devemos seguir o exemplo de John Cage ao compor as sonatas para piano preparado. Se nÃ£o Ã© possÃ­vel colocar um grupo de percussÃ£o num palco pequeno, entÃ£o o piano farÃ¡ tambÃ©m as vezes de instrumento percussivo. Et voilÃ !&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38910</link>
  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2007-12-13T19:43:51Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38924">
  <description>Oi Gustavo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A estratÃ©gia limite Ã© conseguir de algum modo um peixe para tocar a coisa (ou dinheiro para pagar os mÃºsicos)&amp;#059; gravar a coisa da melhor forma possÃ­vel&amp;#059; disponibilizar&amp;#059; falar sobre ela&amp;#059; passar para a prÃ³xima. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As obras orquestrais que viriam? Se nÃ£o vierem, nÃ£o vieram e pronto. Continuamos produzindo do mesmo jeito. A orquestra nÃ£o representa uma referÃªncia para o processo criativo caso ela nÃ£o se apresente como tal. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Compor nÃ£o pressupÃµe instrumental a priori ou ferramentas a priori. Compoe-se com aquilo que estÃ¡ no ar, com o ferramental que estiver disponÃ­vel. NÃ£o se lamenta a falta disso como fator decisivo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o me interessa aquele discurso de que nÃ£o conseguimos fazer uma mÃºsica eletroacÃºstica melhor por nÃ£o possuirmos instalaÃ§Ãµes e equipamentos tÃ£o bacanas quanto os do Ircam em Paris. Ferramenta poderosa nÃ£o implica em mÃºsica poderosa&amp;#059; tudo depende do cara que estÃ¡ modelando a coisa, compondo. A matÃ©ria sonora Ã© inerte. Assim, nÃ£o faz diferenÃ§a se Ã© acÃºstica ou eletrÃ´nica, pois quem define a coisa em termos musicais Ã© o gesto, seja em estÃºdio, seja ao vivo. NÃ£o dÃ¡ para fugir disso. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Vivo falando para colegas mais novos: se nÃ£o se consegue compor com seu violÃ£o, nÃ£o adianta tentar outra coisa, nem mesmo os hiper-instrumentos que os recursos eletrÃ´nicos disponibilizam.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Minhas primeiras coisas escritas foram orquestrais. Depois fui aprendendo a enxergar melhor a matÃ©ria sonora e a apreender dela sua complexidade imanente. Ã nesse processo que entendi a criaÃ§Ã£o musical como algo ilimitado e passei a nÃ£o me ocupar mais dos moldes sugeridos por aÃ­, acessando-os apenas como uma possibilidade entre inÃºmeras. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Como disse John Cage ao entender que o silÃªncio nÃ£o existe: &quot;nÃ£o devemos temer pelo fim da mÃºsica&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Grande abraÃ§o&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38924</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-12-14T11:36:46Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38927">
  <description>Bom dia ValÃ©rio!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Acompanhando o teu raciocÃ­nio, de fato quem realmente compÃµe o faz por qualquer meio disponÃ­vel... A mÃºsica nÃ£o possui limites, nem fronteiras fÃ­sicas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A Ãºnica lei fundamental da mÃºsica, na minha humilde opiniÃ£o, Ã© estuda-la de forma profunda, desde os seus primÃ³rdios, passando por todos os seus perÃ­odos atÃ© chegar onde estamos. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Estou nesse momento ouvindo a tua obra &quot;a&quot;, Ã© um show! Gosto muito desse tipo de som. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;VocÃª jÃ¡ deve ter percebido minha predileÃ§Ã£o pelo instrumental acÃºstico, daÃ­ minha paixÃ£o pela orquestra. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Contudo, sendo inerte a matÃ©ria de que se constitui a mÃºsica, realmente, ela nÃ£o pressupÃµe instrumentos de qualquer espÃ©cie.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Que obras posso ler para aprofundar meu conhecimento acerca disso que estamos discutindo?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38927</link>
  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2007-12-14T12:07:36Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38958">
  <description>Bom dia ValÃ©rio!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pois tenho a impressÃ£o que somos guerreiros numa batalha interminÃ¡vel pela compreensÃ£o do som e do silÃªncio. Duas metades de um mesmo corpo? NÃ£o sei... SÃ³ sei que nada sei...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;ValÃ©rio, sabe que achei na internet um texto muito interessante que vou tentar decifrar. Ã um estudo de anÃ¡lise em uma peÃ§a com escrita indeterminada. (uma coisa bem Cageana)&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sei que sou muito intrometido em tentar entender coisas que estÃ£o ainda muito alÃ©m dos meus parcos conhecimentos teÃ³ricos em mÃºsica... Mas Ã© que ontem estava no meu quarto ouvindo as sonatas para piano preparado do Cage, ouvia e lia a respeito delas. Eu quero muito entender o funcionamento dessas obras contemporÃ¢neas, bem como aquelas do passado. Fico imaginando como Strawinsky chegou atÃ© a SagraÃ§Ã£o da Primavera... TambÃ©m penso acerca de uma obra que tenho em casa do Berio, onde se utiliza pequenas formaÃ§Ãµes de instrumentos de um modo pouco convencional... Misturando um som ora atonal, ora tonal, ora determinado ou nÃ£o, com o cÃ¢ntico de um coro que exerce um papel bastante plÃ¡stico, nÃ£o apenas cantando melodias mas muitas vezes fazendo sons numa posiÃ§Ã£o coadjuvante como se fosse um instrumento de percussÃ£o. E esse coro ora se dissolve e ora se reune novamente, Ã© bizarro, mas interessante.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Desejo entender nÃ£o sÃ³ isso tudo a que me referi, como tambÃ©m estudar e compreender como funciona a orquestraÃ§Ã£o, desde a renascenÃ§a atÃ© o nosso tempo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Gosto muito das obras de Henryk GÃ³recki. VocÃª jÃ¡ ouviu a terceira sinfonia dele? Ele tambÃ©m tem uma outra obra bastante interessante chamada &apos;beatus vir&apos;. Sem falar no concerto dele para cravo e orquestra, Ã© bem inusitado.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Gostaria muito de fazer uma mÃºsica que ficasse entre aquilo que GÃ³recki faz e aquilo que vocÃªs da Encun fazem.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Algo contemporÃ¢neo, mas ao mesmo tempo que lembre um pouco o passado. Todavia, que esse passado seja lembrado de um modo diferente, gerando nÃ£o apenas uma sensaÃ§Ã£o agradÃ¡vel pelas melodias, mas tambÃ©m incomodando, por apresentar em certos momentos uma desconstruÃ§Ã£o desses parÃ¢metros tradicionais do passado que serÃ£o expressos ao longo da obra. PadrÃµes que nascerÃ£o com ela na medida que os mÃºsicos a executam, mas que morrerÃ£o aos poucos no desdobramento da peÃ§a, e que se tronsformarÃ£o atÃ© tornarem-se silÃªncio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o e bom final de semana!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38958</link>
  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2007-12-15T12:26:30Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38995">
  <description>Oi Gustavo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Essas coisas que falo nÃ£o devem ser entendidas como posicionamentos ideolÃ³gicos. NÃ£o me importo com o futuro da &quot;mÃºsica&quot; (nÃ£o hÃ¡ o que temer aqui), nÃ£o sou modernista (nÃ£o procuro representar uma vaguarda - nÃ£o acredito na sua necessidade), nÃ£o tenho interesse em divulgar a tal da &quot;mÃºsica contemporÃ¢nea&quot; para que as pessoas escutem mais (o termo contemporÃ¢neo nÃ£o significa nada objetivo mas se tornou um gÃªnero, o que Ã© ridÃ­culo), nÃ£o faÃ§o parte da turma da &quot;mÃºsica de invenÃ§Ã£o&quot; que o Augusto de Campos inventou, nÃ£o me sinto em dÃ©bito com Darmstadt, com a Escola de Nova York ou com a 2Âª Escola de Viena (entre outras &quot;escolas&quot; que usamos para orientar nossa produÃ§Ã£o desde sempre). Dito isto, vamos Ã  composiÃ§Ã£o:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Compor Ã© cantar e danÃ§ar. Basta sentir essa necessidade de estar em movimento e soar que vocÃª estarÃ¡, provavelmente no caminho certo (isso nÃ£o Ã© uma metÃ¡fora!). Aqui nÃ£o importam as referÃªncias a nÃ£o ser como presenÃ§as, como focos de irritaÃ§Ã£o externa que podem ou nÃ£o ser fecundos dependendo de sua vontade para figurarem como elementos dentro de sua poÃ©tica. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Compor nÃ£o Ã© expressar sentimentos com sons&amp;#059; compor nÃ£o Ã© escrever mÃºsica&amp;#059; vocÃª pode muito bem ser alguÃ©m que escreve muito bem e nÃ£o compÃµe nada&amp;#059; vocÃª pode nÃ£o saber escrever e ser um compositor extremamente interessante&amp;#059; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Compor Ã© pÃ´r coisas em movimento retendo desse movimento, atravÃ©s de um gesto (faÃ§a uma mÃ£o em forma de garra puxando alguma coisa do ar), as coisas que te interessaram no movimento bruto que vocÃª acabou de gerar&amp;#059; nesse ato de retenÃ§Ã£o hÃ¡ uma marca territorial que Ã© o verdadeiro objeto da composiÃ§Ã£o. Ã ela que escutamos quando estamos diante de um compositor que seja algo mais do que um escritor de mÃºsica.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Aqui nÃ£o importam questÃµes estÃ©tico-ideolÃ³gicas&amp;#059; tais referenciais fazem parte do processo como qualquer outra contingÃªncia pessoal como ter nascido em determinado bairro de Blumenal, ter uma namorada punk, ou ficar sozinho na Europa num albergue durante 3 meses.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nada contra o escritor de mÃºsica. Todos nÃ³s que frequentamos cursos acadÃªmicos e tÃ©cnicos apreendemos o metier e sabemos escrever mÃºsica. Mas o compositor estÃ¡ em busca de algo mais do que os objetos musicais disponÃ­veis. Por isso, nÃ£o se deve comeÃ§ar um raciocÃ­nio composicional preocupado em seguir modelos estÃ©tico-ideolÃ³gicos&amp;#059; o raciocÃ­nio composicional deve ser livre: flertar, no mÃ¡ximo, com tais referÃªncias&amp;#059; nÃ£o abrir mÃ£o da sua autonomia, pois ao fazer isso, simplesmente deixarÃ¡ de existir.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando comeÃ§amos a fazer mÃºsica temos a impressÃ£o que devemos seguir caminhos prÃ©-estabelecidos e nos sentimos &quot;na casa dos outros&quot;. Na realidade, quando aceitamos chamar nossas experiÃªncias sonoro-gestuais particulares de &quot;mÃºsicas&quot; acabamos prestando um grande favor ao circuito e damos a ele a oportunidade de aprimorar-se.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Portanto, traga com vocÃª, independentemente das mÃ¡scaras eventuais, aquilo que sÃ³ vocÃª Ã© capaz de fazer. TerÃ¡ lugar garantido no &quot;mundo da mÃºsica&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38995</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-12-17T12:08:06Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38996">
  <description>Ou seja, o meu compromisso enquanto compositor Ã© usar de todos os meios dos quais disponho, e porque nÃ£o, criar tambÃ©m novos meios, os meus prÃ³prios meios, para, desse modo, oferecer o melhor que posso... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Criando mÃºsica e nÃ£o simplesmente escrevendo mÃºsica, e muito menos me preocupando com padrÃµes ou influÃªncias que sejam, em tese, mais adequadas... Pois no fundo sÃ³ a liberdade de criaÃ§Ã£o Ã© que Ã© realmente Adequada a cada um e a todos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E como sempre estamos insertos em contingÃªncias pessoais, que definem o que somos a cada instante (pois tudo flui e se transforma) estaremos e estamos criando a mÃºsica que hÃ¡ dentro de nÃ³s... E que reflete cada momento desse perÃ­odo turbulento e cheio de mudanÃ§as que hoje vivemos... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Essa mÃºsica, naturalmente, pode sofrer influÃªncias, mas jamais poderÃ¡ se fixar em uma delas, sob pena de nÃ£o mais ser mÃºsica. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pois quando o artista deixa de ser o protagonista de sua Ã©poca, de seu tempo, ele deixa de ser artista e nada do que faz precisarÃ¡ ser compreendido, pois nÃ£o serÃ¡ autÃªntico, serÃ¡ apenas uma cÃ³pia de outra Ã©poca.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;SerÃ¡ que Ã© por isso entÃ£o que o musicÃ³logo Juan Carlos Paz diz que nossa Ã©poca nÃ£o conta com âestilosâ, mas com âtendÃªnciasâ?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pois, ao que parece, a prÃ³pria definiÃ§Ã£o desse termo nos remete ao que vocÃª falou:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;TendÃªncia no dicionÃ¡rio significa: âforÃ§a pela qual um corpo tende a se mover em determinado sentidoâ &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Assim, esse sentido Ã© definido pelas contingÃªncias pessoais de cada um. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ou seja, VocÃª, Eu e Outros, seguiremos, eventualmente, alguma tendÃªncia com a qual nos identificarmos, mas diferente de um âestiloâ, esse sentido que eventualmente seguirmos serÃ¡ passageiro, e tÃ£o efÃªmero quanto ele serÃ¡ a nossa eventual âadesÃ£oâ ou influÃªncia sofrida a por ele, pois aderir a uma tendÃªncia Ã© o mesmo que se jogar na areia movediÃ§a. E nÃ£o cometeremos tal desatino, pois somos compositores.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;DaÃ­ entÃ£o a importÃ¢ncia de trazer Ã  baila tudo que sou capaz de fazer, independente das mÃ¡scaras eventuais.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;SerÃ¡ que faz sentido?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o!&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c38996</link>
  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2007-12-17T13:05:05Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c39000">
  <description>opa, Gustavo e ValÃ©rio. Essa discussÃ£o tÃ¡ boa, o lance Ã©: democratiza ela aÃ­! ValÃ©rio, encaminha o rapaz pros fÃ³runs da galera!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; AbraÃ§Ã£o, e prazer Gustavo!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Leo Alves Vieira&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;http://www.myspace.com/leoalvesvieira&lt;br /&gt;&#13;&#10; </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c39000</link>
  <title>Comentário postado por Leo Alves Vieira</title>
  <dc:date>2007-12-17T14:58:48Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c39003">
  <description>Oi Leo,&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Prazer tambÃ©m, agora pouco estava ouvindo &apos;Day of Soccer&apos;, Ã© bem diferente, me lembra bastante obras daquele compositor Brian Eno.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E aÃ­ Leo, vocÃª que teve o privilÃ©gio de estudar mÃºsica na academia,&lt;br /&gt;&#13;&#10;na tua opiniÃ£o, serÃ¡ que Juan Carlos Paz ao dizer que hoje estamos numa Ã©poca de âtendÃªnciasâ, se referia ele Ã quilo que disse o ValÃ©rio no comentÃ¡rio acima?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o!&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c39003</link>
  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2007-12-17T15:49:12Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c39009">
  <description>Obrigado Gustavo.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;  EntÃ£o, creio que nÃ£o era bem o queria dizer o ValÃ©rio. Acho que ele estava se referindo a um movimento de criaÃ§Ã£o ainda mais pontual... isto Ã©, o prÃ³prio &apos;momento&apos; do ato de compor.&lt;br /&gt;&#13;&#10;  Eu tendo (hahah) a concordar com ele, ou pelo menos, a me interessar por seu discurso. Pois aÃ­ reside o mais valioso em discussÃµes em torno de criaÃ§Ã£o/composiÃ§Ã£o: a provocaÃ§Ã£o. Logo, citar Juan Carlos Paz, John Cage ou ValÃ©rio Fiel da Costa tem importÃ¢ncia na medida em que quem lÃª o escrito passa a pensar (que tambÃ©m Ã© um ato de criaÃ§Ã£o/composiÃ§Ã£o), e assim o fazendo, estÃ¡ construindo seu PRÃPRIO discurso. NÃ£o acho que valha a pena citar alguÃ©m sÃ³ para &apos;confirmar&apos; o que outro diz. Isto seria para mim por demais cristalizador, bem como desto &apos;definiÃ§Ãµes&apos;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;  Neste sentido Ã© que eu diria que o meu &apos;objetivo&apos; ao criar/compor Ã© me aproximar disto que por ora estou filtrando do discurso do ValÃ©rio: uma dinÃ¢mica livre, sem deixar de &apos;reconhecer&apos; que hÃ¡ influÃªncias, lÃ³gico. Quero dizer com isso que, em verdade, tudo o que ouvi, li, vi, toquei, senti, faz parte desse amalgama criacional entretanto, a chave Ã© nÃ£o se preocupar muito em seguir este ou aquele estilo/tendÃªncia. Nem que seja o Ãºltimo absorvido. Embora eu prÃ³prio faÃ§a pesquisas especÃ­ficas de quando em quando, nÃ£o conseguiria, nem se quisesse, fazÃª-lo, uma vez que jÃ¡ foi (e o Ã© ainda) preocupaÃ§Ã£o suficiente me manter alimentado e aberto Ã  maioria de estilos/tendÃªncias quanto for possÃ­vel!&lt;br /&gt;&#13;&#10;   Parece simples assim, falando, mas nÃ£o Ã©. Construir uma dinÃ¢mica de personalidade (desde pequeno) que nÃ£o admita acomodaÃ§Ã£o e permita que vocÃª flua com prazer por entre a multiplicidade da vida com prazer e serenidade requer esforÃ§o. Sempre ouvir, ler, ver, tocar, sentir mais outras coisas nÃ£o Ã© difÃ­cil, mas requer esforÃ§o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;   Houve um tempo em que eu atÃ© exagerava em achar que era ignorÃ¢ncia nÃ£o correr atrÃ¡s de novidades de qualquer sorte.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Leo Alves Vieira&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c39009</link>
  <title>Comentário postado por Leo Alves Vieira</title>
  <dc:date>2007-12-17T22:11:37Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c39071">
  <description>Bom dia Leo e ValÃ©rio,&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O escritÃ³rio ta uma loucura hoje, Ã© prazo atrÃ¡s de prazo!!!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Realmente o que o ValÃ©rio disse Ã© isso que vocÃª comentou a pouco Leo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã isso mesmo ValÃ©rio?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E Juan Carlos Paz, nÃ£o parece mesmo ter dito isso. SerÃ¡ que estou equivocado ou os historiadores e musicÃ³logos sÃ£o um tanto conservadores?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sabe que isso que dissestes, Leo, Ã© verdade, Ã© bem difÃ­cil construir uma dinÃ¢mica prÃ³pria segundo a qual possamos fluir no campo composicional aproveitando as influÃªncias eventuais sem, contudo, se preocupar com elas, e tampouco sem se sentir na obrigaÃ§Ã£o de aderir a elas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Olha gente, se eu der uma sumida nos prÃ³ximos dias Ã© por causa das festas de fim de ano.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu nÃ£o sei se jÃ¡ falei, mas as minhas composiÃ§Ãµes, que sÃ£o poucas e bastante simples, sÃ£o minimalistas. Eu sou minimalista ao compor mÃºsica. Ã que idÃ©ias simples e profundas fazem muita diferenÃ§a. Ontem estava, inclusive, pensando nisso... AtÃ© chego Ã  conclusÃ£o de que pauto minhas predileÃ§Ãµes composicionais por essa mesma via, o minimalismo... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tem uma obra fenomenal do compositor alemÃ£o Steve Reich (acho que Ã© alemÃ£o) intitulada âMÃºsica para 18 mÃºsicosâ (para diversos instrumentos de percussÃ£o), Ã© impressionante! Gosto tambÃ©m de Phillip Glass, mas o meu grande Ã­dolo composicional Ã© o compositor polonÃªs Henryk Mikolaj GÃ³recki, aliÃ¡s, ele faz parte do Triunvirato da mÃºsica erudita do sÃ©culo XX na PolÃ´nia (Penderecki, Lutoslawski e GÃ³recki). HÃ¡ tambÃ©m um outro compositor cujas obras me despertam bastante interesse, por serem minimalistas tambÃ©m, John Tavener. (nÃ£o confundir com o John Tarverner! Ambos sÃ£o ingleses, mas de perÃ­odos bem diferentes...)&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu sou totalmente minimalista, Ã© algo que emerge de mim naturalmente. Curioso, pois, ainda antes de eu manter contato com a obra desses compositores eu jÃ¡ compunha de forma minimalista. AÃ­ fui simplesmente me aproximando daqueles que se parecem mais comigo ao compor.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Claro que gosto de uma infinidade de compositores nem um pouco minimalistas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O melhor do natal Ã© que vou rever o meu piano, desafinado... Mas quando toca Ã© como uma ninfa cantando no pÃ© do ouvido. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um AbraÃ§o pra VocÃªs!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Feliz Natal! Feliz Ano Novo!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Muita SaÃºde! Muito Dinheiro! &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E Muita Mulher! Porque sÃ³ uma coisa Ã© melhor do que mÃºsica!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; ...andar de bicicleta... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o!&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-grupo-de-compositores-da-unicamp-e-o-encun#c39071</link>
  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2007-12-20T09:44:00Z</dc:date>
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  <description>Steve Reich, Philip Glass, Henryk Mikolaj GÃ³recki, John Tavener, entre outros... Menos Ã© Mais, O essencial estÃ¡ na simplicidade!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu sou tÃ£o minimalista quanto eles quando componho. Ã o traÃ§o mais marcante das minhas composiÃ§Ãµes. E ainda antes de eu escutar a mÃºsica desses camaradas, eu jÃ¡ compunha de forma minimalista. Mesmo sem saber e conhecer o minimalismo eu jÃ¡ era um minimalista. Acho muito curioso...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§os a todos!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>Comentário postado por Gustavo Unterkircher</title>
  <dc:date>2008-1-29T10:02:03Z</dc:date>
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