Existem perrengues danados,
dores que me fazem tremer,
de medo,
só de pensar em ter...
Existem injustiças e mal aventuranças,
existem dores de homem,
de mulheres,
de crianças...
Culpas, desgastes, maldições,
criando sulcos na carne,
talhos na alma,
devastações...
A dor de quem fica pensando em quem vai...
a dor do filho,
da mãe,
de um pai...
Dores que rasgam,
dores intermitentes,
dor que dá e passa,
e a terrível dor de dente!
Há a dor natural do parto,
que o homem acha interessante...
descrita por uma pantaneira,
que não sabia falar dilacerante,
como "a dor de cagar um tijolo",
(acrescentei) num momento de rompante!
Dores boas,
há quem diga existir,
no corpo, na alma,
avisando-nos do porvir...
Contudo, pode crer,
a mãe de todas as dores,
a que causa mais dissabores,
é a dor do não saber...
Ela é, porém, generosa
Delicada ao se esconder,
porque todos que acham que sabem,
jamais a irão conhecer...
Eu quero dizer que...
por enquanto não tenho nada a dizer sobre isso.
Marcos, seria a dor da ignorância?!
Mas poderia ser tantas outras e outras e outras... sofremos as dores do parto da grande mãe...
Muito bom!
Votarei, claro!
Abraços!
Marcos, muito bom seu texto. Você já viu falar na dor boa? Essa funciona como um aviso. Pode ser na alma ou no corpo. De qualquer forma, melhor mesmo é não sentir dor. Volto para votar. Um abraço,
anamineira · Alvinópolis, MG 16/10/2007 09:22
Aquele que não sabe, não sofre. Pois não sabe que não sabe.
A maior dor do mundo pra mim é a dor de não poder dizer quando poderia ter dito, não poder fazer quando poderia ter feito.
Branca,
Não, não é a dor da ignorância.
Bem lembrada a dor do parto. Por você acrescentei mais dois versos no texto.
Ana,
Por ti acrescentei mais um verso no texto.
Paulo,
Por ti o último verso do texto.
Bonito poema, mas te confesso que a foto concorre com ele,
simplesmente perfeita!
Abçs!
Nossa.. e que foto.,, ha? o poema ne... fikei presa na dor do ébano!
E que dores, tenho todas e tambem nao as tenho... sao esquecidas quando passam, e porque passam, inexistem! Depois vem outra, que passa, e deixa o saber, o entender da existencia da dor, que valoriza a calmaria.. o belo, o ludico! A dor é a alma do sentir...
Marcos, o poema vai ficar é grande!!!!!!!!!!!!!1
Obrigada, pelo acréscimo.
Até já!
Nobre Amigo Marcos Paulo Carlito.
Por todos lugares e caminhos.
Se tinha essa questão.
Até que um sábio velhinho.
Deu resposta a esta questão.
Precisa entendimento profundo,
E isso até nem se pode falar.
Mas a dor maior do mundo.
Éum chute em frágil lugar.
Um chute no sentimento.
Um chute no coração.
A vidasem melhoramento.
Verdadeira privação.
Um chute na consciencia.
Um chute na poesia.
Ao ébano incrivel experiencia.
Todo o desespero e agonia.
Eta, menino bonito, essa dor doe demais. Para mim é a dor da ignorância que leva à pobreza, para a vida mal vivida.
um abraço,
Elizete
Querido Marcos Paulo
Muito bom tudo: uma poesia, eu diria, além de sensível, dolorosamente empolgante. Meus sinceros parabéns. Vc lavou a alma, não foi? Aliás, muito bem lavada.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Legal a foto, né tum?
Tenho tido sorte ultimamente em achar boas fotos na internet, tu sabes que ela não é minha, né?
Cecília,
Que honra ver você fazer poema aqui...
Um verdadeiro presente pra mim!
Abraços!
Branca,
Por nada, você merece!
Azuir!!!
Você é um poeta mesmo cara, parece que vive poesia!
Mil vezes parir, mil vezes dores da grande chegada à uma vida
Mil vezes cortar o dedo ao cortar a carne do almoço
Mil vezes a picada da abelha mel
Mil vezes dor de dente
Mil vezes ...
E nenhuma dor de perder um filho...
Oi Elizete!!
Minha pandeirista número 1!!!
Mil carinhos no lugar onde a dor te incomoda, onde quer que seja!!!
Joca,
Que legal de sua parte vir até aqui. Sinto-me profundamente honrado com seu comentário.
Muito, muito obrigado!
Querida Cintia...
Você tem razão, dá desespero só de pensar.
Sei bem o que você passou...
Por favor me perdoe se fiz diminuir esse grande pesar que é a perda de um filho, puxa... Não tenho palavras para te dizer...
É verdade Marcos... Vc descreve a dor do aculturamento concordo em tudo, inclusive com a elegancia poética com que vc a colocou, mas respeito a opinião da Cintia, nunca perdi um filho mas deve ser horrível.
Um abração
Lígia, você tem toda razão...
Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 22:21
Rosa,
De fato cada um tem as suas, e fica difícil dizer qual a maior.
Todas tem seu momento de serem as maiores, conforme o tempo e o lugar que ocupam em nós.
Obrigado pela visita, abraços...
não tenho sugestões, só concordo c o paulo, dificil é perceber q poderia ter dito ou feito. embora todos nós possamos tomar um rumo diferente, nunca é tarde para recomeçar a vida, reescrever um final pra nossa vida. beijão,rosa
Rosa Campello · Recife, PE 16/10/2007 23:49
Nunca pensei que iria gostar de ler sobre qualquer dor.
Lembrei-me daqueles versos famosíssimos do Pessoa sobre a o poeta que nem sabe de sua própria dor.
É assim mesmo a nossa, que de nada sabemos.
Raros versos estes da última estrofe. Raros pela beleza da construção e pelo que contêm de verdade.
Gostei imensamente.
beijos
P.S. E você ainda tem a coragem de dizer que não é poeta!!!
Saramar,
Muito obrigado pelo elogio ao trabalho...
Acho muito legal perceber que meus textos provocam outros pensamentos nas pessoas. Mais intrigante é que não são pessoas quaisquers, mas aquelas que fazem o supra-sumo do mundo...
Abraços
PESSOAL
Eu só publiquei a 6ª coluna do texto (não sei como se diz, é 6ª estrofe?) por tratar-se de ago real que aconteceu aqui no pantanal quando um certo amigo meu perturbou uma pantaneira perguntando-lhe repetidas vezes: "Com o que se compara a dor do parto? É igual a uma facada? Como um tiro no ventre? Como queimadura, arde? etc, etc, etc..."
A mulher, muito simples e de poucas palavras, sem saber o que fazer diante daquele rapaz atentado, cansada já de tanta pergunta, certo momento do monólogo lhe respondeu: "Meu filho, é igual a dor de cagar um tijolo"
Achei a resposta fantástica por vários motivos, mas, principalmente, porque no que diz respeito a aflição da carne, me pareceu a única forma de um homem "simular" o entendimento do que seja a dor de um parto natural...
Marcos que dizer? Seu poema é maravilhoso.
Bem, a ignorância deve doer sim e muito, afinal ela leva as muitas outras dores.
Porém sabendo que a inspiração é sempre algo muito pessoal, entendo também uma segunda leitura nesse seu poema.
A eterna busca de si mesmo. Posso estar enganada, mas é uma forte característica dos Poetas.
No mais... Parabéns! Adorei seu poema assim como a foto. Obrigada pela partilha. Volto! Um abraço.
Rita,
Perfeita, você acertou na mosca!!!
Ah! que belo poema meu camarada Marcos Paulo. Gostei de todas as dores mas a dor de não saber é muito bom. Meus siceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Carlão,
Mais uma vez muito obrigado por sua presença e seu comentário de amigo, sempre dando uma força!!!
Marcos,
Saramar costuma dizer que há uma certa sintonia entre poetas. É incrivel, como isto acontece. Este fim de semana andei revendo alguns poemas para postá-los e encontrei um que escrevi há uns 3 anos, que se chama "Dores sem fim". Quando eu postar te aviso para você ver as semelhanças.
Só que a sua dor é muito melhor que a minha. Ela é mãe... Muito bom.
Abçs...
Semelhanças...
Eu as conheço...
Para mim são sinais de que comungamos sonhos, dores e esperanças.
Minha dor não há de ser melhor que atua, ela simplesmente tem outro nome...
Abraços!
Existem dores boas.... e belas palavras, que quando se juntam resultam num bonito poema como esse. Parabéns!
Roberto A · Cuiabá, MT 18/10/2007 10:43
Voltei para votar.
Reler o poema, em voz alta como gosto é renovar o prazer da boa leitura.
beijos
Voltei para votar e lembrar que a dor do parto é "Dor boa".
Com muito carinho,
Anamineira
Ana,
Não sei se é boa, ou não,
o fato é que é, realmente, dilacerante...
Sobre a forma como a descrevi, só parece grosseira no meu contexto. Mas, no contexto da mulher pantaneira que a proferiu, foi perfeitamente normal e, até, poético...
Saramar,
Muito obrigado
Roberto,
Muito obrigado cara!
Vim deixar meu voto.
Abraços.
Carlos Magno.
O desfecho foi genial!!! Entre tantas perguntas, Marcos, penso que a beleza de seu texto está também em permitir o leitor devanear, fantasiar sobre o que dizem as palavras. O poeta condensa, insinua, o leitor, quebra em partes, e de cada uma delas brotam outros mil poemas! Na dor de ser.
parabéns.
Abraço.
Que espécie de luz dá a mãe de todas as dores, Marcos? Ou tudo faz-se em breus mesmo?
abço.
Marcos.
teu poema é muito bonito. verdades sobre verdades, mas caro, amigo, a maior das dores é um pai apaixonado perder um filho e não comprender os mistérios da vida e morte. Eu sei, parceiro, mas ainda não entendi.
Nada tira, porém, a beleza da tua obra.
Abraços
Noélio
Belas palavras; verve apurada!
Bom.
Que tenhamos forças para todas as dores, ou pelo menos lidar melhor com os sofrimentos junto a Deus e que o serhumano tenha mais dó de seu semelhante...
Tua poética tem beleza, em frente sempre Marcos Paulo.
abçs e voto.
Acabei de ler que um policial tentou salvar um menino de 4 anos numa favela em tiroteio no Rio...o bandido não teve pena do policial que carregava o garoto...essa guerra que tem que acabar e temos ainda essa chance, o responsável da Nação tem que dar uma pena mais severa...temos chance...o dinheiro não é tudo...Ah! Desculpe...bjusbjus...Alegria....
Cintia Thome · São Paulo, SP 18/10/2007 17:45
Teu texto não me disse Nada!
Apenas me disse Tudo!
Osvaldo,
Assim você acaba se tornando meu amigo comentarista preferido. Que leitura legal do meu poema!!!
Grande abraço!
Frank,
Tua pergunta me deixou encabulado. Mas vou tentar responder:
A mãe de todas as dores dá a luz a maior de todas as dores, a dor de não saber.
É redundante mas não consigo imaginar resposta melhor...
Mas, como em tua pergunta cabem muitos sentidos e respostas, acrescento ainda: essa mãe dá a luz no breu do mundo...
Preciso apagar esse charuto...
Benny,
Obrigado, meu camarada, pela sua visita!!!
Cintia,
Te autorizo a nunca se descupar por nada que escrever em meu perfil. De você eu aceito qualquer comentário. Mesmo porque, até agora, só aprendi coisas belas e bacanas contigo...
Um beijo e um abraço!
Carimbado, Poeta. Parabéns!
Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 20:02
Dico,
Tua comentário é como um Haikai, curto e deliciosamente fulminante!!!
Com certeza, a minha maior dor foi mudar de cidade e ter que me separar de um irmão.
Era complicado porque tinha pouca idade, era despreparada por demais e extremamente ligada a esse irmão. Ficava longe, sozinha e preocupada com os problemas que ele enfrentava na época. Foram inúmeras noites sem dormir e muitas lágrimas derramadas.
Meu irmão atravessava problemas graves e eu não estava perto. Nem tinha idéia do que acontecia ou não. Sabia/pressentia que tudo continuava a ir mal, porém sabia que não podia fazer grande coisa onde quer que eu me encontrasse. A certeza de que eu podia pouco me ajudava a ficar longe encaminhando a minha vida, porém esses tempos não foram nada fáceis.
O fato é que o sofrimento depende muito dos valores, do conhecimento e da capacidade de cada um. Fosse hoje, talvez não sofresse tanto. As águas se renovaram, em alguma medida...
Na realidade, acho que o meu irmão era quase como se fosse um filho meu. Pelo menos, crescemos juntos, não obstante houvesse um certo “desnível” entre nós. Eu fazia tudo por ele. Nunca preocupei, nem zelei, nem sofri mais por outra pessoa em toda a vida.
Cara Apple,
Tocante sua história. Amor entre irmãos, assim, é raro. Isso demonstra o quão sensível e especial você é!!!
Continue conosco nessa jornada rumo à poesia, ao conhecimento e ao encontro de nós mesmo.
Obs.: quanto ao fato de ser bióloga, vou precisar muito de sua ajuda. Muito, muito mais do que você pensa cultura e biologia tem tudo a ver.
Grande abraço!!!
Passei pra votar e me surpreedi com tantos comentários.
Eu vivo dizendo: "a ignorância é atrevida"! Uma dor constante, é essa mania que muita gente tem de não aprender com seus próprios erros.
Adorei a poesia, adoro você e seus escritos todos.
ENTRE TANTOS fico entretanto com a opinião do OsvaldoCosta... muito inteligente (e interessante) o final do "cordel". Teu trabalho está mais próximo do cordel popular que da Poesia comum.
Nos parece que você "estraga" lá pelo meio um poema muito sensível... no entanto, essa "quebra" de ritmoou de estilo se justifica ao falar de ignorância literária (e são tantas...), quase uma auto-confissão.
Fico com o tema "dor de quem fica, pensandoem quem vai"... e te lembro definiçãodefinitiva de um pensador francês:
QUANTO MAIS A GENTE ESTUDA VAI VENDO QUE MENOS SABE !
Adeus, te digo afinal... adeus te digo chorando. Adeus, te torno a dizer... adeus, não sei até quando! (ciranda de autor ignorado)
Votos e bjs, amigo
Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 18/10/2007 22:36
PESSOAL
Eu só publiquei a 6ª coluna do texto (não sei como se diz, é 6ª estrofe?) por tratar-se de ago real que aconteceu aqui no pantanal quando um certo amigo meu perturbou uma pantaneira perguntando-lhe repetidas vezes: "Com o que se compara a dor do parto? É igual a uma facada? Como um tiro no ventre? Como queimadura, arde? etc, etc, etc..."
A mulher, muito simples e de poucas palavras, sem saber o que fazer diante daquele rapaz atentado, cansada já de tanta pergunta, certo momento do monólogo lhe respondeu: "Meu filho, é igual a dor de cagar um tijolo"
Achei a resposta fantástica por vários motivos, mas, principalmente, porque no que diz respeito a aflição da carne, me pareceu a única forma de um homem "simular" o entendimento do que seja a dor de um parto natural...
Lígia,
Mil beijocas!
Marcos,
Dentre tantos belos comentários fico quase sem palavras frente a texto tão expressivo.
Entretanto, digo que "meu silêncio" é de quem compartilha com o pensamento de que a dor em seus vários graus faz parte da vida humana, seja como mola mestre ou como aquilo que propicia se bater sempre na mesma tecla e não crescer.
Seu texto foi lindo ao falar de algo que geralmente sempre estamos fugindo, dor.
Parabéns!!
Oi Marcos, ainda que tarde, passo aqui pra dizer que adorei seus versos. Ainda mais que eles permitem que a gente compartilhe nossas dores. Quer dizer, não a dor do parto, mas que é dor boa de doer, como lembra a Anamineira. De todas, a única que eu não desejo pra ninguém é a que divido aqui com Cintia e Noélio. Mas não se preocupe, que essa dor foi plenamente abrangida por suas palavras, até pq senão nós três não tínhamos falado nela. Em poesia não precisa ficar tudo entendido, basta que fique subentendido. Como diz Manoel de Barros: "entender é parede; procure ser árvore".
Beijo grande
da Ize
Gostoso de se ler!
Ritmado e cadenciado, gostei!
Abçs.
Marcos,
Parabéns!!!
É incrivel como encontro, aqui no Overmundo, poemas maravilhosos como esse, da sua autoria, e outros: da Cintia, do Rubenio, da Edna, do Lailton. Será que esqueci de mais alguém... Tá bom, depois pesquisarei no arquivo e farei o registro.
Abçs,
Oi Marcos, não carece de explicar a metáfora tão convincente que a sábia mulher usou pra definir a dor de parto. É mais ou menos isso mesmo. Eu que pari três bacurizinhos de mais de quatro quilos sem tomar nem dipirona, que o diga. É que depois que o tilojo desce, a alegria é tão incomensurável que a gente fica querendo mais. Parece doideira, mas só quem experimenta essa ........(o termo aqui rima com doideira) é que sabe rsrsrsrsrsrsrs.
Beijos
Candice,
Obrigado pelo comentário adorável.
Nato,
Gosto da idéia de meu texto estar próximo do cordel popular. Adoro cordel e repente.
Sobrea quase "auto-confissão", ainda estou tentando entender. Percebo a profundidade de teus comentário, mas confesso, auto confesso, tem coisas que nem supseito existir, nem no mundo nem em mim.
Quanto a tudo mais, filosofia pura...
Ana Isabelle,
Podemos dizer, então, a dor também é linda?
Obrigado Ize,
Por sua compreensão e por suas palavras de camaradagem...
Quiçá, um dia, eu-árvore...
Grande abraço Zezito!!!
Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 20:53
Com certeza a dor que leva a todas as outras dores sem dúvida é a ignorãncia.
Muito bem colocado seu poema.
Abraços
Clara,
Muito obrigado por sua presença aqui e por seu comentário.
Abraços!!!
Marcos,
bom dos teus versos é que não dar tempo pensar em ´dor
de doer. um abraço, andre.
Marcos,
como uma perfeita harmonia indolor, tanto o poema, quanto a foto são espetaculares. Parabéns!
beijocas
Marcos,
Vc esqueceu de me convidar pra ver essa "OBRA". Concordo com Cintia, a pior dor não é a de saber "que nada sabe", não é a de parir um filho(a), a pior dor pra mim é a de PERDER UM FILHO (eu tb já senti essa dor).
Mas, acredito que medir DORES fica meio complicado pois, depende muito do amadurecimento de cada ser humano. Entretanto, posso te assegurar que três dores já senti e as classifico como as piores da minha vida, foram elas: perda de meu pai, perda da minha mãe e a perda do meu filho. Nada foi pior e doeu mais...
Vc realmente está se revelando um excelente poeta, pesquisador e escritor. Tô me apaixonando por vc(com todo respeito) grande poeta. rsrsrs
bjo
André...
Que bom, assim a gente esquece um pouco que a vida dói...
Outro abraço!!!
Superbacana,
Harmonia indolor foi uma ótima colocação!
Obrigado pelo comentário!!!
Ilze,
Sua paixão pela minha arte é nobre, e o melhor é que a arte é eterna, sempre pode estar ao nosso lado para nos acompanhar...
Abraços fraternos!!!
oi, Marcos.
interessante sua pergunta: "podemos dizer, então, que a dor também é linda?"
não acho que a dor seja linda, mas as metamorfoses que podem advir pós-dor acredito que sim, podem ser lindas.
e no mais, seu texto foi lindo ao falar de algo tão subjetivo.
abraços!!!
Ana,
O a alma do mundo está na subjetividade...
Marcos,
Algo que já disse a você, agora venho dizer aqui. Achei interessante uma palestra que assisti. Ela falava sobre a visão da criança sobre a doença. A criança sofre porque entende as coisas de forma “distorcida”. Algumas delas acham que passam por um castigo ao passarem por tratamento de saúde.
Nessa palestra, citaram também os fatores que influenciam a percepção da dor pela criança. Anotei e trago-os aqui. Seriam: biológico, cognitivo, psicológico, temperamento, dependência, ganhos secundários, sócio-cultural.
Dá para perceber que a dor é complexa, né?!
Em outro palestra que trago anotada também, falaram ainda sobre o cuidar, no mundo em geral. No caso, disseram que o cuidar pelo amor, o cuidar que gera felicidade, o cuidar que evita a dor do outro é rara.
O cuidar, no mundo, basearia-se em: culpa (?), interesse egoísta daquele que zela (caso do mundo dos negócios) ou em responsabilidade (cuidar pelo amor). Disseram ainda que há muita dor no mundo porque o quê mais falta na Terra é o amor.
Gosto bastante dos trabalhos com a linha espiritual e procuro desenvolver esse lado.
Inclusive, lembro de outra palestra em que falaram sobre os mandamentos da lei de Deus. Teria: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo." Daí, que falaram sobre a importância do auto-conhecimento porque a gente só ama o quê conhece.
Então, fica aqui o agradecimento pela oportunidade de reflexão que você trouxe a mim e a muita gente.
Abraço,
Obrigado Apple,
Você tem sido generosa em seus comentários.
Sobre o mais, permanece o enigma da esfinge: Decifra-me ou te devoro...
A mesnagem escrita na esfinge parece ter tudo a ver com auto-conhecimento.
Grande abraço!
Cara tu é quase um popstar desse troço aqui. Não dá pra ler todos os comentários.
Mas, à parte isso, parabéns. Belo poema. Estás chegando perto daquilo pode se considerar um poeta.
No mais, quanto a dor do não saber, o conhece-te a ti mesmo do Sócrates já incitava as pessoas a buscarem sanar essa dor. Porém, eu creio que jamais iremos a sanar por completo e graças a Deus porque é isso que move os homens a criarem sinfonias, a pintarem belos quadros, querer enriquecer, a escrever... e conhecer aprisiona, conceitua, enjaula em definições o Ser que eu prefiro seja assim, indefinido, deixe sempre entreaberta a porta para a criação.
Até!
Na verdade este poema tem mais título do que corpo.
E está muito longe, agora, do meu novo objetivo que é partir da pedra bruta.
Achei interessante tua percepção e tua colocação sobre a dor de não saber. Antagônico ao meu pensamento mas ao mesmo tempo detentora de muita propriedade. É... talvez não saber seja uma garnde benção...
Porém preciso pensar mais sobre isso. Anda guardo uma esperança romãntica de encontrar um saber que liberta, talves o saber de me conhecer a mim mesmo sem, jamais, fechar a porta da criação...
Grande abraço, meu amigo!!!
Marcos, Parabens. Se Beethoven ficasse atualizando a Nona, nós estaríamos "lascados".... A arte poética cristaliza esse fenômeno de convulsão perceptiva e diferenciada do leitor, que aqui fica clara. Depois dessa convulsão, a natureza do fenômeno deixa de pertencer a si mesma e se distribui, como um gás, na consciência literária do Leitor. Seu poema ousa abrir uma fenda num conceito universal e, como Dante em seu mergulho no Inferno, mineraliza algumas das incontáveis instâncias da Dor. Quaisquer que fossem, latejariam forte, pois forte é a substância cognitiva que você ativa de forma brilhante, coesa e musical. Por amor à música e ao humano, não altere essa "sonata-forma", onde podemos imaginar que pianos e violinos se sucedem em diálogos intermináveis, numa narrativa viva e controversa sobre nossas "sensibilidades"... Até porque essa obra de arte já não lhe pertence... Ave, Poeta.
Abraços, Márcio.
Em tempo: Não ousarei fazer comentário crítico-literário, por duas razões: a primeira, porque demandaria uma "tese", tamanhas são as possibilidades que sua obra suscita e precisaria de muito tempo para "filtrar" as inevitáveis besteiras que um comentário de crítica carrega, em função da infitude da arte; a segunda, porque além de ousar mergulhar nessa fenda universalizante sobre a dor, você usa argila de muitos gêneros literários, encharcando o poema de sentidos variáveis e renováveis, onde se mistura visão filosófica, dramaticidade, xiste, baixo-corpóreo, lirismo, realismo, síncope musical, variação de matizes, enfim, corpo poético enciclopédico, que são matéria-prima de gênios como Goeth, Pirandello, Guimarães Rosa, Lorca, Picasso, Bandeira, Da Vincci, Drummond e o insuperável Cevantes, entre tantos. Paremos.
Abraços, Márcio.
Abraços, Márcio.
Caro amigo,
Assim é se lhe parece...
Muito obrigado por sua visita e por seu comentário. Não vou alimentar a satisfação que me causaste porque sei que, ao fundo, também é mais uma ilusão.
Todavia, não importa ao poeta ser poeta, importa ser ele mesmo. Assim como ao mundo não importa descobrir o poeta, importa ao mundo descobrir-se em sí mesmo.
Obrigado...
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