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A mãe de todas as dores...

http://meuslivros.weblog.com.pt/arquivo/2007/06/index0
1
Marcos Paulo Carlito · , PR
18/10/2007 · 311 · 92
 



Existem perrengues danados,
dores que me fazem tremer,
de medo,
só de pensar em ter...

Existem injustiças e mal aventuranças,
existem dores de homem,
de mulheres,
de crianças...

Culpas, desgastes, maldições,
criando sulcos na carne,
talhos na alma,
devastações...

A dor de quem fica pensando em quem vai...
a dor do filho,
da mãe,
de um pai...

Dores que rasgam,
dores intermitentes,
dor que dá e passa,
e a terrível dor de dente!

Há a dor natural do parto,
que o homem acha interessante...
descrita por uma pantaneira,
que não sabia falar dilacerante,
como "a dor de cagar um tijolo",
(acrescentei) num momento de rompante!

Dores boas,
há quem diga existir,
no corpo, na alma,
avisando-nos do porvir...

Contudo, pode crer,
a mãe de todas as dores,
a que causa mais dissabores,
é a dor do não saber...

Ela é, porém, generosa
Delicada ao se esconder,
porque todos que acham que sabem,
jamais a irão conhecer...

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Autoria
Marcos Paulo Carlito
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Eu, eu mesmo, meu ego e o recôndito do meu pensamento.
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Marcos Paulo Carlito
 

Eu quero dizer que...
por enquanto não tenho nada a dizer sobre isso.

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 02:18
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Branca Pires
 

Marcos, seria a dor da ignorância?!
Mas poderia ser tantas outras e outras e outras... sofremos as dores do parto da grande mãe...
Muito bom!
Votarei, claro!
Abraços!

Branca Pires · Aracaju, SE 16/10/2007 02:38
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anamineira
 

Marcos, muito bom seu texto. Você já viu falar na dor boa? Essa funciona como um aviso. Pode ser na alma ou no corpo. De qualquer forma, melhor mesmo é não sentir dor. Volto para votar. Um abraço,

anamineira · Alvinópolis, MG 16/10/2007 09:22
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Paulo Esdras
 

Aquele que não sabe, não sofre. Pois não sabe que não sabe.

A maior dor do mundo pra mim é a dor de não poder dizer quando poderia ter dito, não poder fazer quando poderia ter feito.

Paulo Esdras · Brumado, BA 16/10/2007 14:27
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Marcos Paulo Carlito
 

Branca,

Não, não é a dor da ignorância.
Bem lembrada a dor do parto. Por você acrescentei mais dois versos no texto.

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 15:53
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Marcos Paulo Carlito
 

Ana,

Por ti acrescentei mais um verso no texto.

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 16:07
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Marcos Paulo Carlito
 

Paulo,

Por ti o último verso do texto.

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 16:09
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Roberta Tum
 

Bonito poema, mas te confesso que a foto concorre com ele,
simplesmente perfeita!
Abçs!

Roberta Tum · Palmas, TO 16/10/2007 16:58
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Cecilia de Paiva
 

Nossa.. e que foto.,, ha? o poema ne... fikei presa na dor do ébano!
E que dores, tenho todas e tambem nao as tenho... sao esquecidas quando passam, e porque passam, inexistem! Depois vem outra, que passa, e deixa o saber, o entender da existencia da dor, que valoriza a calmaria.. o belo, o ludico! A dor é a alma do sentir...

Cecilia de Paiva · Campo Grande, MS 16/10/2007 17:29
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Branca Pires
 

Marcos, o poema vai ficar é grande!!!!!!!!!!!!!1
Obrigada, pelo acréscimo.
Até já!

Branca Pires · Aracaju, SE 16/10/2007 18:24
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azuirfilho
 

Nobre Amigo Marcos Paulo Carlito.

Por todos lugares e caminhos.
Se tinha essa questão.
Até que um sábio velhinho.
Deu resposta a esta questão.
Precisa entendimento profundo,
E isso até nem se pode falar.
Mas a dor maior do mundo.
Éum chute em frágil lugar.

Um chute no sentimento.
Um chute no coração.
A vidasem melhoramento.
Verdadeira privação.
Um chute na consciencia.
Um chute na poesia.
Ao ébano incrivel experiencia.
Todo o desespero e agonia.


azuirfilho · Campinas, SP 16/10/2007 18:32
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Eta, menino bonito, essa dor doe demais. Para mim é a dor da ignorância que leva à pobreza, para a vida mal vivida.
um abraço,
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 16/10/2007 20:16
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Marcos Paulo
Muito bom tudo: uma poesia, eu diria, além de sensível, dolorosamente empolgante. Meus sinceros parabéns. Vc lavou a alma, não foi? Aliás, muito bem lavada.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/10/2007 20:47
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Marcos Paulo Carlito
 

Legal a foto, né tum?

Tenho tido sorte ultimamente em achar boas fotos na internet, tu sabes que ela não é minha, né?

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 21:14
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Marcos Paulo Carlito
 

Cecília,

Que honra ver você fazer poema aqui...
Um verdadeiro presente pra mim!

Abraços!

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 21:18
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Marcos Paulo Carlito
 

Branca,

Por nada, você merece!

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 21:20
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Marcos Paulo Carlito
 

Azuir!!!

Você é um poeta mesmo cara, parece que vive poesia!

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 21:23
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Cintia Thome
 

Mil vezes parir, mil vezes dores da grande chegada à uma vida
Mil vezes cortar o dedo ao cortar a carne do almoço
Mil vezes a picada da abelha mel
Mil vezes dor de dente
Mil vezes ...
E nenhuma dor de perder um filho...

Cintia Thome · São Paulo, SP 16/10/2007 21:25
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Marcos Paulo Carlito
 

Oi Elizete!!

Minha pandeirista número 1!!!

Mil carinhos no lugar onde a dor te incomoda, onde quer que seja!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 21:26
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Marcos Paulo Carlito
 

Joca,

Que legal de sua parte vir até aqui. Sinto-me profundamente honrado com seu comentário.

Muito, muito obrigado!

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 21:29
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Marcos Paulo Carlito
 

Querida Cintia...

Você tem razão, dá desespero só de pensar.
Sei bem o que você passou...

Por favor me perdoe se fiz diminuir esse grande pesar que é a perda de um filho, puxa... Não tenho palavras para te dizer...

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 21:33
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Lígia Saavedra
 

É verdade Marcos... Vc descreve a dor do aculturamento concordo em tudo, inclusive com a elegancia poética com que vc a colocou, mas respeito a opinião da Cintia, nunca perdi um filho mas deve ser horrível.
Um abração

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 16/10/2007 21:36
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Marcos Paulo Carlito
 

Lígia, você tem toda razão...

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 22:21
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Marcos Paulo Carlito
 

Rosa,

De fato cada um tem as suas, e fica difícil dizer qual a maior.
Todas tem seu momento de serem as maiores, conforme o tempo e o lugar que ocupam em nós.

Obrigado pela visita, abraços...

Marcos Paulo Carlito · , PR 16/10/2007 23:47
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Rosa Campello
 

não tenho sugestões, só concordo c o paulo, dificil é perceber q poderia ter dito ou feito. embora todos nós possamos tomar um rumo diferente, nunca é tarde para recomeçar a vida, reescrever um final pra nossa vida. beijão,rosa

Rosa Campello · Recife, PE 16/10/2007 23:49
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Saramar
 

Nunca pensei que iria gostar de ler sobre qualquer dor.
Lembrei-me daqueles versos famosíssimos do Pessoa sobre a o poeta que nem sabe de sua própria dor.
É assim mesmo a nossa, que de nada sabemos.
Raros versos estes da última estrofe. Raros pela beleza da construção e pelo que contêm de verdade.
Gostei imensamente.

beijos
P.S. E você ainda tem a coragem de dizer que não é poeta!!!

Saramar · Goiânia, GO 17/10/2007 00:01
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Tati MOTTA
 

Adorei!

Tati MOTTA · Belo Horizonte, MG 17/10/2007 07:04
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Marcos Paulo Carlito
 

Saramar,

Muito obrigado pelo elogio ao trabalho...

Acho muito legal perceber que meus textos provocam outros pensamentos nas pessoas. Mais intrigante é que não são pessoas quaisquers, mas aquelas que fazem o supra-sumo do mundo...

Abraços

Marcos Paulo Carlito · , PR 17/10/2007 09:28
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Marcos Paulo Carlito
 

PESSOAL

Eu só publiquei a 6ª coluna do texto (não sei como se diz, é 6ª estrofe?) por tratar-se de ago real que aconteceu aqui no pantanal quando um certo amigo meu perturbou uma pantaneira perguntando-lhe repetidas vezes: "Com o que se compara a dor do parto? É igual a uma facada? Como um tiro no ventre? Como queimadura, arde? etc, etc, etc..."

A mulher, muito simples e de poucas palavras, sem saber o que fazer diante daquele rapaz atentado, cansada já de tanta pergunta, certo momento do monólogo lhe respondeu: "Meu filho, é igual a dor de cagar um tijolo"

Achei a resposta fantástica por vários motivos, mas, principalmente, porque no que diz respeito a aflição da carne, me pareceu a única forma de um homem "simular" o entendimento do que seja a dor de um parto natural...

Marcos Paulo Carlito · , PR 17/10/2007 11:56
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Rita Costa
 

Marcos que dizer? Seu poema é maravilhoso.
Bem, a ignorância deve doer sim e muito, afinal ela leva as muitas outras dores.
Porém sabendo que a inspiração é sempre algo muito pessoal, entendo também uma segunda leitura nesse seu poema.
A eterna busca de si mesmo. Posso estar enganada, mas é uma forte característica dos Poetas.
No mais... Parabéns! Adorei seu poema assim como a foto. Obrigada pela partilha. Volto! Um abraço.

Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2007 12:19
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Marcos Paulo Carlito
 

Rita,

Perfeita, você acertou na mosca!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 17/10/2007 12:53
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carlos magno
 

Ah! que belo poema meu camarada Marcos Paulo. Gostei de todas as dores mas a dor de não saber é muito bom. Meus siceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2007 23:31
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Marcos Paulo Carlito
 

Carlão,

Mais uma vez muito obrigado por sua presença e seu comentário de amigo, sempre dando uma força!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 01:30
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Nydia Bonetti
 

Marcos,
Saramar costuma dizer que há uma certa sintonia entre poetas. É incrivel, como isto acontece. Este fim de semana andei revendo alguns poemas para postá-los e encontrei um que escrevi há uns 3 anos, que se chama "Dores sem fim". Quando eu postar te aviso para você ver as semelhanças.
Só que a sua dor é muito melhor que a minha. Ela é mãe... Muito bom.
Abçs...

Nydia Bonetti · Campinas, SP 18/10/2007 09:04
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Marcos Paulo Carlito
 

Semelhanças...

Eu as conheço...
Para mim são sinais de que comungamos sonhos, dores e esperanças.

Minha dor não há de ser melhor que atua, ela simplesmente tem outro nome...

Abraços!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 10:26
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Roberto A
 

Existem dores boas.... e belas palavras, que quando se juntam resultam num bonito poema como esse. Parabéns!

Roberto A · Cuiabá, MT 18/10/2007 10:43
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Saramar
 

Voltei para votar.
Reler o poema, em voz alta como gosto é renovar o prazer da boa leitura.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 18/10/2007 10:43
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anamineira
 

Voltei para votar e lembrar que a dor do parto é "Dor boa".
Com muito carinho,

Anamineira

anamineira · Alvinópolis, MG 18/10/2007 11:00
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Marcos Paulo Carlito
 

Ana,

Não sei se é boa, ou não,

o fato é que é, realmente, dilacerante...

Sobre a forma como a descrevi, só parece grosseira no meu contexto. Mas, no contexto da mulher pantaneira que a proferiu, foi perfeitamente normal e, até, poético...

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 11:55
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Marcos Paulo Carlito
 

Saramar,

Muito obrigado

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 11:55
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Marcos Paulo Carlito
 

Roberto,

Muito obrigado cara!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 11:57
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carlos magno
 

Vim deixar meu voto.
Abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 12:30
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Marcos Paulo Carlito
 

Valeu Carlão!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 12:34
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osvaldocosta
 

O desfecho foi genial!!! Entre tantas perguntas, Marcos, penso que a beleza de seu texto está também em permitir o leitor devanear, fantasiar sobre o que dizem as palavras. O poeta condensa, insinua, o leitor, quebra em partes, e de cada uma delas brotam outros mil poemas! Na dor de ser.
parabéns.
Abraço.

osvaldocosta · Quixeramobim, CE 18/10/2007 13:03
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Sérgio Franck
 

Que espécie de luz dá a mãe de todas as dores, Marcos? Ou tudo faz-se em breus mesmo?

abço.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 18/10/2007 13:50
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Noelio Mello
 

Marcos.
teu poema é muito bonito. verdades sobre verdades, mas caro, amigo, a maior das dores é um pai apaixonado perder um filho e não comprender os mistérios da vida e morte. Eu sei, parceiro, mas ainda não entendi.
Nada tira, porém, a beleza da tua obra.
Abraços
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 18/10/2007 14:38
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Benny Franklin
 

Belas palavras; verve apurada!
Bom.

Benny Franklin · Belém, PA 18/10/2007 17:24
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Cintia Thome
 

Que tenhamos forças para todas as dores, ou pelo menos lidar melhor com os sofrimentos junto a Deus e que o serhumano tenha mais dó de seu semelhante...
Tua poética tem beleza, em frente sempre Marcos Paulo.
abçs e voto.

Cintia Thome · São Paulo, SP 18/10/2007 17:41
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Cintia Thome
 

Acabei de ler que um policial tentou salvar um menino de 4 anos numa favela em tiroteio no Rio...o bandido não teve pena do policial que carregava o garoto...essa guerra que tem que acabar e temos ainda essa chance, o responsável da Nação tem que dar uma pena mais severa...temos chance...o dinheiro não é tudo...Ah! Desculpe...bjusbjus...Alegria....

Cintia Thome · São Paulo, SP 18/10/2007 17:45
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Dico da Fonseca
 

Teu texto não me disse Nada!
Apenas me disse Tudo!

Dico da Fonseca · Porto Alegre, RS 18/10/2007 18:08
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Marcos Paulo Carlito
 

Osvaldo,

Assim você acaba se tornando meu amigo comentarista preferido. Que leitura legal do meu poema!!!

Grande abraço!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 19:43
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Marcos Paulo Carlito
 

Frank,

Tua pergunta me deixou encabulado. Mas vou tentar responder:
A mãe de todas as dores dá a luz a maior de todas as dores, a dor de não saber.
É redundante mas não consigo imaginar resposta melhor...

Mas, como em tua pergunta cabem muitos sentidos e respostas, acrescento ainda: essa mãe dá a luz no breu do mundo...


Preciso apagar esse charuto...

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 19:46
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Marcos Paulo Carlito
 

Benny,

Obrigado, meu camarada, pela sua visita!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 19:58
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Marcos Paulo Carlito
 

Cintia,

Te autorizo a nunca se descupar por nada que escrever em meu perfil. De você eu aceito qualquer comentário. Mesmo porque, até agora, só aprendi coisas belas e bacanas contigo...

Um beijo e um abraço!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 20:01
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Rita Costa
 

Carimbado, Poeta. Parabéns!

Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 20:02
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigadão Rita!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 20:03
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Marcos Paulo Carlito
 

Dico,

Tua comentário é como um Haikai, curto e deliciosamente fulminante!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 20:04
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apple
 

Com certeza, a minha maior dor foi mudar de cidade e ter que me separar de um irmão.

Era complicado porque tinha pouca idade, era despreparada por demais e extremamente ligada a esse irmão. Ficava longe, sozinha e preocupada com os problemas que ele enfrentava na época. Foram inúmeras noites sem dormir e muitas lágrimas derramadas.

Meu irmão atravessava problemas graves e eu não estava perto. Nem tinha idéia do que acontecia ou não. Sabia/pressentia que tudo continuava a ir mal, porém sabia que não podia fazer grande coisa onde quer que eu me encontrasse. A certeza de que eu podia pouco me ajudava a ficar longe encaminhando a minha vida, porém esses tempos não foram nada fáceis.

O fato é que o sofrimento depende muito dos valores, do conhecimento e da capacidade de cada um. Fosse hoje, talvez não sofresse tanto. As águas se renovaram, em alguma medida...

Na realidade, acho que o meu irmão era quase como se fosse um filho meu. Pelo menos, crescemos juntos, não obstante houvesse um certo “desnível” entre nós. Eu fazia tudo por ele. Nunca preocupei, nem zelei, nem sofri mais por outra pessoa em toda a vida.

apple · Juiz de Fora, MG 18/10/2007 21:00
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Marcos Paulo Carlito
 

Cara Apple,

Tocante sua história. Amor entre irmãos, assim, é raro. Isso demonstra o quão sensível e especial você é!!!

Continue conosco nessa jornada rumo à poesia, ao conhecimento e ao encontro de nós mesmo.

Obs.: quanto ao fato de ser bióloga, vou precisar muito de sua ajuda. Muito, muito mais do que você pensa cultura e biologia tem tudo a ver.

Grande abraço!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 18/10/2007 21:19
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Candice Gonçalves
 

Passei pra votar e me surpreedi com tantos comentários.
Eu vivo dizendo: "a ignorância é atrevida"! Uma dor constante, é essa mania que muita gente tem de não aprender com seus próprios erros.

Adorei a poesia, adoro você e seus escritos todos.

Candice Gonçalves · Crato, CE 18/10/2007 21:48
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ENTRE TANTOS fico entretanto com a opinião do OsvaldoCosta... muito inteligente (e interessante) o final do "cordel". Teu trabalho está mais próximo do cordel popular que da Poesia comum.
Nos parece que você "estraga" lá pelo meio um poema muito sensível... no entanto, essa "quebra" de ritmoou de estilo se justifica ao falar de ignorância literária (e são tantas...), quase uma auto-confissão.
Fico com o tema "dor de quem fica, pensandoem quem vai"... e te lembro definiçãodefinitiva de um pensador francês:
QUANTO MAIS A GENTE ESTUDA VAI VENDO QUE MENOS SABE !
Adeus, te digo afinal... adeus te digo chorando. Adeus, te torno a dizer... adeus, não sei até quando! (ciranda de autor ignorado)

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 18/10/2007 22:03
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Lígia Saavedra
 

Votos e bjs, amigo

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 18/10/2007 22:36
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Marcos Paulo Carlito
 

PESSOAL

Eu só publiquei a 6ª coluna do texto (não sei como se diz, é 6ª estrofe?) por tratar-se de ago real que aconteceu aqui no pantanal quando um certo amigo meu perturbou uma pantaneira perguntando-lhe repetidas vezes: "Com o que se compara a dor do parto? É igual a uma facada? Como um tiro no ventre? Como queimadura, arde? etc, etc, etc..."

A mulher, muito simples e de poucas palavras, sem saber o que fazer diante daquele rapaz atentado, cansada já de tanta pergunta, certo momento do monólogo lhe respondeu: "Meu filho, é igual a dor de cagar um tijolo"

Achei a resposta fantástica por vários motivos, mas, principalmente, porque no que diz respeito a aflição da carne, me pareceu a única forma de um homem "simular" o entendimento do que seja a dor de um parto natural...

Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 01:54
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Marcos Paulo Carlito
 

Lígia,

Mil beijocas!

Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 01:55
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ana_isabelle
 

Marcos,
Dentre tantos belos comentários fico quase sem palavras frente a texto tão expressivo.
Entretanto, digo que "meu silêncio" é de quem compartilha com o pensamento de que a dor em seus vários graus faz parte da vida humana, seja como mola mestre ou como aquilo que propicia se bater sempre na mesma tecla e não crescer.
Seu texto foi lindo ao falar de algo que geralmente sempre estamos fugindo, dor.
Parabéns!!

ana_isabelle · Fortaleza, CE 19/10/2007 02:39
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Ize
 

Oi Marcos, ainda que tarde, passo aqui pra dizer que adorei seus versos. Ainda mais que eles permitem que a gente compartilhe nossas dores. Quer dizer, não a dor do parto, mas que é dor boa de doer, como lembra a Anamineira. De todas, a única que eu não desejo pra ninguém é a que divido aqui com Cintia e Noélio. Mas não se preocupe, que essa dor foi plenamente abrangida por suas palavras, até pq senão nós três não tínhamos falado nela. Em poesia não precisa ficar tudo entendido, basta que fique subentendido. Como diz Manoel de Barros: "entender é parede; procure ser árvore".
Beijo grande
da Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 19/10/2007 13:42
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Robert Portoquá
 

Gostoso de se ler!
Ritmado e cadenciado, gostei!
Abçs.

Robert Portoquá · São Paulo, SP 19/10/2007 14:31
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Zezito de Oliveira
 

Marcos,
Parabéns!!!
É incrivel como encontro, aqui no Overmundo, poemas maravilhosos como esse, da sua autoria, e outros: da Cintia, do Rubenio, da Edna, do Lailton. Será que esqueci de mais alguém... Tá bom, depois pesquisarei no arquivo e farei o registro.

Abçs,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 19/10/2007 15:31
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Ize
 

Oi Marcos, não carece de explicar a metáfora tão convincente que a sábia mulher usou pra definir a dor de parto. É mais ou menos isso mesmo. Eu que pari três bacurizinhos de mais de quatro quilos sem tomar nem dipirona, que o diga. É que depois que o tilojo desce, a alegria é tão incomensurável que a gente fica querendo mais. Parece doideira, mas só quem experimenta essa ........(o termo aqui rima com doideira) é que sabe rsrsrsrsrsrsrs.
Beijos

Ize · Rio de Janeiro, RJ 19/10/2007 15:34
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Marcos Paulo Carlito
 

Candice,

Obrigado pelo comentário adorável.

Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 19:51
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Marcos Paulo Carlito
 

Nato,

Gosto da idéia de meu texto estar próximo do cordel popular. Adoro cordel e repente.

Sobrea quase "auto-confissão", ainda estou tentando entender. Percebo a profundidade de teus comentário, mas confesso, auto confesso, tem coisas que nem supseito existir, nem no mundo nem em mim.

Quanto a tudo mais, filosofia pura...

Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 19:55
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Marcos Paulo Carlito
 

Ana Isabelle,

Podemos dizer, então, a dor também é linda?

Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 19:57
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado Ize,

Por sua compreensão e por suas palavras de camaradagem...

Quiçá, um dia, eu-árvore...

Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 20:51
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado Robert!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 20:53
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Marcos Paulo Carlito
 

Grande abraço Zezito!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 19/10/2007 20:53
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clara longhi
 

Com certeza a dor que leva a todas as outras dores sem dúvida é a ignorãncia.
Muito bem colocado seu poema.
Abraços

clara longhi · Campo Grande, MS 20/10/2007 01:56
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Marcos Paulo Carlito
 

Clara,

Muito obrigado por sua presença aqui e por seu comentário.

Abraços!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 20/10/2007 02:38
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Andre Pessego
 

Marcos,
bom dos teus versos é que não dar tempo pensar em ´dor
de doer. um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 20/10/2007 16:56
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superbacana
 

Marcos,
como uma perfeita harmonia indolor, tanto o poema, quanto a foto são espetaculares. Parabéns!
beijocas

superbacana · Rio de Janeiro, RJ 20/10/2007 18:18
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ILZE SOARES
 

Marcos,

Vc esqueceu de me convidar pra ver essa "OBRA". Concordo com Cintia, a pior dor não é a de saber "que nada sabe", não é a de parir um filho(a), a pior dor pra mim é a de PERDER UM FILHO (eu tb já senti essa dor).
Mas, acredito que medir DORES fica meio complicado pois, depende muito do amadurecimento de cada ser humano. Entretanto, posso te assegurar que três dores já senti e as classifico como as piores da minha vida, foram elas: perda de meu pai, perda da minha mãe e a perda do meu filho. Nada foi pior e doeu mais...
Vc realmente está se revelando um excelente poeta, pesquisador e escritor. Tô me apaixonando por vc(com todo respeito) grande poeta. rsrsrs

bjo

ILZE SOARES · Salvador, BA 20/10/2007 18:52
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Marcos Paulo Carlito
 

André...

Que bom, assim a gente esquece um pouco que a vida dói...

Outro abraço!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 20/10/2007 20:42
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Marcos Paulo Carlito
 

Superbacana,

Harmonia indolor foi uma ótima colocação!

Obrigado pelo comentário!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 20/10/2007 20:45
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Marcos Paulo Carlito
 

Ilze,

Sua paixão pela minha arte é nobre, e o melhor é que a arte é eterna, sempre pode estar ao nosso lado para nos acompanhar...

Abraços fraternos!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 20/10/2007 20:48
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ana_isabelle
 

oi, Marcos.
interessante sua pergunta: "podemos dizer, então, que a dor também é linda?"
não acho que a dor seja linda, mas as metamorfoses que podem advir pós-dor acredito que sim, podem ser lindas.
e no mais, seu texto foi lindo ao falar de algo tão subjetivo.

abraços!!!

ana_isabelle · Fortaleza, CE 20/10/2007 23:00
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Marcos Paulo Carlito
 

Ana,

O a alma do mundo está na subjetividade...

Marcos Paulo Carlito · , PR 20/10/2007 23:50
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apple
 

Marcos,

Algo que já disse a você, agora venho dizer aqui. Achei interessante uma palestra que assisti. Ela falava sobre a visão da criança sobre a doença. A criança sofre porque entende as coisas de forma “distorcida”. Algumas delas acham que passam por um castigo ao passarem por tratamento de saúde.

Nessa palestra, citaram também os fatores que influenciam a percepção da dor pela criança. Anotei e trago-os aqui. Seriam: biológico, cognitivo, psicológico, temperamento, dependência, ganhos secundários, sócio-cultural.

Dá para perceber que a dor é complexa, né?!

Em outro palestra que trago anotada também, falaram ainda sobre o cuidar, no mundo em geral. No caso, disseram que o cuidar pelo amor, o cuidar que gera felicidade, o cuidar que evita a dor do outro é rara.

O cuidar, no mundo, basearia-se em: culpa (?), interesse egoísta daquele que zela (caso do mundo dos negócios) ou em responsabilidade (cuidar pelo amor). Disseram ainda que há muita dor no mundo porque o quê mais falta na Terra é o amor.

Gosto bastante dos trabalhos com a linha espiritual e procuro desenvolver esse lado.

Inclusive, lembro de outra palestra em que falaram sobre os mandamentos da lei de Deus. Teria: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo." Daí, que falaram sobre a importância do auto-conhecimento porque a gente só ama o quê conhece.

Então, fica aqui o agradecimento pela oportunidade de reflexão que você trouxe a mim e a muita gente.

Abraço,

apple · Juiz de Fora, MG 21/10/2007 02:09
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado Apple,

Você tem sido generosa em seus comentários.

Sobre o mais, permanece o enigma da esfinge: Decifra-me ou te devoro...

A mesnagem escrita na esfinge parece ter tudo a ver com auto-conhecimento.

Grande abraço!

Marcos Paulo Carlito · , PR 21/10/2007 13:21
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JulioCPerez
 

Cara tu é quase um popstar desse troço aqui. Não dá pra ler todos os comentários.
Mas, à parte isso, parabéns. Belo poema. Estás chegando perto daquilo pode se considerar um poeta.
No mais, quanto a dor do não saber, o conhece-te a ti mesmo do Sócrates já incitava as pessoas a buscarem sanar essa dor. Porém, eu creio que jamais iremos a sanar por completo e graças a Deus porque é isso que move os homens a criarem sinfonias, a pintarem belos quadros, querer enriquecer, a escrever... e conhecer aprisiona, conceitua, enjaula em definições o Ser que eu prefiro seja assim, indefinido, deixe sempre entreaberta a porta para a criação.
Até!

JulioCPerez · Passo Fundo, RS 12/11/2007 22:12
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Marcos Paulo Carlito
 

Na verdade este poema tem mais título do que corpo.
E está muito longe, agora, do meu novo objetivo que é partir da pedra bruta.

Achei interessante tua percepção e tua colocação sobre a dor de não saber. Antagônico ao meu pensamento mas ao mesmo tempo detentora de muita propriedade. É... talvez não saber seja uma garnde benção...

Porém preciso pensar mais sobre isso. Anda guardo uma esperança romãntica de encontrar um saber que liberta, talves o saber de me conhecer a mim mesmo sem, jamais, fechar a porta da criação...

Grande abraço, meu amigo!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 12/11/2007 22:19
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maravestruz
 

Marcos, Parabens. Se Beethoven ficasse atualizando a Nona, nós estaríamos "lascados".... A arte poética cristaliza esse fenômeno de convulsão perceptiva e diferenciada do leitor, que aqui fica clara. Depois dessa convulsão, a natureza do fenômeno deixa de pertencer a si mesma e se distribui, como um gás, na consciência literária do Leitor. Seu poema ousa abrir uma fenda num conceito universal e, como Dante em seu mergulho no Inferno, mineraliza algumas das incontáveis instâncias da Dor. Quaisquer que fossem, latejariam forte, pois forte é a substância cognitiva que você ativa de forma brilhante, coesa e musical. Por amor à música e ao humano, não altere essa "sonata-forma", onde podemos imaginar que pianos e violinos se sucedem em diálogos intermináveis, numa narrativa viva e controversa sobre nossas "sensibilidades"... Até porque essa obra de arte já não lhe pertence... Ave, Poeta.

Abraços, Márcio.

maravestruz · Caiçara do Rio do Vento, RN 4/12/2007 07:18
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maravestruz
 

Em tempo: Não ousarei fazer comentário crítico-literário, por duas razões: a primeira, porque demandaria uma "tese", tamanhas são as possibilidades que sua obra suscita e precisaria de muito tempo para "filtrar" as inevitáveis besteiras que um comentário de crítica carrega, em função da infitude da arte; a segunda, porque além de ousar mergulhar nessa fenda universalizante sobre a dor, você usa argila de muitos gêneros literários, encharcando o poema de sentidos variáveis e renováveis, onde se mistura visão filosófica, dramaticidade, xiste, baixo-corpóreo, lirismo, realismo, síncope musical, variação de matizes, enfim, corpo poético enciclopédico, que são matéria-prima de gênios como Goeth, Pirandello, Guimarães Rosa, Lorca, Picasso, Bandeira, Da Vincci, Drummond e o insuperável Cevantes, entre tantos. Paremos.

Abraços, Márcio.

Abraços, Márcio.

maravestruz · Caiçara do Rio do Vento, RN 4/12/2007 07:41
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro amigo,

Assim é se lhe parece...

Muito obrigado por sua visita e por seu comentário. Não vou alimentar a satisfação que me causaste porque sei que, ao fundo, também é mais uma ilusão.
Todavia, não importa ao poeta ser poeta, importa ser ele mesmo. Assim como ao mundo não importa descobrir o poeta, importa ao mundo descobrir-se em sí mesmo.

Obrigado...

Marcos Paulo Carlito · , PR 4/12/2007 09:02
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