Sou tão forte e tão imbatível!
Sinto-me estranho e fraco.
Posso mudar o mundo! Que saco,
prefiro dormir ou ver um vídeo.
Sinto-me leve, tão leve que posso voar,
Mas minhas pernas longas me fazem tropeçar,
Com meus braços grandes e minhas espinhas,
Masturbo-me no banheiro olhando as vizinhas.
Sou criança para meus pais e adulto pra minha turma.
Em casa: brinco, jogo bola, sou infante.
Fora: sou o Homem, macho dominante.
Olho o espelho e ainda não sei refletir quem sou...
Agonia que logo passará pois, descobrirei:
Nunca realmente saberei.
Paulo,
Um poema estilo soneto muito forte e verdadeiro.
Gostei do seu Adolescer...
abraço fraterno,
"Olho o espelho e ainda não sei refletir quem sou
Agonia que logo passará pois descobrirei:
Nunca realmente saberei."
Como disse Rubênio, absolutamente verdadeiro. Muitos dos nossos questionamentos de adolescentes jamais serão respondidos...
abçs.
Paulo, fiquei emocionada com seu belo soneto porque, como disse, todos já passamos por isso e hoje, quantas vezes não somos ainda adolescentes?
Acredito quenada morre dentro de nós: a criança, o jovem inseguro e dono do mundo, tudo, todas as etapas da vida que nos compõem são nossas faces e, por isso, "nunca saberei" qual delas é a mais forte e quando.
Gostei imensamente. Voltarei.
beijos
Paulo. Soneto impecável, retratando uma fase , uma mudança brusca, mas como disse Saramar, somos crianças, somos jovens, depende de olhar o mundo mais levemente...Parabens. Abçs.
Cintia Thome · São Paulo, SP 21/11/2007 19:57Quando a gente pensa que entendeu tudo, vem a vida e muda tudo de lugar, apresentando novas perguntas. É o caminho da eternidade...
Marcos Paulo Carlito · , PR 21/11/2007 20:04
Gostei muito do teu poema, Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Paulo, só não entendi melhor porque sou menina e essa de "ir..no banheiro", nunca fiz. Demais estou convicta que descreveste direitinho essa coisa horrorosa que é adolescer e ninguém nos entender.
Bjs
Cara, você é uam honda.rsrsrsrrs
Já fui muito ao banheiro. rsrsrsrsr
Muito bom mesmo.
Abração
Paulo,
Essa de Lígia foi ótima - rsrsrs - fica complicado mesmo pra nós "meninas" entendermos certas coisas dos "meninos". Mas, quanto ao poema, está muito bem elaborado, condiz com o processo de adolescência, essa coisa meio perdida, meio de levantar e cair... é por aí.
Seu texto poético está muito bem idealizado e estruturado. Mandei e-mail para vc falando o que achei necessário de correções. Espero que acate.
Mas, no geral, seu poema está muito bom.
Parabéns!
Bjos
Paulo, voce falou e disse, com muita propriedade esta passagem! Grande poeta, grande inspiracao...
victorvapf · Belo Horizonte, MG 21/11/2007 23:05
Verdades em poesias, para essa idade tão bonita, mas incômoda ao mesmo tempo. Se por um lado não é mais criança, por outro não é adulto.
Cruéis dilemas...
Grande abraço
Querido Paulo:
Bela (des)coberta!
Já é um grande passo nessa dor de crescer, mas fiques tranqüilo que a natureza é sábia, sem pressa e sem medo de ser feliz...
Vou te contar um segredo, dos mais belos, com certeza: As meninas crescem e tornam-se mulheres. Os meninos crescem e permanecem meninos. Entenda isso como o belo do ser_Ser.
Lindo teu texto!
Beijos_Meus*
*
VO(L)TAREI!
Obrigado a todos pela presença! Branca, Victor, Paulo, Carlos, Carlito, Nydia, Rubênio... Ilze, li o e-mail e acatei algumas alterações sugeridas. Respondi por e-mail. Muitíssimo obrigado!
Saramar e Cintia, fico honrado pela leitura.
Lili, na verdade já passei por esta fase faz tempo! rsrs Mas, que bom que sentiu a verdade dos versos. O que falou, sobre os meninos crescerem e permanecerem meninos, é a mais pura verdade.
Lígia, rsrs não comentarei.
Abs!
Adolescer... Adolescência... Aborrescência...
Eita período complicado! É uma fase encantadora, mas cheia de tormentos. Absolutamente contraditória, onde começamos a reconhecer um mundo maior ao redor, enquanto ele parecia ser apenas a extensão das nossas dúvidas, sofrimentos, mudanças físicas, primeiros amores etc.
Parabéns pelo poema, Paulo!
Flores @>--
Paulo, lendo estes versos:
"Olho o espelho e ainda não sei refletir quem sou...
Agonia que logo passará pois, descobrirei:
Nunca realmente saberei"...
concluo: nem vc, nem ninguém, mas seguiremos procurando.
Abraço!
Muito bom, Paulo!
Ótimo retrato da fase aborrecora... mas uma fase espetacular!
Abraço!
http://interludios.blogspot.com
Paulo Amigo.
Um Trabalho muito bom e em bom lugar.
Parabéns e abracáo
vim me fazer presente, votado.
Parabéns mais uma vez!
bjos
Queria adolescer...adolescer...e morrer assim como sou...(rs)
Lindo.
bjus
Paulo Esdra poeta do Cotidiano.
Exprime o diaa dia.
Desde a pequenés até a imensidáo.
Parabéns por seu trabalho estar exprimindo a realidade do Vazio e do nunca.
Nota 10 de merecimento expressivo.
Abrção
Olha o voto aí meu amigo.
Abraços.
carlos Magno.
PJ,
Perdoe a minha falta de tempo (moeda tão cara nesses dias para mim) para votar e comentar. Mas cá estou eu na hora do recreio:
Essa época de mutações internas e externas, dos pêlos que nos sobem à superfície da pele, das comichões estranhas, da explosão hormonal que sacodem as nossas inquietações, tudo isso foi muito bem costurado no seu soneto. Percebo o cuidado da afirmação tão típica da insegurança dessa faixa etária, e o desfecho maduro e consciente sobre a descoberta de que não fomos (na adolescência) tão infalíveis assim. Parabéns mais uma vez e um abs do amigo.
Querido Menino_Paulo:
VO(L)TEI!
Beijos_Meus*
*
Paulo.
A vida, seus mistérios e segredos, quem poderá descobrir tantas interrogações?
Belo poema, parceiro.
Abraços
Noélio
Paulo,
desculpe-me a demora, ando superocupado, mas valeu ter vindo. Bonito soneto. Votado, parabéns.
Abraços.
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