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passeando no pitoresco somos um só abraço
divagando por concisas decisões, separamos
já não controlo os atos virais do que faço
desde o dia que dissemos que não mais amamos
tornei-me ontem reles fantoche tosco do fiapo
cavalgando na crina da história que eu faço
no fim de uma conversa, eleito bom de papo
o farejador de um troféu que eu mesmo caço
que tal fidalguia não se restrinja ao nobre
quando as comendas não prestam p´resses peitos
e o cérebro rei recomende esse ser pobre
sem que necessite desdobrar-se em outros jeitos
no mar das confusões, o mártir sério condena
a pressa que desordena as partes do seu todo
recomenda que refestele-se numa tarde amena
antecipando a algaravia d´um banho de lodo
salve os cadafalsos falhos daquela sentença
num dia solto, de um mês avulso, de um ano qualquer
que evitou na cidade a primeira desavença
entre um homem confuso e qualquer ser mulher
saracoteias na linha fraca de fuga d´acolá
e os mordazes balaios embalam seus sonhos
não se sabe o que o maldoso destino trará
se os seus lindos desejos, ou os medonhos
convença teus bichos noturnos a partir agora
enquanto agouro é só uma passagem do mal em fuga
mude-se da casa escura em que hoje você mora
livrando-se do mal frio que permeia e te suga
quantas novelas batendo nas portas infiéis
dilúvios bailando sem chave para entrar
lacrados estão mil vinhedos em tonéis
para não te deixar desse pesadelo, provar
no esconderijo sem claustro percebes a luz
a dança da razão impõe o louvor das virtudes
não será essa dama negra que você conduz
que te elevará às malogradas altitudes
tome-se a ti nesse pasto verde e viçoso
cante aquela de outros tempos melhores
acorde desse périplo perigoso, preguiçoso
vendo de que jeito, sua vida colores.
tags: São Paulo SP poesia cor subita textos-literatura
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