meus gemidos têm clamor de Ti, cidade
de sigilos, lanças, moedas, preces...
do Menorá, que hoste alguma arrefece...
da Presença, perdida no caos das vontades...
das calçadas que untaram as sacras 'percatas
dos que por Ti sobre Ti ante a turba voraz
ousaram dar mais substância à paz,
ó Jerusalém para além da Vulgata!
ó rubi entre cacos, Tua glória esvai
quando os filhos d'Abr'ão se dão (felizes!)
às pedras, aos tiros, cidade, aos mísseis
- blasfêmias riscadas nos céus de Adonai!
Que beleza, Diego!
Retrata muito bem a triste realidade de uma Jerusalém,
que está tão longe de ser a Jerusalém Celeste!
Diego, gostei dos teus versos, achei que eram métricos, fiquei ali soletrando - pista falsa? - deixei a matemática, voltei para o poema, para sua entonação diferente, gostei muito mesmo. Abraços.
Haragano · Brasília, DF 30/1/2007 22:57
eu fico lendo e lendo meus textos várias vezes pra ver se a melodia está encaixada. não sei se está na métrica certa pq nunca estudei métrica suficientemente. gosto muito de compor de ouvido.
obrigado, pessoal!
Enflamada exaltação a Jerusalém Diego. Gostei do texto,foi bem construido. Parabéns.
Carlos Magno.
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