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The Nigthawks, Edward Hopper, 1942
Não sei se foi o soco do piso
Na retina o ar tremeu de calor
Não sei se foi o prazer perto de mais
Medo do frio dos museus pós-modernos
Não sei se foi o desespero
Do mais gozar - frenesi - do mais comprar
Não sei se foi o reflexo dos passantes
Em feitiço na vitrina, eram fantasmas
Não sei se foi a lembrança da tradição
Do hospital desmembrado nas três esquinas
Não sei se foi a visão do quarto
Era ela quase morta no dia da passeata
Não sei se foi esse começo de verão na primavera
A felicidade da menina distante, a mulher bailarina
Não sei foi a lama na campanha
Os dois candidatos empalados nos postes do preconceito
Não sei se foi a decadência da avenida
A falta da falta daqueles que faltaram
Não sei se foi agora que eles são peso morto
Presença da ausência inesperada
Não sei se foi esse adeus na ponta da língua.
Foi o tronco marrom sob a sombrinha
O olhar no sorriso daquele toco
Foi a dor peregrina sem membros
Foi a boca e a sede do menino-torso
Foi a letra na caixa de sapatos
Daquele texto triste
Pedido de amor - muito mais ato
Menos esmola, um nada de pena
Agora sei, foi o mesmo descaso.
Ele e eu amputados
Foi ele sem movimento
Minha mão sem gesto
Foram saudades súbitas
Dos horrores destas ruas
Deste vazio nas sarjetas
Dos excessos desta minha cidade.
Compulsão Diária, outubro de 2008
sobre a obra
Diante de um outro, que trocou comigo um olhar de segundos, pude ser eu.
tags: São Paulo SP poesia torso membros esmola torpor descaso calor desamparo lembranca decadencia falta
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informações |
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| Autoria |
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Compulsão Diária, outubro de 2008. |
| Ficha Técnica |
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The Nigthawks, Edward Hopper, 1942
http://www.barzi.net/movable-static/img/nighthawks.jpg
Edward Hopper vs The Blue Nile
http://www.youtube.com/watch?v=1hUKwBeJe78&feature=related
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| Data |
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29/10/2008 |
| Arquivo |
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Um olhar onde se viu todas as dores possíveis, as pessoais, as coletivas, o fundo do mundo das cidades.
Num átimo, a compreensão mútua da impotência diante destas dores.
Original e belo!
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 27/10/2008 07:44
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CD, esse olhar navegante, sem remo, mas sôfrego em direção
um olhar para os casos, descasos...um olhar por acaso...
(tua lavra das mais tocantes pra mim)
bjus
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 27/10/2008 07:54
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Suportar a dor do Mundo é realmente um processo que nos dilacera mas do qual não temos com fugir.
Nossa Realização só será verdadeira quando sairmos de nossos Castelos ilusórios umbilicais e poder perceber no Outro o fruto de uma Felicidade compartilhada.
O que eu faço é para a realização do Outro e o que o Outro faz, é para minha realização!!!
Tenha una boa Semana. jbconrado.
ayruman · Chapada dos Guimarães (MT) · 27/10/2008 10:40
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Eu sei, foi um pco disso tudo, foi o olhar vazio, a compulsão do dia. Os embates, os excessos da cidade e a palavra qwue vive em seus dedos desatou o nó, abriu-se em cortinas e agora presa num papel, pede: Diga-me?
bac, ma belle, sua dúvida é linda.
Thiers · Niterói (RJ) · 27/10/2008 11:13
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Todos os olhare se cruzam, inexoravelmente...É inevitável...Tudo escapa, tudo foge, tudo longe, fora do alcance, imãs do mesmo polo se repulsão...só restam olhares.Porque eles não tem tamanho nem forma.Poque eles são surdos e mudos, os olhares.Porque na zoeira de nossas vidas, todos os textos tristes, tem o mesmo som...Sem som...só retinas, iris, luz, cor e trans_lucides...
Só sei que foi olhar...e basta.
Bom !...Muito...pra lá...
bj, CD
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 27/10/2008 14:33
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Não sei se foi tua presença, mas a metrópole me pareceu mais bonita e agradável do que a ti. A poesia é triste, mas não deixa e ser bonita; a metrópole em seu caos organizado é uma feiúra maqueada, mas dá poesia genuína.
Marcos Pontes · Eunápolis (BA) · 27/10/2008 14:37
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Eu sei que foi
A tristeza de ver o real
A culpa de viver a paixão
Fê - la sentir - se qual
Autora da ilusão
CD, quem te vê, com seus belos e imponentes olhos claros não imagina que há aí dentro um coração tão sensível! Real, é o que há aí dentro. Toda essa desgraça que toca os nossos olhos de Shiva são parta da ilusão na qual vivemos.
Com esses olhos, e com esse olhar, dá pra mudar o mundo! :-)
Muito bom! Muito bem! Sempre...
Saudade!
Bjos, cherie...
DecoDias · São Paulo (SP) · 27/10/2008 15:33
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Olá queridAmiga Bea,
Acabei de chegar de uma pequena viagem de final de semana.
Fiquei este final de semana totalmente sem net. Andando pela beira mar, sentindo o sol na pele, pegando uma cor dourada.
Encronto seu poema, tão sentido e de adorával leitura.
Tão sentido que inspirou o poema que segue.
Beijos,
Rê
O QUE SABER? - Regina Lyra
Não sei se foi,
Um gole no copo vazio,
A dor na unha que nunca existiu.
Não sei se foi,
O quarto vazio
Desfolhado do prazer sentido.
Não sei se foi,
O que nada foi.
Talvez a lembrança marcada
No corpo
D
i
l
a
c
e
r
a
d
o
Pela dor invocado.
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 27/10/2008 15:57
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Foi tudo e todas as quimeras
Foi tudo e todas as eras
Foi tudo...
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 27/10/2008 16:23
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CD,
belo poema
tantos questionamentos
ante dores e ilusões perdidas,
ninguém tem uma resposta pronta.
bjs
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 27/10/2008 17:20
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Muito lindo, simplesmente lindo!
Beijo minha Deusa linda!
celina vasques · Manaus (AM) · 27/10/2008 17:58
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Olha olha CD....
Hooper foi uma boa escolha para seu poema, ele retrata o cotidiano urbano de uma cidade em suas várias nuances. Nas suas indagações, questionamentos de "não se se foi..." e o contraponto nas repostas do "foi..." as marcas das reticências espiralam e refletem numa urbanidade cotidiana, onde seres do cotidiano se reconhecem num simples segundo, naquele exato instante em que se se percebe pleno o ser e o momento.
(suspiro)
ai ai
Parabéns ao poema
beijos
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 27/10/2008 18:14
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Escavastes a alma em busca de lembranças minha cara! Fragmentos de momentos. Pequenos nadas que fazem a vida!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 27/10/2008 18:22
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Cd, esse poema conserva a mesma delicadeza de alguns outros trabalhos seus dos quais fiz a leitura.
Nesse, contudo, além da suavidade, do equílibrio que sempre encontro na sua escrita, há uma maior intensidade, uma espécie de ceticismo, como se a autora estivesse clamando contra a brutalidade e estupidez presente em uma Metrópole da magnitude de São Paulo.
Só que a cidade e suas mazelas acaba servidndo apenas como um pretexto para você fazer uma viagem ao interior dos seus sentimentos, jogar o balde no escuro do poço em busca das respostas.
Gostei muito do trabalho.
beijos.
Gabriel Desaix · São Paulo (SP) · 27/10/2008 19:39
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O que deixar expresso depois de tanta convergência de opiniões?
"Não sei se foi" é soco, prazer, lembrança, olhar no sorriso, dor peregrina.
"Não sei se foi" é poesia na ponta da lingua.
Parabéns.
Eloy Santos · Rio de Janeiro (RJ) · 27/10/2008 20:29
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Eu é um outro. Rimbaud disse mais ou menos isso. Em termos de poesia ou simplesmente em termos humanos, somos o outro. Quando nos vemos nesse espelho, que imagem! Que dor, culpa, decepção, frustração, etc. Num átimo, descoberta de quem somos. Coisas da poesia? Coisas humanas.
Beijos.
José Carlos Brandão · Bauru (SP) · 27/10/2008 21:09
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CD, a dor da empatia nos ohos do outro. Lindo poema.
Beijo
Lola... · Curitiba (PR) · 28/10/2008 00:43
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Não sei se foi
Foi a letra na caixa de sapatos
Daquele texto triste
Pedido de amor - muito mais ato
Menos esmola, um nada de pena
Agora sei, foi o mesmo descaso.
Bea, querida será que tem perigo nas vias, nas esquinas?
Ah,essas crianças educadas por crianças...
Se ainda não fores mãe se forteleça,ninguem ensina isso!
parabéns poeta
beijosss
Claudia Almeida · Niterói (RJ) · 28/10/2008 01:09
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CD,
NÃO SEI SE FOI ESSE COMEÇO
DE VERÃO NA PRIMAVERA...
Não sei por onde vc extrai melhor,
Se na dor,ou no amor,
Se no fel,ou no mel,
A ESSÊNCIA DA SUA POESIA!!!
Divino amiga!
HO CAPITO CHE LA VITA È UN SOGNO,
E IL SOGNO È PROFUMO CHE EVAPORA...
BACI!
JACINTA MORAIS · Cascavel (PR) · 28/10/2008 01:17
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Compulsão
Há uma ausência sentida. A sensação do vazio.
Da desimportância. Na metrópole parece que
todos se escondem. Foi só mais um não ir...
entre..tantos.
Um abraço
EdimoGinot · Curitiba (PR) · 28/10/2008 10:32
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Saramar, primeira leitora, primeiro comentário. E
seu sorriso iluminando toda a compreensão. E sua
poesia que encanta a página. Muito obrigada,
querida.
Cíntia, diva! Salve! Um elogio seu, poetisa maior
é estímulo para minhas tentativas. beijos
JB, castelos sempre são abrigo para os piores
enganos. E sua leitura ultrapassa minha
limitação. Você é muito mais solidário,
capacitado para esse olhar. Eu ainda me assusto e
entro em crise, nessas dúvidas prosaicas. adoro
sua presença que me traz tanta paz. beijos
Thiers, ferinha minha. Você sabe. Adorei a
compulsão do dia. Ah, linda é sua leitura.
adorei. Mille baci. Diga-me!
Hey, Joe seu olhar é em ã. Coisas como imã, irmã,
manhã! rsrs..Caetano sabe e eu lembrei. E você me
lê seja aqui, na rua, na chuva...no boteco com
sua cam (o som em quase ã!!). O som do texto, da
tristeza. Textos tristes é um belo nome de poema.
hum!!! Inspiração pra mim, Hey Joe! Where? Mille
baci
Marcos, meu amor, tua presença trouxe alegria e
discernimento. Sampa é poesia pura. Basta um
olhar assim como o seu Sobre Minas. E sobre
Sampa? Cobrei? rsrs E todos os beijos.
Deco - André- meu querido. Nome forte como é seu
pensamento, sua capacidade para sentir e ler o
que esta amiga escreve sem saber.Nossa troca é
rara desde à primeira vista. Lembra? Até sexta!!
Beijos.
Regina, que poética caminhada, o sol na pele.
imagino você criando poemas. Taí! O poema que
posta no comentário: o que saber? Sim. Sabemos
que é dor. É que não me canso de perguntar.
Obrigada. Beijos
Juscelino, poeta dos bons e amigo muito querido,
foi tudo!!! E é muito ainda. Beijos.
Doroni, querida, de verdade: não há resposta, mas
você, poetisa sabe ler e perguntar
sempre.Obrigada pela visita. Beijos.
Celina, meu coração de cristal, muito obrigada
pelas palavras sempre elogiosas. Beijos
Cristiano, contrapontos são cura para
"pensamentos-piolho" (lembra?). Sua leitura é
presente. Seu olhar é futuro! Horizonte da
amizade já eterna. Beijos
Rafa, el Rei, foi lembrança? Fragmentos de uma
memória passada em outro tempo? Qual seria, Rafa?
Intrigante sua leitura. Muito obrigada, querido.
Beijos.
Gabriel, sua leitura faz marca no site. sempre
atento e qualificado para discutir os texto.
Privilégio ter você na página. este texto é
desabafo, infelizmente, a poesia ficou inibida (se é que ela existe)
diante do primarismo do meu afeto. As palavras
não me deram confiança. Daí a intensidade de que me
fala. Beleza de leitura, como de praxe. Beleza na
forma e na delicadeza do olhar. Beijos
Eloy, mestre, muito obrigada por considerar
poesia o que na ponta da língua mal sabe o que é.
muitíssimo obrigada todas as vezes. beijos
Brandão, mestre! Salve! Dois mestres seguidos, duas leituras diferentes. É
muita alegria e reconhecimento para mim, aprendiz
da escrita, que você ampara e com todo carinho ,
ensina. Lembrar de Rimbaud aqui é generosidade e encantamento. E
funciona como alerta amistoso. Num átimo você me
diz coisas que demoro dias para entender. quando
consigo, acontece o famoso à posteriori: as
coisas passadas assumem novos significados, a
experiência reinscreve senso e nexo. Exato!
coisas humanas. Poesia é a sublimação disso tudo!
E como disse Freud: Seja qual for o caminho que
eu escolher, um poeta já passou por ele antes de
mim. Grande Brandão! Boa! Cada vez melhor, cada
vez mais próximo e amigo meu. Isso eu sei. Um
beijo.
Lola, empatia na leitura é prêmio raro. Muito
obrigada. Beijos
Cláudia, "muderna" querida e atentíssima. Os
perigos sempre estão em toda parte. E as mães não
têm poder para evitar o sofrimento. Resta buscar
a palavra. Nomear e transmitir. Se as crianças
entendem ou não, isso é que não sei! Beijos.
Jacinta, muito obrigada pela elogiosa leitura.
Não creio em essência, mas entendo o que disse. A
vida é sonho e o sono da razão provoca monstros!
Sabe, quando fui postar este aqui , busquei pelos
Caprichos de Goya. Desisti porque não suportei a
lucidez e o humor. Ainda é primário esse olhar
que acabei de lançar sobre minha cidade. E o
torso ainda está lá. Acabei de passar por ele.
Nada mudou e tudo não é mais igual. Capito?
Beijos, querida
Edimo, exatamente! Foi só mais um "não ir". É que
compulsão insiste em saber o que foi? Adorei a
visita e a leitura. Beijos.
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 28/10/2008 14:27
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Ele e eu amputados
Foi ele sem movimento
Minha mão sem gesto
Foram saudades súbitas
Dos horrores destas ruas
Deste vazio nas sarjetas
Dos excessos desta minha cidade.
CD - Criatura Divina tu conhece um baobá? Pois bem, minha linda; cada dia tu escreve "mais grande"; é uma escrita frondosa; coisa de sarapantar os sons e os sentidos. Eita menina arretada, danada de inteligente, criativa! Gostei de mais. Esse teu poema é de arrepiar. Bjos, Grauninha
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 28/10/2008 16:39
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Frondosidade magna!
E é um poema (né?) acelerado, poema de sair correndo
hypermodernidad, coisa do gênero
bj
Fifo Ribeiro · Porto Alegre (RS) · 28/10/2008 20:37
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Nos excessos, nos horrores, na multidão, tiramos a dor e a compaixão de atos pensados em vidas insensatas.
Poema arredio de grande profundidade. Arrasou menina.
Volto pra publicar.
su angelote · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 28/10/2008 21:16
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Grauninha, depois do Legado daquela lua cheia, da agrésta, pituma e agresticidade eu me aninho na sua sombra de samaumeira samaúma. Tu conhece? Eu não, mas descobri;)! elogio seu, Graça é pra explodir de alaegria
Fifo, sei lá..mil coisas;)) Se é poema? Ah, vamos perguntar pra moderação? Melhor não. Resolvemos aqui que é ou não é. Depois vc me diz. rsrs
Mas, não corra. Sai de fininho. Beijos.
Su, querida, muito obrigada pela leitura, mas agora fiquei na dúvida: será que o poema foge de mim? Beijos
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 28/10/2008 22:44
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Só sei que ninguém se cruza por acaso.Depois de ler todos os comentários, me parece irrelevante macular os demais.
Verdadeiramente, esse seu trabalhos em especial tocou-me fundo.Não conseguiria traduzir em palavras.
Podemos igualmente sentir uma obra sem dela termos total domínio.
parecido com uma pessoa que vê um lindo quadro,sabe o valor, mas nãoéstá apto a descrevê-lo.Assim essa mãe lê nesse início de manhã seu belo trabalho.Meu imenso carinho por vc.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 29/10/2008 05:55
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ã ?...tdos os sons pra voce "cedê" !
baci mille ed uno...
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 29/10/2008 07:14
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Bom dia.
Marcos Pontes · Eunápolis (BA) · 29/10/2008 07:29
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foi
é
será
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Cristiano Melo · Brasília (DF) · 29/10/2008 08:17
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parece que tem um carro ligado aqui perto, soltando uma fumaça desgraçada na minha cara...
Já ouviu a música "O passageiro" do Capital Inicial (Versão acústica)??? Essa música se encaixa perfeitamente... você foi a passageira, andando pelas ruas retratando a imundície e a desordem, espalhando o caos... Muito lôco. :D
Abração, Bêa!
Turbilhão Psicodélico · Cuiabá (MT) · 29/10/2008 08:53
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beijo minha linda deusa!
celina vasques · Manaus (AM) · 29/10/2008 09:01
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EdimoGinot · Curitiba (PR) · 29/10/2008 09:45
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Muito bom CD .
Metropolitanamente complexo
Tem meu provinciano voto.
Ivan Cezar · São Sepé (RS) · 29/10/2008 09:51
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Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 29/10/2008 11:01
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Lola... · Curitiba (PR) · 29/10/2008 11:17
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Bea, é, foi, oi!... E sempre será.
Paz!
Sérgio Franck · Belo Horizonte (MG) · 29/10/2008 11:31
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Este olhar e fulminante! Beijos
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 29/10/2008 12:18
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Raciocina comigo, Bea, como disse o Thiers, é um pouco de tudo isso e mais tanta coisa que você nem viu...
não dá pra se ajudar todo mundo, quem vai resolver os nossos problemas ?
um olhar triste e pronto, lembramos do que ainda não fizemos ou que poderíamos ter feito...
Perfeito, não sei se fui claro !
Um beijo !
alcanu · São Paulo (SP) · 29/10/2008 13:46
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Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 29/10/2008 16:34
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Gabriel Desaix · São Paulo (SP) · 29/10/2008 16:55
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Múltiplas imagens, sentimentos, palavras. Da ignorância à sapiência viajaste e me deixaste calada. E o que mais me atingiu foi a descrição da obra: a verdade diante do desconhecido, um espelho iluminado e o ser refletido.
Maravilhoso!
Rita Alves · Rio de Janeiro (RJ) · 29/10/2008 18:01
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Bea.
Um olhar de amor, de piedade publica, de coração aflito, de pesar, puro de sentimentos. Belo e profundo olhar sobre as coisas do mundo...uma visão sobre as almas... com os olhos da alma.
Magifico, como os milagres divinos.
beijos
Noélio
Noelio Mello · Belém (PA) · 29/10/2008 18:28
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Ivy Menon · Maringá (PR) · 29/10/2008 21:13
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Thiers · Niterói (RJ) · 29/10/2008 23:05
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eu sei que foi a tua poesia...
eu sei que é a poesia, a tua e a de outros poetas.
beijo,
Carlos Mota · Goiânia (GO) · 30/10/2008 10:39
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Não sei se foi por por intuíção,ou por mera procura.Só sei que encontrei o poema,li,e me encantei.
camuccelli · Rio de Janeiro (RJ) · 30/10/2008 14:18
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Voltei Bea querida também!
beijos
Claudia Almeida · Niterói (RJ) · 30/10/2008 14:32
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Estava precisando mergulhar os meus olhos nessas suas linhas ,estrada, mãos , olhares ,mundo em que a gente perpassa e morre de tédio, se fragilizava e se debate etéreo. parabéns minha linda amiga.Voltando aos poucos.
Ecila Yleus · Recife (PE) · 30/10/2008 23:03
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Interrogações, interrogações. Em momentos de lucidez, nos tomamos de perguntas.
E diante de tudo que esta cidade oferece-nos e diante do que tiramos dela e do que desejamos mais e mais estes versos
relatam o que cada um gostaria de saber expressar.
abraço
andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 31/10/2008 07:19
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CD bea,
Arrasou! A cidade - mais que os outros citados - deve ter se sentido, apesar de tudo, das ruas rugosas, das mazelas dos becos e dos ladrões de esquina, amada e querida. E o que mais uma cidade pode querer?
BJs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 31/10/2008 07:57
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não sei se foi o reflexo dos passavantesX^ro dos bons.
PASSAVANTE · Recife (PE) · 31/10/2008 08:27
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Uffa... quanta ausência nesse poema.. quanta coisa não terminada... medo de vc aqui.. e medo de mim lendo esse!
Max Reinert · Florianópolis (SC) · 3/11/2008 11:18
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Rita, muito obrigada. sua visita é que me encanta. admiro seu trabalho. beijos
Noelio, magnífico é seu olhar sempre generoso e atento para as coisas do mundo. Muitíssimo obrigada, amigo. Beijos
Carlos Mota, que assim seja, então. A poesia pode modificar alguma coisa. devemos acreditar que sim. Beijo e obrigada pela visita e comentário.
Camuccelli, muito obrigada. sua intuição é intensa. Sei disso pelo seu trabalho.
Ecila, salve! Saudades mútuas, querida. Muito obrigada. Beijos
André, Sampa é assim dá e toma. Recebe e retribui sempre. O problema é escala rsrs. Intensa, tensa, louca e linda. beijos
Spírito, o que mais uma cidade pode querer? Ah, tanta coisa! Você sabe. Adorei a visita. Beijos
Passavante, sim! Passa avante, os italianos (romanos) e seus descendentes como nós dois, abriram os caminhos e aceleraram o ritmo dela. Para o bem!.
Max, medo? Ah, Max é um horror sim. E vc sempre com sua leitura assombrosa;)) Adorei. Beijo
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 3/11/2008 13:23
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O valor de meu trabalho não é determinado pela presença no Overmundo e sim pela sua qualidade artística.
Meu até logo sereno e o desejo sincero a todos de muita arte sempre. Que ela prevaleça.
"A história é o erro./A verdade é aquilo,/mais além das datas,/mas aquém dos nomes,/que a história desdenha...A poesia,/ponte suspensa entre história e verdade,/não é caminho rumo a isso ou aquilo;/é ver/a quietude no movimento,/o trânsito/na quietude".
Noturno de San Ildefonso
Octavio Paz
E pra mim:
Não há moral na arte. A arte é bonita ou feia.
Oscar Wilde
Se considerarem que este comentário está fora do lugar, acionem o alerta, cést la vie. Ou como preferia Duchamp em seu apelido para as fotos de Man Ray - Rose Sélavy = eros é a vida.
E arte é eros no seu sentido pleno: o faz laço, liga e une. O resto é chatice das piores
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 28/11/2008 10:15
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