Me adapto ao rapto
quando meu passo é canto
quando o traço não é bambo
Me entrego as cores
que a medida humana não pode ver
não pode ser...
E quem dera fosse
a estória assim tão doce
como quando de manhã...
O fogo vivo dos encantos escondidos
não teria arrefecido
de festa em banzo
E o olho que eu vi
me cegar em alma larga
domar meu corpo e minhas águas
Não seria fumaça de libânio
nem fogos de artifício
nem mero desengano
Eu seria uma artesã
te teceria os desejos com beijos
te faria arumã
Inventaria balaios com tons de tudo
eu quis tanto...
conhecer o infinito
A ousadia de ser livre não era só isso.
E pra quando esse incensado e tão aguardado livro, que possa eu dele falar a tantos mais que só nossos amigos, que os do bem no mundo hão de querer ter sabido?
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 2/3/2008 10:56
Fran
Que tenha sempre ousadia para
lavrar o belo, a beleza, o poema ...
Parabéns. bj
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