Hoje ouvi tua voz
Em outra
Voz...
Uma voz que surgiu
Da garganta
De uma linda menina
Que passava em passeio
Pelas alamedas do parque!
Em risos,
Gargalhadas,
Palavras doces e jovens,
Aquelas que saem de bocas-jovens
Com fagulhas e viço juvenil:
Só(r)riso,
Só graça,
Só vida...
Ela ria e falava palavras tuas,
Saía daquela garganta
Uma voz
Tão tua!
Tão tua...
Tão tua,
Que causou-me alvoroço ao coração,
Tomou-me o fôlego,
Lembrar de ti assim...
Quando levantei o olhar
Eras tu
Que ias passando
Em vulto,
Sumindo entre as alamedas
Infindas do parque...
Em voz,
Carne e osso
Eras tu!
Saístes daqueles dias
Em que no parque
Amava-te só em ver-te passar...
E persegui a voz
E a voz cada vez mais ficava longe,
Perdia-se no êxtase
Da dor de lembrar-te!
E de tua voz surgiam asas gigantes
Voavam em minha imaginação,
Sumia entre as alamedas do parque,
E em vulto te encantaste,
Alçou vôo, fugiste...
E não consegui alcançar-te!
Alucinado, chorei...
E tua voz sumiu na garganta do parque, calou-se...
E apressadamente entrou nas frestas do tempo
No qual, damos trela,
Para saírem fantasmas antigos
Que vivem em nossos
Porões...
Humm, humm... taí um tipo de poesia que admiro. Há um encantamento espiritual, uma sublimação da dor e das angústias sem os exagêros comuns à maior parte dos poemas. O final é épico, apoteótico, nada menos que isso. E eu, que tenho tantos "porões", me vejo e me (des)encontro neste teu poema. Mas, salvo engano, o personagem é masculino (?!) e V. precisa corrigir "para sair" pois se trata de (vários) fantasmas. "NATO"
"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 2/6/2007 15:37
Nato,
. Você é dotado de uma sensibilidade sobrenatural, parabéns!
.Seus comentários são sempre maravilhosos...
.Muito grata por comentar meus textos!
(O personagem é masculino!)
Marluce
Ps: Nato, precisamos muito um do outro, seja meu revisor que serei o seu! Veja, em meu texto Fotografia você grafou em seu comentário:"arcoíris"( arco-íris) , "tem várias palavras( têm várias palavras)". Aqui você digitou "exagêros( exageros)" e "à maior"( a maior) . Com isso estou dizendo que precisamos um do outro, pois esse universo digital exige muito conhecimento de nossa "língua portuguesa" , mas a habilidades com a máquina também conta!
E vamos aí nos ajudando!
Um aBRAÇO amigo, Marluce
O poema continua lindo... mARLUCE querida, mas "sumiste" com um M em "sunia entre as alamedas", já que se trata de asas. Aceito as (suas) correções, com a ressalva de que só tenho uma hora epouco para ler todas as 28 mensagens em meu e-mail, respondê-las e ainda poder ler alguma coisinha.
Realmente já nem lembrava mais que arcoíris tem "tracinho" e o malfadado "chapéuzinho" acompanha 80% das palavras que escrevo, mas esse "exagêro" TALVEZ não esteja errado, baby... consulte dicionários ANTIGOS. Alguns HOMÓGRAFOS exigem acento circunflexo, para diferenci-a~los do verbo idêntico. Bjs, "NATO"
Nato,
Seu "encrenqueiro", volte sempre!!!
Se você não vier, vou lhe buscar pelo RECADO! Vou ler seus poemas, procurar palavras digitadas erradas em seus escritos, sem sua revisora, votar em você! E lhe xingar se você não fizer o mesmo com meu trabalho!!!
Um aBRAÇO já muito amigo, Marluce
Fê,
Obrigada querida pelo teu comentário!
Um aBRAÇÃO, Marluce
Marluce.
Já voei nas tuas asas e conheci os ventos fortes da esperança. Já andei pelos labirintos da tua alma e conheci a ternura. Já me atrevi a escalar as paredes do teu coração e vi amor. Ando, agora, sem susto pelos teus porões e conheço teus segredos. Teus mistérios.
Abraços
Noélio Mello
Amada amiga,
tua inpiração é simplesmente apaixonante.
Bjs!!!
Noélio,
Leitor de alma!!!
Encantada com teu comentário!
Um aBRAÇO amigo, Marluce
Amado Marcio,
Nossa menino, assim com esse comentário me deixas feliz demais...
Muito grata, Marluce
Encantador, seu poema. Quem não tem seus porões... Abçs... Grata pelo comentário...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 23/8/2007 20:01
Nydia,
Quem não tem?
Um aBRAÇO e obrigada!
Marluce
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