PRAGA DE USURÁRIO
A bem da verdade, o agiota é uma praga urbana. Esse ofício deletério, ou metier, foi inventado por financistas judeu mestres predadores da bufunfa alheia. Para sua informação, 80 por cento do dinheiro que circula neste mundo doido pertencem a somente 240 famílias judias. Dentre elas, alguns metodistas e anglicanos!
A vida dessa gente é uma via crucis. Perdem o sono à toa e para dormir numa boa, vivem entupetados de ansiolíticos. Estão sempre com aquele olhar mórbido de vaca pidona. Todos eles sofrem da síndrome do “medo de ficar pobre”. Volta e meia vão escondido ao psiquiatra, buscando conter o temor da morte súbita.
Uma boa parte deles toma banho com água benta vinda de Codó, no Maranhão e arriam despacho nas encruzas para garantir o recebimento dos papagaios e cheques elásticos dos credores.
Aqui nos Montes Claros (MG), tem um deles que usa oito anéis de brilhantes nas duas mãos. Quase todos eles, são discípulos de Manon e aos cinqüenta anos de idade acabam tendo problemas de intumescimento dos corpos cavernosos. Domem em travesseiro com estampas de dólares e sonham em montar uma bolsa de valores tupiniquim...
Um deles, aquele que tem como base, no centro comercial da urbe, um café conhecido com o nome de Café Galo, local freqüentado por políticos, lobistas e fuxiques, recentemente procurou uma viúva de um conhecido cabo eleitoral informando-a que o seu falecido marido deixara um cheque, de vultosa quantia, pendente, sem acertos.
Sabedor de que a viúva estava aplicando em todo mundo levou para auxiliar na cobrança importantes amigos comuns. Ela estava numa boa, sem o chato e metido a rico do marido a lhe encher o saco e deu uma de desconhecer compromissos. Foi o maior qüiproquó!
Com a ameaça do agiota de revelar e divulgar os muitos podres e desmandos do falecido, ela pagou, mas só o principal. Alegou que os juros era jurãozada do de cujus, não dela. Aí o agiota, que também é importante lobista político e praticante de Vodu, rogou uma praga cabeluda:
“A fazenda da sua herança vai desvalorizar muito mesmo!”
Não deu outra. Dos dois milhões iniciais, quando foi liberada em juízo como bem indisposto, seu valor caiu para um milhão de reais na especulação imobiliária. Para piorar a situação, já circula nas ruas, à boca pequena, o rumor de que um grupo de 171 tá de olho para aplicar em cima!
Informa-nos Castilho, amigo e conhecido desportista local, que o esse financista popular, personagem do badalado café no Quarteirão do Povo, em tempos de campanha política de antanho, afixou na parede do seu estabelecimento conhecido por “Boca Maldita”, pôster com reclame eleitoral.
Referia-se à pré-candidatura de Anthony Garotinho à Presidência da República, ao lado de um dono de cartório local, aspirante ao cargo de deputado estadual. O slogan dizia: “esses garotos vão longe!”. Referido pôster fora afixado ao lado do cartaz do prefeito em exercício, candidato a deputado federal.
Na sabedoria dos chefes mafiosos há uma máxima: “as coisas mudam!” E como mudam...
Daí o então prefeito de Montes Claros, que nunca havia perdido uma eleição, afastado do cargo e em campanha, teve uma pendenga com o lobista dono do comentado e temido café.
O conhecido financista popular, até então fiel escudeiro do citado prefeito/candidato, atendendo a proposta de outro candidato, deu uma de traíra branca e mudou de lado. Quando soube do fato, o alcaide subiu nos tamancos de tanta raiva.
Vai daí, que logo após essa trairagem, amizade rompida, em reunião com assessores para se definir uma caminhada corpo a corpo pelo centro da urbe, alguém sugeriu se passar pelo comentado café. Teria o prefeito dito: “Recuso-me, pois eu não entro mais nessa venda!”
Informo aos queridos leitores que o termo “venda”, quando empregado com referência a estabelecimento comercial é depreciativo, chulo.
Ao saber da desfeita à sua pessoa e ao seu café, o lobista/financista que tem uma chácara considerada pura belezura no Bairro Santa Rafaela, arrancou da parede o cartaz com a imagem dos “garotos” e do prefeito, candidatos da parede e o levou para o seu sítio, colocando-o no chão de um galinheiro de Sete Penosas Ebós.
Lá no poleiro estavam sete galinhas pretas, que durante sete dias despejaram dejetos na imagem dos citados aspirantes aos cargos eletivos.
Acontece que essas aves chegaram sob encomenda e são oriundas de um terreiro vodu, em Codó, no Maranhão. A mais pura cuanga africana sob penas e cocoricós...
Não deu outra! A dupla de garotos não se elegeu e o nosso prefeito, que até então só colecionara vitórias nas urnas, amargou a primeira derrota.
Êita feitiço terrível!
Para sua informação, meu caro leitor, as galinhas pretas ainda vivas e criadas no mesmo galinheiro, ciscam no chão forrado com pó de pemba, comem escorpiões e resto de despachos apanhados nas encruzas próximas. Existem três terreiros de macumba na vizinhança, fornecedores da “matéria prima”.
As cuangas penosas foram batizadas nos ritos africanos e atendem por nomes próprios: Maria Rasgada, Cafubira Preta, Cruzinha do Amolocô, Êita Dó, Vadia da Santa Rafaela, Chica Preta e Pretinha do Jadir.
Outros tipos de praga são comentados na cidade. O macumbeiro quando roga diz: “é para ele (aponta para o desafeto) dar cafubira nas virilhas”. O vendedor de produtos exógenos roga: “tomara que ele morra de overdose”. Praga de bicha, então, é um horror! Quando pragueja, sentencia: “ele vai morrer podrezinho, podrezinho!...”
http://www.youtube.com/watch?v=WlhzBNcMGnI
Presente!Bjs
PS:vou dar um pitu e ´ja volto
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