Faixa nº 17 do álbum Venturas e desventuras do engenhoso Cavalleiro do Lago, de Léo Lago.
Trata-se de um soneto que escrevi em 2005 unido a uma música que criei e não sabia o que fazer com ela.
Se um dia você me deixasse
Se um dia você me deixasse não sei o que seria de mim
Qualquer via seria impura e a amargura não teria fim
Andaria sem prumo perderia o rumo do verso e da prosa
Não teria certezas nem veria beleza num botão de rosa
Se você não me amasse eu acordaria do sonho mais lindo
Mas se fosse um sonho então preferia que fosse infindo
Não sei bem ao certo sem você por perto o que eu faria
Depois de tanta doçura não teria cura a minha agonia
Se outro alguém surgisse e levasse de mim o seu coração
Não haveria quem suprisse sua face, seu corpo, sua mão
Como afogar tanta dor e a saudade de quando fomos dois
Com você conheci amor de verdade, ontem, agora, depois
Se um dia você me deixasse - que nunca exista esse dia
Porque se ele por acaso chegasse eu acho que eu morreria
Muito bem feito - entre o poetico propriamente dito e o filosofico quase puro, imagino cantado, um abraço andre.
Andre Pessego · São Paulo, SP 24/9/2007 18:02
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