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Solidão
Celim · Belo Horizonte (MG) · 26/3/2007 12:36 · 116 votos · 7 comentários ·  
1
overponto

Solidão assola,
Coração quebrado.
Naquele compasso,
Me esqueci da dança.

Penso no Futuro.

Olho a cidade,
Resignado e Mudo.

Junto os cacos,
O que sobrou de mim.

Da desilusão,
que trouxe essa dança.

Penso no futuro.
Quero ser eu mesmo.

Quero sorrir,
Mostrar-me de novo.

Eu não me esqueço do passado.

Escancaro meus desejos
pra sair desse salão
e deixar o compasso da desilusão.


contextualizando
esse vídeo foi feito com muita pressa... por quê, de quê e pra quê?
simplifico dizendo que o "trabalho reflete como me sentia na época em que o produzi". estava angustiado, incomodado e pressionado a seguir um caminho que não queria (e ainda não quero).

e, por não concordar com a vida, colocando na prática de meu trabalho essa inquietude - me vi "inspirado pela solidão e o ressentimento".

produzi um vídeo triste e chato de se ver, apesar das imagens bonitas e do trabalho sonoro interessante.

fiz pra mim e por mim... porque precisava.
um vídeo visceralmente necessário.

é dificil trabalhar sentimentos e estados visceralmente num processo de criação que normalmente demanda tempo - o audiovisual geralmente amadurece em seu processo criativo.
eu não deixei o processo se desenvolver com o tempo... foi visceral.

para mim, no momento da produção foi aflitivo saber que precisava de tempo. deixei que as idéias viessem e fluíssem com um processo de pouco mais de uma semana, desde a captação até a finalização.
(um publicitário pode dizer que isso é normal em sua profissão, mas eles trabalham em equipe) mesmo precisando de mais tempo...

por conta dessa pressa e dessa necessidade pelo resultado independente da qualidade, normalmente desafogo fotos e imagens - a imediatez maravilhosa das imagens digitais.

disse que esse trabalho reflete o meu estado de espírito no momento em que o realizei. e por quê eu estava daquele jeito?

não importa. não agora...

mesmo que eu saiba o que me fez entrar em depressão, com cada detalhe e acontecimento claríssimos em minha memória, não importa.
as culpas (minha e de outros) e as desculpas não importam...

por que eu fiz esse trabalho triste-visceral-apressado-angustiado que se chama "solidão"!!!

como?!
o vídeo é sem roteiro... foi pensado sobre a música, mas as imagens foram captadas antes. estava com vontade de mostrar BH, de sair por aí e ver a cidade pela câmera.
desci a rua espírito santo e voltei subindo a rua da bahia. dei umas duas voltas assim, num táxi. o taxista achou estranho, mas relaxou quando viu a câmera...
depois fiz o caminho duas vezes a pé, indo e voltando pela rua da bahia. vendo gente de longe e de perto.
no carro (como um travelling onde "flutuo" pela cidade), eu olho pra cima fantasmagoricamente... quando olho para os lados, vejo as pessoas desde baixo, por baixo - me sinto menos que elas: estou só. e sou menos que elas, pela solidão.
a praça da liberdade, naquele por do sol mágico que deu aquele tom estranho, é uma continuação fantasmagórica e marginal - estou na cidade e fora dela, ao mesmo tempo.
desço a avenida joão pinheiro. dou uma volta pela avenida afonso pena (tá editado, mas o pirulito da praça sete está sendo contornado pelas duas vias da avenida.)

no final, continuo o caminho pelo centro da cidade, à noite, e continuo meus encontros com as pessoas, tão grandes.
acreditem ou não, aquela mulher parou exatamente contra a luz do atardecer - aquele fundo azul - por puro acaso. eu não acredito em coincidências!!!

todo o curta feito em belo horizonte,
o paulinho da viola
sampleado com o batuque
da marisa monte.
e fotos da via dutra,
pra

tags: Belo Horizonte MG cinema-video cidade salidao solitude belo-horizonte minas-gerais sol ruas celim celio pessoas sombra carros praca-da-liberdade rua-da-bahia rua-do-espirito-santo ceu
 
canto_esquerdo informações canto_direito
Autoria   celim
Ficha Técnica  

Belo Horizonte - Agosto/2006

baseado na música "dança da solidão", de marisa monte

câmera sony - DSCS40

formato de captação de imagem - MPEG2, 160X140
samples - Marisa Monte / Paulinho da Viola

Link  

http://video.google.com/videoplay?docid=-5598331126391673909&hl=en

Data   26/3/2007
Torrent   15.52 MB · 0 sementes · 0 baixando · 0 downloads
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Uau... as palavras correram ficou um suspiro..
LucAz · São José dos Campos (SP) · 2/4/2007 16:56 
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A solidão nos arrebata por vezes como lobas no cio.
A solidão ferina das madrugadas...
Mas sua solidão agora nos percegue
Porque as imagens do seu vídeo nos consome.
Lua Cris · Salvador (BA) · 3/4/2007 17:28 
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obrigado...
sem palavras, lua...

Celim · Belo Horizonte (MG) · 3/4/2007 22:53 
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Solidão a corroer o peito
a embriagar alma.
Solidão companheira
de todas as horas.
Horas lentas, pingadas, gota-a-gota!

Lindo poema e as imagens bem selecionadas.

brigitte · Goiânia (GO) · 10/4/2007 22:56 
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Gostei muito, poético e lindas imagens!
DaniCast · São Paulo (SP) · 13/4/2007 11:21 
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Eu... gostei....
Roberta Tum · Palmas (TO) · 25/4/2007 14:59 
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Muito bom eu adorei este trabalho . Parabéns.
Carlos Magno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 26/4/2007 23:07 
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