terceira historinha
(madalena e o poeta)
eu declamo meus poemas
no barzinho da esquina
muita gente, muita prosa
mas ninguém me patrocina
um menino vende rosa
chama mulher de menina
essa gente tão garbosa
vê a rosa, não vê a sina
os meus versos falam tanto
do amor que é tão lindo
e entre a cerveja e a rosa
todo mundo acaba rindo
mas meus versos nada valem
pois ninguém está ouvindo
essa gente é tão ruidosa
que eu me canso e vou saindo
chego em casa sem consolo
sem carinho e sem comida
eu só sei que sou um tolo
minha vida está perdida
madalena foi embora
me deixou sem despedida
só sobraram esses versos
e esse caco de vida
mais uma historinha, cheia de crueldade....
Quase um hino do amor destroçado pela recusa, pela despedida
feita da pura essência da incompreensão, pelo não-dito e,
principalmente, pela arogância masculina. Poeta que não enxerga Madalena em todo seu esplendor está fadado a mesma sina do crápula. Exagero meu!!!
que graça de poema!
....Wuldon Marcelo disse de forma coerente o significado da sua inspiraçao, poeta.
valeu te ler.
bjsssssss;
salve poeta!
para não...
geralmente tenho grande bronca de rimas mas ta se soltando bem mesmo.
estarei na sequência ein..
abreijo meu irmão
Não chora não Édimo,
triste sina a do poeta heheheehh!!!!
...quando não é um a Madalena é um João e etc...
mas nossos versos sempre são incompreendidos e desvalorizados.
bjs
Uma bela história por sinal, apesar dos amargos do cotidiano.
Tenha uma boa Semana... jbconrado
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