Entrei no cemitério outro dia e tive o maior susto, cravada na terra do sepulcro um anúncio: Vendem-se! Fiquei sem acreditar... (Ainda há coisas que nos assustam nesse mundo... De certa forma, graças a Deus!). Parei um pouco diante da cova e encafifada com tal fato resolvi saber mais sobre tão inusitado episódio. Andei pelo cemitério adentro procurando o coveiro para pedir-lhe alguma explicação sobre o acontecimento. Encontrei-o bem pertinho da porta de saída.
__Bom dia senhor, dei-me uma informação!
Ele olhou-me pela metade, isto é, sem olhar-me por inteiro, sem dar-me muita atenção...
__Vá dizendo!
__ Mal-humor estampado na voz.
E eu falei:
__Conheces o dono daquela cova que tem anúncio de venda?
Ele respondeu:
__Está enterrado lá!
Ignorei a resposta e fui mais direta.
Como eu posso entrar em contato com a pessoa que colocou aquele anúncio ali?
Ele disse:
__ Vou pegar o endereço de Tida.
__ Tida?
__Sim!
__ Conheces?
__ Revidei a grosseria anterior ( leonino é fogo,dizia minha mãe!).
__ Conheço, várias!
Ele deu-me o endereço da proprietária do sepulcro e pela primeira vez vi o seu rosto! Carrancudo, sofrido, nem parecia que convivia com almas, é, talvez ele só enxergava delas os restos mortais!
__Obrigada senhor, tenha um bom dia! Pensei: seu mal-humorado...
Saí do cemitério, sem tempo nem para pensar em tal aberração que os inquilinos de Deus se encarregam de aprontar nesse mundão de Deus!Uma cova com uma placa de vendem-se! É o fim do mundo!
Destinei-me a desvendar o fato, era impossível seguir em frente sem antes descobrir esse escabroso acontecimento. Fui até a casa de Tida e bati à porta. Quem veio atender-me foi a cadela Quiqui, assim ouvi Tida falar depois.
__Sai p’ra lá Quiqui!
__ Eita cachorra rabugenta!
Lá vem dona Tida.
__ Bom dia Tida!
__ Bom dia!
__ É a respeito de?
__ Da cova!
__Graças a Deus apareceu um comprador!
__ Senhora, eu quero saber o motivo da venda da cova?
Ela olhou-me com um olhar que não sei descrevê-lo, falou mais baixo e disse:
__Sabe, o falecido há quase dois anos que morreu, foi enterrado lá! Um filho que tive depois da morte do falecido, também foi enterrado lá! Meu padrasto também, foi enterrado lá! Isso tudo, não há dois anos! O povo diz que cova não se abre antes de dois anos,
o corpo ainda está... Você sabe, e eu tomei um cisma com aquela cova acho que ela não deu sorte não! Ando meio adoentada... E, Quer comprar a cova?
Respirei aliviada! era a cova que estava à venda, não os defuntos!
Dei-me uma tábua Tida para consertar o erro, quero dá àqueles defuntos uma tábua de salvação!
Corri de volta ao cemitério e troquei a placa de venda, vende-se!
E os finados descançaram em paz...
Desconfio que você quer comprar a cova. rsss
Gostei!!
Grato, José!
José,
É sempre bom tê-lo aqui!
Deus me livre, como falamos por aqui: cruz credo! rsrsrs
PS: José, depois olha o finalzinho do texto, quando tu comentaste eu estava colando o final e não tinha mais caracteres, foi aquela confusão! Como eu faço para colocar um texto maior se não tem mais caracteres no momento, o texto vai ficar incompleto? Não entendi! Podes me ajudar?
muito grata, Marluce
O final somente fazendo o download, ou seja, você já disponibizou em arquivo. Talvez seja necessário avisar os leitores para baixar cópia.
Grato, José!
Completamente Realismo fantástico, com um porém. É realismo real mesmo....
zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 9/4/2007 09:56
Felipe,
É quase tudo verdade, só faltou a placa e... É o tal ditado, quem conta um conto, aumenta um ponto, portanto estás liberado para aumentar outro ponto... rsrsrsrs
Obrigada !
Marluce
Marluce.... + 1 vez.... parabéns!!!
abraços!
E no fim das contas. quanto custa mesmo?
Garanto que o preço tá... pela hora da morte - rsrsrsrs
Celio,
+ uma vez obrigada!( esse + é plágio do teu! rsrsrs
Fico feliz por teus comentários!
Ele são "precisos" para mim!
Marluce
Juliana,
Bem criativo teu comentário, achei uma gracinha!
O preço é bem caro, e a moeda é o "peso", peso de consciência, por vender a última morada e deixar os pobres inquilinas amendrontados de coração na mão, sem saber quem são os novos inquilinos da "cova". rsrsrs
Muito Grata!
Marluce
Oi Juliaura,
Desculpe-me o lapso cometido com teu nome, ninguém merece, 1.000 e 1(a) desculpas...
Agradecida, Marluce
Marluce,
dá uma "bizoiada" nisso aqui:
http://www.overmundo.com.br/banco/o-homem-feliz-1
É mais Realismo Fantástico, também. hehe
Beijos,
Felipe Simpatia,
Dei uma "bizoiada", fiquei vesga de contente com teus comentários...
És "simpaticíssimo" e cômico, queria ser assim tão autêntico!
AgradecidA, Marluce
Marluce, gostei muito do conto. Desculpe não ter lido antes, na sala de edição, e nem sei se dá mais tempo, mas vou deixar a sugestão para duas correções: "quero dar àqueles defuntos...". E depois ao final: "e os finados descansaram em paz".
Abraços!
Roberta,
Muito grata, mesmo que a correção seja no banco de cultura, é bem vinda! Fui adivertida pela máquina com verde e vermelho sublinhado tais palavras, mas desapercebida não dei por conta de consertar os erros no momento, depois já fila de edição percebi: regência, uso de crase, e erro na grafia. Nem sabia que poderia voltar ao texto clicando no lápis e realizar a devida correção.
Marluce
Muito grata Marluce
Assim os defuntos descansam em paz...rsrsrs
Obrigada!
oi
obrigada
chegando ainda
ótimo te ler
bjos
Marluce, parabéns.
Agora estou que nem menino... EU QUERO MAIIISSSS!!!!! rsss...
Quando sai o proximo?
Marluce,
O seu faro detetivesco poderia dar em lucro, mesmo que de origem macabra. Se fossem os defuntos que estivessem à venda, você poderia contrabandeá-los para Sucupira, no litoral da Bahia, e revendê-los a Odorico Paraguassú, que vive tentando inaugurar o cemitério de lá, mas ninguém morre! Adorei o "causo". Um abs.
Eu também não compraria uma cova com a placa errada, Marluce.
Parabéns pelo texto ;)
Fez-me lembra de um canto de infância-.-.-.-.-Duas almas se encontraram traram traram no portão do cemiterio terio terio e fizeram o que quizeram zero zero, mais eram duas almas vagabunda bumda bumda-.-.-.-.-.-Bricadeirinha, Valeu pelo belo Texto.-.-.-.-Abraço.
Morais Suape · Paulista, PE 11/4/2007 19:26
Milene,
Muito grata!
Marluce
Osvaldo,
Obrigada, Osvaldo!
Em breve publicarei outra, maravilhosa!!!
Marluce
Marcelo,
Você foi longe, desenterrou Odorico Paraguassú! Essa foi melhor de que meu conto! Adorei!
Obrigada!
Marluce
Morais,
Eu cantei muito isso e o engraçado é que de outra forma estamos "cantado".
Obrigada, meu conterrâneo!
Marluce
Queridos, volto para consertar a "placa"rsrsrs com
alguns erros.Roberta alertou sobre: dar, alguém,
descansaram, nós duas esquecemos dê-me
Peço infinitas desculpas em respeito aqueles que deram crédito ao meu trabalho.
PS: Os meus filhos querem usar o computador, dividimos o tempo, quando chega a vez deles é um tal de já terminou "mainha"? E acontece que na agonia para publicar sai assim com erros, na próxima terei mais cuidado!
Marluce
Nattércia,
Fico muito feliz com teu comentário e participação!
Seja bem-vinda ao overmundo, daqui dessa "sacada" na net, já conheci pessoas virtuais explêndidas, de almas encantadoras, até porque aqui se trata de almas divinas, são almas de poetas...
Marluce
Marluce!
Quem escreve a vida com a alma não erra... Erra quem escrever sabe e não escreve... Diz o poeta...
A gramática é um contrato estabelecido pelo homem antropocêntrico... Contratos aprisionam a alma...
Espero que com a alma você continue escrevendo.
Agradecido, José!
José,
Ô José como és grandioso, muito obrigada, alimento minh'alma com tuas palavras!
Marluce
Olá amiga Marluce, estou surpreso com este teu conto. Você tanto cavucou a cova que acabou descobrindo não os defuntos mas uma soluçâo pra corrigir o erro do anuúncio da cova que estavava`a venda naquele cemitério. Eu adorei este teu trabalho. Um grande abraço amiga e parabéns.
Carlos Magno.
Carlos,
Diz Exupéry que o essencial é invisível aos olhos...
E você vê a essência das coisas, falo isso por todos os momentos que nos encontramos na net.
Obrigada!
E já nos cumprimentamos como amigos virtuais, não é mesmo!
Um abraço amigo!
Marluce
hahahahahaaha
Excelente
Hermida,
Obrigada e um aBRAÇO!
Marluce
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