Tiro os pés do chão
Abro minhas mãos
Não haverá aquele
Que amarrará meus sonhos!
Estico meus braços de pássaro,
Ligados ao controle da aeronave:
Meu coração.
Que fibra de carbono não é não
É d’um tecido aveludado, vermelho.
No meio de uma tempestade,
Percebo a turbulência,
Um desesperado tum-tum
Acelera em meu peito
Alarme ativado
Em ritmo quebrado,
Espero o sinal automático,
Meu co-piloto ‘cerebral’ avisa:
Sossegue menina!
Sem mais perigos!
Fique leve!
Pousaremos logo em seguida.