Pois bem, eis-me aqui.
A todos, o meu sonoro OLÃ.
Após uma respeitosa e amigável saudação SONORA, quem sabe um aperto de mão, um tapinha nas costas, um largo abraço nas PALETAS, um-dois-três beijinhos conforme a tradição ditada no estado da MOÇOILA - no caso exclusivo das MOÇOILAS - pra quebrar o gelo?
Imagino que a maioria de vocês LEMBRA de mim, mas, mesmo assim, deixa eu me apresentar pra quem NÃO lembra e pra quem não me CONHECE, simplesmente.
Na certidão diz André Felipe Pontes Czarnobai, mas na voz das RUAS há uma quase década é Cardoso: jornalista, escritor, roteirista, produtor musical, consultor criativo e mais uma série de etceteras que vou acumulando o tempo todo por aÃ. A rapaziada do Overmundo talvez me reconheça como aquele RUIVÃO gaúcho de óculos que era o correspondente do Overmundo no Rio Grande do Sul.
Esse mesmo.
Só que agora eu não sou mais o correspondente do Overmundo no Rio Grande do Sul.
Agora eu sou o OVERBUDSMAN: o ombudsman do Overmundo.
Neste momento pode ser que um ponto de interrogação escape de sua CUCA, ou que a costela do amigo sentado ao lado sofra um CUTUQUE de cotovelo, enquanto você pergunta: mas de que raios esse cara tá falando?
Buenas, vamos por partes.
Falando por ANALOGIAS, um ombudsman é, basicamente, a AUTOCRÃTICA de um veÃculo de comunicação. A pessoa que desempenha esse papel é alguém que fica de olho em tudo que acontece dentro de um jornal, uma revista (ou, neste caso, um site) e tece as suas observações em uma coluna publicada neste mesmo veÃculo, dentro de uma peridiocidade definida.
Poderá agora surgir a seguinte INDAGAÇÃO: mas ora bolas, de que tipo de observações estamos falando?
Bem, talvez seja mais fácil entender quando passamos a elas:
Nestes primeiros movimentos de Overmundo, é claro que ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de cobrança do tipo "FALTAM matérias sobre determinado assunto", mas, mesmo assim, me pareceu surpreendente não encontrar muitas menções à fervilhante cultura do street art e todas as suas manifestações paralelas - salvo a excelente matéria de Sérgio Rosa sobre a ação dos stickers na capital mineira.
Um dado curioso que, de certa forma, está ligado ao assunto, é a ausência de matérias sobre artes eletrônicas. É cada vez mais comum que novos artistas utilizem-se das ferramentas de fotolog para a divlugação do seu trabalho - sobretudo os ligados ao street art. Brasileiros de todos os recantos (do interior e da capital) hoje publicam na web desenhos, tags, stencils e stickers que, muitas vezes, jamais ganharão as ruas, e acabarão encontrando na internet o seu suporte primordial.
No tocante à s categorias, penso que graças à EXCELÊNCIA de textos como Sobá: mania campo-grandense , de Rodrigo Teixeira e Rota Catarinense de Cervejas Artesanais, de Demétrio Panarotto, talvez seja uma boa idéia adotar uma categoria CULINÃRIA. Por que não? A culinária não só é um assunto muito em VOGA como está profundamente ligada à s raÃzes da cultura de cada povo. Pauta é o que não vai faltar.
Essas idéias também vão de encontro a uma outra, esta que tivemos todos, em conjunto, ainda na clássica reunião realizada no Rio de Janeiro: os especiais onde todos os correspondentes elegem uma pauta em comum e cada um a executa no seu estado. Uma sugestão que me vem à cabeça agora, justamente falando sobre a culinária: o NOVO ARROZ COM FEIJÃO. Qual é o prato tÃpico preferido de cada estado?
Em recente viagem ao Pará, pude comprovar que o paraoara médio passaria muito bem sem um prato de feijão com arroz, mas não abre mão de uma porção de peixe frito com tapioca e açaÃ; bem diferente da tradicional dieta de carnes e massas do gaúcho.
Mas claro, é apenas uma idéia.
De resto, penso que talvez a criação de um espaço para ENTREVISTAS fosse uma boa idéia. A entrevista, além de ser uma técnica capaz de produzir um conteúdo incrivelmente rico e interessante, ainda tem o caráter da EXCLUSIVIDADE: dificilmente uma pessoa é capaz de responder a MESMA coisa para duas pessoas diferentes. Isso sem falar na grande possibilidade de SURPRESAS que uma entrevista nos reserva - é só ver o recente exemplo da bombástica entrevista de Lima Duarte à Folha de São Paulo, na qual esculhambou a Globo, o mercado de teledramaturgia e vários colegas de profissão.
Por falar nisso, também me ocorreu que tanto a parte de teatro quanto a parte de cinema e vÃdeo estão um pouco desprovidas de material. Pergunta: todos os estados brasileiros tem seu próprio festival de cinema? E de teatro? Eis algo interessante para um outro especial, quem sabe, reunindo uma grande visão sobre TODOS esses festivais (evidentemente separados por categoria - cinema e teatro).
Pra encerrar, vou dizer que tenho gostado cada vez mais de ler os textos que são publicados por aqui. A evolução de uma linguagem própria de cada colaborador é muito NÃTIDA, e isso está, aos poucos, dando uma CARA ao site. Parece que o ranço de redação - um mal comum a todo jornalista que já trabalhou em um veÃculo de massa - vem dando lugar a uma maior espontaneidade, o que, conseqüentemente, dá um tremendo EMPURRÃO na criatividade em termos de construções. Esse clima de descontração, em geral, transparece muito mais nos artigos sobre música - sobretudo resenhas de shows - mas já começa a contaminar outras áreas, ajudando a esboçar aquilo que pode vir a ser uma espécie de LINHA EDITORIAL.
Mas o bacana aqui é observar que esta linha não é uma IMPOSIÇÃO de um conselho propriamente dito, e sim um produto ESPONTÂNEO, despertando de uma consciência coletiva.
Enfim, acho que estamos no caminho, irmãos-em-armas.
Daqui pra frente é vamo-que-vamo-que-o-som-não-pode-parar.
o Cardoso já se apresentou, falando também qual é a sua "missão entre nós", pobres mortais do Overmundo. Estou aqui para lhe dar as boas-vindas, e dizer que para mim é uma honra ter o ruivo sempre por perto, fiscalizando tudo! O cardosonline (o link na página do Cardoso está com problemas - o certo éhttp://paginas.terra.com.br/arte/cardosonline/) foi uma das inspirações pré-históricas para o Overmundo, um pioneiro coletivo nacional de crÃtica cultural e nova produção literária que revelou toda uma galera (incluindo o Daniel Galera!) que deu sentido bem original para a internet brasileira. Todo mundo deve fuçar o arquivo do cardosonline de vez em quando para ter novas idéias - aquilo lá é uma preciosidade!
Mas já falando sobre o post 001 do overbudsman: concordo com tudo. Acho sim que devemos explorar mais as linguagens experimentais de narrativas (que não precisam ser apenas escritas), para ser realmente um overblog prafrentex! Também apoio todas as iniciativas para pautas nacionais: a do arroz e feijão é bem bacana, mas também já pensamos em hip hop em todo canto, quadrinhos em todo canto, flash art pelo Brasil afora etc. etc.
continuando (acho que o limite de 1500 caracteres está se revelando bem pequeno aqui para os comentários): Quanto a criar seções especÃficas para culinária ou entrevistas: acho que não precisamos de mais links na home, que já está bem carregada. O uso das tags pode resolver esse problema de forma mais ágil: é só todo mundo colocar a tag "culinária" ou ""entrevistas" que tudo se resolve. Qualquer pessoa que fizer uma bisca pela tag "culinária" vai encontrar rapidinho tudo que foi escrito sobre o assunto por aqui.
No mais: vamos nessa sim! Atrás vem muita gente!
Oi Cardoso! Que bom ter noticias suas!!
Adorei a idéia do novo arroz com feijão...eu sou a moça que disse que fazia culinária naquele questionário que a gente respondeu antes do encontro no Rio, hhahaha.
beijocas
A idéia de pautas especiais que reunissem vários estados realmente foi superestimulante quando tivemos as primeiras conversas. E acho que dá o maior pé! Só não consigo ainda visualizar como organizarÃamos isso: um texto só escrito por várias mãos? Um grande "abre" e diversos links com textos de vários estados? Outras possibilidades? Tomara que a gente consiga testar formatos logo, pq há mta coisa para explorar em "pautas nacionais".
Valeu, Cardoso!
Fala Cardoso, gosto (também) desta idéia de pautas especiais que possam reunir vários estados. Acho q poderÃamos colocar essa proposta em discussão (q de uma certa forma já está) a partir de algumas (pautas) q tu acabaste de sugerir - o arroz com feijão (prato tÃpico) de cada estado é uma boa pedida, mas aÃ, neste caso, acho que cada um poderia produzir o seu texto a partir de uma pauta única (uma rede de textos).
Agora, para um texto coletivo (feito por várias mãos), que a Helena fez alusão (uma idéia muito legal, diga-se de passagem), como sugestão, acho que a feijoada poderia se encaixar muito bem&059; afinal de contas, se eu não estiver enganado, de uma base mais ou mesmo parecida cada canto do Brasil apresenta uma forma de preparo diferente, um tempero, um coloca-isso-antes-do-que-aquilo, um acompanhamento... que enfim, faz com que ela seja tão popular, mas nem por isso igual em todos os lugares.
Acho q era isso,
ABS
Tem outra coisa que acho legal também nessa questão da culinária que é as várias denominações dadas a um mesmo alimento nos Estados. lembro de uma pauta de um amigo meu de São Paulo tentando descobrir como era chamado o pão francês no Brasil... e tem as refeições da manhã também...o café da manhã tÃpico de um nordestino é bem diferente do sul do PaÃs, e por aà vai... é um tipo de pauta que dá tranquilamente para ser escrita por várias mãos.
Tati Magalhães · Maceió, AL 5/4/2006 10:55
As pautas de culinária podem realmente ser interessantes. Já que um prato de comida nunca é só isso, sempre tem uma boa história por trás. Como bem demonstrou o texto sobre o Sobá.
Eu esperava que os stickers rendessem mais discussão. Sem dúvida que a street art (e a street art na internet) é uma das coisas mais fervilhantes atualmente. Li em algum lugar do Overmundo (não me lembro onde, já estou comecando a ficar perdido!) sobre um coletivo de street art (arte urbana?) daà de Porto Alegre chamado Upgrade do Macaco que é muito bom!
Pois é, Sérgio. No caso do interior de Alagoas, e de boa parte do Nordeste (não posso falar de uma forma geral) o café da manhã é realmente a refeição mais forte e incrementada do dia, e tem uma relação forte com a "lida". Muitas raÃzes, ovo, pães, sucos, leite, queijo coalho e até carne (pra começar o dia mais forte e disposto!).
Acho que o trabalho do Cardozo aqui é essencial pra gente, e já deu altos toques só nesse primeiro texto...
Pois é, Sérgio, meu texto sobre o Upgrade do Macaco entrou hoje no overblog. É uma proposta que me interessou muito e que seria legal de ser explorado em todos os cantos do paÃs.
Quanto à questão culinária, acho uma ótima idéia!
Não é o caso de uma matéria feita por gente de vários estados, como o Cardoso sugere e comentei lá embaixo. Mas já temos nossa primeira experiência com pauta feita a duas mãos ? e por acaso! É o texto Santa Dica, Santo Mito. O Edson, overmano de Goiás, fez uma materinha sobre o filme que fala dessa figura lendária do Estado. E o Beto Leão, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas - Seção Goiás, postou lá na fila de edição uma crÃtica sobre o filme. AÃ, o Edson sugeriu que os dois juntassem os textos e o Beto topou. Vejam lá o resultado!
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 10/4/2006 10:48Ideal ocupar estes espaços, dizia mestre Antero de Quental. Da mesma maneira, muito bacana reencontrar o Cardoso num espaço como o Overmundo. De fato, é preciso explorar novas linguagens, ou encontrar novos usos para velhas linguagens - arte eletrônica sim, com certeza! E também até a boa e velha literatura, repescada, repensada, remetamorfoseada. Gostei da sugestão das entrevistas, e acho que posso dar uma contribuição nessa parte. De resto, bem-vindo, e vamos nós, como diriam os ImpossÃveis.
Fábio Fernandes · São Paulo, SP 10/5/2006 09:24que asco.
yomommaspecialfriend · Barra do Chapéu, SP 15/8/2006 20:07Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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