AS RESPOSTAS MAIS EVOLUÃDAS ESTÃO AQUI MESMO
As formas de organização social mais evoluÃdas do planeta estão aqui mesmo à nossa disposição. Não precisamos tanto assim de eurocentrismo via Marx, Lênin, Trotsky, Descartes, Kant, Comnte, Ricardo, Adam Smith, Rousseau, Proudhon, Malatesta, Shumacher, Gramsci, Marcuse, Sarte, Deleuze, Derrida, Guatarri, Focoult, Mafessoli, Ortega y Gasset, etc, etc, nem tanto de Lao Tsé, Confúcio, Sai Baba, Buda, Fu Hi, George Oshawa, Osho, Krishnarmuti, Yogananda, Dalai Lama, etc. Temos o nosso próprio pensamento filosófico! Sim, senhoras e senhores eurocêntricos marxistas-leninistas-estalinistas-maoistas-liberais-orientalistas, etc, NÃ’S DE ABYA YALA E ÃFRICA TAMBÉM PENSAMOS, SENTIMOS E FAZEMOS POR NÓS MESMOS.
Há pelo menos 60 mil anos que exercitamos o nosso poder de pensar, sentir e fazer o mundo! E as nossas meneiras foram responsáveis pela construção de civilizações avançadÃssimas que sucumbiram ante a barbárie praticada pela “civilização†eurocêtrica que se impôs na marra sobre as populações de vários continentes, imposição essa que resultou no acachapante fracasso por que passa essa “civilização†aquiagora. Fracasso de pensamento, de sentimento, de realização, de alma e de espÃrito. Uma “civilização†esgotada de tudo isso, alma, coração, mente, ligação e ação fÃsica.
Um fracasso globalizado, um fracasso planetário, faliu totalmente em tudo a que se propunha e pelo qual justificava todos os seus crimes. Fracasso econômico, fracasso polÃtico, fracasso administrativo, fracasso cultural, fracasso artÃstico, fracasso tecnológico, fracasso com realação ao bem estar e felicidade do ser humano em todos os nÃveis. Fracasso total mesmo.
É verdade senhoras e senhores eurocêntricos grecoromanos norteamericanizados! Nós de Abya Yala e Ãfrica também pensamos, sentimos, fazemos e percebemos as diversas esferas da existência, desde as mais densas à s mais sutis, mas do nosso ponto de vista africano e abyayalano. Vocês também podem experimentar a realidade do nosso ponto de vista. É só vocês saÃrem um pouco de suas gaiolas mentais e abrirem a cabeça para o que acontece em torno de vocês aqui em AbyaYala, Ãfrica e tantos outros lugares do planeta. Talvez possam aprender o que Marx, Lênin, Stálin, Mao, Adam Smith, Ricardo, etc nunca poderia lhes ensinar simplesmente porque, como vocês, esses “mestres†europeus desconhecem (desconheciam) essa realidade. Muito porque, como vocês, a desprezavam. Ou simplesmente se recusavam a enxergá-la.
Mas a despeito dessa “cegueira†estratégica que os fanáticos religiosos (quer dizer, seguidores) eurocêntricos grecoromanos herdaram de seus “mestres†e “doutoresâ€, nossas formas originais afroabyayalanas de gestão da sociedade, de ciência e tecnologia, de arte e cultura, de religião e medicina, de pensamento filosófico e de visão de mundo sempre estiveram (mas até então completamente desvalorizadas) à disposição de qualquer pessoa, de qualquer um de nós que não temos medo realmente de ser e estar o que somos.
Nós, que queremos ser e estar muito mais felizes ainda do que somos e estamos com o que somos e estamos, nós, os que se consideram realmente filhos desta terra, dos mais livres, mais lindos, mais potentes, mais sadios, mais Ãntegros, mais inteiros povos do mundo, nós, os que passamos a viver muito mais segundo os valores de nossa cultura ancestral original, africana e “ÃndÃgena†(abyayalana), riquÃssima, principalmente, com o complemento, do que for útil para nós, da herança européia. Nós, os de AbyaYala e Ãfrica, os que temos alma, os que somos ainda SERES humanos.
Precisamos conhecer as culturas dos negros e “Ãndiosâ€, que são belÃssimas, vastÃssimas, estudá-las, aprender com elas, trocar, interagir, evoluir, porque formam a nossa base cultural e psicológica principal, e da qual pouco sabemos, e da qual necessitamos, urgentemente, porque é a nossa reserva de alma, imprescindÃvel para formatar nossas verdadeiras identidades. Isto significa nos aproximarmos dos paÃses de Ãfrica, conhecê-los, estudá-los, aprendermos com eles e com os povos das nações nativas de AbyaYala. Estudar a diáspora e o extermÃnio.
Sempre foi oferecido o contrário. O “Ãndio†e o negro instigados a conhecerem a cultura européia e se integrarem a ela, quer dizer, se aculturarem, se “civilizaremâ€, abandonarem suas práticas, costumes e usos, considerados “bárbarosâ€, “inferioresâ€, “selvagens†e abraçarem a cultura branca judaicocristãislâmicagrecoromana porque supostamente superior, civilizada, abençoada, evoluÃda, e claro, possuidora de “almaâ€, já que os povos nativos, “Ãndios†e negros eram considerados “sem almaâ€, desalmadosâ€, “bichosâ€, “peçasâ€, coisas que se podia abater a qualquer hora sem problema algum.
Aliás, a polÃtica de extermÃnio de negros e "Ãndios" sempre foi visto como um benefÃcio à humanidade por livrá-la de tão horropilantes criaturas dignas de uma boa fogueira ou, modernamente, de fornos crematórios ou grupos de extermÃnio. Ou mesmo das simples e assépticas guerras "civilizadoras" que desde as sanguinolentas “Cruzadasâ€, levam o terror e o holocausto à s populações do mundo.
É verdade, quem não tinha alma, os negros e os “Ãndios†são agora a única reserva de alma do planeta. E os possuidores de alma, tanto que até as vendiam por algumas moedas em qualquer negociata escusa, hoje se encontram esgotados de alma, venderam todo o estoque, ninguém tem mais alma para negociar, trocar, emprestar ou investir no mercado de ações evangélicas. Nem alma-penada tem mais por aÃ, foram todas vendidas aos supermercados da fé e logo sumiram das prateleiras. Tentaram até “clonar†a alma, mas aà já não tinha uma sequer para servir de modelo.
Então, nós “Ãndios†e negros somos os únicos que possuÃmos alma no planeta, somos os que ainda tem juÃzo, emoção, protagonismo e sensibilidade e que temos os nossos pensadores, os nossos poetas, os nossos filósofos, os nossos cientistas, artistas, literatos, polÃticos, criadores, gestores, escritores, doutores, mestres, professores, os nossos “clássicos†originais, nativos, nossos eruditos populares formados nas unidiversidades da floresta, na unidiversidade do quilombo, da aldeia, da tribo, da comuna, do mocambo, do assentamento, através da pedagogia da resistência, da estratégia da inclusão.
Não podemos é continuar mais seguindo apenas os ditames de um corpo teórico oriundo de uma cultura globobizada, eurocêntrica, antropocêntrica, externa, importada, defasada, distante, racista, obsoleta, decadente, degenerada, inadequada à s nossas necessidades e desejos. Nem substituÃ-la por algum tipo de livro sagrado, seja neoliberal, marxista-lenista-estalinista-trotskysta-maoista-evenhochiniano, ou um outro corpo teórico eurocêntrico tão obsoleto (para nós) e inadequado quanto.
Daà a importância de conhecer e incluir no cotidiano as nossas raÃzes, nossa ancestralidade autóctone, negra, “Ãndiaâ€, vermelha, etc, seja ela Tupinanbá, Malê, Patachó, EgÃpcia, Suyá, Asteca, Cariri, Mairum, Mapuche, QuÃchua, Guarany, Goitacá, Angolana, Moçambiquenha, Nagô, Gêge, Tapa, Congolesa, Inca, Sioux, Navaja, Lacandone, Haussá, Funiô, Chiriguana, Comanche, Cherokee, Maia, Araucana, Aimará, Jê, Carijó, Aimoré, etc, junto com a nossa ancestralidade latina.
Enquanto quatro povos, o português, o espanhol, o francês e o italino contribuÃram com parte de sua cultura de origem latina, milhares de outros povos não latinos, como muitos dos citados acima, estão presentes na base da formação de nossa etnia, de nossa cultura, de nosso pensamento, e que estão excluÃdos, desvalorizados, desconhecidos, desprezados.
Quem não se conhece e não conhece a sua cultura, os seus valores ancestrais, não pode desenvolver autoestima e confiança, não pode exercer sua cidadania no sentido de transformar a realidade sofredora em bem estar para si e para todos.
Geraldo Maia - Poeta
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