Cultura e território: Um guia para a ação

Quilombo Cultural no Centro Cultural Donana em Belford Roxo
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Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ
16/3/2010 · 0 · 0
 


Quer ser universal? Canta a tua aldeia…
Leon Tolstói


Num mundo globalizado, por incrível que pareça, as mudanças que importam se darão, cada vez mais, no espaço local, apreendido na experiência perceptiva do território, o elemento que dá unidade a ação dos sujeito sociais.


Território expandido que se projeta para além do território politico e precede o território econômico, estabelecendo-se não como um “ter” e sim como um “estar no mundo”.


Aos operadores culturais locais cabe a responsabilidade e a tarefa de construir permanentemente uma identidade que nunca será completada e que será sempre um processo – contínua mutação – estimulando diálogos e debates, reforçando laços e potencializando forças, construindo redes e conexões, numa complexa trama de sociabilidade que proponha um constante reinventar da cidade. Uma Cidade que seja reinventada a partir do seu bairro, da sua rua, da sua casa, do seu território mental.

Quer mudar o mundo? Comece mudando a sua cabeça. Pense sobre o seu lugar no mundo. Olhe em volta e perceba que a existência humana é uma experiência local.

Uma cartografia para a ação

Lançar as bases de um Território como um lugar de referência, não a partir do que lhe falta, mas a partir do que ele tem.

E, nesse contexto, é fundamental o mapeamento do capital cultural local, tudo aquilo que produz bens simbólicos: quantas rezadeiras existem no seu bairro? Quantas pessoas sabem contar bem uma história? Quem sabe consertar um brinquedo infantil?

Nesta aventura exploratória, que é parte do processo constante de reinvenção da cidade, aproveite para re-conhecer e re-combinar relações: será que o consertador de brinquedos não pode construir instrumentos musicais?


Um guia para o percurso

Para quem não sabe para onde vai todos os ventos são ruins. Planejar e desenhar o seu caminho é fundamental para o seu projeto de futuro. Quem não se organiza está sempre à reboque dos acontecimentos.


Conheça o Campo e as Regras do Jogo


No contato com as instâncias executivas é importante saber quais são os canais democráticos e como se estabelece o diálogo autorizado. É fundamental conhecer as Leis Municipais, os Decretos, os Editais, e quais os seus interlocutores no campo legislativo, executivo e judiciário.


Organizar e Legalizar as Demandas Culturais


Só organizadamente se conquistam direitos. É importante formalizar-se.
Os operadores culturais de Nova Iguaçu necessitam legalizar suas atividades para ter voz ativa nas reivindicações da cidade e consolidar com suas propostas as políticas públicas do município.


Construir uma Grande Rede integrando Sistemas


A Cultura em Nova Iguaçu (Todo Mundo é Cultura!) pode caminhar para a construção de uma grande Rede, de formato horizontal, que integre sistemas que podem e devem ser compartilhados, produzindo e aperfeiçoando a democracia.
Vamos nessa?

Egeu Laus

(Em 22 de outubro de 2009, texto escrito – com a colaboração de Écio Salles – para a Conferência Municipal de Cultura de Nova Iguaçu, RJ)

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