Observatório

Captcha X spam automático
Esta semana a comunidade se deparou com algo novo - no que se refere à rotina do Overmundo, mas muito comum no universo da internet. Usuários foram criados para disseminar spams com convites pornográficos por mensagens privadas a colaboradores. Provavelmente, eles foram disseminados automaticamente em milhares de perfis no site.

Lamentamos imensamente que, depois de quase três... leia

Fóruns

Observatório · tudo sobre o Overmundo

Ajuda · tire suas dúvidas aqui

Código · sobre o sistema do site

Conversas · sobre culturas de todo o Brasil

Classificados · produtos e serviços culturais

 
Eu e o meu Poltergeist
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 30/9/2008 15:39 · 217 votos · 45 comentários ·  
 
1
overponto
Foto de Woordenaar
O fenômeno cara à cara
Imagens
O falso 'eu' no Avatar número 01
cartaz evangélico idealizado
Grana de vigarista safado 171
Arvore surrealista real
Hitlerzinho infantil
Zés Pilintras
A ciberfalsidade deste mundo um-sete-um

-----------------

...”Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa...”

-----------------

Poltergeist? Vocês sabem o que é um, literalmente, não sabem? Viram o filme.

É alemão, gente: Um ‘Fantasma do barulho’(geist - de ‘espírito’ - e polter de ‘fazedor’ de barulho), um Pluft, portanto, como aqueles do gibi, sem tirar nem por. Na verdade um suposto fenômeno paranormal no qual, sem que nem porque, algo (o tal cara) move as coisas de lugar, joga as tralhas todas para o alto, incendeia as camas, faz as cadeiras andarem, voarem, naquele fuzuê de filme de terror para Spielberg nenhum botar defeito.

O furdunço incrível-fantástico-extraordinário só acaba, quando chega, gritando pragas santas, aquela vidente baixinha, como uma sábia coruja, quase nordestina (ou aquele padre velhinho rouco, porém, destemido), especialista em exorcismo e sessões de descarrego de almas penadas ,de volta aos quintos dos seus imundos infernos:

_Vade retro Satanás! ‘Desafasta Coisa Ruim’! Chispa, Bisca! Xô! Go home!

(Sem esquecer a cruz de prata sacudida com sofreguidão e os respingos de água benta, que ‘queimam’ a pele do possuído, coitado)

Para mim se há uma imagem perfeita para definir este nosso mundo ‘muderno-de hoje-em-dia’ é esta: Chuviscos e chiados, fantasmas de TV.

Parece modernidade, mas não é. Mundo ‘descolado’ não porque é bacaninha, mas sim, porque foi desconjuntado, suprimido das coisas e banalidades triviais, para dar lugar à incomensurável grandeza irreal das coisas virtuais, tão visíveis quanto intangíveis, efêmeras nuvens de ‘algodão-doce’, ilusão edulcorada que se esvai com três lambidas do vento de qualquer domingo, de qualquer lugar.

Mundo de pueris portais de acesso, quase janelinhas para gente, indiscretamente, pular. ‘Cercadinhos’, ‘chiqueirinhos vip’ que não exigem crachá (para os não vips, os excluídos, tudo bem: É só abrir uma House, sweet Lan House, escancarando portais de inclusão digital na base do Um real.

‘Conta-login-senha-perfil-avatar’, ‘conta-login-senha-perfil-avatar’, tudo por Um Real (eu disse real?)

Mundão on line, todos os instantes - os de ontem e os de hoje - na ponta dos dedos. Mundo digital. Com tudo isto, ainda assim mundão besta, parecido demais com aquela arcaica e lúgrube dimensão na qual ‘vivem’ as almas-do-outro-mundo, o vento gelado vindo de lugar nenhum cortando a pele da gente sentada, ouvindo aquelas histórias de ‘assombração’ no alpendre da casa suburbana, matando o tempo que sobrava enquanto nos faltava, além da claudicante água, a vacilante luz da ‘Light’.

Light & Power. Bonde parado nos trilhos frios da meia noite. Enquanto as velas bruxuleavam as almas riam, nunca soube se pra nós ou de nós, arrepiados até os ossos que ficávamos, com aquelas toscas gargalhadas das tias que nos contavam os ‘causos’ com empostadas vozes canastronas, querendo ser cavernosas, desafinadas e enganosas, como as de um corpo de baile mulambento (como um Thriller, comandado por um já cansadoZé Michael Jackson do Caixão).

--------------------

_ Pô, Jesus! Ensina logo pra ele o caminho das pedras!
(um apóstolo, escolado, vendo o outro, novato, quase se afogando)


Eu sei que para os mais jovens é coisa corriqueira, ver estes laços, liames, conexões ou links da internet se tornando coisas reais, assim de quase se apalpar mesmo, para São Tomé nenhum botar defeito. Mas, compreendam, para um cara como eu que não é, exatamente, nenhum Einstein nestas coisas de relatividade, isto causa enlevo e encantamento sim, mas, antes disto, chega mesmo é a assustar.

Sim, é susto puro este vapt vupt da comunicação ‘pós-muderna’, transformando personagens e conversas assim, sem pé nem cabeça, sem compromisso algum com a realidade, em eventos e pessoas concretizadas, materializadas, absolutamente, reais, nos garantindo assim, na maior cara de pau, que de um tudo serão, que de um tudo farão.

(Algumas poucas fazem sim, mas...vai acreditar?)

Na verdade, alguns de nós já até achamos que a maioria do que se diz e se escreve na internet não passa de meras lorotas, palavras ocas, papo caô-caô fajuto, de gente que só fala o que não se escreve – ou vice versa. Eu não. Eu tento esconder o Alan Kardec que trago escondido no fundo do peito, mas não resisto: Blasfemo e vocifero, respeitando apenas o Deus Padre Todo Poderoso de cada um. Yo no credo em brujas, pero... pelo sim pelo não, todavia...

Sim! Só Jesus Cristo – ou a vergonha na cara - afasta certos demônios do corpo das pessoas!

Sabe aquelas predestinações karmáticas, grudadas na gente, indelevelmente, como praga de mãe, daquelas que a gente não sabe se ‘pegam’ mesmo, de verdade, mas que, não convém, de jeito nenhum, arriscar porque...sei lá? Pois é. Vai que existe um ‘poltergeist’ de internet, um fantasma de um hacker assassinado por um banqueiro que foi roubado em seu último vintém?

Ah...Lenda urbana!’- Vão dizer. Como aquela dos celulares que, quando sintonizados, chamando o mesmo número, cozinham... pipoca, mas, e aí? Vai que existe uma 'hora do espanto'?

-------------------

Vocês por acaso se lembram da virtualidade safada do processo de seleção de consortes para príncipes herdeiros - ou reis viúvos - no metier da nobreza européia? A disputa (espécie de concurso de Miss ao contrário), se baseava na avaliação de retratos pintados a óleo (avatars rococós) de supostamente belíssimas princesas que, só depois de desposadas eram vistas ‘ao vivo’, revelando-se para o espanto dos consortes (com-azares, no caso) verdadeiros estrupícios, canhões de grosso calibre, apavorantes, que até a magnânima lança de São Jorge repudiaria?

E o que dizer Deles também, claro, porque na vida real (real?) o que havia de príncipe-bagulho... Vocês não fazem idéia do trabalho insano que os alfaiates, os maquiadores, os cabeleireiros e os pintores tinham para os desembagulhar as Vossas Magestades (o que estragava tudo era a maledicência das cortesãs fofoqueiras e ressentidas).

A história está cheia de incidentes deste tipo, nos quais a hora da verdade, o limite entre a mais funda decepção e a mais esfuziante surpresa é uma longa, longa, muito longa e ansiosa espera.

---------------------

Sempre mal traçadas linhas
Se tudo é relativo, o futuro é para frente ou para trás?


Lembrem-se: Sou do tempo em que o máximo do modernismo tecnológico era especular acerca do potencial intercomunicativo dos "pulsars e quasars' em nossa brevemente futura, líquida e certa relação com os seres de planetas distantes que, para testar a força de nossa fé na vã tecnologia...até hoje nem sombra de rolar.

Me recordo de uma vez que uma carta que enviei para o Brasil, assim que cheguei em Bologna na Itália, só chegou por aqui bem mais de três meses depois (o correio italiano era uma coisa pra lá ineficiente, inepta mesmo, muito pior que o nosso). Quando as cartas chegaram, a realidade já havia mudado da água para vinho, tanto que, nem mesmo na Itália eu morava mais.

Me lembro também que as coisas mais moderninhas de lá das Oropa, só apareceram por aqui cinco dez anos depois, como se, ao viajar eu tivesse ido, concretamente para o futuro e ao voltar, por uma triste compensação, tivesse regressado ao nosso bárbaro passado. Senti bem o mal estar que aquele povo da Corte Portuguesa sentiu ao desembarcar aqui no fedorento Rio de 1808.

“_ Cruzes, ô Raios! C’os diabos!! Como pode? Nosso navio navegou para trás, ô pá!”


Cismado como sou, sempre liguei esta sensação meio de ‘máquina do tempo’ ao torpor do jet leg, aquela vertigem estranha de ‘onde-estou-quem-sou-eu-que-horas-são’, que senti na ida e na volta, aqueles mal explicados saltos de fuso horário, o sol nascendo duas vezes, como num replay de filme VHS mal editado.

Ora, se o vôo saiu do aeroporto às 18hs e viajei... sei lá, por umas 15 hs, teria que chegar ao destino às 09 hs do dia seguinte, certo? Mas não, cheguei às 04hs, cinco antes do previsto... Hum? Volta, volta, repete. Pula a equação do Einstein, mas, me explica, tintim por tintim: Como assim?

Virtualidade, de verdade, era isto: Tudo incerto e duvidoso, o filtro do tempo era o mesmo que o da distância e não se podia dizer nada que fosse assim, definitivo. Usávamos, a perder de vista o provavelmente, o talvez, o quem sabe, o pode ser e o se deus quiser, o oxalá (e, ai de nós se assim não o fizéssemos).

Virtualidade era aquilo: Páginas e páginas rasgadas de um caderno espiralado qualquer, envelopadas em cartas perfumadas, letrinhas cheias de ficção e realidade, lorotas benditas em ‘mal traçadas linhas’, que tanto podiam ser rematadas histórias da carochinha, quanto descrição de fatos rigorosamente reais. Como saber? As noivas que engordaram na longa espera pela volta do prometido, só mandavam retratinhos de quando ainda estavam aqueles piteuzinhos.

Verdade ou mentira, tanto fazia, melhor seria não crer, não fazer nenhuma relação direta com as coisas concretas que nos moviam – e nos movem - na vida real que, apesar de tudo, existiam.

Apaga, risca, deleta. Hoje já não é mais nada assim.

A Internet meio que resolveu esta imponderabilidade (ou não, se a gente considerar que, como o tempo é relativo, esperar meses pela chegada de um navio ou esperar minutos pela conclusão de um download, é, rigorosamente, sofrer o mesmo grau de ansiedade.

Os segundos serão horas, as horas serão dias, os dias serão anos e/ou... vice versa).

- Ih!.. Será que o navio não vai afundar? Será que o download não vai travar?

---------------------

Zé Pilintra não é pilantra não
As desventuras póstumas de um sambista da Lapa

Vejam o que se deu comigo, por exemplo: Cabreiro, meio mineiro que sou, completamente analfabeto de internet quando entrei nesta dança on line, temeroso de estar tendo como convivas um bando de jovenzinhos pálidos, nerds, super experts nos macetes da rede, me ocultei, timidamente, sob a face de um avatar estranhíssimo: um malandro sestroso extraído de uma charge de capa de disco dos anos 40.

Nossa como apanhei da rapaziada que navegava pela rede. Quantas dúvidas, sem querer lançava no ar, como atraía preconceitos, aquela pitoresca figura de raça indefinida, como um bigodinho fino e pinta de um-sete-um de carteira assinada.

Um dia, no auge das dúvidas lançadas sobre a identidade real de tal suspeita figura, ofendido e constrangido, decidi assumir de vez o perfil com a minha própria e velha cara, assim, na lata.

Mas, qual não foi a minha surpresa quando, expondo minha cara, o meu old face rigorosamente, real (sugerindo, por acaso, algum charme e simpatia), me vi auferindo, logo de saída, votos à mão cheia, de uma legião de fãs muito gentis e simpáticas que, passaram a me dar muito mais crédito moral e intelectual, do que me davam quando usava o avatar do malandro supostamente, um-sete-um.

Milagre de São Judas Tadeu? Vai entender.

Vejam só que injusta injúria! O tal malandro, um mero ícone caricaturado de um sambista qualquer, sabe-se lá se um Assis Valente destes, dos anos 50, algo assim meio Lapa meio Praça Mauá, era o mesmo ego e alma da minha cara real (que, afinal de contas, ninguém sabia mesmo se era eu ou outra pessoa qualquer). Um cara virtual em suma, como todos por ali. E daí?

Será que quem via a cara estava vendo também o meu roto coração? Que nada, claro que não. Aquilo me intrigava, embatucava mesmo, me fazia refletir, meio proustianamente (ou shakespearianamente, vá lá), sobre a insustentável leveza do ser ou não ser na Internet.

Naquela matrix mucho loca, cheia de agentes smiths, me beliscando a bunda nos fóruns, atiçando os meus brios de marrento e brigão, quem seria eu? Muçulmano ou judeu? Grego ou bahiano? Estelionatário ou samaritano?

Crise de identidade: Afinal, o que dava àquelas pessoas a garantia de que eu era eu mesmo? Porque depois de meterem o malho naquele arguto, porém inocente, Zé Pilintra decidiram assim, tão de repente, acreditar que aquele cara grisalho e ocasionalmente, simpático, não era mais que uma nova faceta falsa de um mesmo usuário um-sete-um?

(Para quem não sabe, Zé Pilintra teria sido um malandro dos tempos idos que ficando assaz célebre por conta de suas intrépidas façanhas, depois de falecido, ‘virou’ um Exu, ou seja, um ser virtual, sobrenatural, uma poderosa entidade da Umbanda. Muito esperto e poderoso, Zé Pilintra é um integrante do valoroso panteão do ‘Povo da rua’ - onde também pontifica a não menos célebre ‘Maria Padilha’. Sim, ‘Povo da Rua’, aquela curriola que podemos invocar nos momentos de necessidade. Diz o mito que Zé era um assíduo leitor do livro de feitiços de São Cipriano, base intelectual de suas pícaras malandragens).

O chato é que foi do nome do Zé Pilintra que a ferina má língua popular, também por puro preconceito, tirou o pejorativo ‘pilantra’.

Hum...Vai acreditar?

É por estas e outras que os vigaristas pululam no Brasil

----------------

Sabem daquela do Conto do paco?
Leiam aqui a bula da vigarice como ela é

“...Os marginais trabalham em duplas ou trios. Um deles observa alguém que retira dinheiro do caixa bancário e o acompanha à saída. Neste ínterim, o outro golpista passa pela vítima e derruba um maço de papéis moldados como se fosse dinheiro, tendo a cobertura de uma nota de dinheiro real. A vítima, distraída, leva um susto.

Outro estelionatário aproxima-se e divide com a vítima a “perplexidade” com o achado. Cria-se, com isto, toda uma situação de surpresa que acaba engrupindo a pessoa e, muitas vezes, a tornando vítima de sua própria ganância...”


(Troque-se os ‘marginais-golpistas’ por ‘hackers’ e o caixa bancário por ‘Internet’ que tudo fica enfadonhamente igual.)

Ih!! Seria eu um desses ‘falsa qualidade’ (como se dizia antigamente, evocando o sentido deste artigo 171 do código penal) ou um cidadão de bem, Dez, Cem, ‘Pedra Noventa’? Insondável mistério.

E quando soubessem então que só ando de boné?

O que poderia garantir para os meus demais convivas que eu não era mais do que um mero mix anti-frankenstein, montado e retocado a photoshop, marqueteado por um gordo e suculento curriculum vitae no perfil, recheado de feitos, descaradamente, falsos, heróicos e edificantes como este exemplo:

...”Participou da tomada da Bastilha na França, depois de ter sido amante de Maria Antonieta. Participou também, concomitante e valorosamente, da Revolução espanhola e da Batalha dos Guararapes quando, comandante de um destacamento português dizimado inteiro no campo de batalha, foi o único sobrevivente... Depois de criar e implantar a luta da Capoeira na Bahia, participou também, com grandes chances de vitória (não concretizadas) do décimo BBB da rede Globo, recusando insistentes convites para posar seminu para a revista norte americana ‘Men biggest anatomy’, alegando como justa razão o fato de ser o criador e principal incentivador da Ong ‘Pupilos da Esperança’, premiadíssimo projeto de responsabilidade sócio ambiental internacional de inclusão digital de pobres criancinhas faveladas...

Ao que parece, toda alma penada que se preza, todo fantasminha camarada anseia concretizar-se, materializar-se em dores e culpas, medos, existir como algo real, mas, é aí que mora o perigo.

Toda virtualidade tende a ser, portanto, efêmera e isto é que dá sentido e concretude à nossa vida. O que aconteceria, contudo, se perdêssemos um dia o senso da realidade, por conta destas sabidas armadilhas da modernidade, este futuro sem eira nem beira à vista, esta ambigüidade tão ‘ser ou não ser’ do admirável novo mundo virtual que estamos engendrando?

----------------

Você já ouviu falar deste escritor ?
Um conto do Paco, de novo?


“...Poeta italiano nascido na década de 1940 que, por razões de educação, sempre escreveu em português. Nunca publicou um livro e viveu afastado dos centros acadêmicos. Viajou por cerca de 80 países, nunca fixando moradia. Ligou-se à poesia experimental e criou ainda em cinema, fotografia, teatro etc.”

Pois é. Dia desses esbarrei na rede com esta figuraça, convidado por um engraçadinho que se dizia membro de um grupo de admiradores do genial romancista e poeta. Como as informações batiam todas ‘na trave’, decidi fazer uma breve pesquisa, chegando a estas curiosas conclusões:

O criador da lorota seria um garoto obcecado pela idéia, que engendrou com disposição quase neurótica, a amarração de todos os detalhes. Contei bem uns cinco ou seis personagens, entre prefaciadores, biógrafos e admiradores, criados a partir de nomes copiados, aleatoriamente, da internet e espalhados, cuidadosamente pelos vários blogs que o engenhoso criador montou, especialmente, para dar veracidade ao seu projeto.

Assim sendo, todos os citados comentaristas da obra do sujeito viajaram muito, estiveram na Itália, na França, na Argentina, todos nasceram na década de 40 e, bingo, todos falam bem o português e escrevem com o mesmo estilo do tal escritor.

Quando muitos erros de concordância ou gramática estão visíveis nos textos do tal misterioso autor, o criativo garoto afirma que o autor entregou o texto antes de revisar. Um destes textos (supostamente, escrito pelo tal autor fantasma ‘entre 1959 e 1960’), tem surpreendentes 228 páginas!

Entre as inventadas sumidades que 'escrevem' sobre o tal poeta ‘pós beatnik’, um jamais escreveria sobre o quem quer que seja por que morreu... no século 19. Outra (a quem é atribuído um prefácio, autorizado pela viúva), se refere a um ambientalista francês que, além de estar vivíssimo (o criador usou apenas o nome), ao que tudo indica, não tem nada a ver com a história, que parece ser pura esquizofrenia. Ou não?

Vai acreditar?

Adoro a internet (até mesmo este seu lado Matrix), mas, me preocupo com quantidade incomensurável de dementes virtuais que ela, potencialmente, pode criar, emaranhados na dúvida cruel de jamais, exatamente, saber separar o que é mentira do que é verdade.

Esquizofrênicos em rede, ‘auto-hackers’, ‘um-sete-uns’ virtuais, serial killers espinhentos, cidadãos ‘de bem’ pedófilos, uma fauna pós-moderna imensa, uma ‘família-monstro cibernética navegando em LCD por aí (que deve ser pior que viajar em LSD )

Podemos combinar que nem todos somos portadores daquela loucura sã dos ficcionistas, dos artistas, dos contadores de histórias, aqueles que possuídos por fantasmas e demônios íntimos, oriundos de estranhas outras dimensões, são capazes de criar mundos e galáxias de personas paralelas, com a finalidade única de nos fazer, na boa, sonhar.

Cavalos’ que incorporam cabôclos-poltergeistern sem ferir ninguém, revolucionando a casa com lúdicas idéias de mudança. Sim porque, os ficcionistas transitam, deste mundo ao outro, como loucos, mas, ao simples sacolejar vigoroso de um galho de arruda, o lançar súbito de um punhado de sal grosso, uma leve aspergida de pó de pemba, ou mesmo de uns caroços de pipoca doce, pronto: desincorporam o ‘santo’ e voltam, revigorados à realidade prosaica das coisas deste mundo.

(Depois da pesquisa sobre o escritor fake que, presumo ter descoberto, meu blog pessoal foi invadido por comentários escatológicos de um vandalozinho (seria ele?). Pulga atrás da orelha voltei a ter aquele velho grilo com jovenzinhos pálidos, nerds, super experts nos macetes da rede, mas isto passa.

Prometo não me esconder de novo naquele avatar estranhíssimo do malandro sestroso, mas, que evocarei de novo aquela sabedoria sambística do cara, isto evocarei sim. E que São Cipriano me abençoe.)

Kaô, Kaô, kabecile!

Eventual paraíso futuro dos ‘um-sete-uns’ malucos de pedra (que na grande Web poderão ser um dia hackers suicidas de si mesmos) a Rede, como qualquer Casa de Umbanda terrena que se preze, vai precisar, brevemente, de um mentor sábio e poderoso. Um Pai de Santo armado da mais pura astúcia, para gritar na hora agá, em alto e bom som, para os abusados fantasminhas do barulho:

_Vade retro Satanás! Larga este corpo que não te pertence!

Spírito Santo

tags: Rio de Janeiro RJ cultura-e-sociedade spirito-santo poltergeist internet web rede conto-do-paco conto-do-vigario hacker pedofilia pluft fantasma exorcista ze-pilintra pilantra maria-padilha


 
canto_esquerdo comentários rss postar novo comentário canto_direito
 
Spírito, o mundo virtual é igualzinho ao real! Se reparar bem, ele se ordena tal qual o mundo real. E acho que isso acontece pq (espero) também é feito por pessoas, carne, osso, sangue e desejos. Acho que mesmo quando um ser virtual não existe, ele existe, pois é criação de outro. Ih, isso complica tudo, né? O que se cria existe? Ser ou não ser? Real ou virtual? Vc viu o documentário Estamira? Se não viu, corre pra primeira locadora e vê. Ela, a Estamira, sabe disso: o que existe é o que a gente vê, o que a gente crê. A internet pode ter potencializado essa capacidade humana de ficcionar a vida, mas isso não é novidade na história da humanidade. Essa capacidade de jogo entre o que é e o que não é pode ser a nossa melhor qualidade (nós humanos). Pode ser o que nos diferencia das outras espécies.

Ilhandarilha · Vitória (ES) · 27/9/2008 15:50 
3 pessoas acharam útil
Sua opinião: Útil   

Ilha,

Tudo certo. É assim mesmo que eu também vejo. Estamira está totalmente com a razão. Por este aspecto, a imaginação é uma maravilha da natureza e não há nehuma novidade aí.
A questão paradigmática é que, não sabemos ainda no que vai dar a enorme capacidade que estamos desenvolvendo para formar a imagem de algo que, parecendo nos ser altamente benéfico, nos será nocivo (quiçá, mortífero). O que só queremos que exista no mundo virtual, pode agora invadir o nosso mundo real, tornar-se real.
Você leu no Assimov aquela história na qual, num futuro longínquo, os seres humanos foram dominados pelas máquinas que, em algumas gerações os induziram a pensar que eles, os humanos,é que eram as máquinas?
É por aí. É como o 'cavalo' de oxossi passar a acreditar que É Oxossi, o maluco achar que é, realmente, o Napoleão, por aí.
O que? O que é?
Bjs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 27/9/2008 16:14 
3 pessoas acharam útil
Sua opinião: Útil   

Hahaha. E quem disse que ele não acha que é Napoleão? Falando em Azimov, lembrei de um conto, que não tenho certeza se é dele, mas acho que é, chamado The Joker. O tal Joker do conto é um supercomputador que tem a única e exclusiva missão de inventar todas as piadas do mundo (sabe aquelas de português? ele que inventou!). Para isso ele tem lá uma base de dados borginiana de costumes, linguas, expressões locais, metáforas, etc. Informações que não acabam nunca. Tudo com um fim específico que era alimentar as subjetividades dos humanos. Pois bem, um dia o tal supercomputador se toca que as possibilidades de cruzamento desses dados para gerar novas piadas já estão acabando. O que ele e seus técnicos julgavam infinito tinha fim. E ai... Acho que é por ai. Não há base de dados que dê conta da inteligência humana.
Tem outra peça de ficção interessante sobre isso: um desenho animado chamado Futurama, já viu? Num dos episódios o heroi do desenho (um entregador de pizza que vai para num futuro muito distante) descobre que os seus sonhos têm merchandise. Assustado com isso, ele comenta com um de seus amigos (que são realmente do futuro) e o tal amigo acha estranho ele achar aquilo estranho, afinal, todos os sonhos têm comerciais, é natural. Quando o tal entregador de pizza responde que não é natural não, pq na época dele (que é o nosso tempo) as propagandas só existiam nas TVs, nas rádios, nas ruas, nos ônibus, nas revistas, na internet, nos aviões, nos.... ele mesmo se toca de que o nosso tempo não é muito diferente desse futuro de ficção não. Então, o futuro a gente não sabe o que é, mas sabe que é a gente que faz. Essa possibilidade de desvirtuação do humano pelo virtual é uma possibilidade real, sim. Mas não acho que seja um caminho único. Tem muita encruzilhada ai pelo meio e os exus estão a postos em todas elas. Os exus, afinal, são são bons guias nas bifurcações. Desde que a gente saiba pra onde quer ir.
Ilhandarilha · Vitória (ES) · 27/9/2008 17:04 
3 pessoas acharam útil
Sua opinião: Útil   

Pois é:..."Desde que a gente saiba pra onde quer ir."
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 27/9/2008 17:31 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Oi Spírito, começo por dizer que qdo entrei aqui, extamente para experimentar a vida virtual, ficava sempre com um pé atrás. Sem saber direito se as pessoas existiam de fato, se eram sinceras em seus comentários, se estavam representando papéis. Tanto que passei um bom tempo apenas deixando recados nos posts, sem me aventurar a me expor. Aos poucos fui me identificando com uns e outros e umas e outras, aprendendo a confiar e até alargando, de maneira extraordinária, minhas relações por esse Brasil afora. Tenho provas concretas que tais pessoas exsitem e que vieram acrescentar coisas muito boas à minha vida (como é o seu caso). Se não fosse a internet eu, com toda certeza, não estaria desfrutando em carne e osso da incrível aprendizagem que o MusikFabrik vem me proporcionando. Esse já seria motivo suficiente para eu louvar a internet. Mas não é só isso. Se por um lado, essa tecnologia está povoada de poltergeits (tenho tamanho medo deles que só de pensar tremo) sacanas, e por isso vc está cheio de razão, por outro, vejo muito positivamente a possibilidade de assumirmos as inúmeras peles que constituem nossas subjetividades, o que na vida real nem sempre é possível. Guardar sempre coerência com a identidade que as instituições (família, escola, igreja, partidos políticos etc) imprimiram em nós é, muitas vezes, um peso insustentável. Tem uns 3 postados que coloquei por aqui que não sairiam se eu não estivesse imbuída da persona. E devo dizer que ando travada porque não tenho deixado que ela venha à tona. Martín-Barbero, autor que tem me ajudado a entender a proliferação das personas no mundo virtual, usa a expressão moving roots para caracterizar os indivíduos que vivem dentro das lógicas mutantes e perseguem o ideal de mobilidade - de se reinventar, descobrir outros modos de ser e de satisfazer o prazer da transformação. Mas legal mesmo é o que M. Bakhtin diz sobre a máscara, referindo-se à carnavalização da cultura popular na Idade Média. Por incapacidade de transmitir o que ele diz, cito:
"A máscara traduz a alegria das alternâncias e das reencarnações, a alegre relatividade, a alegre negação da identidade e do sentido único, a negação da coincidência estúpida consigo mesmo; a máscara é a expressão das transferências, das metamorfoses, das violações das fronteiras naturais, da ridicularização, dos apelidos; a máscara encarna o princípio da vida, está baseada numa peculiar inter-relação da realidade e da imagem, característica das formas mais antigas dos ritos e espetáculos" . Pode ser que eu tenha devirtuado um pouco sua crítica, mas é que hoje, depois de entender (até por vivenciar) que o simulacro do avatar não traduz exata, nem necessariamente, o simulacro das relações sociais, já olho até com simpatia pro que ele nos proporciona de possibilidade de restauração do eu. Essa possibilidade de voltar atrás, de refazer, de olhar por outro ângulo, é própria das lógicas virtuais e admite o erro, pois não imobiliza os sujeitos diante do “pesado” compromisso de acertar sempre e da seriedade da vida real, onde nem sempre existe uma segunda chance. Se na vida real, "mostrar a cara" implica a condenação de ter apenas uma vida, no virtual vc pode ter inúmeras vidas, as vidas dos outros, o que pode, inclusive, levar a gente a ver o mundo com os olhos dos outros, o que me parece genial.
Como sempre, eu poderia ficar aqui discorrendo horas e horas, mas já está de bom tamanho.
Bjs
Ize · Rio de Janeiro (RJ) · 28/9/2008 03:11 
3 pessoas acharam útil
Sua opinião: Útil   

Ize,

Só de ler os comentários suculentos de você e da Ilha, eu já me senti feliz de ter 'cometido' este arrazoado, supostamente, 'anti-virtualista'. Já vou me surpreendendo com a enormidade de pontos de vista que o postado - honrando a sua natureza ambígua - pode estimular.
No seu caso, concordando com tudo, eu vejo uma caraterística bem diferente do ponto de vista da Ilha: Você avalia a virtualdade em seu âmbito específico, que é o mesmo âmbito da fantasia e da imaginação, como um todo. A mímica, o caricaturismo, a maquiagem ou a máscara como saídas, fugas, enlêvos ou táticas de abandono do nosso 'eu', eventualmente, indesejado.
O caso é que, do outro lado do espelho, existe o contraponto do Real objetivo e concreto. A máscara é sempre, de algum modo alegre, porque nos protege, como escudo que é, da crua - e nua - realidade. Precisamos portanto, conceituar também este outro lado do espelho para estabelecer uma moral para a história, uma ética. No fundo no fundo, o meu medo de que a gente (como a Alice do Carroll) se perca neste jogo de espelhos que é a internet, este sumidouro de imagens e sentidos.
Por aí pois, acho que os pontos de vista possíveis serão infinitos.

Bjs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 28/9/2008 10:21 
2 pessoas acharam útil
Sua opinião: Útil   

Já fui lá ler teu poema divino.
Vale poesia , sim.
E aqui fiquei meio abwestada, meio burra, talvez já o fosse, ou foi de repente, com tanta inteligência di tu, da Ilha e da Ize.
Vou pensar um pouquinho mais,
carinhosamente.
Beijin, Spirito.
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 28/9/2008 20:04 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Eu, Ize e Ilha (as duas haverão de me autorizar a advocacia) estamos do mesmo modo abestados(as) com esta tua modéstia tão assim assim. Eu, de minha parte, achando que a culpa de não achares que és o que és (sabida...) é do próprio tema do post ('ser ou não ser'), em verdade em verdade vos digo:
Pense, santa, reflita, desopile a alma que te pertence.

Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 28/9/2008 20:20 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Gente de Deus!

Mais embasbacado ainda, acabo de descobrir que o nosso ‘célebre’ escritor ermitão 171 (aqui mesmo neste post citado), tem mais sete ‘obras’ (eu disse SETE) disponíveis neste site. No frontspício de todas elas há a substancial ficha técnica da equipe do ‘ômi”. Passei no Google e vejam o que deu:

UM PROJETO (a digitalização da’ obra’ do ‘ômi”) IDEALIZADO E GERIDO POR
MIGUEL DE VIVARA ( Nome inventado com seguinte currículo publicado por alguém como ‘anúncio Google’= Nascido em 1945, no Brasil, passou a adolescência entre a Espanha, a Argentina e o Brasil: o pai, por obrigações da profissão, mudava constantemente de cidade. Formou-se em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; ao concluir o ensino superior, viajou para a África, período que duraria cinco anos e que seria povoado de uma produção poética, fotográfica e cinematográfica. Desde então esteve sempre viajando, o que lhe permitiria conhecer na década de 1970 o também poeta Paco Bernardo.)
SOFIA CASTELO MONTENEGRO (Nome inventado –Só aparece nos blogs de Paco)
COSTA E VENTURA (Nome inventado. Só existe um Costa &Ventura uma firma de vernizes)
RAMÓN ARANA (Nome inventado não existe nenhuma referência senão as do site de Paco)
ROBERT STOUT (Nome copiado de um Juiz Neo Zelandês morto em 1930)

AGRADECENDO A

VICENTE DIAZ ( Nome copiado de um cantor espanhol ou um professor filipino)
AFFONSO COSTA (Nome copiado de escritor brasileiro do século 19, ativo até 1923 e já falecido há muito)
WILLIAM MILMAN (Nome copiado de lorde inglês do século 19, já falecido há muito)
ALFRED ZIMMERMAN (Nome copiado de político holandês morto na década de 20, já falecido há muito)
CLAIRE BOUILLET (Nome aleatoriamente copiado da internet de uma jovem francesa comum supostamente viúva de Michel Boullet)
NORMA MASCARENHAS (Nome comum inventado)
EM MEMÓRIA DO CRÍTICO E ENSAÍSTA
MICHEL BOUILLE T (Nome copiado de ambientalista francês – ainda vivo- )


Aos crédulos que aventarem a possibilidade de existirem homônimos (nomes válidos) afirmo que, é quase impossível que intelectuais da estirpe dos nomes citados, não tenham nenhuma referência na internet. Elementar, caros leitores.
Afirmo também que não há nada mais tedioso do que buscar erros de gramática primários nos textos do tal Paco (tipo um por parágrafo).
Hors concours em 171. Eu voto!

Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 29/9/2008 07:48 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

Ize e ilha e vc falaram tudo como disse a Juliaura.Gostei do texto pq sempre cabe o questionamento, problematizar algo tão sedutor e eficiente. Eu nãome imaginosem internet. Lmbro como era antes. As disstâncias, enfim..tudo dito, não vou repetir.
Lend seu último comentário o caso me lembrou a confusão da Social Text com Alan sokal, lembram? Alan Sokal provocou uma enorme turbulência no meio intelectual, sobretudo entre os chamados pós-modernos, ao pregar uma peça na revista . Ele enviou à revista um texto sem pé nem cabeça, mas que se servia de um pesado linguajar acadêmico, a começar pelo título: “Atravessando as Fronteiras - Em Direção a uma Hermenêutica Transformativa de Gravidade Quântica”.rsrs... E provou que obras de alguns autores pós-modernos eram avessos à possibilidade de alcançar um conhecimento objetivo das coisas.
Meses depois, revelaria o a brincadeira e publicou Imposturas Intelectuais.Isso aconteceu há uns dez anos, talvez.
O que me fez lembrar? A questão da impostura.Tenho pensado nisso e este texto abre a discussão. Se a internet facilita mais a impostura ? dirão que sim pela série de motivos discutidos, por outro lado concordo com Ilha uando ela diz que é feita por humanos e seremos assim em qualquer meio. Viver várias vidas, as vidas dos outros pode levar a vermos o mundo com outros olhos e isso é, de verdade, genial.
O probelma que vc levanta Spírito e ao qual associei ao Sokal sempre será o da impostura que sempre é perversa porque não aceita nenhum limite.O limite cabe a cada um de nós. aqui, por exemplo, tenho este avatar por quetões profissionais. Mas, os amigos todos me conhecem pessoalmente ou, ainda que apenas virtualmente, mas de maneira transparnte. Aqui fiz grandes amizades. Enconto pessoas interessantes, participo de boas idscussões. E sei , na maioria das vezes, perceber a impostura de alguns mais , de outros nenhuma. E impostores sempre estarão alerta pra seus 171. Ainda bem que vc , por exemplo, escreve este texto. A Ize pesquisa as especificdades dessa pletora de identidades. O que não podemos negar é que a internet possiblita que falemos mais. E até a qualidade das falas pode ser significativa, depende de nossas escolhas.
Spírito, valeu o texto. Estou viajando e teho entrado muito pouco. Gostei muito deste aqui. E dos comentários da Ilha, Ize e Juiaura.
Beijos
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 29/9/2008 14:40 
2 pessoas acharam útil
Sua opinião: Útil   

Honrados e, sobremaneira, lisongeados com luxuosa contribuição de tão gentis damas, eu e o meu poltergeist (a qual chamarei agora, simplesmente, de 'Pol') seguimos o papo dizendo que, como antes disse alguém, (quem sabe quem? talvez tenha sido o Caetano), o negócio é não se ter 'medo de tudo que não é espelho'.

Bjs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 29/9/2008 16:31 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

Ize, como seria a análise de Bakhtin se ele tivesse escrevendo sua obra agora, nesse nosso tempo de redes on line? Seus conceitos de dialogia, polifonia, gênero etc seriam os mesmos? Taí um exercício interessante... Acho que vc disse muito bem essa questão de possibilidade de reconstrução que a internet (e suas máscaras) nos dá. Acho que isso se aplica mesmo ao hipertexto que aqui se constroi, a esse discurso em velocidade de fibra ótica. Olha, sou apaixonada por isso.

CD, boa história essa do Sokal. Fico pensando se não seria muito instrutivo se essa história fosse contada para todos os que entram nesse mundo da ciência. Quanto à questão da impostura, a gente percebe dependendo do impostor: no caso que o Spírito cita, é fácil perceber. Mas alguns impostores são realmente feras nas suas máscaras. Vai ver colam ela na cara de tal modo que até eles acreditam que são o que não são. E ai, que nem o oroboro, voltamos ao início da questão: se eles crêm que são, eles são?

Spírito, o Caetano disse que Narciso acha feio o que não é espelho. Não sei se necessariamente a gente tem medo do que é feio. Mas medo do espelho acho que às vezes a gente tem. Ele pode assustar, se a gente não vê nele o reflexo do que espera ver. Agora me vem uma outra pergunta: se a gente gosta da internet, e gosta do que não acha feio, e tudo que é bonito é espelho, a internet é espelho? Sei lá! É e não é: é espelho, é janela e é nave... é uma coisa que ainda não sabemos onde vai dar. Seu crescimento é orgânico e veloz. É, também, assustador. Mas é, acho, acima de tudo, fascinante.
Ilhandarilha · Vitória (ES) · 29/9/2008 18:46 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

Ilha,
(Será que foi mesmo o Caetano quem disse aquilo? Não teria sido a bruxa da Branca de neve? Vai acreditar?)
Contudo, acho que você meio que mata a minha charada (???????) quando envereda pelo tema do enigma do espelho (pois o que estou propondo é que a internet É espelho). Janela é que não é (vai acreditar no Bill ? -Que, aliás nem Bill, certo já que se chama...'Portões', rs rs rs rs) Nave talvez, mas, sabe aquela nave do filme Matrix? Sabe aqueles vírus-mostrinhos horripilantes, que comiam a nave? Não eram bem monstrinhos reais, certo, logo também não era uma nave real, né? Ou era? Vai acreditar?
Enigma. É isto que a Internet é, eu penso. _"Decifra-me ou te devoro!". É como o olhar de uma serpente, a rã ali, paralizada, olhando aquele brilho...fascinante. Somos a rã e a serpente, ao mesmo tempo, é isto que fascina. Somos a máscara e o espelho. Se a máscara grudar na nossa cara e a gente não conseguir mais tirá-la...babáu. Enigma.. e nem é história em quadrinho ainda.

Bjs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 29/9/2008 19:18 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

(saiu truncado)...que aliás nem Bill 'Windows' é porque se chama... 'Portões'
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 29/9/2008 19:23 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Oi pessoas, desculpem-me mas não tive tempo de ler as interferências depois da resposta do Spírito ao meu comentário porque estou enlouquecida preparando uma fala (sobre esse assunto aí - deus me ajude) para quarta-feira. Como estou mais pra confusa que outra coisa, fui dar uma olhada na internet sobre o tema e encontrei este texto que, olhando por alto, achei que tinha a ver. Resolvi dividí-lo com vcs. Ei-lo
Bjs
Ize · Rio de Janeiro (RJ) · 30/9/2008 00:50 
2 pessoas acharam útil
Sua opinião: Útil   

O texto do Prof. Dênis de Moraes que a Ize indica é imperdível.
Nele existem muitos outros pontos de vista (convergentes e divergentes) sobre este assunto que é, recorrentemente, possuidor de tantas vertentes quanto um assunto possa ter (como uma Hidra mitológica?).
Neste texto do prof. Dênis, o que me chamou mais a atenção é a provável existência, entre os adoradores mais entusiásticos da modernidade da Internet, de um pensamento característico, ao qual poderíamos denominar, digamos assim, 'utópico-anarquista', um idealismo muito bonito e bem fundamentado, mas, um tanto ou quanto ingênuo (apesar de muito bem conceituado e embasado), porque admite a possibilidade de que um sistema tão complexo como a internet (no caso), possa ser regido, indefinidamente, por sua própria dinâmica interna (uma hidra sem cabeça), sem nenhum tipo de instancia de administração e moderação (considerada, com certo exagero, como solução 'autoritárias'), sem um 'governo' (ou uma 'razão', uma 'cabeça') em suma.
Para mim, considerando-se que a internet é um sistema fundado (espelhado) na natureza tão idiossincrática e, muitas vezes deplorável, do gênero humano, parece irreversível que algum grupo ou interesse, mais cedo ou mais tarde, tentará se tornar hegemônico, gerando uma luta (interna?) pelo poder da Rede. Definir que tipo de poder será este é uma discussão urgente, que já deveríamos estar levando agora.
Um escritor genial que ando lendo agora, chamado Jared Diamond ('Armas, Germes e aço') divide a evolução humana nos seguintes estágios: bandos, tribos acéfalas, tribos centralizadas e estados. O momento (irreversível) de implantação de um estado, quando a população aumenta, presupõe a luta pelo poder entre tribos, com uma assumindo o governo. A internet deverá um dia reproduzir este quadro evolutivo que é, essencialmente, humano.
Mais um bom aspecto para a discussão.

Recomendo também o artigo do Dênis, por uma razão até mais urgente: No bojo do artigo, existem aspectos que podem lançar alguma luz sobre polêmicas muito repetidas nos foruns aqui deste nosso site, principalmente aquelas mais cabeludas que tocam no modelo de administração e moderação em voga entre nós, enquanto site colaborativo, com problemas de gigantismo muito evidentes.
Papo denso. Pena que com poucos convivas ainda.
Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 30/9/2008 10:20 
2 pessoas acharam útil
Sua opinião: Útil   

E tem mais:
nem tudo que é imagem aparece no espelho.
nem tudo que vem na rede é peixe.
Embora todo mar seja um buraco cheio dágua
nem todo buraco cheio dágua é mar.
Vale amar o que se pega e o que se veja.
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 30/9/2008 15:38 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Oi Spírito. Se eu te contar uma coisa você não acredita, mas se acreditar não é para me xingar beleza ? rs..

Depois te conto no sue perfil !

____________ .

Eu assitia umas três vezes - Poltergeist -, tinha um medo danado quando a tv fica chiando, vixi...

Amigo, existe mais e mais pessoas ainda que estão longe de sair desta vida virtual. As proporções os cineastas (construtores de uma inendidade mundial - realmente são culpado disso)aionda esta longe de ter fim. Tive oportunidade de iniciar neste meio - por incrível que pareça em 1991. Não havia internet por aqui ainda e todo sistema operacional era digital em códigos. Nesta época só ouviamos nos cursos que nos EUA existia um programa no qual as pessoas do país inteiro poderiam e conversavam por meio de um sistema de ocmputadores e que em breve seria lançado por aqui.

Não, não eu não quis mais aquilo pra mim e resolvir voltar para o meu mundo o não virtual, porém em 1998 tive a oportunidade de adquirir meu primeiro micro. Viajei, explodi e vivi muita coisa da qual não me arrependo, mas aos poucos percebi que as coisas ficaram e estavam ficando muito graves, dai retirei-me denovo.

Atualmente apenas me divirto e me confundo também com diversas intensões, mas das quais sempre (clico com um pé atrás).

Um abraço fera!
Higor Assis · São Paulo (SP) · 30/9/2008 17:05 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

A propósito, Nelson vasconcelos, colunista de informática 'in The Globe' (manda o Adro lá, ô Juli) em matéria intitulada 'Blogsfera' recomenda o site http://www.theculoftheamateur.com, com muitas pimentas mais sobre este tema.

Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 30/9/2008 17:06 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Não manda nada não, Juli. O cara de The Globe me mandou para a China e lá não achei nada (nem vocês). Achei melhor este link aqui que, entreoutras qualidades faz um ótimo contraponto para o básico de nossa questão.

Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 30/9/2008 17:24 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Spírito votado. Como disse a amiga, Estamira explica isso dentro da loucura sóbria dela, o mundo real e virtual se fundem porque sao feitos por gente de carne e osso prevalecendo o pior. Manoel de Barros, Altair Sales e tantos outros grandes nomes fogem do mundo virtual, mas até quando, se esse virtual como o real também tem o lado positivo?
bjs
sinva
Sinvaline · Uruaçu (GO) · 1/10/2008 10:10 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Tb "sou do tempo" !...e "inventei a internet"...vendo a chacrete...comendo um omelete em lanchonete...andando de patinete...as vezes, ganhado um "boquéte" REAL...rs
O que vc tomou ?...tb quero !
Pago "déiz real"... Manda ?...só Jesus salva !...em cd-rom...
vatapá com avatar...demência com clemência...eita Pilintra, fantasma !
pra la´de pós-tudo...de pós-tergeist !
uau !...
gostei...votei...vamos pra próxima ?...essa ja enrugou...ciber-tempo, amigo...nothing all !

abs
Joe

joe_brazuca · São Paulo (SP) · 1/10/2008 10:49 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Nossa, gostei demais do seu texto. Ele é muito gostoso de se ler. Flui que é uma beleza. E há tantas referências que nos fazem procurar nos recônditos da memória, e se não acharmos, talvez arriscar a internet. A enciclópedia, cada vez mais se torna enfeite de estante.
Sucesso.
Votado.
Giovanni Guidi · Piracicaba (SP) · 1/10/2008 11:31 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

São tempos de paradigmas digitais. Tempos onde a existência se dá apenas se você existir virtualmente. São msn´s, Orkuts, Hi5´s, Myspace´s, enfim... a ciberexistência do indivíduo, uma plano onde relações pessoais se configuram no plano simulacro, em outras palavras, é uma loucura até para mim, que cresci com essa onda de internet e etc. Este artigo está excelente. Admiro a tua escrita. Um abraço.
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 1/10/2008 12:25 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

Bah, Spiritu!
Revela-nos um teu dom, a meu ver,muito salutar, cyberdetetive!
Outros casos para ti:ainda ontem me perguntava se um vídeo contendo pensamentos elevados de Shakespeare seriam dele mesmo?
Enfim, sempre pensamentos moralistas atribuídos a um Veríssimo, frases de efeito a Mário Quintana, etc,etc.Vai sobrar até pro Nélson daqui a pouco, espera só...
Sem falar nos hoax (estes tem vida longa, parece que existe uma freguesia cativa para este tipo de picaretagem,não?
Parabéns pelo esforço descomunal de desvendar mais este caso de sete-um virtual, mas ainda perverso.
Edu Cezimbra · Porto Alegre (RS) · 1/10/2008 14:59 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

a dúvida é a última que morre
ou não...
@lvarez · Porto Velho (RO) · 1/10/2008 19:28 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

@lvarez

O morre (ou não) é última dúvida.

Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 1/10/2008 20:48 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Spírito
Lendo teu texto, me lembrei de um trabalho que fiz para a Arquitetura, sobre A Festa Iconoclasta e O Despertar da Liberdade, sob o olhar e a reflexão de Rousseau, condenando o uso das “máscaras”, consideradas responsáveis pelos descaminhos quase sempre perniciosos das sociedades. Falava já, da necessidade do resgate de um verdadeiro universo em movimento, ponto nascente de toda a condição moderna de viver e ver o que se vive. E o que se vive apresentando-se como o eterno drible do "parecer" sobre o "ser", determinado pelo jogo das máscaras.
Enfim, as máscaras, os fantasmas, os hackers, os avatares... e as nossas inquietações ainda são as mesmas, não é?

Nydia Bonetti · Campinas (SP) · 1/10/2008 23:54 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Não consegui pará. Saí da matéria , da rica e interessante materia, e desci pelos comentários, ou adendos como queiram.
Spírito, materia de fólego, para se reler - rever
abraço
andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 2/10/2008 06:46 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

cara, tem um trabalho em novas mídias q toca justamente essa parada:
um trabalho do cicero inacio da silva um cara q (me parece) já ganhou té o premio sergio motta de tecnologia
- e lembrou essa do gost writer aí acima q vc mencionou...o interessante é q o autor desse texto na tese de dr..ado dele, criava textos c/ oum software e assinava-os c/ o nome de famosos: deleuze, guatarri,etc... e depois ia colher os resultados: tinha tese de mestrado q usava esses textos como referencia...kkk
@lvarez · Porto Velho (RO) · 2/10/2008 10:13 
1 pessoa achou útil
Sua opinião: Útil   

@lvarez,

Caraca! Veja só o diabo para quem trabalha. Você sacou que 'geist' e 'Gost' são a mesma coisa, certo? Alemão e inglês tem lá sua semelhanças etimológicas. Sei de um mercado de teses de doutorado muito ativo no Brasil. Você dá o tema e o 'gost doutorando' te entrega o calhamaço prontinho, claro que pela internet mesmo. Se no mundo real estas 'caôzadas' ocorrem, imagina no virtual. Quem viver verá os mortos ressuscitarem virtualmente, escreverem livros, fazerem filmes, gravarem músicas, o escambáu.
Mundo novo: Viad nova.

Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 2/10/2008 10:57 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

post-moderno!kkkkkkkkkkkk!
ABC
Edu Cezimbra · Porto Alegre (RS) · 2/10/2008 11:06 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

A propósito de ghost-acadêmicos.
A mais nova super-especialidade através dwe teses psicografadas?!
Problemas com seu trabalho universitario? ELABORAMOS PRA VC
==www.ghost.teses.com.br==
Somos uma equipe de professores, mestres e doutores que auxilia estudantes e profissionais na preparacao de suas pesquisas. Ajudamos aqueles que nao tem tempo para desenvolver sua pesquisa, ou que tem dificuldade p/ encontrar material.
Temos uma equipe preparada para a elaboracao de textos ineditos, desenvolvidos sob encomenda e nas normas da ABNT.
Oferecemos acompanhamento interativo, para que voce possa acompanhar o andamento e opinar, o que garante a personalizacao do trabalho, alem da satisfacao.
Otimos precos!
Elaboramos:
Monografia
TCC
Artigo
Tese
Dissertacao
Etc
Fale conosco ainda hoje pelo MSN
Edu Cezimbra · Porto Alegre (RS) · 2/10/2008 13:31 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Maldita ética! Não fosse ela nós bem que poderíamos estar ganhando uns caraminguás por aí.

Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 2/10/2008 13:39 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Vou confessar uma coisa aqui: nas minhas épocas de vacas subnutridas (hoje são só magras!), fiz alguns trabalhos de graduação em troca de uns caraminguás... e digo que, para mim, isso foi de grande valia, pois aprendi muito sobre assuntos sobre os quais não sabia nada. Mas condeno totalmente essa prática e não faço mais, nem por uma boa grana. Quanto a ser gost writer, já pensei nessa possibilidade também. Quando pré adolescente adorava aqueles livrinhos de bolso que eram vendidos em bancas, tipo ZZ7, FBI, etc. Era totalmente fã de Brigit Monfort - ó, vergonha! rsrrs - e já elaborei várias aventuras de uma heroina bem parecida com ela. Meu senso crítico, porém me impediu de mandar as historinhas pra editora dos tais livrinhos. Quando me aposentar e perder totalmente medo do ridículo, quem sabe não encarno uma gost writer dessas historinhas? Ser escritora e personagem ao mesmo tempo deve ser bem legal.
Ilhandarilha · Vitória (ES) · 9/10/2008 11:13 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Ilha,
Pois você me lembrou um lance engraçadão que ocorreu comigo e nem me lembrava: Já fui um ghost writer exatamente como você quiz ser. Minha primeira experiência como escritor, bem jovem ainda (ali pelos 25 anos) foi escrever livros de bolso, novelas de amor (folhetins) para uma editora chamada 'Bruguera'. FIz cinco novelas sob o pseudônimo 'Angela Costa'. O motivo era uma pensão alimentícia, dureza, claro. Tinha que escrever umas 150 página por mês. Roubava tempo do outro emprego e o tempo não dava. Resultado: só tinha uma semana para fechar cada história. Morria de vergonha, mas, hoje, devo confessar que foi uma escola e tanto.
Tenho ainda comigo o estranho contrato de seção de direitos e, pelo menos dois exemplares daquelas histórinhas melosas.
Isto sem contar o caso da revistinha 'de sacanagem' que criei e ilustrei (esta deu vergonha mesmo) para o pessoal da rua, ali pelos 18 anos.
Histórias...

Bjs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 9/10/2008 11:34 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

ângel costaaaaa, então era vc!!!!

@lvarez · Porto Velho (RO) · 9/10/2008 16:34 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

@lvarez,

Tá me tirando, ô meu?

Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 9/10/2008 20:50 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

kkkkkkkkkkkkkkkkk
@lvarez · Porto Velho (RO) · 9/10/2008 21:22 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

KKKKKKKKKK. ângela costa é demais! escritora de contos lacrimejantes!!! quem diria, heim? nunca gostei dessas historinhas melosas, então provavelmente nunca li uma da ângela. Mas adorava as de espionagem, principalmente a ZZ7. A brigit monfort era a mulher que eu queria ser: linda, inteligente e fodona (e ainda traçava todos os agentes gatos da CIA, enquanto desarmava mísseis soviéticos apontados para washington, pode?).
Aqui no estado tem um cara que escreve (ou escrevia) esses livrinhos de bolso. Mora em Piúma. Ele se especializou nos de foroeste. tinha um pseudônimo estrangeiro, meio velho oeste. Tentei achar o cara uma vez para uma entrevista, mas não consegui. Acho que dava uma boa matéria!
beijos, Angela!
Ilhandarilha · Vitória (ES) · 9/10/2008 23:34 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Ah, tá!
Então, Angela e Brigitte se encontram, trocam piscadelas, menos pis que outras sílabas e vao lambançar pós-bush.
E eu aqui pensando com meus botões, de carne osso, se falo e ouço, se penso e posso, porque sou vivo, vivo pra cachorro, como disse Gil, que cérebro eletrônico comanda, manda e desmanda, mas ele não anda, e como já faz 40 anos, ele já tá até andando, sem cérebro, como prova o superpateta dirigente da potência do penico do aro dourado, que agora vai passar um buraco cheio de eca fidurenta pro Obama limpar.
Inda menos mal que agora não é pro Ozama levar culpa, nem contratar os bundão terrorista pra se morrerem e matarem pra dar motivo pro superpateta defender o mundo.
Chapolim teria, com certeza, melhores resultados.
E ainda por cima é colorado!
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 10/10/2008 01:01 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Ilha,

Na época, o amigo que me conseguiu o emprego na Editorial Bruguera, era quem fazia as histórias de faroeste que muito me apeteciam. Morria de inveja. Sonhei também em fazer novelas de espionagem, mas, não havia vaga e tive que conformar com as 'histórias para moças'. Os pseudônimos eram escolhidos pelos editores e o meu, que tinha que ser feminino, calhou de ser Angela Costa.
Meus amigos intelectualóides me zoavam e ridicularizavam de montão, mas, eu adoraav fazer aquilo. Me lembro bem do orgulho que sentia quando via as histórinhas nas bancas. Uma escola e tanto, esta que tive. Muitos anos depois quiz escrever uma peça com estética de folhetim e fiz com um pé nas costas. Angela me havia ensinado todas as manhas do estilo. Era só caprichar mais nas tramas e na construção dos personagens. Todo preconceito é mesmo uma babaquice.

Juli,
...Chapolim aliás que, deduzi outro dia (e, sózinho...desculpem se eu for o último a saber) nasceu como 'ghost' de 'Chaplim' (que, sabes tu melhor que nós, também era colorado)

Bjs e Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 10/10/2008 06:58 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Juli, vc tá mais pra Chapolim - colorado ou colorido - ou pra pós-bush? hhahah
Ilhandarilha · Vitória (ES) · 10/10/2008 16:02 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

O senhor tem autorização do autor para usar essas imagens?
Marcos Pontes · Eunápolis (BA) · 22/11/2008 19:17 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   

Ué?!Claro. Dá uma ralada pesquisando no CC que você confirma. Ah e...senhor está no céu, tá?
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 22/11/2008 19:29 
Dê sua opinião! Você achou esse comentário útil?
Sua opinião: Útil   
 



  Adicione seu comentário: para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

 
canto_esquerdo   canto_direito