O anuncio do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista traz discussões bem interessantes à ordem do dia. A quem prejudica? A grande imprensa (jornalões, revistões, etc) atravessa um momento de trevas e nÃtida apelação pela sobrevivência. Jornal e revista (na maioria) não seduz pela informação e credibilidade e sim, por engodos e orquestrações diversas. Tudo por grana e defesa de interesses privados.
E não venham com o lenga lenga de que sendo instituições privadas, os veÃculos têm que visar primeiro o lucro. Informação é algo que incide diretamente na vida das pessoas, nas tomadas de decisão do coletivo, logo, o caráter público deve ser colocado prioritariamente.
E são Eles (maÃusculo mesmo), justamente os grandes interessados em acabar com a obrigação do diploma para jornalistas. Dá para defender em coro acrÃtico o que esses caras defendem? Em tese sim, na prática, nunca.
O problema é que o único jeito de garantir a liberdade da informação é fugindo do controle dos grandes grupos dos mass media. As matérias dos jornais estão cada vez mais parecidas com os editoriais, e isso nunca cheirou bem. Pluralidade? Onde?
O que nos resta? Refundar o jornalismo ou os veÃculos? Já foi sobejamente escrito, pisado e repisado das possibilidades que a web, principalmente no que ela tem de colaborativo, no seu potencial de produzir conhecimento, interação e difusão de idéias, da potencialidade de blogs, twiters, etc. Será que os próprios jornalistas (alguns já sacaram) olharão isso com outros olhos, sem preconceito e corporativismos?
O caminho do jornalismo esta em aberto, sem diploma ou com diploma, quem se aprimorar para escrever e se colocar nessa função profissionalmente continuará escrevendo, ou não? Claro o emprego, a renumeração, a profissionalização é muito importante, mas os veÃculos tradicionais irão se sustentar com esse formato ultrapassado? Pesadelo? É só olhar a indústria fonográfica, realidade.
Penso que esse ato do STF pode trazer uma discussão verdadeira sobre a relevância e o papel do mundo da informação e da sua produção no paÃs. Ou vamos ficar no contra ou a favor e a discussão e os caminhos não sairão do raso. Gilmar Mendes não teve motivos bonitinhos para defender efusivamente através do voto, o fim dos diplomas. Tomara tenha sido mais um tiro no pé. Veremos.
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