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Yasodara Córdova · Brasília, DF
16/2/2008 · 143 · 7
 

Eu não queria. Juro. Mas a coisa acabou no velho lugar: uns defendendo o Software Livre a todo custo, outros defendendo o proprietário, com base em provocações. No começo de tudo, falei aqui da falta de coerência entre a política e a prática "governamental" na questão Software Livre. E era justamente nisso que eu queria me ater.

A poeira foi levantada pelo sites www.ebc.tv.br, desenvolvido em wordpress e o www.tvbrasil.org.br, desenvolvido em asp. Tudo porque na Agência Brasil, veículo da ex-Radiobrás, temos o portal de notícias em Plone, rodando em servidores Apache e o cacete, enfim: o orgulho da mamãe. Acontece que a iniciativa não foi copiada pela neném "Empresa Brasil de Comunicação" nem aproveitada para o broadcast da "mais nova" Tv Pública, a TVBrasil. E aí o bafafá degringolou para um ranço entre desenvolvedores que só distrai, porque o buraco é mais embaixo. Ou mais acima, como queiram.

Não sou xiita, muito pelo contrário. I love Action Script. Flash, do proprietáriozão mesmo. Sou tão Adobe que meu note tem tudo original. Na Agência Brasil, tudo que é infografia e conteúdo especial é desenvolvido em Flash. E por necessidade (aquele que conseguir desenvolver interatividade IGUAL com software livre será meu mestre). Então, meu objetivo com o post não era exatamente condenar quem desenvolve em plataforma Microsoft. Que atire a primeira pedra, amiguinho, aquele que nunca escreveu uma linha no Word.

Eu só queria ressaltar que essa política do Software Livre do governo não funciona. Aliás, o governo não deveria ser associado ao Software Livre (embora eles insistam em fazê-lo). Basta lembrar o que move a pedra da libertação dos códigos: torná-los uma alternativa onde o usuário tem o controle. Filosofia que vem acompanhada de um viés nerd, onde as pessoas sabem do que estão falando. Aí vem uns gordos ultrapassados e dizem: "somos a favor do Software Livre" e " governo vai incentivar a inclusão digital". Duas bandeiras que podem ser bem separadas. Primeiro, ser a favor do SL não significa exatamente defendê-lo até a morte (do Bill Gates, claro), ou aprender tudo sobr PHP em uma semana. Segundo, inclusão digital pode ser feita até por celular, de maneira muito mais fácil e barata do que vendendo computadores a preços subsidiados por impostos ou financiando Lan Houses.

Digo que não adianta IMPOR a política condenando colaboradores do governo que ainda usam Oracle ou .asp, que têm lá suas vantagens (o site de um banco não seria seguro em php, HOJE). A filosofia do SL foi adotada como política por ser fácil de usar, não ter dono e não ter explicação para muitos. Houve aí, em algum momento, uma apropriação indébita. Software livre significa GASTAR dinheiro com desenvolvedores e seu crescimento profissional. Significa ENSINAR nas escolas o tamanho do patrimônio que representa a parte do orçamento que é gasta hoje com software pro governo. Significa fazer propaganda do BrOffice em CADEIA NACIONAL para valorizar o negócio nacional. Significa BOTAR GRANA na mão dos responsáveis pelo desenvolvimento do produto, sejam eles pesquisadores ou moleques de 19 anos.

E eis minha pergunta: me diga um, apenas UM ministério onde não rode nenhuma máquina Windows, e eu n
ão digo mais nada.

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Luciano Campanato
 

É isso ai, Yaso!
Finalmente, finalmente mesmo, o SL é uma ferramenta importante, mas realmente não é gratis, custa muito e muito mais para o governo....outra coisa, o usuário caseiro fica ipotente diante de um softwer que impõe ferramentas adaptadas não a ele, mas a quem desenvolveu.

Abraço

Luciano Campanato · Brasília, DF 15/2/2008 14:24
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Juliaura
 

Yasodara, eu tenho 21 anos e nada contra moleques de 19 que botam a mão na grana do governo pra desenvolver inteligentemente suas idéias, na paz, assim como fazem as pessoas aqui do overmundo, que botam a mão na grana do governo pra desenvolverem inteligentemente suas idéias e eu nem sei a idade que elas têm.

Eu sou magrinha mas adoro uns gordinhos lindos que usam gravata, uns e outros que surfam melhor que eu, e pensam até diferente de mim, mas eu os respeito como me respeito e meto os peitos.

Eu achei hermética a tua elaboração.
Tu falas pra quem já sabe das coisas que tu sabe.
Eeu boiei. Sou pouco informada nessa área, mas, juro, me informei pouco mais com tua elaboração.
Não foi plano teu, eu sei, não me informar, mas eu, e outras pessoas feito eu, estamos aqui.
Aqui ó, com o dedinho levantado, pedindo pra dizer que livre ou proprietária, qualquer plataforma vai cobrar investimento.

Então mesmo que não queira eu a morte de bill, prefiro a vida dos que não têm a propriedade da coisa.

Agora, ser contra ganhar dinheiro do governo para projeto eu acho de cabo de esquadra.

Deixar o dinheiro pros ermírios então?
Bobeia eles volta a meter a mão, como fizeram por 500 anos.

Juliaura · Porto Alegre, RS 16/2/2008 18:22
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Yasodara Córdova
 

Po, Julilaura. Acho que vc deve reler o texto, porque eu não falei nada de mal dos moleques de 18 anos. Eu já fui "um deles" quando tinha essa idade. Pelo contrário, perceba que no post eu apoio a participação de jovens na gerência de toda a Tecnologia do governo.
E ainda defendo quea remuneração seja MELHOR pra quem trabalha com competência em software Livre.

Lá no meio do texto "...Significa BOTAR GRANA na mão dos responsáveis pelo desenvolvimento do produto, sejam eles pesquisadores ou moleques de 19 anos."...

Desculpe se me expressei mal :)

Yasodara Córdova · Brasília, DF 18/2/2008 14:16
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Juliaura
 

Então estmos em acordo, Yasodara. é que moleque, aqui, ainda é xingão, ainda que advogues que possam receber mais para desenolverem projeto, o que eu concordo, porque não tem de ser idade que limite pesquisa ou desenolvimento e sim responsabilidade e retorno real de interesse público, se o dinheiro é publico. É que responsabilidade e molecagem não combina, e ficou meio a foguete, logo após tua paulada nos gordos ultrapassados, que me passou uma idéia de generalizar indevidamente, contra o que me rebelo sempre e falo quando acontece, aqui ou alhures. Veja que escreveste aquilo. Eu li o escrito não a intenção. Aprendi que intenção não existe, vale o escrito, que nem pertence mais a quem escreve e sim a quem lê.
Quando escrevi, embatuque se fazia ou não o que fiz.
Li três vezes e ainda me pareceu, relendo a quarta vez agora, que tem sim esse ar de essa gente de lá (os gordos) e as razões burras delas de sempre (ultrapassados).
Perdão por desviar do tema das tuas intenções, mas entendi o último parágrafo como não aceitação de investimentos (pelo que importariam em custos, gastos para todas as ações que arrolas) no Sófiti Livre, principalmente a partir da tua afirmação, com a qual concordo, de que deve atira a primeira pedra que nunca escreveu em word.
Senão é assim, qwue se lê, eu vou novamente te pedir desculpas por não ter entendido.
E por que diacbos apenas "gordos ultrapassados"? Gordas e magros e magras não estariam entre as pessoas que consideras ultrapassadas?

Juliaura · Porto Alegre, RS 19/2/2008 01:06
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PauloMachado
 

BOA YASO!
Tá aí uma boa discussão!
Só para lembrar... Bill não tirou a Microsoft da cartola! Ele, como toda megacorporação que nasceu nos EUA se aproveitou do dinheiro do contribuinte que ingenuamente financiou com seus impostos a pesquisa para a indústria da guerra - isso desde os tempos mais remotos até hoje. (Bush que o diga) O cidadão, em nome da "defesa da pátria", da "liberdade" e da "democracia" financiou as pesquisas tecnologicas que os "bills" se apropriaram para construir suas fortunas e vender como softwares proprietários para os mesmos "contribuintes", só que em escala global. Ou seja pagaram duas vezes pela mesma "mercadoria". Por aqui, o software livre pode representar o desenvolvimento da indústria da paz - o que falta é que o investimento seja feito com competência e eficácia além da necessária transparência, é claro.
São esses quisitos que faltam à politica pública, tanto de inclusão digital como de fomentadora do SL. Capacidade para o desenvolvimento? Isso temos de sobra e vc é uma prova disso... O que falta é decisão politica que vá além dos discursos oficiais e semeie na prática a inclusão digital e a produção de SL. Nossas crianças precisam ser alfabetizadas em linguagens de SL desde as escolas.
Vamos em frente...
beijos

PauloMachado · Brasília, DF 19/2/2008 14:39
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AULINHA.com.br
 

E por falar em Software livre, vejam o rodapé dessa página com o logo do Creative Commons. eu também adotei o CC no meu site, veja que o meu CC é diferente no rodapé, em www.AULINHA.com.br

AULINHA.com.br · Afeganistão , WW 2/3/2008 17:07
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AULINHA.com.br
 

Agora o link azul, hehehe: www.AULINHA.com.br

AULINHA.com.br · Afeganistão , WW 2/3/2008 17:09
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