Mostra Connexions>Conexões no Sesc Pompéia

Connexions>Conexões
Cartaz do Connexions>Conexões
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[ds] · Recife, PE
21/9/2009 · 2 · 0
 

Com a curadoria de Rico Lins e Christele Kirschtetter, mostra apresenta o trabalho de 20 artistas/estúdios gráficos brasileiros e franceses, de 24 de setembro a 29 de novembro de 2009.

Como parte integrante das comemorações do Ano da França no Brasil, a exposição CONNEXIONS>CONEXÕES desembarca na área de convivência do SESC Pompeia a partir do dia 24 de setembro, com a intenção de explorar o diálogo entre as produções gráficas contemporâneas brasileira e francesa, e sua aplicação social, por meio de exposição de cartazes, peças gráficas e instalações multimídia, curadas conjuntamente pelo designer brasileiro Rico Lins e pela francesa Christele Kirschtetter, diretora até 2008 do Pôle Graphique de Chaumont, na França.

Além de celebrar os 20 anos de atividades do Festival Internacional do Cartaz (que acontece em Chaumont), a exposição propõe um olhar sobre a nova gráfica francesa e brasileira, que vai além do cartaz e da matéria impressa, e dialoga com o digital, o espaço público, o vernacular e a arte contemporânea. Assim, a exposição, que não possui uma leitura linear, terá como eixo conceitual os temas centrais do Ano França-Brasil: territorialidade, perenidade, diversidade, pluralidade e identidade.

CONNEXIONS>CONEXÕES traz 10 artistas/estúdios gráficos franceses e 10 brasileiros, selecionados pelos curadores, buscando promover o diálogo e a troca de experiências entre esses jovens talentos, além de suas similaridades e diferenças expressivas. “São jovens muito talentosos na faixa dos 20-30 anos, de várias partes da França e do Brasil, temos paulistas, cariocas, pernambucanos e gaúchos”, conta Rico Lins, que também foi responsável pela curadoria e montagem da exposição "Brasil em Cartaz" (2005), convidado a representar o design gráfico no Ano Brasil-França. “O cartaz deixou de ser o ponto principal de Conexões, que contempla também outras duas áreas distintas, uma com 20 cartazes do Festival Internacional do Cartaz e outra com publicações impressas e digitais no campo da comunicação visual. Também vale destacar que a exposição mostra trabalhos destinados a um público final sem abrir mão do olhar autoral. Não foram criados simplesmente para uma mostra, e esta é a grande diferença: “são trabalhos pensados para o mercado, mas com atitude autoral”, ressalta Rico.

Quando questionado sobre o nome da exposição, Rico explica que ele e Christele pensaram na junção do francês com o português: CONNEXIONS (de la nouvelle scène graphique) e CONEXÕES (do novo panorama gráfico), convidando o público a tecer sua própria narrativa e conexões entre o que vê a partir de sua própria experiência. A exposição é, portanto, fundamentalmente participativa, apesar da sofisticada linguagem utilizada pelos participantes. “Não é uma exposição para iniciados, muito menos a apresentação de portfólios profissionais. A ideia é acima de tudo salientar que as possíveis conexões entre formas tão diversas de atuação no campo do design contemporâneo são expressões de visões de mundo particulares, criativas, autorais, participativas e questionadoras”, diz Rico. E acrescenta: “Pode-se dizer que a variedade é uma tônica da exposição. Num momento de convergência de mídias e enormes transformações nos processos de produção, criação, distribuição e circulação de conteúdos, cabe ao design repensar o espaço no qual atua. Este projeto é um convite e um passo nesta direção”.

Paralelamente à exposição no SESC Pompeia, o projeto também realiza, no Instituto Tomie Ohtake, uma mostra da coleção de cartazes do Pôle Graphique de Chaumont, que inclui 24 cartazes das Coleções Dutailly (século XIX: Lautrec, Cheret etc) e 45 da Coleção Contemporânea (esta última apresentando um cartaz de cada designer ou grupo mais relevante dos últimos anos).


Os selecionados

Os artistas e grupos selecionados para o projeto vêm desenvolvendo um trabalho sólido nos últimos três a cinco anos e têm contribuído com o mercado estabelecido, através de uma expressão própria, pessoal e autoral – em outras palavras, uma “visão de mundo”. São eles: David Poullard, Valence, Fanette Mellier, Frédéric Teschner, Gregoire Romanet, Helmo, Lieux Communs, Mathias Schweizer, Pierre Perronet e Wijntje van Rooijen, Trafik (França). Arterial, BijaRi, Crimes Tipográficos, Cubículo, Daniel Trench, Elaine Ramos, Grupo Piratininga, Super Uber, noz.art, Ps2 (Brasil).

Os participantes trabalham individualmente, em duplas fixas ou casuais, grupos virtuais, coletivos multifuncionais compostos por designers, artistas, arquitetos, engenheiros, escritórios ou redes de contato, entre outros. Atuam em diversas frentes: design gráfico, editorial, vídeo, multimídia, design de exposições, sistemas de identidade, cartazes, tipografia, intervenções urbanas, educação, além de projetos multidisciplinares que envolvem dança, teatro, cenografia, cinema, música e artes plásticas.

Suas regiões de proveniência também são diversas. Do Brasil, são designers e grupos do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, assim como participam coletivos, como o Crimes Tipográficos, do Recife, que reúne tipógrafos do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, e grupos como o Noz.Art, que conecta artistas de Porto Alegre, Goiânia, Belo Horizonte e Brasília.

Os franceses, da mesma forma, vêm de diferentes partes do país – Paris, Rennes, Lyon – e até mesmo da Holanda, como Wijntje van Rooijen, e da Suíça, como Mathias Schweizer. São formados tanto em Paris como Valence, Strasbourg e Toulouse, entre outros lugares.

A participação francesa centra-se nas atividades do Pôle Graphique de Chaumont, desenvolvidas durante a gestão de Christelle Kirschtetter em torno da produção gráfica atual: programa de residência para artistas gráficos, atividades paralelas aos eventos, produção de materiais gráficos, trabalho de difusão das artes gráficas, além do cartaz.


Oficina

As oficinas serão abertas a estudantes avançados e profissionais da área. Os projetos deverão ser desenvolvidos sem o uso de computadores, porém com o suporte de fotocopiadoras, máquinas digitais e materiais tradicionais. O uso restrito a estes materiais tem por objetivo melhor explorar a criatividade, a reflexão expressiva e o desenvolvimento conceitual, além de permitir a inclusão de um maior número de participantes.


DIVERSIDADE COLETIVA>DIVERSITÉ COLLECTIVE

Orientação: David Poullard, Jocelyn Cottencin, Julien Sappa (Trafik) (FRANÇA) / Billy Bacon, Rico Lins (Brasil).
Dia 25 de setembro. Sexta, das 19h às 21h30.
Dia 26. Sábado, das 10h às 17h.
No auditório do SESC Pompeia.

Inscrições a partir do dia 8/09, das 13h às 21h, de terça a sábado, até 23/09, nas Oficinas de Criatividade.

A partir de cinco temáticas do ano da França no Brasil os participantes, acompanhados pelos designers gráficos, serão levados a criar um cartaz. Os designers que coordenarão a oficina proporão aos participantes que desenvolvam um trabalho autoral a partir de um tema ligado ao universo do evento e produzam imagens que expressem suas pesquisas e reflexões pessoais, tanto sobre o tema quanto sobre a forma escolhida para sua difusão.

Público alvo: profissionais e estudantes de artes gráficas (desenho industrial, design, artes visuais) e pessoas que trabalhem com a visualidade em seu cotidiano. Cada participante deverá trazer no primeiro dia de oficina jornais e revistas que possam ser recortados, bem como materiais impressos e referências pessoais.


Palestra

Retirada de ingressos no dia do evento, na bilheteria do SESC Pompeia.


DESIGN GRÁFICO FRANCÊS – DESIGN GRÁFICO DE AUTOR
Com Christelle Kirchstetter

Dia 23 de setembro. Quarta, às 20h.

O termo graphisme cobre muitos significados na língua francesa: ele evoca tanto o desenho, quanto a publicidade, ou ainda o design gráfico. É nesta última área que a palestra se concentra, mostrando como, através da história do design gráfico francês, a noção de autor foi se afirmando aos poucos, e quais definições poderiam ser aplicadas a ela hoje em dia.

Christelle Kirchstetter trabalhou para o FRAC [Acervo de Arte Contemporânea] de Nord-Pas-de-Calais, antes de se tornar membro do Pôle Graphisme da cidade de Chaumont – onde, até 2009, foi responsável pela concepção do futuro Centro Internacional de Design Gráfico. Ela dá aulas de design gráfico e políticas culturais, é também curadora independente e desenvolve pesquisas na área de design e edição.


O GRÁFICO COMO PAISAGEM
Com Rafael Cardoso

Dia 23 de setembro. Quarta, às 21h.

Ao longo da modernidade e da pós-modernidade, textos e imagens vêm ocupando cada vez mais o espaço circundante, delimitando territórios, compondo ambientes. Hoje, navega-se o tempo todo por espaços sinalizados, cuja leitura depende da compreensão de elementos gráficos historicamente circunscritos às páginas impressas e aos quadros nas paredes. A palestra recapitula brevemente a história dessa transformação e tece considerações sobre o estado atual da experiência visual da informação.

Rafael Cardoso é escritor e historiador da arte. PhD em história da arte pelo Courtauld Institute of Art/Universidade de Londres, atua como professor da PUC-Rio e também como curador e perito judicial. Publicou, entre outros livros de ficção e não-ficção: O Design Brasileiro Antes do Design (Cosac Naify, 2005) e Uma Introdução à História do Design (Edgard Blücher, 2008, 3ª ed.).


Serviço: SESC POMPEIA REALIZA A EXPOSIÇÃO “CONNEXIONS>CONEXÕES”
Abertura: 24 de setembro, às 20h.
Visitação: 24 de setembro a 29 de novembro de 2009.
De terça a sábado, das 10h às 21h, e domingos e feriados, das 10h às 20h.
Área de Convivência - Grátis - Classificação indicativa: Livre

SESC POMPEIA
Rua Clélia, 93
Telefone para informações: (11) 3871-7700

Para informações sobre outras programações, ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br

Assessoria de Imprensa – SESC Pompeia:
Roberta Della Noce
Fone: (11) 3871-7740
Email : roberta@pompeia.sescsp.org.br
Estagiário: Raphael Puglia
Email: raphael@pompeia.sescsp.org.br

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