Ocupação do MST no INCRA-MG

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Phyl D. Martins · Belo Horizonte, MG
30/1/2013 · 35 · 0
 

Confira todas as fotos do local.

Cerca de 350 pessoas, chegadas do triângulo mineiro, norte de Minas Gerais, região metropolitana de Belo Horizonte, Alto Paranaíba Vale do Rio Doce. Vários pratos, talheres e vasílias, cantorias, colchões, momentos para formação e estímulo, malas ajeitadas nos cantos, viveiros de patos e porcos na portaria. Estes são os elementos presentes na ocupação do MST na superintendência mineira do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) está no prédio desde o dia 21 de Janeiro e pretende chamar a atenção da presidente Dilma Rousseff para a carência de justiça latifundiária nas zonas rurais brasileiras.

O ato é em protesto a condenação do mentor do Massacre de Felisburgo. Em 20 de novembro de 2004, Adriano Chafik Luedy, dono da fazenda ocupada por 230 famílias pertencentes ao movimento dos sem teto, junto de outros homens, assassinaram 5 homens e deixaram outras 20 pessoas gravemente feridas. Ele confessou o crime em depoimento, mas permanece livre, aguardando o julgamento.

O despejo de 35 acampamentos em todo o Estado e o enfrentamento à violência contra os militantes do sem teto são outras fundamentações para que a ocupação esteja acontecendo. “Os Sem Terra não aguentam mais tantas promessas do Incra que não são cumpridas. A paciência dos Sem Terra chegou no limite”, declarou Enio Bohnenberger, coordenador regional do MST, ao site oficial do movimento.

Além dos sem terra, participam da ocupação vários movimentos sociais do campo, como Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento Popular dos Sem Terra (MPST), Movimento de Luta pela Terra e Moradia (MLTM), Movimento Popular pela Reforma Agrária (MPRA), Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Cut) e o Movimento de Luta Família São José dos Cravos. Por meio de ações deste tipo, o movimento vem construindo uma narrativa sólida e expressiva no cenário da resistência e das mobilizações da sociedade civil.

As mobilizações são a reação à contradição no modelo de desenvolvimento capitalista, que oferece o progresso em detrimento da inclusão e à truculência das abordagens do Poder Público. Os braços fortes das brigadas do povo se unificam e ponderam o contraponto aos resquícios persistentes do coronelismo, que ora sim, ora não se mostra presente na contemporaneidade.

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