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Os Guaicuru - Os "Índios" Cavaleiros ainda vivem?

Jean Baptiste Debret - 1834
“Carga da Cavalaria Guaycurús”
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Marcos Paulo Carlito · , MS
16/10/2007 · 452 · 90
 


Quem eram os povos que habitaram o território correspondente a Mato Grosso do Sul no período da conquista? Como viveram e se relacionaram? Foram todos iguais ou sustentaram culturas e sociedades diferenciadas? O que os teria levado ao desaparecimento e à transfiguração compulsória que deu origem à figura do elemento humano a quem chamamos índio?

Entre as regiões noroeste e sudoeste do Estado de Mato Grosso do Sul, sudoeste do antigo Estado de Mato Grosso, estende-se o Pantanal sul-matogrossense, formado por campos baixos e alagadiços que os rios inundam todo o ano.

Nesse cenário marcado pela exuberância dos carandás, paratudos e buritis, movimentando-se em busca da sobrevivência viviam tribos de línguas e costumes diferentes, muitas das quais, embora apresentassem variações etno-culturais, tinham em comum a orientação pelo ciclo das águas. Entre essas tribos estavam os canoeiros Payaguá e Guató, povos que tinham no rio Paraguai sua principal fonte de subsistência, dele se afastando apenas quando seu curso inundava os campos.

Outros grupos sedentários, como os Guaná, de língua Aruak, preferiam os terrenos abrigados e mais propícios ao cultivo, caracterizando-se como tribos de lavradores, produtores de mantimentos e tecidos.

Nem sedentários, nem completamente nômades, outras tribos, como a dos Guaicuru, também seguiam o fluxo das águas acompanhando a caça que deslocava-se no movimento das enchentes e vazantes. Viventes em terra, esses seminômades caçadores e coletores constituiam-se em bandos de ferozes guerreiros que causavam apreensão entre os demais grupos nativos da região, a quem faziam cativos.

Nesse ir e vir no compasso das águas, enquanto milhares de nativos viviam em diferentes configurações socioculturais, os espanhóis penetravam o interior do Continente utilizando a foz do Rio da Prata, firmando seu principal núcleo de ocupação em Assunpción, no Paraguai. Pelos afluentes do rio Paraguai chegaram à bacia do Amazonas, donde partiram para a conquista dos altiplanos da América Central.

Uma vez instalados, possuindo tecnologia superior, os conquistadores implantaram o colonialismo de exploração, apossando-se das novas terras, saqueando suas riquezas e remodelando seus habitantes como escravos coloniais, atuando através da “erradicação da antiga classe dominante local, da concessão de terras como propriedade latifundiária aos conquistadores, da adoção de formas escravistas de conscrição de mão-de-obra e da implantação de patriciados burocráticos, representantes do poder real, como exatores de impostos” (Ribeiro, 1978).

A partir de então, sob pressão escravista, os povos nativos sofreram grande ruptura em seu processo evolutivo natural, sendo remodelados através da destribalização e da deculturação compulsória, perdendo a maior parte de seu patrimônio cultural e só podendo criar novos hábitos quando estes não colidissem com sua função produtiva dentro do sistema colonial (Idem). Encerradas em territórios cada vez menores ou absorvidas pelo processo civilizatório, as etnias nativas foram conduzidas a transfiguração étnica-cultural ou a completa extinção.

Os canoeiros Guató, por exemplo, foram dominados ainda no período colonial. Mais tarde, por ocasião da Guerra do Paraguai, lutaram e sofreram ataques de ambos os lados, sendo dizimados nos anos seguintes por epidemias de varíola e outras doenças. Os poucos remanescentes continuaram a viver como pescadores nas lagoas e furos do alto Paraguai (Ribeiro, 1996).

Os Guaná também foram rapidamente dispersados. Segundo notícias da primeira metade do século XIX, uma parte foi aldeada junto ao Paraguai; outra parte, mais a leste, no rio Miranda, teve suas aldeias invadidas em conflitos entre brasileiros e paraguaios. Com o tempo, os remanescentes dispersos tentaram voltar aos locais de origem, passando a viver em competição com criadores de gado que ocupavam a região (Idem). Os Kinikinawa e os Layana, por exemplo, foram compelidos a trabalhar para aqueles que tomaram suas terras. Os Terena, que tiveram suas aldeias dominadas por comerciantes de aguardente, acabaram transformando-se em sertanejos ou sendo obrigados a afastarem-se das terras férteis do Miranda, refugiando-se em terrenos impróprios para a agricultura e para sua condição de lavradores.

De maneira generalizada, todas as tribos nativas que habitavam a região foram extintas ou transfiguradas pela pressão de um modelo colonizador despótico e intolerante, expresso, “tanto por sua projeção geográfica sobre a terra inteira quanto na sua capacidade de estancar o desenvolvimento paralelo de outros processos civilizatórios” (Ribeiro, 1978).

Neste cenário conflitante houve, porém, uma exceção. Um determinado grupo étnico se fortaleceu após o contato com os colonizadores. Para isso, saquearam os bens culturais de seus adversários, adotando o cavalo, a lança e outras armas para utilizá-las no uso da caça e da guerra, aprimorando sua própria estrutura sociocultural e se transformando numa das tribos nativas mais resistentes de toda América do Sul.

No século XVI, ainda no início da ocupação espanhola, os nativos de quem falamos assaltaram as pequenas vilas que se formaram, as estâncias crioulas e a cidade de Assunção, guerreando ferozmente, fazendo cativos e contra-atacando às tentativas de extermínio e redução empreendidas pelos invasores.

Suas correrias expandiram-se a territórios cada vez mais amplos, aumentando sua fama de guerreiros invencíveis. Desde “Cuiabá, em Mato Grosso, às proximidades de Assunção, no Paraguai, e das aldeias Chiriguano nas encostas andinas, no Chaco, até as tribos Guarani, das matas que margeiam o Paraná. Em toda essa região atacavam e saqueavam não somente grupos indígenas, mas também povoados espanhóis e portugueses, fazendo cativos em todos eles. Chegaram, deste modo, a constituir o principal obstáculo que os colonizadores tiveram de enfrentar no centro da América do Sul e motivo constante de suas preocupações. Bem aparelhadas expedições militares foram armadas por portugueses e espanhóis para combatê-los sem jamais lograr êxito completo contra esses índios cavaleiros, que conheciam profundamente seu território e sabiam fugir a todo encontro que lhes pudesse ser desfavorável” (Ribeiro, 1996).

Aliados aos canoeiros Payaguá, empreenderam ataques fulminantes por terra e água, como os realizados contra as monções paulistas que rumavam ao ouro de Matto Grosso, causando a elas mais prejuízo que todas as demais tribos guerreiras reunidas.

Repeliram ainda o assédio ideológico dos espanhóis, principais interessados em sua domesticidade, saqueando e destruindo reduções e aldeamentos missionários; negando-se à conversão salvacionista e dificultando a catequização de outras tribos. Impediram a utilização de caminhos mais curtos entre Assunção e o Peru, obrigando os viajantes a desviarem o curso de suas jornadas por caminhos tortuosos, causando atraso e prejuízo ao empreendimento colonizador.

Sentiam desprezo pelo raça européia e orgulhavam-se de serem superiores, retribuindo à civilização o mesmo tratamento etnocêntrico e intolerante dispensados aos povos nativos. Sobre esse assunto, Félix Azara, citado por Baldus, escreveu o seguinte: “se creen la nación más noble del mundo, la más generosa, la más formal en el cumplimiento de su palabra con toda lealtad y la más valiente. Como su talla, la belleza y elegancia de sus formas, así como sus fuerzas, son bastante superiores a las de los españoles, ellos consideran a la raza europea como muy inferior a la suya” (Boggiani, 1945).

A eles atribuem-se também importantes participações em episódios da História brasileira, como “o não estabelecimento dos paraguaios acima do rio Apa, numa época em que, primeiro aos portugueses, depois aos brasileiros, era materialmente impossível impedí-lo. No curso da guerra do Paraguai lutaram ativamente ao lado das tropas brasileiras, mas sempre independentes, como uma força à parte, movida por motivações próprias e exercendo a guerra a seu modo” (Ribeiro, 1996).

Em sua trajetória histórica, resistiram com grande poder de adaptação, chegando até à segunda metade do século XIX com força para impor temor aos inimigos. Atravessaram o século XX mantendo fortes traços culturais conseguindo chegar ao século XXI conservando certo grau de independência e a posse de uma reserva territorial cuja área encontra-se dentro do Município de Porto Murtinho (MS).

Hoje, estão representados pelos Kadiwéu, remanescentes da divisão de antigas tribos Mbayá-Guaicuru. Sobreviventes que, mais uma vez, tentam adaptar-se ao processo civilizatório que continua a pressioná-los com intolerância e etnocentrismo, resistindo ao assédio da sociedade envolvente que ainda pretende conquistar-lhes a alma e tomar-lhes as terras.

Símbolo de resistência contra a deculturação compulsória, os Kadiwéu têm uma História que o povo brasileiro deveria conhecer melhor, não apenas pela ferocidade com a qual foram julgados bárbaros e cruéis no passado - traço que a civilização experimentou muitas vezes - mas pela capacidade de lutar e se adaptar sem perder a própria identidade.

Referências:
BOGGIANI, Guido. Os Caduveo. Introdução de Herbert Baldus. Prefácio de G. A. COLINI. São Paulo: Livraria Martins, 1945.

RIBEIRO, Darcy. Os índios e a civilização: a integração das populações indígenas no Brasil moderno. 1. Reimpressão - São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

RIBEIRO, Darcy. O Processo Civilizatório: estudos de antropologia da civilização; etapas da evolução sócio-cultural. 4. Ed. - Petrópolis: Vozes, 1978.


Pesquisa e texto:
Marcos Paulo Carlito



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Ize
 

Oi Marcos, belíssimo texto. Ele faz parte daquele livro que vc divulgou por aqui? Não conhecia a história dessa tribo guerreira. A História que aprendi nos bancos escolares omitiu a presença dos indios e dos negros na Guerra do Paraguai. Aliás, são tantos os episódios e as personagens que a História Oficial não cita que crescemos achando que quem faz a História são os grandes vultos. Daí a importância de textos como o seu. Gostei demais. Tenho o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, de Debret. Vou procurar essa gravura e também mais informações sobre os guaiacurus. Fiquei curiosíssima.
Parabéns e um abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 14/10/2007 22:53
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Marcos Paulo Carlito
 

Oi Ilze,

Que grande prazer ter você por aqui!
Sim, o texto faz parte do livro.

Você tem toda razão. A História do Brasil da sala de aula nos fala muito pouco sobre os regionalismos, e são eles que nos podem fazer perceber nosso papel dentro da História.

Por isso gosto de escrever sobre os sertões, as fronteiras e sobre todos os reconditos onde nossa História mais punjante foi escondida.

Tenho mais ilustrações de debret sobre os Guaicuru. Apesar dele receber algumas críticas quanto a veracidade das cenas, é um importante transcritor de nosso processo histórico.

Sinta-se a vontade quando quiser saber um pouco mais sobre os Guaicuru, modéstia parte tenho bom conhecimento sobre o tema, afinal passei 5 anos de minha vida estudando isso.

Grande abraço!

Marcos Paulo Carlito · , MS 14/10/2007 23:17
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Marcos André Carvalho Lins
 

muito interessante, Marcos.
É bom saber que nem todos os nosso índios foram dizimados ou "absorvidos" pela processo civilizatório. não sabia da força dessa linhagem indígena que se insurgiu no lugar de se adaptar.geralmente
não se tem acesso à caixa preta da história, vale a pena refletir sobre o tema.
valeu!!!
abraços,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 16/10/2007 21:11
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jjLeandro
 

Esses índios deram muito trabalho aos bandeirantes que desejavam as minas de Mato Grosso. Um belo trabalho, com fiel atenção às citações bibliográficas, como deve ser feito por um sério pesquisador. Fico contente dos bons historiadores que temos por aqui.
abcs

jjLeandro · Araguaína, TO 16/10/2007 21:13
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Rynaldo Papoy
 

Os índios Guaicuru podem estar vivos, mas a Rua Guaicurus, na Lapa, em SP, está totalmente morta. Havia ali, décadas atrás, um matadouro, chamado "Tendal da Lapa". A prefeita Luisa Erundina transformou num Centro de Cultura maravilhoso, coisa de Europa mesmo. Daí a anta do Maluf acabou com o Centro e a Rua Guaicurus voltou a ser um lixo.

Rynaldo Papoy · Guarulhos, SP 16/10/2007 21:33
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j.alves
 

Historia é sempre fascinante, uma pena que poucas tribos tomaram atitude de resistir aos conquistadores, e foram massacrados e extintos. muito bom seu texto. abraços

j.alves · São Paulo, SP 16/10/2007 21:54
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Marcos Paulo Carlito
 

Nydia,

"...sou criançaaaaa, e não conheço a verdade..."

Mas agradeço por estar conhecendo vocês todos, overmanos e overminas!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 22:13
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Marcos Paulo Carlito
 

Nydia,

"...sou criançaaaa, e não conheço a verdade..."

Mas agradeço muito por conhecer overmanos e overminas como você!!!

Mil abraços!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 22:15
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Marcos Paulo Carlito
 

É isso aí Marcos André,

Descobrir os Guaicuru para mim foi encontrar o cerne da resistência e o símbolo maior da identidade cultural.

Nós, do Movimento Cultural Guaicuru, aqui em MS, usamos o termo como hipônimo do gentílico sul-matogrossense. É nosso ícone de resistência a favor de uma identidade cultural atuante e contribuitiva do desenvolvimento sustentável.

Saudações Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 22:33
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado JJ,

De fato levei o trabalho muito a sério. Ele faz parte de um livro de 142 páginas que demorei quase 5 anos para publicar.

Muito obrigado pelo comentário!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 22:34
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Marcos Paulo Carlito
 

Calma Rynaldo,

A rua ainda tem o nome, como também a memória de seu passado.

Quem tem conhecimento de seu passado e o nome de Guaicuru no meio, com certeza não está morto, está apenas esperando o momento certo em que um novo guerreiro vai empunhar a lança e brandir no espaço!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 22:37
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JulioCPerez
 

Parabéns. Revelas nessas poucas linhas a mão firme de um historiador com graça e estilo. Algo a la Darci Ribeiro e Gilberto Freire. Pois ao historiador não basta fidelidade ao fatos, mas também estilo ao narrá-los. Seu texto é interessante não só pelo conteúdo, como pela graça do estilo de narrar. Bravo! Continues amigo matogrossense, firme e forte como essas bravas tribos indígenas das quais nos fala. Afinal, o bardo, como o herói, também tem o seu papel na história.

JulioCPerez · Passo Fundo, RS 16/10/2007 22:39
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Marcos Paulo Carlito
 

J. Alves,

É uma pena mesmo, mas a resistência e a luta não poderia surgir repentinamente em tribos sedentárias. A diferença é que os Guaicuru eram extremamente belicosos, isso ajudou muito.

Abraços!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 22:40
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Nydia Bonetti
 

Belo trabalho, Marcos. Também não conhecia a história dos Guaicurús. Impecável seu texto. Parabéns! Que coisa mais bonita... Historiador e poeta...
Abraços,
Nydia

Nydia Bonetti · Campinas, SP 16/10/2007 22:48
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brigitte
 

Sem dúvida, um texto digno de ser divulgado com todas as honras, tanto pela pesquisa como pela história dos indígenas. Já ouvi por alto a fama dos guaicuru, mas não tão bem narrada e tão minuciosa. As Entradas e Bandeiras foram promovidas com o claro intuito de desbravar as terras, descobrir ouro e acabar com os índios.

Parabéns pelo belíssimo trabalho.

brigitte · Goiânia, GO 16/10/2007 23:07
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daimao
 

Belo texto! Parabéns!

daimao · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2007 23:21
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Oi bonitão. Belo texto, bela história. Copiei para ler com mais calma depois.
Assim que ler te mando um recadinho.
Grande abraço,
Continue me chamando assim,
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 16/10/2007 23:21
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Marcos Paulo Carlito
 

Nydia,

"...sou criançaaaaa, e não conheço a verdade..."

Sei apenas que foi muito bom conhecer overmanos e overminas como você!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 23:24
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Marcos Paulo Carlito
 

Brigitte,

Você tem razão, e é justamente para preenchar uma pequena parte das lacunas desconhecidas da História que estudo e divulgo a cultura nativo-americana, em especial a dos Guaicuru.

Grande abraço!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 23:27
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Marcos Paulo Carlito
 

Muito obrigado Daimao!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 23:28
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Marcos Paulo Carlito
 

Valeu minha pandeirista preferida!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 23:29
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Marcos Paulo Carlito
 

Não, não estou escondendo o jogo. Só estou indo devagar, no meu próprio ritmo.

Que bom que você gostou do texto, legal a História dos Guaicuru, né?

Sobre trocar os nomes, puxa vida, a pior gafe de todas... preciso me desculpar com a Ize. Com você também?

Releve... por favor...

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 23:32
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Marcos Paulo Carlito
 

Saramar,

Primeiramente obrigado por seu comentário elogioso. Muito obrigado.

Tenho uma boa notícia para você. O trabalho vai sim chegar a sala de aula, não do Brasil, mas do lugar mais importante do mundo, Porto Murtinho, cidade que possui em seu processo histórico raízes profundamente ligadas aos Guaicuru, e também onde estão os remanescentes desta etnia nativo-americana.
E melhor, vai chegar ao nativos também, na sala de aula deles!

Foi um esforço imenso, mas consegui minha façanha pessoal: Começar sem grana, fazer um trabalho muito sério e bem embasado, conseguir patrocínio, publicar, lançar e, agora, ter a glória de vê-lo nas salas de aula. Dá vontade de chorar (eu tenho vontade de chorar por tudo), mas é que é muito massa!!!

Mais uma vez obrigado pelo comentário. É muito difícil conviver com a realidade de que trabalhos como o meu, muito comumente, são reconhecidos apenas na posteridade.

Mil abraços...

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 23:41
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ILZE SOARES
 

Marcos,

Vc está escondendo o jogo. Muito bom seu trabalho, confesso que sabia muito pouco ou quase nada sobre Os Guaicuru. Gosto muito de História por isso, consegui ler teu texto totalmente agora, apesar de grande (como vc mesmo disse pra mim) não ficou cansativo.
Parabéns, belo trabalho!!!

OBS: O nome da primeira pessoa que fez comentário é IZE e não ILZE. Ilze sou eu Poeta, vc se equivocou. rsrsrsr

Bjos

ILZE SOARES · Salvador, BA 16/10/2007 23:43
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Saramar
 

Marco, eu concordo com Ilze.
Em que livro de história do Brasil se vê essa saga? Sabemos dos huguenotes e dos Médicis, mas nada se sabe dos Guató ou dos Guaicuru, que você agora nos mostra.
Sabemos do Danúbio e onde já se viu falar do Miranda?
Por isso, eu o reverencio. POr esse trabalho que, sabemos, dificilmente chegará às salas de aula do país, porém guarda para sempre a memória das origens brasileiras.
Obrigada.
beijos
P.S. Já guardei

Saramar · Goiânia, GO 16/10/2007 23:45
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azuirfilho
 

Marcos Paulo Carlito Amigo.
Um Trabalho Profundo pra orgulhar nossa gente.
Voce foi na raiz pra garantir a fundamentaçáo.
Uma Grande contribuiçáo para o Brasil.
Para a Juventude se mirar em você e correr atrás da História e das memórias dee todos os povos de todas as regióes.
Tem tudo pra fazer só falta em todos é essa força que te anima.
O Exemplo do seu trabalho feito desperta o respeito nas pessoas para novos trabalhos e a valorizaçáo dos trabalhos já feitos.
Vale a pena queimar as pestanas na confecçáo de um trabalho admirável como o seu, porque é realizador. justifica a existência.
Uma luz lhe iluminou e vai lhe iluminar sempre.
Uma esperança e satisfaçáo pra todos que aspiram um mundo melhor.
Um grande abraço.

azuirfilho · Campinas, SP 16/10/2007 23:49
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Marcos Paulo Carlito
 

Pô Julio,

Assim você me deixa emcabulado cara, de tão bonito que falou... Será que sou eu mesmo? Putz, esse cara doidivanas que a maioria das pessoas diz ser apenas um louco?
Putz, nem parece que escrevi tudo aquilo, não é mesmo?

Mas pode apostar que antes que o processo civilizatório (este que posto está) engula a sí mesmo tragando-nos com o sofismo do consumo; com a deteriorização do meio e de nossa qualidade de vida; fazendo de nosso país um liquidificador de gente que transforma etnias numa massa sem identidade cultural, antes disso, nós ainda vamos lutar grandes batalhas!!!

Prazer em conheçê-lo, seja bem vindo à minha fileira de bravos!

Marcos Paulo Carlito · , MS 16/10/2007 23:50
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azuirfilho
 

Marcos Paulo Carlito Amigo.
http://www.overmundo.com.br/overblog/os-guaicuru-os-indios-cavaleiros-ainda-vivem
Um Trabalho Profundo pra orgulhar nossa gente.
Voce foi na raiz pra garantir a fundamentaçáo.
Uma Grande contribuiçáo para o Brasil.
Para a Juventude se mirar em você e correr atrás da História e das memórias dee todos os povos de todas as regióes.
Tem tudo pra fazer só falta em todos é essa força que te anima.
O Exemplo do seu trabalho feito desperta o respeito nas pessoas para novos trabalhos e a valorizaçáo dos trabalhos já feitos.
Vale a pena queimar as pestanas na confecçáo de um trabalho admirável como o seu, porque é realizador. justifica a existência.
Uma luz lhe iluminou e vai lhe iluminar sempre.
Uma esperança e satisfaçáo pra todos que aspiram um mundo melhor.
Um grande abraço.

azuirfilho · Campinas, SP 16/10/2007 23:53
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Marcos Paulo Carlito
 

Azuir, sem palavras...

Você tocou fundo em mim agora.

Obrigado, estou que não posso nem falar...

Marcos Paulo Carlito · , MS 17/10/2007 00:00
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ILZE SOARES
 

Não precisa se desculpar comigo Marcos... normal. Agora da próxima vez que falar comigo coloca meu nome pra saber que o texto é pra mim. rsrsrsrsr
Vc hoje tá hilário com seus recadinhos pra mim. Se eu não te conhecesse um pouquinho.... tavas frito.

bjo

ILZE SOARES · Salvador, BA 17/10/2007 00:19
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Candice Gonçalves
 

Um trabalho que, além de primoroso e bem pesquisado, me encheu de orgulho, mesmo sendo amiga à distância. É de textos assim que precisamos pras nossas aulas de história. A estudantada precisa de gente que fale a língua deles e saiba demonstrar que o que houve, foi aqui e bem pertinho, e que, apesar do decurso do tempo, esses fatos aparentemente importantes para as tribos, mudaram o curso da história do país, de um povo miscigenado como nós brasileiros, inclusive quando não se julga ter sangue de índio correndo nas veias.

A ti, Marcos, o meu aplauso e o meu incentivo. Eternos.

Beijos.

Candice Gonçalves · Crato, CE 17/10/2007 00:59
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Rodrigo Teixeira
 

Bacana Carlito!
Que beleza você colaborando com o Overmundo e trazendo informações deste MS de Guerra Guaicuru.
Queria saber mais sobre a pintura de Debret!
O povo Guaicuru me inspira muito e tenho lido muito a respeito.
Sei que você conhece e não tem como não lembrar de Henrique Spengler quando se fala dos Guaicuru. Você podia escrever sobre as teorias do Henrique! Seria demais Carlito!
parabéns novamente por estares irradiando cultura pantaneira para este brasilão!
Continue Carlito!
abração

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 17/10/2007 01:35
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Andre Pessego
 

Marcos,
Domingo estava lendo comentário sobre, talvez, a 12a. lei
geral que punha fim a escravização do indio, 1831. e diz o articulista, "não pegou".
Bacana, o texto. Grandemente elogiável o interesse. A minha geração passou toda a fase adulta falando em reescrever a historia do Brasil, quem sabe a sua comece, um abraço andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 17/10/2007 07:18
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Branca Pires
 

Oi Marcos, parabéns, por nos trazer além das tuas lindíssimas poesias, histórias de nosso povo, bravos e heróis.
Ainda a pouco, comentando uma poesia do Azuir, sentir muita tristeza por relembrar tamanho massacre.
Agora como o teu texto-histórico, posso constatar mais e mais massacres. E tudo em nome da exploração, porque aqui não cabe o cunho de "civilização". São as nossas feridas ainda sangrando...
Olja, sou uma india-decendente, neta e bisneta de povos indígenas do Maranhão. Me orgulho de ser uma deles, mas adimito: sabemos tão pouco da nossa história! E tanto temos para saber...
Parabéns por viver ai nesse celeiro das nossas remanescências indígenas. Que ainda pode ser o celeiro vivo da nossa história.
Textos como o teu, instiga a buscar a nossa origem, a ter orgulho do nosso povo. Obrigada pelo presente em leitura.
Amo os Kadiwéus e a sua arte. Mas amo todos as outras tribos dizimadas ou ainda lutando para sobreviver.
Grabde abraço!

Branca Pires · Aracaju, SE 17/10/2007 07:18
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Cintia Thome
 

Tua obra é brilhante, quero um exemplar (pago, lógico..o que vale(de graça) é tua assinatura...
Mas como sou apaixonada por Debret, que veio ao Brasil, com a missão Francesa...deixo aqui uma pequena biografia de DEBRET

Pintor e desenhista francês que viveu no Brasil de 1816 a 1831.

Nasceu em Paris, em 18 de Abril de 1768 e morreu na mesma cidade em 11 de Junho de 1848.

Estudou na Academia de Belas Artes de Paris, tendo sido discípulo de Jacques-Louis David. Continuou os estudos na Escola de Pontes e Estradas concluindo-os na Escola Politécnica.

Estreou no Salão de 1798 com um quadro com figuras em tamanho natural, com o título "O General Messénio Atistómeno liberto por uma rapariga", que lhe valeu a conquista do segundo prémio. Devido a este sucesso foi encarregado de trabalhos de ornamentação em edifícios públicos e de particulares.

Integrou a Missão Artística Francesa ao Brasil, solicitada por D. João VI, organizada pelo marquês de Marialva, e dirigida por Debreton que chegou ao Rio de Janeiro em Março de 1816. No Brasil manteve-se até 1831, pintando e desenhando todos os grandes momentos que levaram à independência do Brasil, assim como os primeiros anos do governo do imperador D. Pedro I.

No Brasil pintou o retrato de D. João VI, de tamanho natural e com trajes majestáticos, assim como de outros membros da família real. Pintou também o desembarque da arquiduquesa Leopoldina, mulher de D. Pedro, e primeira imperatriz do Brasil.

Tendo recebido um atelier no novo edifício da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, para aí poder pintar numa grande tela a coroação imperial, ocorrida em Dezembro de 1822, reuniu oito discípulos a quem deu aulas de pintura. Em 1820 foi nomeado professor de pintura histórica da Academia de Belas Artes, instituição que só em 1826 começou a sua atividade. Em 1829 organizou a primeira exposição artística do Brasil, ao apresentar os trabalhos dos seus discípulos. O sucesso do acontecimento valeu-lhe ser nomeado oficial da Ordem de Cristo.

Tendo regressado a França em 1831, sendo desde 1830 membro correspondente da Academia das Belas Artes do Instituto de França, publicou a partir de 1834 até 1839 uma numerosa série de gravuras na obra em 3 volumes intitulada Voyage pitoresque et historique au Brésil, ou Séjour d'un artiste français au Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, ou Estadia de um artista francês no Brasil).


........................................

Recentemente dei uma palestra sobre Inicio da Arte no Brasil...

Guaicurus, deixo voce falar..e olha concordo a Rua Guaicurus está um lixo, mas o nome existe ainda, ainda bem que ninguém colocou o nome da BBB Íris (que é um lixo) e ganhou um título da Assembléia Legislativa daqui...O Estado de São Paulo está procurando saber a razão....


Cintia Thome · São Paulo, SP 17/10/2007 07:36
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Sérgio Franck
 

Marcos, saudações Guaicuru.

Votado.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 17/10/2007 07:38
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Cintia Thome
 

Texto extraído do livro de Laudelino Freire:
"Um Século de Pintura" - DEBRET

Foi, dentre todos os artistas franceses aquele que melhores e mais assinalados serviços prestou ao ensino da pintura, não só pelo grau de operosidade de que era dotado, como ainda porque, tendo sabido vencer os obstáculos por que passara e calcar os dissabores que sofrera, lhe foi dado aqui permanecer mais tempo que qualquer outro e formar discípulos continuadores de sua obra.

Contra a ação de Henrique Silva, soube opor muita energia e autoridade, nunca tendo desanimado nas lutas em proveito do ensino, de que se tornara verdadeiro apóstolo.

Quando, como regente, subiu D. Pedro ao governo, Debret lhe pedira, no que foi atendido, lhe concedesse um dos ateliês do edifício da academia, construído desde 1816, para nele executar uma grande tela, que representasse a solenidade da coroação imperial.

Devido à oposição de Henrique, só no segundo semestre de 1823 é que lhe foram entregues as chaves do ateliê. Aí reuniu o mestre os seus primeiros discípulos, em número de oito, e atrás já referidos, aos quais lecionou pintura sem o menor ônus para o Estado.

No ano seguinte, o imperador e seus ministros lhe visitaram o ateliê, de onde sairam bem impressionados com o desenvolvimento dos alunos. Tão grande foi essa impressão, afirmam os historiadores, que D. Pedro resolvera, desde então, instalar a Academia, o que só pôde realizar em 1826.

Comemorando a inauguração dos cursos, realizou Debret a primeira exposição dos trabalhos dos seus discípulos, na qual figuraram os seguintes gêneros: paisagens, marinhas, animais, flores e frutos. Foi grande o sucesso da exposição, tendo sido o seu organizador e principal autor condecorado com o oficialato da Ordem de Cristo.

Em conseqüência ainda da boa impressão de ela causou, o ministro S. Leopoldo, embora contrariando disposições do próprio regulamento, dispensou o aluno Araújo Porto-alegre da exigência de curso preparatório de desenho, tornando extensiva a vários alunos essa concessão. Desde então, o ensino de pintura se desenvolveu notavelmente, como se pôde verificar nas exposições realizadas em 1829 e 1830.

Natural de Paris, nasceu Debret a 18 de abril de 1768 e faleceu a 28 de julho de 1848. Estudou na Academia de Belas Artes, tendo sido discípulo de Luís Davi, passando depois para a Escola de Pontes e Calçadas, de onde se transferiu para a Escola Politécnica, tudo na sua cidade natal.

Estreou no Salão de 1798 com o quadro de figuras em tamanho natural - O General messênio Atistômeno liberto por uma moça -, conseguindo um primeiro segundo prêmio. Esse sucesso deu-lhe nomeada, passando a ser incumbido de trabalhos de ornamentação em edifícios públicos e particulares.

Apenas chegado ao Brasil, começou a trabalhar com afinco: fez o Retrato de D. João 6º, de tamanho natural e em trajes majestáticos, e os de diversas pessoas da família real, pintando em grande tela o Desembarque no Rio de Janeiro, a 12 de novembro de 1817, da arquiduquesa Leopoldina, princesa real. Além deste aqui, deixou muitos outros quadros.

Foi nomeado lente de pintura histórica da Academia, cargo que desempenhou até o dia de seu regresso à França, que ocorreu a 5 de julho de 1831.

"Em meados de 1831, sentindo-se cansado de tantas lutas, adoentado e enfraquecido, farto de pelejar... e cônscio de que prestara ao Brasil os mais relevantes serviços pelo apostolado artístico exercido no Rio de Janeiro durante quinze anos, regressou à pátria." ("A Missão Artística de 1916, A. Taunay).

Em 1830, havia sido escolhido membro correspondente da Academia das Belas Artes do Instituto de França.

Além de pintor notável, era dotado de um espírito altamente cultivado. Durante sua permanência entre nós, colheu material para uma obra sobre o Brasil, obra cuja publicação iniciou em 1834, dando a lume o primeiro volume, sob o título: Voyage pitoresque et historique au Brésil, ou Séjour d'un artiste français ao Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, ou Cotidiano de um artista francês no Brasil). O segundo volume, publicou-o no ano seguinte e o terceiro, em 1839.

Neste grande trabalho, trata o autor de vários assuntos, todos de interesse para o país, inclusive o estudo de belas artes, referente aos primeiros anos de nossa formação artística, e que se estende de 1816 a 1831. A obra é ilustrada com inúmeras estampas.

É também de sua lavra o projeto do plano de organização para a Academia Imperial, solicitado em 1824 pelo então ministro dos negócios do Império aos professores da referida Academia. Esse projeto foi publicado em folheto em 1827.



......
Sorry Marcos Paulo, mas apresente as gravuras...acho importante o Overmundo ter em colaborações a Arte Brasileira....Um abraço.

Cintia Thome · São Paulo, SP 17/10/2007 07:39
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Higor Assis
 

Agradecido pela excelente aula.

Higor Assis · São Paulo, SP 17/10/2007 08:24
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Benny Franklin
 

Marcos
(Meu Companheiro de Confraria),

Pesquisando sobre este o contéudo deste "post" encontrei coisas sobre os huguenotes e os Médicis, mas nada sobre os Guató ou os Guaicuru. Isto é fantástico!

Portanto, trata-se de uma colaboração endêmica que deve ser alçada aos anais da história brasileira. Melhor pesquisado. E transformado em livro para conhecimento de todos.

Parabéns, Marcos!

Bela colaboração. Votado.

Abçs. Benny Franklin

Benny Franklin · Belém, PA 17/10/2007 08:25
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Cecilia de Paiva
 

Maravilha de informações, vou passar um link para o artista que está expondo aqui e fez uma bela releitura da figura de um indio guaicuru..leva ao movimento, a ação, a caça, ao corre-corre desse povo que me leva a pensar em um paralelo com o contemponea que todos correm para a caça, para a sobrevivencia...
otimas informações viu... abs

Cecilia de Paiva · Campo Grande, MS 17/10/2007 10:12
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FILIPE MAMEDE
 

Excelente pesquisa Carlito. E como você bem disse, eis aí um texto de fôlego. Esses índios não 'eram flor que se cheirasse", que bom...
Tua contribuição me lembrou de dois documentários. O primeiro deles: Xingú - A terra mágica. O outro: Xingú - A terra ameaçada. O primeiro, feito há 22 anos, mostra os índios ainda um tanto resguardados da cultura branca. O segundo apresenta os índios "andando de moto" e comungando das novas tecnologias... fica uma reflexão.
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 17/10/2007 11:22
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Frazão Brother
 

Marcos,
Leitura agradável de um belo retrato da história sul-mato-grossense, ou (como quer o hipônimo) história guaicuru. Parabéns pelo estudo e pela desenvoltura dõ texto. A sua pena é brava como a lança dos cavaleiros do pantanal.
P.S.: Respondi à sua pergunta no seu perfil.

Frazão Brother · Anastácio, MS 17/10/2007 13:06
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Lobodomar
 

Marcos Paulo, que espetáculo, Poeta! Esse texto é maravihoso. Esbanja talento pela excelente construção; bem como pelo conjunto de conhecimentos contidos na obra. Votadíssimo. Grande abraço, Poeta!

Lobodomar · Guarapari, ES 17/10/2007 14:01
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carlos magno
 

Puxa rapaz, que exelente trabalho foi este teu relado sobre a gloriosa e invejável atuação desse povo indígena Guaicuru. Obrigado amigo Marco Paulo por esta magnífica aula de história, meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2007 15:34
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Adroaldo Bauer
 

Lindo preito em texto limpo e belo, Marcos.
O Brasil estamos todos devendo tudo às pessoas que viviam aqui antes de aportar a pólvora, a cólera e a cruz.
Os corações de aqui também carecem ainda de ser enterrados nas curvas de rio como o fez de modo épico Dee Bronw em relação à igual débito dos "civilizadores" nas terras ao norte do rio Grande, também já habitadas quando a pólvora e a cólera por lá aportaram.
Enquanto devemos, por réquiem, cantemos com Lô Borges e Márcio Borges em Ruas da Cidade



Guaicurus, Caetés, Goitacazes
Tupinambás, Aimorés
Todos no chão

Guajajaras, Tamoios, Tapuias
Todos Timbiras, Tupis
Todos no chão

A parede das ruas
Não devolveu
Os abismos que se rolou
Horizonte perdido no meio da selva
Cresceu o arraial
Arraial
Passa bonde, passa boiada
Passa trator, avião
Ruas e reis

Guajajaras, Tamoios, Tapuias
Tubinambás, Aimorés
Todos no chão

A cidade plantou no coração
Tantos nomes de quem morreu
Horizonte perdido no meio da selva

Cresceu o arraial


Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 17/10/2007 16:23
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Daniel Duende
 

Grande texto, Marcos! Muito bom mesmo! Não apenas uma grande adição ao excelente arquivo cultural e histórico mantido pelo Overmundo, mas também um texto importante para despertar a atenção e o interesse de muitos de nossos leitores na história e nas causas dos povos indígenas brasileiros. Confesso que era totalmente ignorante sobre os Guaicuru antes de ler o texto, e agora estou ávido por ler mais sobre o assunto.

Continue com o grande trabalho!

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 17/10/2007 21:45
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Daniel Duende
 

E pra variar os comentários do meu companheiro Adroaldo são sempre uma delícia. Grande abraço pra você, meu caro cara, do Verde. :D

Daniel Duende · Brasília, DF 17/10/2007 21:47
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Lígia Saavedra
 

Marcos, texto muito rico em detalhes já esquecidos talvez pela maioria do nosso povo que aliás nunca quiz saber muito de seus primeiros habitantes. Sou descendente de índio e te agradeço por avivar a memória da Nação.
Parabens!

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 17/10/2007 21:48
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Marcos Paulo Carlito
 

Candice,

O orgulho é todo meu, por ter como amiga uma pessoa como você, que motiva e dá mais força para continuar a empreita.

Já tem algum tempo que publiquei o livro sobre os Guaicuru. Mas confesso que éstá sendo aqui, no Overmundo, o lugar onde encontrei verdadeiro reconhecimento para minha obra.

Muito obrigado...

Marcos Paulo Carlito · , MS 17/10/2007 22:59
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Marcos Paulo Carlito
 

Rodrigo,

Não sou especialista em Debret. Utilizei as pinturas do artista para ilustrar algumas páginas do livro. A que está em minha colaboração mostra uma carga da cavalaria Guaicuru no pré-embate de uma batalha.
Acho que você sabe que eles assumiam esta postura como uma estratégia de guerra. De longe os inimigos só viam os cavalos, pois o cavaleiro estava agarrado ao lado do animal. Ao pensar tratar-se de uma manada de cavalos selvagens, eram pegos de surpresa em ataque fulminante.
Debret pintou também outras telas sobre os Guaicuru.

A amiga Cintia é especialista em Debret. Já deixei em seu perfil um texto que ela postou aqui.

Sobre o Henrique, de fato. Ele foi o roteirista de minha obra. Trabalhamos juntos 02 anos no projeto, até o dia de sua morte, quando eu fui a última pessoa amiga a conversar com ele.

Estou preparando um grande trabalho para reverenciar Henrique Spengler, mas não tenho data definida para lançar, visto que ainda não terminei e envolve críticas àqueles que cuidam do acervo pessoal do artista.
Estou estudando muito o caso para não bater de frente com a UFMS.

Quanto a lembrar do meu grande amigo, penso da seguinte maneira. O Henrique fundamentou um movimento cultural baseado na resistência do povo Guaicuru. Com essa concepção atuou no campo das artes e da produção cultural.
Porém, embora fosse historiador, não fez questão de historiografar a trajetória Mbayá-Guaicuru do Brasil Colônia aos Kadiwéus contemporâneos, pois ele não era de mesa, cadeira e acervo, era prático, de rua, pró-ativo demais para isso.

Depois de sua trágica morte, tendo eu que passar da fase do roteiro à pesquisa praticamente sozinho, e da pesquisa à produção de textos, resolvi fazer do livro (que a princípio seria outra coisa) uma remontagem de todo o processo histórico Mbayá-Guaicuru-Kadiwéu transcorrido em mais de 450 anos de História.

Penso que minha colaboração vem fundamentar o Movimento (combatido ainda como impírico em sua referência Histórica), dando sustentação historiográfica ao trabalho de todos os que levantam essa bandeira, confirmando, sem nenhuma pretensão, um legado que os positivistas ainda desdenham, que a pátria não reconhece, e que o povo brasileiro sequer imagina existir e resistir...

Grande abraço, amigo!


Marcos Paulo Carlito · , MS 17/10/2007 23:27
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro amigo André, nós já começamos...

Graças à sua geração, que manteve acessa a chama e nos passou a brasa ainda acesa.

Pode crer, sem vocês nós não teríamos referência alguma de resistência, nem a visão de um Brasil maior.

Abraços...

Marcos Paulo Carlito · , MS 17/10/2007 23:29
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Marcos Paulo Carlito
 

Branca,

Estou solidário com sua dor, e acho muito importante que você a sinta, porque tem muito descendente de nativo, e até nativo, que já não se identifica mais com ela.
Enquanto perdure, haverá força para lutar e resisitir...

Porém, não se engane, muita coisa boa já começa a acontecer.
Existe um movimento insurgindo do fosso negro da História para mostrar os valores magníficos da cultura nativo-americana.

Abraços!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 17/10/2007 23:36
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Marcos Paulo Carlito
 

Querida amiga Cintia,

A obra tem distribuição gratuita e os exemplares são exclusivamente direcionados para escolas e bibliotecas de MS.
Porém, para pesssoas especiais como você posso, com muito prazer, dar um exemplar. Mas só se for pessoalmente!

Enquanto isso não acontece, muito em breve você poderá acessar pela internet o livro inteiro. Também construo sites e o livro já está praticamente todo montado na net.
Falta apenas fechar um pequeno patrocínio para conseguir publicar.
Por acaso vc conhece alguma fonte patrocinadora para trabalhos pela internet?

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 00:19
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Marcos Paulo Carlito
 

Sérgião!!!! Mano!!!!

Saudações Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 00:35
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Marcos Paulo Carlito
 

Higor,

A aula é nossa!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 00:51
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Marcos Paulo Carlito
 

Fala confrade Benny!

Sua carteirinha está quase pronta!

Quanto aos Guaicuru, meu trabalho já virou um livro, publicado e distribuido inclusive!!!

Não é legal?

Abraços!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 00:58
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Marcos Paulo Carlito
 

Cecília, faça isso!

E se precisar de mais material sobre os Guaicuru para passar para seus amigos pode contar comigo!!!

Abraços...

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:07
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado pela sugestão Filipe!
De fato tema para profundas reflexões!!!

Abraços e obrigado pelo comentário!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:11
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado Frazão!!!

O comentário sobre minha pena foi bárbaro!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:12
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado Lobodomar,

Muito me honra um comentário de um cara culto como você!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:13
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Marcos Paulo Carlito
 

Carlos,

Obrigado você pela gentileza de vir até aqui prestigiar esse teu grande amigo!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:15
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro Adroaldo,

Peguei as dicas que você me deu: "Enterre meu coração na curva do rio" e a canção "Ruas da cidade".

Fantásticas, especialmente a primeira.

Muito obrigado pelo comentário.

Abraços!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:26
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Marcos Paulo Carlito
 

Verde,

Obrigado por sua atenção ao meu trabalho. Folgo em saber que muita gente o tem como útil e precioso.

Grande abraço!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:27
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado Lígia!!!

Saudações Guaicuru pra você que também tem sangue nativo-americano...

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:29
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apple
 

Oi, Marcos!

O empreendimento é de fôlego mesmo, hein?! Já são inúmeros anos dedicados a um ideal...

A grandeza do seu interesse e o suor do seu rosto ajudam esse país a resgatar sua história e, particularmente, ajudam os sabidamente descendentes dos Guaicurus a identificarem a si mesmos e ‘as suas origens.

Pessoas cultas, talentosas, esforçadas e nobres como você são essenciais a esse país!

Siga sempre com essa garra!

Abçs,

apple · Juiz de Fora, MG 18/10/2007 06:57
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Marcos Paulo Carlito
 

Apple,

Ajudar para mim é ser simbiótico, é essencial.

Quanto aos elogios, pessoas como nós, de fato, são especiais, mas não essenciais.

Sigamos...

Abraços!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 10:28
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apple
 

Marcos,

Talvez não tenha usado as palavras perfeitas, mas o seu trabalho é valoroso.

Ninguém é insubstituível, mas o somatório dos esforços de pessoas que trabalham para o bem do país é essencial ainda mais quando se sabe que o interesse de muitos é apenas o seu próprio interesse.

E, sei que você se dedica intensamente/profundamente realizando pesquisa de campo, entrevistas, levantamentos bibliográficos. É um trabalho cuidadoso.

Sei também que o trabalho segue, não? Parece uma missão...e, ao que parece, os frutos do seu empenho vem sendo colhidos.

Não conhecia esse lado da história e felizmente tive acesso ao seu texto. Foi bom aprender com você.

Por mim e por quem mais possa vir a tomar conhecimento de fatos históricos por intermédio do seu trabalho, agradeço pela sua iniciativa.

apple · Juiz de Fora, MG 18/10/2007 12:11
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Marcos Paulo Carlito
 

Querida apple,

Você é atenciosa por demais... de uma forma que cativa...

Mil abraços apertados!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 12:50
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azuirfilho
 

Salve Marcos Paulo.
maior Honra Votar neste Trabalho.
Nota 1000

azuirfilho · Campinas, SP 18/10/2007 15:37
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Marcos Paulo Carlito
 

Nota 10.000 pra você, caro Azuir,

Poeta do Brasil!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 16:11
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crispinga
 

Bravos guerreiros guairucus...Bela história!
Parabéns Marcos, esse modo peculiar de montar, que você já me explicou , acho fascinante!
Beijos
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 18/10/2007 18:55
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Sinvaline
 

Marcos desculpe a demora, foi o tempo escasso. Mas dei uma lida, vou voltar e reler com calma, me interessa muito saber sober os indios. No meu texto Krahos narro um pouco da convivencia com eles, veja www.overmundo.com.br/overblog/aprendendo-com-os-indios-krahos.
É importante mostrar o outro lado do indio, porque em sua maioria os brancos vêm os índios de forma distorcida. Parabéns
bjs
sinvaline

Sinvaline · Uruaçu, GO 18/10/2007 19:14
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Marcos Paulo Carlito
 

Crispinga,

Fascinante mesmo. Sorte deles terem ethos belicoso e se constituirem em classes guerreiras. E nossa sorte também, porque caso contrário não teríamos seus remanescentes vivos ainda hoje.

Abraços

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 19:37
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Marcos Paulo Carlito
 

Sinvaline,

De fato, é deveras importante mostrar o outro lado do índio, aquele que insistimos em não ver, aquele tão lindamente humano e cheio de surpresas, ou como diria Darci Ribeiro, "mais uma faceta do fenômeno humano"

Abraços!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 19:41
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Adriana Costa
 

Uma bela aula de história do povo brasileiro!
Flores pra você @>--

Adriana Costa · Brasília, DF 19/10/2007 17:02
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Marcos Paulo Carlito
 

Adriana,

O povo brasileiro agradece...

Marcos Paulo Carlito · , MS 19/10/2007 18:58
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Alê Barreto
 

Marcos, fiquei muito contente com o texto. O povo brasileiro devia cada vez mais aprender com este exemplo. Ótimo conteúdo. Você é historiador? Sociólogo? Antropólogo?

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 20/10/2007 21:11
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Marcos Paulo Carlito
 

Alê,

Grande pergunta!!! Vou esperar passar mais alguns anos pra responder, tudo bem? rsrsrsrsrs

Grande abraço!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 20/10/2007 21:41
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Bia Marques
 

Bravo!

Bia Marques · Campo Grande, MS 24/10/2007 15:59
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Marcos Paulo Carlito
 

Valeu Bia!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 24/10/2007 16:09
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MárioAlmeida
 

Marquinhos tô abismado. Agora entendo o fascínio que o Henrique sempre exerceu sobre todas as pessoas que o conheceram, você parece que pegou o DNA historiador, sociológico e antropológico dele. Seguir os seus passos, e os dele, é como seguir os invertidos "Caminhos de Peabiru" - uma odiséia invertida dos povos andinos, "Incas" notadamente, que dominaram o continente sul americano e com os quais os Gaucuru aprenderam a resistir ao invasor branco e ignorante desta terra e de suas "gentes". Parabéns. Esta odiséia não terminou porque restam, à frente de resistência cultural ,pessoas como você. Continue assim investindo com a sua pena - qual a lança desta brava nação - para que todos fiquem sabendo que "Quando morre um guerreiro Guaicuru, nasce uma estrela no céu" - segundo a lenda cantada na bela letra do Kurikaka na música "Guaicuru Estelar". Saudações Guaicuru.

MárioAlmeida · Campo Grande, MS 29/4/2008 01:04
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Marcos Paulo Carlito
 

Saudações Mário...

Seja bem vindo, passageiro estelar...

Marcos Paulo Carlito · , MS 29/4/2008 10:52
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Denise A Souza
 

Marcos Paulo Carlito, gosto muto de Historia! Bjs. Dê

Denise A Souza · Guaratinguetá, SP 5/8/2008 18:42
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Marcos Paulo Carlito
 

Que bom Dê. Aliás, se faz o quê mesmo?

Marcos Paulo Carlito · , MS 5/8/2008 18:56
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Hipocrisia Livre
 

interessante, boa pesquisa...

Hipocrisia Livre · Rio de Janeiro, RJ 29/9/2008 19:34
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado pela presença HL.

Marcos Paulo Carlito · , MS 29/9/2008 20:27
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Izis A S
 

Poxa! Muito bom! Tenho um interesse especial pelos Guaicuru, sou descendente deles e espero um dia poder buscar minhas raizes pessoalmente. Parabéns pelo texto!

Izis A S · São Paulo, SP 11/2/2009 01:44
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Marcos Paulo Carlito
 

Izis, então você precisa de um exemplar do livro que escrevi sobre os Guaicuru. Publiquei em 2007 e também na internet.

Acesse este link e baixe o livro em seu computador, é gratuito: www.guaicurumurtinho.com

Obs.: caso não consiga abrir me mande seu e-mail que eu te mando o livro pela internet.

Abraços Guaicuru!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 11/2/2009 09:57
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MERIREU
 

Marcos, é bom essas reminiscências históricas. Poucas pessoas conhecem as façanhas Guaikuru e de outros povos indígenas que de uma parte ou de outra garantiu essas terras espanholas para o Brasil/Mato Grosso. Esses dias li alguns artigos sobre os Guaikuru, quando ainda não estavam no atual território brasileiro(vou mandar pra você). Morei na Terra Indigena Kadiwéu, foi meu primeiro trabalho com indigenista. Conheci Jão Principe(o grande chefe Kadiwéu. O pajé Vitor Kadiwéu, meu grande mestre. Minha convivência constante foi com os Terena e Kinikináo (Aruakes), uns diziam que descendiam de antigos vassalos Guanas e que serviam aos Guaikurus. Esses dias mandaram um texto pra mim, quando o Cel. Malheiro, senhor todo poderoso no pantanal, estava atacando os Kadiwéu, estes armaram uma emboscada numa estrita trilha da Serra da Bodoquena e morreram alguns jagunços do Malheiros. Então os Kadiwéu viram 4 desses homens mortos e com farda do Exército do Forte Coimbra. Apavorados os Kadiwéu vieram à Cuiabá pedir socorro ao Governador e este mandou os Kadiwéu procurar o Cel. Rondon que estava no Sul de Mato Grosso fazendo as linhas telegraficas. Depois de muitas correrias encontraram com Rondon e este disse aos índios retornar para suas terras que êle ia resolver esse caso. Sabedor que Rondon estava a sua procua Malheiros foi pra Porto Murtinho e atravessou pro lado Paraguaio. Então, Rondon encontrou-o numa lancha na margem direita do Rio Paraguai e disse pro Malheiro: Se você importunar meus Kadiwéu vou caça-lo com minha tropa e prende-lo. Nunca mais Malheiros importunou os Kadiwéu...

MERIREU · Cuiabá, MT 24/2/2013 15:39
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Marcos Paulo Carlito
 

Merireu, fascinante a História.Também conheci os terena e os Kinikinawa que moram na Aldeia São João, dentro da reserva. Com certeza a probabilidade de serem descendentes de servos é grande.
Realmente há muita história para pesquizar, muitas coisas por ainda fazer, gente para ajudar, mas que fazer em meio a tanta falta de verba, sem apoio? É foda. Não quando nem se vou retomar o trabalho sobre os Guaicuru, mas se um dia eu for com certeza vou querer conhecer vc, gostaria muito de colher relatos de quem conviveu com João Principe. Estou escrevendo uma ficção onde pincelo o assunto, quem sabe um inusitado sucesso não me abra as portas para um trabalho novo mais a frente. quem sabe...
Abraços da tribo do arco iris.

Marcos Paulo Carlito · , MS 25/2/2013 12:20
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