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REEDIÇÃO DE “PALAVRAS FALADAS FADADAS PALAVRAS”

divulgação
"Palavras Faladas Fadadas Palavras" de Elenilson Nascimento.
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Elenilson Nascimento · Salvador, BA
9/6/2010 · 0 · 0
 

“Quando concluiu seu primeiro livro, em 1942, o João Cabral de Melo Neto enviou-o a Mário de Andrade, à época já um medalhão da vida intelectual brasileira, não recebendo resposta alguma. João tinha todos os motivos do mundo para ficar chateado e desanimar. Por sorte, não lhe faltaram mentores como: Manuel Bandeira e Drummond, que souberam reconhecer o valor dos seus poemas, e hoje, como todos sabem, João tornou-se um dos maiores nomes da poesia brasileira, e porque eu deveria desistir.” (*trecho na apresentação do livro)

Por Elenilson Nascimento
“Palavras Faladas Fadadas Palavras” foi o meu primeiro livro de poemas, editado de forma independente em 2002, relançado numa pequena tiragem de 300 exemplares e esgotado na 8ª Bienal do Livro da Bahia/2007, mas que anteriormente havia sido rejeitado pela elitista e demagoga Fundação Cultural do Estado da Bahia, num país onde cada vez mais livros não vendem mais sonhos pois foram vetados porque não são mais lúdicos, nem poderiam sê-lo, por isso mesmo que ainda viemos em uma terra de chuteiras milionárias cuja cultura se faz diante de uma acultura alienada dentro de um outro país de terceirização de culpas e de pecados.
Hoje, mais do que nunca, estamos sendo saqueados diariamente por um rechaço de falta de moral e de princípios, e querer falar e fazer poesias virou uma coisa meio surreal, pois colhemos visões nada acadêmicas em programas de TV que brinda-nos com uma cultura humanóide porque temos o que estimula o que é contraditório às normas de boa conduta.
Utopia talvez não seja a melhor definição para tentar entender o que me moveu a escrever esse livrinho de poemas em 2002, mas como um sonhador (* essa categoria de humanos está em extinção) escrevi e continuo escrevendo sobre minhas sinas, meus amores, meus pecados e sobre as minhas lágrimas de chuva. E parece aqui, depois de todo esse tempo, que estou a correr um pouco de tudo o que foi dito acima quando me deparo com gente sem osso e sem verve que infestam os meus contatos. Mas, felizmente, existe a tecla “delete” pra todos eles. E meus poemas falam disso também. De perdas e de rancores.
Tentando sempre ficar atento às perspectivas que o meu amor pelas letras poderia gerar, entrego-me de corpo e alma à difusão dos meus versos. E dessa valiosa aposta pessoal, surgiu “Palavras Faladas Fadadas Palavras”, projeto que, inusitadamente, levaria os meus saberes e sabores. Tecendo um trocadilho com a máxima do Glauber Rocha, o momento que significa uma ideia na cabeça e poesia sobre as mesas. E, hoje, um pouco mais velho e mais inconformado, mais do que trazer versos de embalagens de pão com margarina e família feliz, a iniciativa tem se prestado, também, a atingir de modo efetivo pessoas em pleno curso de formação de poesias.
E como é muito mais difícil esse nobre e penoso ofício de difundir a literatura e as artes, além de deixar expressas opiniões sobre a formação de leitores no Brasil e a respeito da conduta da crítica literária em nosso meio, do que rebolar as bundas ou aparecer sem conteúdo nas TVs, ainda temos fôlego para correr contra o vento do vazio. Pelo menos eu. Lembro aqui uma frase do João Ubaldo Ribeiro que diz: "Escritor que não faz sucesso no Brasil, não o faz por ser burro". Pois é. E eu aqui muito feliz de ter tido a chance de reeditar esse livro diante de uma vanguarda feita de elite e de passado. (“PALAVRAS FALADAS FADADAS PALAVRAS” de Elenilson Nascimento, poesias, 166 pags, 2ª edição, Clube de Autores, São Paulo – 2010)

Clique aqui e compre direto com a editora: http://clubedeautores.com.br/book/21074--PALAVRAS_FALADAS_FADADAS_PALAVRAS

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