Entenda como funciona o trabalho do assistente social que ampara os pacientes que fazem o tratamento de hemodiálise
Proporcionar condições favoráveis ao tratamento e informar sobre os seus direitos. É essa a missão do profissional de assistência social que trabalha junto aos pacientes de hemodiálise.
Essa pessoa que sempre se apresenta como uma boa ouvinte aos problemas dos pacientes acompanha ainda suas evoluções no tratamento realizando estudos sociais e encaminhamentos de acordo com a cartilha de direitos dos portadores de doenças renais crônicas.
Segundo o assistente social do Hospital da Baleia, Edmar Pereira dos Santos, 31, muitas vezes no exercício de sua profissão, ele se depara com situações familiares complicadas. “Nós aqui trabalhamos com a interdisciplinariedade, agregando não só o meu trabalho como também da nutricionista, psicóloga, enfermeiras e médicos. Isso é importante, porque é difícil tanto para os pacientes como para os familiares com várias dificuldades surgindo no decorrer do tratamento”, declara.
Em contato direto com pacientes e familiares, esse profissional toma conhecimento dos problemas enfrentados e busca solucioná-los. “Nossa meta é facilitar à vida dos pacientes. Tudo por meio de uma relação de proximidade e respeito. Nós oferecemos recursos para que os pacientes obtenham o benefício de prestação continuada (BPC), o auxílio doença para os que contribuem com o INSS, o transporte especial, o resgate do FGTS para quem se enquadra no perfil do benefício, a isenção de IPI e isenção do IR”, informa.
O acompanhamento social também estimula os pacientes a não abandonarem os seus tratamentos de saúde. “Me lembro de um paciente que esteve ausente das sessões de hemodiálise e fui atrás dele, ligando várias vezes até encontrá-lo. Quando falei com ele, argumentei que fazia falta à sua presença, e que sem ele por perto o conjunto não estava completo. Isso foi suficiente para o trazermos de volta ao tratamento, e esse paciente acabou virando um bom amigo”, declara o assistente social.
Eduardo Francisco dos Santos, 56, natural de Teófilo Otoni e residente hoje em Sabará no Bairro Castanheira, afirma que o trabalho do assistente social ofereceu-lhe vários benefícios. “O assistente social é muito bacana para nós e ajuda no tratamento. É só procurar o profissional e falar o que a gente precisa. Consegui receber minha aposentadoria e para mim o mais importante foi ter conseguido também o transporte, porque, além do tratamento de hemodiálise, eu tenho problemas de coluna e desgaste ósseo no joelho. E o assistente social juntamente com o médico, arrumaram tudo pra mim”, afirma.
Já Mires Damásio Pereira, 33, moradora de Vespasiano, enalteceu a assistência quanto ao encaminhamento via Prefeitura dos medicamentos de que ela necessita. ”Eu tenho ajuda do serviço social com o transporte e medicamentos. Os medicamentos são solicitados pela assistência social e eu os recebo através da Prefeitura de Vespasiano. Eles conseguiram para mim também o cartão de passagem para o passe que é o cartão do Bhbus daqui”, completa.
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Por João Paulo Costa Jr., Raphael Jota e Vítor Rocha.
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