sobre o colaborador
O que fazer depois de uma grande tempestade?
Existem dias que procuramos o chão e não encontramos.
Existem dias que parecem que todas as adversidades do mundo estão nos deteriorando.
Choramos, sofremos e algumas vezes até morremos.
Em outras vezes renascemos embaixo de um viaduto ou marquise, vendo a realidade na prática por fragmentos de pensamentos sob a ótica de Marcuse e Nietzsche.
Vejam o automatismo das coisas fúteis... inúteis leis que favorecem somente a côrte e seus reis.
Longos dias...longo tempo...
A esmola que é jogada pelos abutres sociais não mata minha fome, pelo contrário só prolonga a minha miséria.
- Sou infectado pela doença que é o grande mal de nossa existência.
- Sou adorador das vitrines e das coisas supérfluas; adoro tudo aquilo que não tem vida.
Ideologia que ainda é propagada pela religião do medo que insiste em me dizer que “este é o caminho, meus filhosâ€.
Em resposta eu vos digo: não serei catequizado pelo seu fracasso! por sua ignorância e suas mentiras! prefiro ficar livre dentro da minha miséria material do que viver preso, acorrentado na sua miséria espiritual que não castiga só a mim, mas a toda raça humana.
Os açoites da repressão e da injustiça não surtem mais efeito no meu corpo morto.
O que me agoniza e deixa minha alma em chagas é a minha incapacidade de fazer os outros enxergarem os outros. me sinto como se fosse um imenso navio de solidão ancorado no porto das ilusões sendo impedido de navegar nesse infinito oceano de lágrimas.