sobre o colaborador
A quem pertencem nossas experiências, nossas mentes, nossos desejos? Quem tem o poder de regular nossos trajetos, pautar nossas buscas interiores? Nossa vida e nossas questões são, de fato, nossas? Há cerca de um século a maioria dos Estados no mundo passou a afirmar que esses nossos percursos não eram somente nossos, mas diziam respeito a eles também. Em nome de um suposto "bem-estar e da segurança gerais", nascer, morrer, viver, procriar, relacionar-se - por excelência, acontecimentos humanos - transformaram-se em alvo de um controle externo, polÃtico, totalizante. Experimentar a própria existência deixou de ser algo dependente das escolhas individuais ou dos grupos de sociabilidade locais (famÃlia, comunidade, religiões).
Sendo assim, uma sociedade que tem como base a razão e o exercÃcio mental, o corpo e os sentimentos tornaram-se apenas mercadoria de consumo.
Tudo o que expressamos reflete nosso interior. Se não aceitamos muitas coisas de fora, provavelmente não lidamos muito bem com o nosso interior.
Nesse Universo em que as pessoas projetam no mundo exterior a própria sombra, a grande massa acredita que as guerras são travadas por razões econômicas e a maioria não tem a mÃnima noção de que a vida pode exprimir a necessidade da alma, e como não tem algo assim, as pessoas não podem sair da esfera da sua própria experiência – essa vida terrÃvel, opressiva, banal, em que não são “nadaâ€; apenas razão e papeis sociais – que não atingem a experiência de desempenhar um papel como ator do divino drama da existência.
Uma metade do mistério da vida é conhecida, pois está acima da superfÃcie, na mente consciente, a outra metade está oculta no desconhecido. O importante é pescar experimentar e criar para si próprio, sem ficar andando em cÃrculos e olhando o que o outro pescou, criou ou experimenta.
Se a sua definição de vida é “apenas uma maldita coisa após a outraâ€. VocÊ é um ser humano reprimido. Pura estrutura, ego. Tem convicções bem precisas de como “deve†levar a vida. Tem opiniões sobre tudo e todos. Terminam por colocar dentro de “gavetinhas†toda e qualquer experiência, rotulando-as. Mas sem nunca antes ter experienciado algo similar, terminam fazendo comparações do que é melhor, implicando que há um pior, ao invés de simplesmente diferente. No entanto, terminam sendo escravos da opinião alheia. Como muitos têm a mente dissociada das emoções, não sentem por si só o que se devem fazer interiormente. Ficam a mercê de opinião de grupo e das modas; empresas, governos e ideologias; de grupos nacionais e principalmente da famÃlia. Neste modelo, todos são passÃveis de serem julgados, comparados e rotulados. Isto gera: stress, neurose, infelicidade, dependência do mundo externo material, pois norteiam suas vidas exteriormente buscando constante aprovação. Vale lembrar, que nem Jesus agradou a todos, e terminou crucificado.