sobre o colaborador
Escrevo por prazer, não publico por perfeccionismo. Leio poesia, literatura filosofia. Quase toda forma de arte me interessa. Mas em geral prefiro ser excessivamente crítica do que ingenuamente passiva. E pensar criticamente é para mim sinônimo de transgressão. Transgredir limites invisíveis é meu passatempo favorito. Rejeito a tese nihilista da morte do belo na arte contemporânea embora acredite que a arte pós-modernista tenha perdido muito neste movimento de recusa completa aos valores estéticos tradicionais. Mas são precisos olhos novos para novas expressões, mentes, olhos e corações abertos para novas sutilezas, porque como cantava Elis "o novo sempre vem". Suspeito profundamente da indústria cultural e seus mecanismos quantitativos de valoração, mas trabalho com divulgação cultural mesmo assim. Meus medos e suspeitas nunca me paralisaram.
Já atuei como jornalista, estudo Ciências Sociais e Filosofia - Filosofia da Arte, da Cultura e Estética, mas não concordo com uma produção do conhecimento encerrada na academia.
Bem à moda francesa não acredito em intelectualidade separada das questões políticas e culturais. Nas horas vagas exercito o riso e igualmente a melancolia, bebo vinho, leio Fernando Pessoa e Clarice Lispector repetidamente, ouço Chico Buarque e Cartola e me perco, me distraio para poder perceber as coisas fundamentais e escrevo novamente.