O Museu Casa Quissamã, inaugurado em 12 de junho de 2006, é um importante patrimônio histórico do ciclo da cana-de-açúcar, O solar é uma preciosidade construÃda em 1826 pelo Visconde de Araruama e recebeu inúmeros membos da nobreza brasileira, como o Imperador D. Pedro II, a Princesa Isabel e Duque de Caxias.
O acervo é composto por peças originais e réplicas do século XIX, que formam um interessante recorte da produtiva e pujante vida no interior do Rio de Janeiro. São quadros, móveis, peças sacras, fotografias e peças de indumentária, que retomam a aura do perÃodo imperial, vivido por uma ótica diferente da corte instalada na capital.
Curiosidades:
Não só o solar guarda lembranças do perÃodo imperial em Quissamã. Localizado ao lado esquerdo da casa, existe um baobá, uma enorme árvore que era considerada sagrada na Ãfrica. O tronco de um baobá pode chegar a dimensões tão grandes que nele podem se construir até moradias. Quissamã é um dos poucos lugares do Brasil que tem registrada a presença desta curiosa e robusta árvore. Os outros locais são: Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. No Rio de Janeiro, o baobá existe no Jardim Botânico, além de uma espécie em Paquetá e este em Quissamã.
O solar chegou a possuir 48 quartos e foi imortalizado pela gravura de Vitor Frond no livro “Brazil Pitoresco†de Charles Rybeirolles, que, apesar de grande crÃtico do Brasil Imperial, não economizou elogios ao Visconde de Araruama. O escritor francês, que percorreu o paÃs em 1859, criticou a falta de infra-estrutura das cidades, a sujeira das ruas brasileiras e principalmente a escravidão. Para a casa Quissamã, entretanto, ele foi só elogios: “Percorremos uma dessas importantes fazendas de açúcar onde se aplicam novos métodos, a do Visconde de Araruama na freguesia de Quissamã. O acolhimento fidalgo a que se presta ao estrangeiro nessa grande e antiga casa, onde a hospitalidade é costume de séculos, a simplicidade verdadeiramente nobre do anfitrião e a cordialidade liberal de seus filhos permitiram-nos tudo ver ... desde dos trabalhos de campo até as especialidades das usinasâ€, descreveu o autor.
No dia da inauguração do Museu, em 2006, foi feita a reconstituição do casamento do filho primogênito do Visconde, o Bento Carneiro da Silva, com a filha do Barão de Muriahé, Raquel Francisca da Castro Netto. A produção contou com a participação do ator Thiago Fragoso, como o noivo. No livro “Fera de Macabuâ€, de Carlos Marchi, o casamento é citado como um dos mais importantes que se podia celebrar na época por unir duas famÃlias das mais tradicionais do norte da provÃncia do Rio de Janeiro. A vinda do Imperador ao casamento reforça esta informação. Marchi ressalta que o visconde liderava os grandes empreendimentos da região e conduzia o jogo polÃtico que garantia os interesses negociais do Império. A casa recebeu cerca de 2.000 pessoas, um número extraordinário para época. Cronistas contabilizaram cerca de 300 pessoas hospedadas entre a casa grande e as senzalas, que foram especialmente preparadas para a recepção.
Helena, esse era meu objetivo, quando falamos de museu tem pessoas que nem param para ler mais quando colocamos isso de maneira diferente chama atenção mesmo que seja pelo erro considerado, enfim também achei por bem colocá-lo aqui por um fato simples estamos de férias e não nos custa nadinha agendar uma visitinha no museu, quanto a data foi o dia que o museu foi inaugurado, isso aguça um pouco e talvez nos faça refletir em relação às datas, quando ir desde 2006 .
Obrigada!!
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