Dizia que se tratava de um amor puro, mas como em todas as relações de consumo, quando não serviu mais, descartou. Não precisou de mais que alguns caracteres.
Da obra do sociólogo, que falava das relações líquidas, escolheu o nefasto: apertou a tecla delete. E foram a amada, as promessas, as juras para a lixeira. Não sem tentar expurgar a culpa por não ter sido homem, quando ser homem era essencial.
Quando o ser homem era simplesmente ser humano, propôs amizade pelo MSN. Como se amizade, relação nobre e amorosa, prescindisse do olhar, do abraço, do respeito, do cuidado.
E foi para outro amor, outro uso, outro item no mercado dos afetos.
Escaldante, escandaloso, arrupiante... e o liquor vazou; desceu pelo vaso ou evaporou. Ótimo texto, Mônica! Vou procurar mais.
Abraços
Carlos ETC
http://interludios.blogspot.com
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