Texto produzido para a cobertura colaborativa do 1º dia do Encontro Preliminares
O caminho dos ingressos dos jogos da Copa do Mundo precisa ser transparente para evitar que sejam usados como pagamento de propina. A recomendação é do jornalista britânico Andrew Jennings, que investiga a FIFA há 12 anos. O debate aconteceu neste sábado (8/12) na Casa Fora do Eixo, em São Paulo, durante o Encontro Preliminares 2013.
Jennings falou ao lado da jornalista Natalia Viana, da Agência Publica, sobre jornalismo investigativo no esporte. O jornalista, que é da rádio BBC, publicou o livro "Jogo Sujo - o mundo secreto da FIFA", que trata dos esquemas de corrupção da organização que ele chama de máfia.
Após investigar as organizações criminosas italianas em Palermo, Andrew Jennings afirma que a FIFA segue alguns ritos tÃpicos da máfia. Segundo ele, lá há um "chefão", o compromisso de enriquecer através de crimes, pacto de silêncio entre os integrantes, e ainda o pagamento de propina para atender os interesses dos negócios.
Em alguns casos, conforme conta, o dinheiro destinado a projetos para a prática esportiva chega nos paÃses, logo sai e segue para contas na SuÃça. Para ele, se a venda dos ingressos fosse feita de forma que possibilitasse descobrir para quem são destinados, já seria possÃvel desmontar parte do esquema de corrupção.
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