Hoje vi o abismo d’água
Pisei na areia granulada e coesa
Moldura dos pés do meu passado
À borda móvel por onde as ondas
Imprecisas vagam
Pisei nas cortinas lÃquidas de penumbras
Me estendendo o convite de monstros marinhos
Que perduram aos sinais eletrônicos
Esse mar me avista distante
Esconde seus castelos submersos onde
Ignorância, paixão, sangue púrpura
Latejam corais em estado bruto
Aqui é o mar que me pendura
Sob piso ondulante e flácido onde
Ãguas gris se projetam em espumas brancas
DiluÃdas em areais
Esse é o mar que me vejo longe
Na postura suburbana em que me imprenso
E me insisto com asas ritmadas
Esse mar longo tomo como casa
Das coisas mortas e imprecisamente novas
Com olhos velhos e âncoras enferrujadas
Esse mar
Esse mar que me adentra em verdura
E desmorona em letra que me lança
Espuma branca de letra que lhe amputa.
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