Não me recordo mais do último relógio
Que carreguei no pulso direito.
Mas continuo circulando nos mapas
Que sempre marcaram os limites
Das minhas paredes,
Os sonhos e a ânsia libertária.
Talvez por isso,
Não saiba muito sobre o tempo.
E se sei alguma coisa
É por não gostar de barba,
Por ainda poder olhar as tardes
Quando e para o ponto que eu quiser...
Só não ousaria,
Falar das primeiras folhas
Que caem dando ao chão de tantos
Uma infinidade de quadros diferentes.
Afinal, tão lindamente ou cruamente,
Já foram ditas
Pelos poetas dos olhos de outono...
[ Ah, mas hoje pude observar
Como o céu está mais baixo,
Como o sol anda brilhando mais.
Vi um sorriso flagrado pelo espelho do ar. ]
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