SUPREMA ENERGIA…
No nordeste há um lugar, cheio de vidas, cujo nome,
Festeja Hélio, Éolo, as Ninfas e Deméter, no Sertão…
Um dia, no tempo da criação, houve lá uma seresta,
Em que nominou-se Caiçara do Rio dos Ventos,
Numa irradiante presunção de suprema festa…
Quiseram os fados que a palavra fosse energia…
E que a força convulsiva da expressão,
Bordasse, no tempo, toda e qualquer equação;
Quiseram os fatos, que o Homem fosse capital,
Simbiótica tri-geração de saber, crença e canto,
A que não escapa: Pai, Filho e EspÃrito Santo….
Quis a História, que centrÃpeta fosse a poesia,
E que a camoniana voz, que ainda hoje espanta,
Clamasse: “Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevantaâ€;
Virtualizando a forma, como matriz energética,
No regaço amoroso e infinito da poética..
MCC – 12/05/2010
O poema foi composto sob o impacto do Colóquio de Energia Solar, realizado em Natal/RN, em 12 de maio d 2010, promovido pelo CERNE (Centro de Estudos Estratégicos de Energia), antes da reunião com inúmeros técnicos. O Projeto Portal dos Ventos esteve representado na reunião, onde vários interesses (pesquisa, negócios e polÃticas públicas) estavam em jogo. A poesia como sentinela...
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