TAXI IMÃ
Pipo é taxi, e taxi é recuso veÃculo para vencer os engarrafamentos do trânsito,
e além disso Pipo é imã. então liga.
Dou bom dia, boa tarde a Sofia
para vermos o amanhecer
e o que foi de passagem passar
Sofia não precisava ser rica, foi apenas escolha da sorte e porque pobre é só quem não olha o céu todo dia
“Pensar meio junto, diferente no mesmo assunto†é bom e “Sem mesmo te ver,
chegar mais cedo pra ti receber“ é melhor ainda - viajei no taxi,
mas não fui a Gâmbia nem dancei Bondali.
Não cumprimentei Sofia, mas dá para sentir que Só fia,
como fala o catingueiro do sertão nordestino juazeirense, traduz:
“Paisagem pobre senão quem não vê o céu todo dia a imensidão torna-se ser.
Seja você
Sacode pelas mãos Ogundelê em feijão com arroz, bem melhor que banquete de milionário,
esse então quando encontra um prato de feijão come de sentar no chão e apagar.
Por isso seja você é a dupla de palavra campeã.
Samambaia basta dizer: “Rodopiando a saia assim...†E não colÃrio mais bacana para os olhos do mundo.
Hoje e sempre, pisar presente tem dois sentidos e eu fico com o que
não quebra, mas bota pra quebrar.
Quanto a Beleza, só engana a quem curte se enganar, mas não posso negar que mulher bonita é o que mais encanta,
não restam dúvidas.
No mais no radinho de pilha prevalece à música paixão que leva sempre pro chão,
ela fica na cabeça, mas vai ao coração.
Rastro, todo passo deixa rastro, e a ausência dela maltrata,
mas a dor não é na carne nem no osso, é na imaginação. Bate palmas o coração.
Que rica salada com as doces frutas com Cuba vestida de Nigéria, inevitável chega Brasil e Disneylândia ao mesmo tempo angolando o Rio Carioca dos Novos Baianos
com comunidade em apartamento e depois em sÃtio, o acarajé ultrapassa fronteiras com espiritualidade Ãndia oriental e Ãndia tribal amazônica.
Pipo escreve, canta, dança assobia, sofia, e ainda é capaz de conseguir ser o
próprio radinho de pilha que ouve as canções que lembram dela.
Nada melhor para fechar que o tradicional:
Tenho dito!
Luiz Galvão (poeta, escritor e novo baiano)
Texto feito pelo poeta Baiano Luiz Galvão em referência ao segundo disco Taxi imã do compositor paulistano Pipo Pegoraro.
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