Virtual, virtuose e virtuoso.

1
Zemh Teixeira · Belo Horizonte, MG
13/2/2013 · 1 · 0
 

Virtual, virtuose e virtuoso.

Ou de como prevaricamos com os termos, corrompemos as palavras e, perdemos o entendimento do espírito das coisas, e das coisas do espírito.

Quando criança, conheci o termo Virtuoso, que designava as qualidades espirituais de um homem probo. A palavra probo me incomodava, devido a possuir certa semelhança com a palavra "bobo". Já que "p" e "b", na nossa língua, possuem movimento labial muito similares. Meu pensamento ficava mais confortado, ao lembrar que "bobo", é sinônimo de "inocente" e "puro". Qualidades dos "santos", que eu entendia que chegaram ao estado de santificação por intermédio de certa ascese ou virtuose, obtida pela virtude, sacrifício (melhor sacro-ofício), renúncia e amor. Confesso que fazia certa ligação de "virtuose" com "vertigem", que é um desconforto que algumas pessoas sentem ao se encontrarem em locais muito altos. Sem dúvida esta palavra está ligada etimologicamente com o termo "verter", cujo tal desconforto mencionado, vem do receio que estas pessoas têm de verter alguma coisa, vômitos, ou xixi na roupa, por exemplo e, com certeza, as coisas mais frequentes que elas "vertem", nessas situações. Ora, a primeira vez que vi o termo "virtuose" ser utilizado fora do "espaço" religioso, foi em relação a um músico. Um "virtuoso". Para mim, um "performer". Um técnico bem treinado e competente, que entendia eu, nada tem haver com a tal ascensão espiritual, campo de onde o termo era para mim originário. Esta qualidade de virtude, virtuoso ou virtuose, estava longe de ser alcançada pelo exercício de uma técnica. Era alcançada com resultados efetivos de purificação do corpo, dos sentimentos e da maneira anímica de ser. Da conduta e da alma... e ali, diante de um excelente guitarrista e roqueiro, cuja alma inflamada pelo rock'nrol, deixava pela sua sagacidade, escapar que não era nem erudito. Antes um homem jovem, bom de ouvido, com certa destreza na ponta dos dedos, grande poder de interação com o instrumento, disciplinado e disposto aquela forma de exercício e trabalho prazeroso. Que dirá virtuoso. Isso não tinha nada a ver e ainda acho muito estranho essa aplicação para o termo. Esses conflitos mexiam com a minha alma e pensava mesmo que por detrás das técnicas de yoga, ou práticas similares, como rezar o terço (os indús tem o "japa"), ajoelhar e aproximar a cabeça e as mãos postas do coração, orar aos ventos, como fazem, sem nenhum poder, "da boca para fora", ou "pagar promessa", ou mesmo a coisa do "futebol arte" ou mesmo o exercício pleno da arte, seja plástica ou interpretação teatral, etc...(que ajudam o indivíduo a pelo corpo, inteirar-se com sigo mesmo). Mas, digo, achava que deveria por "detrás" ou "acima", haver algum segredo de virtude, de fato. Algo palpável, substancial e até e possivelmente, arrebatador... (embora pensasse nessas possibilidades, fenomênicas, nunca achei que essas práticas, de devoção, fossem do campo de certa verdade suprema. Não poderia confundir as coisas). Mas, aquilo não poderia mesmo ser só técnica, como trabalhar o corpo pelas energias como no do-in. Percebia as palavras como ferramentas. Era-me algo inato, para lidar com as ideias. Era preciso palavras exatas, que lhes dessem substância. Dizem os especialistas, que as pessoas precisam de um mínimo de duas mil termos ou palavras, para terem condição de se comunicar em uma determinada língua. E que,não se deve mexer nas palavras que uma pessoa escolhe para se comunicar, pois ai está a pista para entender seu pensamento. As cabeças são muito similares entre si, com suas aberturas e desenhos "originais", personificando cada um. As caixas cranianas ou mesmo os corpos são muito parecidos ou até "iguais". A necessidade de sobrevivência desses corpos, irmana as pessoas e as faz viver sob a mesma cultura. Podemos dizer que o pensamento, tem toda uma correlação com a cultura. Pela cultura, as personas se unem e fazem as diferenças ou igualdades. Fazem também as guerras umas com as outras. Uns grupos contra outros. Ou enquanto uns guerreiam, outros preferem realçar a oposição a guerra, cantando a paz, como na época da guerra do Vietnã, e dos Beatles, por exemplo. Pela cultura se purificam e alcançam certa virtuose, seja ela erudita, popular, acadêmica, amadora ou profissional. Com a aplicação do termo "virtual", para as qualidades do que se mostra na telinha eletrônica, no vídeo, percebi que esta aplicação é a mesma que se dava ao "santo", cujas qualidades eram reais, mas invisíveis, valorizadas pelo conjunto perceptível das suas ações. Sendo assim, a "virtualidade" dos sabores dos temperos diferentes, devido as culturas é o que, proporcionam-lhes valores significativos na culinária, nos receituários domésticos que compõem em conjunto com inúmeros outros valores, de uso "virtual", certo PIB cultural naturalmente incalculado. Chegamos no "prazer" e na "dor", "sensações virtuais" que tanto queremos ter ou evitar. Virtual, que era o conjunto das qualidades de quem era virtuoso, pela virtuose, se converteu na principal características das mídias na era da informação, na "era do quarto poder", se queremos, podemos assim chamar esse período de ascensão qualitaria do capitalismo, que vem ficando responsável, embora ainda em escala inicial, e em que a democracia, na sua forma moderna, ganha terreno, e também se qualifica, afim de que não prejudique os mercados. Mas, que mesmo concluímos sobre o tal termo, Virtude, etc? que o empobreceram pela generalização. veja bem, quão é relativa e subjetiva a percepção que uma pessoa tem de um sabor. Nesse caso, o uso do termo virtual, parece ainda cabível, se bem que já em bastante degeneração, uma vez que o "santo", em sua "ascensão", está, naturalmente, superando os sentidos, que o prendem a matéria, pelo encanto da percepção. Nós só inferimos seu caminho, sua virtude, por certa "obra", certo comportamento interior, oculto na sua alma e expresso nas suas ações. Já o uso do termo para as tais qualidades funcionais do vídeo, fê-lo afundar no materialismo, retirando-o de um uso muito abstrato, no caso dos santos, para um uso relativo no caso dos sabores dos temperos e agora concreto e definitivo, e "material", palpável aos olhos, de forma única, (diferente dos sabores, cuja percepção é individual). Designando o uso de imagens, vistas por todos como signos, na telinha do pc. Estudiosos afirmam que na origem dos termos, algo parece se manifestar, na interação do nomeador, com o objeto observado, sugerindo-lhe o nome e, tudo leva a crer, que de fato existiu uma língua única, que se flexionou, levando consigo essas definições. Parece que por um empobrecimento do entendimento, empobrece-se o significado dos termos. Por exemplo: Sumos pontífices no início da realeza, em algumas nações, eram chamados de Drud ou Druid (Druida, o mago-sacerdote dos Celtas), e o rei, Kahn, Kong ou mesmo e já, King. Que sob sí, produziram hierarquias, para governar os homens. Estes dois supremos magistrados, consideravam-se com justiça, delegados do céu. Um "político", legislador civil, outro "religioso", instituídos para instruir e governar os homens, por favor divino. O Drud, era o chefe da Dieta, na qual ele formou um corpo sacerdotal. Também o Kahn, estabeleceu-se á frente dos Leyts, e dos Folks, ou dos homens de armas e dos homens de trabalho, entre os quais, escolheu os oficiais, que deveriam agir em seu nome, compondo sua hierarquia. O chefe militar até então tradicional, o guerreiro mais poderoso, em força, (mas nem sempre em conhecimento), contentou-se a partir de então, com o nome de Mayer (o mais forte, "maior", e o mais valente), deixando de utilizar o nome-título Herman, agora instituído por Deus. Sabemos pela história das muitas rivalidades entre estes dois poderosos, que com o crescimento da civilização e do seu poder próprio, se "degladiavam". O Kahn e o Mayer... muitas vezes, o rei reunia em si os dois cargos. As vezes, o Maire, (assim também chamado), despojava o Rei da sua coroa, colocando-a sobre a própria cabeça. os termos? veja bem: A palavra Drud, significa o ensinamento raiz, o princípio da ciência. Originária da palavra Rad ou Rud.( rad-ial, de raio, -que tem origem no eixo. Rud-imentar, inicial, rude, ainda por formar-se etc). Daí, de Radou, Rud, derivam-se o latim radix, o inglês root, o gaulês gredhan, etc. De Kahn, que expressa o poder moral, (vem de anh, "sopro", "espírito", "alma", (como está no Gênesis de Moisés: -"No início era o verbo"...). Daí, konnen em tudesco e can em inglês, poder. A palavra Mayer vem de mah ou moh, (força motriz). Ainda hoje se diz may em inglês e muhe (com trema), em alemão. Na França, a palavra Mayer foi transformada em Maire. Prefeito. Entre os Celtas, A palavra Khan, designava força moral, o legislador civil, o Rei. Mayer, força física, o chefe militar e Drud chefe religioso. Quem conta isso é Antoine Fabre d'Olivet, em seu maravilhoso "História Filosófica do Gênero Humano", editado em 1815. A palavra João, que pode significar um estado de consciência,é também nome próprio e, por exemplo, é similar em várias linguas. Tem sua origem etimológica direta no latim Ioannes que, por sua vez, é derivado do grego Ι;ω;ά;ν;ν;η;ς; (Ioánnis). Todavia a origem etimológica primitiva encontra-se na língua hebraica no nome י;ו;ח;נ;ן; (Yôḥ;ā;nā;n), forma reduzida de י;ה;ו;ח;נ;ן; (Yə;hôḥ;ā;nā;n).É Yanes (Janes,Ianes ou Loánnes) em grego, Yohan (ou Johann), em alemão, Jan (ou Ian, ou ainda Yan) em holandês, Jean (em francẽ;s), John, em inglẽ;s, Yocanaã em hebraico antigo. (Grafias pulares, comuns). Clássica: hebraico bíblico י;ה;ו;ח;נ;ן; Yə;hôḥ;ā;nā;n, hebraico bíblico י;ו;ח;נ;ן; Yôḥ;ā;nā;n, Alemão Johannes, árabe ي;ح;ي;ى; (Yaḥ;yā;), ي;و;ح;ن;ا; (Yuḥ;anna), turco Yahya, grego moderno Γ;ι;ά;ν;ν;η;ς; (Yánnis), Γ;ι;ά;ν;ν;η; (Yánni), Γ;ι;ά;ν;ν;ο;ς; (Yánnos), diminutivo Γ;ι;α;ν;ν;ά;κ;η;ς; (Yannákis), Latim Ioannes, Joannes, albanês Gjon, catalão Joan, diminutivo Jan, checo e polaco Jan, dinamarquês/neerlandês/sueco Jan, Jonny, estoniano/estónio Jaan,Jaak, inglês John, diminutivo Johnny, Jack, Jacky, esperanto Johano, francês Jean, irlandês Seán, alemão Johann, Hans, húngaro Ján, János,Jani, Jancsi, islandês Jóhannes, indonésio Yohanes, letão Janis, lituano Jonas, italiano Giovanni, Gianni,japonês ヨ;ハ;ネ; (Yohane),coreano요;환;(Yohwan), castelhano Juan, galês Evan, Jone, Shone, Ioan, búlgaro И;в;а;н; (Ivan), romeno Ioan, russo И;в;а;н; (Ivan),Vanya, croata/eslovaco Ivan, polaco Jan, romeno/moldavo Ion, ucraniano І;в;а;н; (Ivan), catalão Joan, galego Xoán, Pois bem, pós exemplo, seguimos em nosso questionamento-registro, ou registro sucinto do nosso pensar e preocupações contemporâneas. No caso, com o emprego agora "universal" de termos, muitos deles clássicos, preciosos e pertencentes a esferas não industriais ou mercadológicas. Imagino hoje, quantas pessoas frustradas, não se engodam fazendo virtualmente, pela internet ou sistema virtual, o que gostariam de terem feito realmente. Resta-nos ainda por bom-senso, falar do que se entende originalmente por "espírito", que é o "campo supra-prânico original", (Blavastsky), o campo da origem das coisas, que Platão, iniciado e filósofo Grego, designa por Estática, que se contrapõe a Dialética, campo dual em que vivemos pós queda, (dos anjos, expulsão do paraíso), etc. Dual em todos os sentidos, inclusive no de "vida e morte", cujo espaço dos mortos, é confundido com "céu" e os mortos em seu processo de esvaziamento post-mortem , confundidos com espírito. Ora, o "morto", ainda possui se recente, o corpo de energia, o corpo de sentimentos e a estrutura de pensamento. Sim, em tese, todos os corpos deverão decompor-se em período mais ou menos longo. (No "mundo" astral chega a até 700anos). O termo "Espírito" é utilizado de forma animista, para designar a essência ou origem das coisas.

Grato.

Zemh 10 fevereiro 2013



Sobre a obra

O uso do termo Virtual, para as qualidades funcionais do vídeo, "materializou" o termo. Retirou-o de um uso muito abstrato, no caso dos santos, para um uso relativo no caso dos sabores dos temperos e agora concreto e definitivo, e "material", palpável aos olhos, de forma única, diferente dos sabores, (cuja percepção é individual). Designando o uso de imagens, vistas por todos como signos, na telinha do pc. Estudiosos afirmam que na origem dos termos, algo parece se manifestar, na interação do nomeador, com o objeto observado, sugerindo-lhe o nome e, tudo leva a crer, que de fato existiu uma língua única, que se flexionou, levando consigo essas definições.

compartilhe



informações

Autoria
Zemh Teixeira artista, gestor cultural, ensaísta, hermetista, gnóstico, cristão, cabalista, pesquisador esotérico, especialista em resina sintética, cenografia e serigrafia.
Ficha técnica
Cito Blavastsky, (MME Helena Petrovna Blavatsky, eminente esoterista e grande pesquisadora, falecida final séc XlX) Platão, (Filósofo e pesquisador Grego, Séc Vl a.c), Antoine Fabre D'Olivet+1825 Grande pesquisador esotérico e sócio-historiador). Beatles, (The Beatles).
Downloads
330 downloads

comentários feed

+ comentar

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

baixar
pdf, 10 Kb

veja também

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados