Outro dia, escarafunchando aleatoriamente a crescente base de dados culturais do Overmundo, confesso que apresentei um leve ARQUEIO de sobrancelha ao ler a nota chamando atenção para um evento chamado Festa da Cerveja, que contava em sua escalação com estrelas da primeira grandeza (em termos de MERCADO FONOGRÃFICO, eu digo, sem entrar em méritos qualitativos, uma vez que nem é essa minha intenção) da música brasileira contemporânea.
Sim, eu confesso que, como, provavelmente, muitas pessoas, eu também experimentei uma leve sensação de ESTRANHEZA ao encontrar um evento tão POPULARESCO fazendo parte do Overblog, um espaço que vinha se identificando com o que talvez possamos chamar de LADO B da cultura brasileira, ou seja: manifestações que, independente do fato de serem NOVÃSSIMAS ou ANCESTRALÃSSIMAS, têm como ponto de intersecção o singelo fato de não terem ACESSO aos meios de comunicação (tradicionais ou não).
Em outras palavras: eu não esperava que um evento MAINSTREAM tivesse espaço no Overmundo. Mas não pelo fato de ser MAINSTREAM, e sim por estar onde estava - e do jeito que estava.
Complicou?
Então vamos clarear as idéias.
* * *
O problema, a meu ver, não é a Festa da Cerveja CONSTAR como resultado em uma eventual busca no banco de dados do site e nem haver ocupado eventual DESTAQUE na capa (mesmo que incrivelmente temporário).
O meu problema é ele estar no GUIA.
Quer dizer, me parece um grande DESPERDÃCIO que os eventos mais POPULARESCOS do nosso paÃs encerrem a sua participação no Overmundo como ITEM de um sucinto e breve GUIA, quando poderiam render excelentes REPORTAGENS.
Complicou de novo?
Não tem problema: mais lenha na fogueira.
* * *
Resumindo tudo em uma sentença: NOVOS olhares sobre VELHOS eventos.
Por que um evento é considerado BATIDO? Simples: por que já se VIU e OUVIU muito a seu respeito. Logo, apenas NOTICIAR o acontecimento não traz, de fato, nada de novo - traz um ÂNGULO batido sobre um evento batido. E o que poderia ser o NOVO aqui? Novamente simples: o OLHAR do repórter.
Sejamos coerentes: em pleno século XXI, o paradigma da OBJETIVIDADE JORNALÃSTICA já está mais que superado. Soma-se a isso o fato de vivermos em uma época em que blogs e reality shows proliferam e a oferta ilimitada de informação produz um cidadão MUITO mais acostumado a ASSEPSIA PADRONIZADA do jornalismo de massa.
Quer situação mais perfeita para o florescimento de EXPERIMENTAÇÕES jornalÃsticas?
Penso no seguinte: em vez de apenas incluir a Festa da Cerveja no GUIA, o ideal seria que se fizesse uma grande reportagem sobre a EXPERIÊNCIA de estar lá. Esse relato, contudo, não traria os horários e preços exatos do evento. Também não encontrarÃamos comentários vagos sobre cada atração que por aqueles palcos houvesse se apresentado. Muito menos lerÃamos estimativas da PolÃcia Militar sobre o público e entrevistas com os organizadores em busca de conhecermos as CIFRAS.
Em vez disso, esse texto seria um PERFIL de um dos 300 seguranças, desde a hora em que levantou de madrugada na sua casa até o final do evento. Ou seria uma OBSERVAÇÃO sobre um grupo especÃfico de jovens que passou a noite enchendo a cara e caçando mulher e não prestou atenção em nenhuma das músicas de nenhuma das bandas. Ou, simplesmente, uma quase CONFISSÃO sobre o que sentiu o repórter ao longo de uma (longa) noite em pé, pagando caro pela bebida, em um evento cujas atrações não o atraiam em nada.
Tenha em mente: o Overmundo também é um espaço de experimentação.
Sejamos, portanto, criativos! Fujamos dos lugares comuns, das abordagens óbvias, das estruturas tradicionais. Trabalhemos um olhar mais CRU, exercitemos, até, quem sabe, algum toque de IRONIA. Façamos, enfim, uma RELEITURA não só daquilo que consideramos BATIDO em nossas culturas, mas também daquilo que consideramos BATIDO no próprio JORNALISMO.
Um exemplo que me vem à cabeça agora (até porque é algo que eu SEMPRE quis fazer) é o tradicionalÃssimo (e, para os gaúchos, BATIDÃSSIMO) Festival da Mentira de Nova Bréscia. Todos os anos, por volta do mês de abril, numa segunda-feira qualquer, abriremos um jornal ou sintonizaremos um canal no Rio Grande do Sul e lá estará uma reportagem sobre os vencedores do festival igual a todas as que já foram feitas nos anos anteriores. De fato, se substituirmos apenas os NOMES dos vencedores, é possÃvel que não precisemos sequer IR até Nova Bréscia para fazer uma nova matéria esse ano.
Como fazemos diferente, então?
Ué, simples: nos INSCREVEMOS no Festival.
Ou MELHOR (pior?): MENTIMOS que VENCEMOS.
Com o apoio do evento, vamos até lá, FORJAMOS uma vitória, tiramos fotos falsas de cerimônias falsas de entrega de prêmios falsos e encerramos a matéria com alguma idéia do tipo "Na verdade não vencemos o 34º Festival da Mentira de Nova Bréscia, mas bem que poderÃamos".
Enfim, apenas idéias.
Eu acho que o Overmundo vem trazendo VÃRIAS BOAS IDÉIAS.
Mas sempre podemos perseguir MAIS.
Sempre.
* * *
Outra: recentemente, notei que começou a rolar uma certa POLÊMICA nos comentários - e por POLÊMICA entenda-se contestação, controvérsia, contradição, xingamento, impropério, infâmia, ultraje, vitupério, opróbio, etc, etc e etc. Discussão, enfim. Ainda que a nossa primeira reação a um comentário que contrarie as nossas opiniões e pontos de vista seja o REPÚDIO e um certo DESCONFORTO, não existe nada mais saudável do que a DISCÓRDIA, pelo menos aos meus olhos. Claro que, respeitando a minha própria linha de raciocÃnio, você pode DISCORDAR VEEMENTEMENTE de tudo que aqui foi dito. Ou não de tudo, mas, ainda assim, DISCORDAR.
De todo modo, Nelson Rodrigues acertou o coração da questão quando proferiu a sentença seguinte: toda unanimidade é burra.
Além de ser incrivelmente CHATO, me parece muito pouco REAL um ambiente no qual todas as opiniões são favoráveis. Sem a fagulha do debate, não existe evolução. Sem o conflito de ideais e idéias, não há progresso. Sem o contraponto, não existe vida inteligente.
Tudo isso pra dizer que tenho observado uma (ainda) discreta movimentação de QUESTIONAMENTOS tanto sobre o conteúdo quanto sobre os propósitos do Overmundo - e dentro e fora do Overmundo. Vejo isso de uma forma muito positiva. Sinal de que não apenas estamos formando um público leitor ESTANQUE e ZEBU (só pra repetir a referência rodrigueana), mas sobretudo PROVOCANDO uma RESPOSTA.
E isso, meus amigos, é essencial em todo e qualquer processo que se proponha a ser minimamente democrático.
Claro que eu também sei que a democracia, na prática, é algo que já cansou de dar provas de que não funciona na esmagadora maioria das situações.
Mas também sei que toda regra tem sua exceção.
* * *
Pra finalizar:
PUXÕES DE ORELHA RAPIDINHOS (pra não machucar demais)
1) Segue muito pequeno o número de matérias sobre Artes Cênicas e Artes Eletrônicas (que, por sinal, tem apenas uma matéria muito bacana: Designer brasileiro:bata no peito e diga que é seu) e muito imensamente grande o número de matérias sobre música. Por sinal, já vi o Overmundo linkado por aà como "site de música";
2) Insisto que CULINÃRIA deve entrar como CATEGORIA, com link na capa e tudo, e não ficar apenas como TAG, que é um pouco mais difÃcil de encontrar (sobretudo para os marinheiros de primeira viagem);
3) O design do site está atrapalhando (e MUITO) a NAVEGAÇÃO, sobretudo no que diz respeito à s barras de BANCO DE CULTURA e COLABORAÇÕES POR CATEGORIA. Não há uma diferenciação visual mais marcante entre as duas além da COR da barra de tÃtulo. E como isso atrapalha? Bem, 100% dos textos exigem ROLAGEM de tela. Quando o usuário faz o CAMINHO DE VOLTA em direção ao TOPO, a primeira coluna que aparece é a de BANCO DE CULTURA. Como a FONTE é a mesma, é um erro bastante comum acessar o BANCO DE CULTURA quando se quer acessar OUTRAS colaborações.
4) Por falar em DESIGN, internet é, sobretudo, VISUAL. Acho que carecemos de VISUAL no Overmundo. Tanto no tocante a um LAYOUT mais atraente do site como a um maior uso de FOTOS. Inclusive, acho importante que se pense seriamente em CONTRATAR fotógrafos para pautas especÃficas. Dá pra se criar um conceito completamente novo dentro do FOTOJORNALISMO, se soubermos trabalhar.
* * *
Bem, e por hoje é isso.
Até breve.
Quanto à festa da cerveja, eu por exemplo não sabem nem que existia. Se não fosse o overmundo, ia continuar não sabendo. Como alguém já falou em algum comentário por aà sobre isso, o que é ou não mainstream é uma questão de ponto de vista (e posição geográfica). Por isso, para mim a festa da cerveja era sim algo obscuro, que valia a pena ter sido divulgada...
toru · Rio de Janeiro, RJ 9/5/2006 09:46Acredito que o mais importante é, sim, o modo de olhar. Diante disso, pode-se falar de tudo, seja desconhecido ou conhecido. Confesso que também não me sinto atraÃdo para os 'outros lados' do Overmundo que não seja o Overblog com as matérias. Faltam 'armadilhas' para atrair para o guia, agenda e banco de cultura, principalmente. E mais de um foto, com certeza, tornaria o site mais completo ainda. Quanto ao querido conterrâneo Overbudsman sinto falta também de uma periodicidade mais frequente, comentando mais profundamente as matérias, apesar de saber que não é tarefa fácil. E para finalizar, a questão da música. Eu também acho que temos de variar, mas não tem como negar que a demanda musical do paÃs é grande e, com certeza, os veÃculos para dar visibilidade a tantos talentos que o Brasil possui é mirrado. Portanto, não existe pecado em também ser tido como um site musical. O problema é não deixar ser só isso. Grande abraço Rodrigo Teixeira MS
Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 9/5/2006 16:47Quando vc fala do design, acrescento também agilidade de publicação. A matéria que está na capa hoje, por exemplo, "Hip Hop + Cordel", está, no mÃnimo, desde ontem. Eu mesmo, que acessei várias vezes de ontem para cá, já enjoei de vê-la. Então, para o internauta comum deve ficar meio monótono também. Precisamos achar uma solução para isso.
Ricardo Fela · Sorocaba, SP 9/5/2006 17:30
Não sei o sentido desse CONTRATAR em caixa alta ai, mas é meio sem noção essa sugestão se for "pagar por um profissional". A não se os overmanos oficiais de cada estado estiverem ganhando dinheiro, e um dinheiro até legal, para fazer esse tipo de coisa.
Arrumando uma câmera, você pode chamar um amigo ou amiga que goste e tal, e começar a pensar outros ângulo, começar a olhar mais pros lados. Isso é uma coisa que vai se desenvolvendo, refletindo tanto sobre a prática textual e de apuração como a fotografia disso tudo.
O overmundo vem no sentido basicamente de democratizar a comunicação, no jargão. Alargar horizontes, dar espaço para expressão. O que deve incentivar é o "faça você mesmo(a)", deixando de lado as legitimações do saber e fazer do "profissional". (Provavelmente a gente concorda com isso Czarnobai)
Outra coisa é que o ombusdman deve publicar mais frequentimente eu acho. É fundamental acompanhar as discussões nos comentários e sistematizá-las de forma mais profunda nesse espaço. A razão é a formação de um acumulo de discussão do overmundo.
Mais fotos! A sugestão que dou é a de o próprio autor de forma simples amontoar algumas fotos em uma tabela de dreamweaver, ou fotolog, ou sei lá que outra ferramenta online que exista. Depois linka tudo.
Não sei se quem participou das reuniões inicialÃssimas do Overmundo lembra (foram poucos, eu sei), mas lembro de ter sugerido uma barra com manchetes rolantes de cada estado na parte de cima. Isso mostraria o que havia de mais novo de cada lugar, permitindo que os navegantes de cada estado rumassem diretamente para lá. Mas o problema pra mim é mais sério. Falta dar cara de revista à Revista Overmundo, que é a capa do site. Ela parece o Overblog. TÃtulo e linha fina seriam muito mais funcionais.
Em suma, acho que a gente tem mesmo que repensar o design, principalmente, da capa. E uns acertozinhos bem de leve em navegabilidade. Porque gosto do site como é. Mas acho que a capa não tem cara de capa.
Que acham?
Começo por dizer que desde que "descobri" o overmundo, sou uma frequentadora super assÃdua, leio todos os dias, acho demais de bom.
Bem, tentando acrescentar um pouco a essa discussão saudável sobra a melhoria do site: a questão do design, realmente, poderia ser melhor trabalhada, de forma que espaços como o banco de cultura, por exemplo, fiquem mais atraentes. A mesma coisa acontece com o guia. Tem muita coisa bacana publicada lá, mas carece de um trato mais bacana no design pra chamar mais atenção.
Quanto à temática da música... na verdade eu não concordo que o overmndo possa ser identificado como "um site de música". Os temas são bastante variados sim, vejo muita coisa bacana de artes visuais, graffiti, quadrinhos... a música pode aparecer bastante, mas os outros temas também são bastante contemplados.
enfim, por enquanto é isso. Abraço a tod@s.
Olá!
Já que comecei num esquema de tópicos, vamos mantê-lo. Hehehe.
1) Fotos e Pedro Rocha: meu véio, talvez eu tenha me expressado de forma DÚBIA, de fato, ao falar sobre a CONTRATAÇÃO de profissionais para pautas especÃficas. Claro que era um pedido endereçado ao OVERMUNDO em si, e não ao OVERMANO. Acho que o fato de envolver fotógrafos na produção de material causaria um aumento ENORME no número de fotos publicadas - o que seria bom para o Overmundo, a meu ver. Ah, sim, e as MAIÚSCULAS fazem parte do meu jeito de escrever. Não tem nada de mais, não. Heheh.
2) Participação e peridiocidade: vocês tem razão, eu preciso acompanhar melhor as discussões, e comentar as matérias de uma maneira mais pontual - inclusive na própria caixa de comentários de CADA matéria.
3) Achei isso bastante pertinente: "Como alguém já falou em algum comentário por aà sobre isso, o que é ou não mainstream é uma questão de ponto de vista (e posição geográfica)."
No mais, é isso.
Valeu pelo retorno, gurizada.
Vamo-que-vamo.
vários comentários:
- precisamos tomar cuidado ao propor tantas mudanças - só lembrando: o Overmundo está há apenas 2 meses no ar - muita gente está conhecendo o site agora - ainda é dificil dizer o que deu certo ou não, o que realmente é preciso mudar - e o que é bom design para um pode não para outro e assim por diante - mudar essas coisas agora pode confundir mais do que ajudar - e acho que a simplicidade do design atual do Overmundo (confesso que gosto dela) ajuda a dar destaque ao conteúdo, que é o que mais importa no momento
- a maioria das pessoas não entra no Overmundo pela capa: nossos visitantes chegam sobretudo a partir de uma pesquisa no Google - procuram por "festa da cerveja" por exemplo e acabam parando por aqui - o que temos que encontrar é uma maneira desses visitantes terem vontade de explorar o resto do Overmundo e, gostando do que encontrarem por aqui, terem interesse em virar colaboradores, contribuindo para a diversidade de pontos de vista no site - portanto o problema não me parece ser a capa
- Fela: nem todo mundo tem o costume de entrar no Overmundo várias vezes por dia - portanto um texto ser o destaque da home por mais de 24 horas pode ser até uma vantagem para a maioria conseguir participar da conversa dos comentários etc. - mas é claro que o tempo de permanência de uma determinada colaboração na home não é culpa dos "editores" do site - se a comunidade quiser, com votos, ela pode trocar os destaques a todo instante...
(continuação do post abaixo):
- voltando "a festa da cerveja" - Cardoso: confesso que nunca tinha ouvido falar no festival da mentira de Nova Bréscia! E olha que sou rodado de Brasil! Viu como são as coisas? O que é óbvio para os gaúchos pode ser total novidade para o resto do paÃs... Conversas sobre esse tema têm sido aprofundadas em vários cantos do Overmundo... Mas além disso: tenho um certo medo do Overmundo virar um lugar que quem gosta da festa da cerveja sinta que sua colaboração por aqui não seria bem-vinda. Queremos sim incentivar a diversidade: portanto não devemos excluir de antemão qualquer manifestação cultural em nome da "superioridade" de nosso gosto estético. Claro que temos princÃpios: o Overmundo tem foco naquilo que não encontra espaço na grande mÃdia nacional, no que acontece para além dos palcos mais iluminados do eixo Rio-SP. Mas seria uma pena ver esse foco se transformar numa ortodoxia que possa dar ao Overmundo a cara de um gueto indie ou coisa esnobe do gênero. Devemos receber bem todo mundo que chega por aqui querendo divulgar sua produção cultural, a festa da sua cidade etc. Há espaço para muitos pontos de vista e muitas turmas diferentes no site. Não quero calar o debate de idéias, o dissenso: mas que ele não se fique no terreno do "cale sua boca, pois eu entendo mais de arte do que você, e o que você gosta é lixo." Sei que não é disso que ninguém está falando por aqui, mas - como dizia minha vó - "é melhor prevenir..."
(continuação do post abaixo)
- outra coisa: sempre acreditei que o Overmundo daria certo. Só não imaginava que iria ter tanta colaboração e gerar tanta conversa em tão pouco tempo. Já não consigo mais acompanhar tudo o que está acontecendo por aqui, e digo isso com alegria (e uma ponta de pena, pois tudo me interessa).
Mas é muito cedo para cantar vitória. O Overmundo tem um caminho bem difÃcil pela frente. Sabemos como estamos na contra-mão de muitas leis do sucesso na mÃdia: quase tudo que é destaque aqui não é destaque em mais lugar nenhum. Mas mesmo assim, como lembra o SÃlvio Meira, provamos que é possÃvel manter, com a participação de gente de todo o paÃs, uma conversa inteligente e animada sobre rock amazônico por 45 dias! Queremos colaborações de qualidade sobre assuntos que não costumam ter espaço na maioria da imprensa. Estamos sim, aos poucos, descobrindo como fazer isso - e descobrindo também que público (que vira logo participador - o termo é de Hélio Oiticica/Lygia Clark) pode ficar interessado nisso. É um caminho novo - que vai exigir ainda a invenção de muitas novas ferramentas, estratégias não-óbvias de divulgação, procura incessante de novos tipos de colaboração. Repito: nada vai ser mole. Mas já dá pra ver que teremos cada vez mais aliados na batalha.
o link do Silvio Meira abaixo não está funcionando: tentem neste aqui, indo para o post do dia 07/05/2006
Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2006 04:01
assino embaixo.
é bom demais ver que os comentários estão aparecendo. acho que seria interessante, quem sabe, reservar na capa um link para "as conversas mais quentes".
uma outra coisa que eu tava pensando aqui esses dias quando lembrava do "toe jam & earl", o Overmundo tá ficando tão grande que podia ter um botão "randomize!" na entrada. aà o leitor clicaria e seria levado para algum lugar completamente aleatório do site... de repente isso pode ajudar a levar as pessoas a lugares que elas nao costumam frequentar muito no overmundo.
boa idéia a do randomize! algumas das minhas melhores e mais úteis descobertas na internet (e na vida em geral) foram feitas exatamente assim - ao acaso
em breve teremos uma nuvens de tags na home - pensamos em colocar as tags mais populares - mas depois de muita conversa, vamos começar com uma nuvem randômica, para aparecer sempre algo surpreendente e atiçar a curiosidade geral
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