Confira a cobertura fotográfica.
Confira o vÃdeo de cobertura.
Desde 1998, Tiradentes (MG) se torna temporariamente o lugar de maior relevância no campo audiovisual brasileiro. A exibição de milhares de filmes reforçaram e ainda reiteram, ao longo das 16 edições, a proposta de preservar a memória cinematográfica do paÃs. O número de turistas se eleva ao quÃntuplo da população de 7 mil habitantes. Neste termômetro de seu atual momento socioestrutural, mostra-se preparada para assumir a responsabilidade de sediar a Mostra de Cinema de Tiradentes. Fustino Andrade, taxista, 49, diz que há alguns anos faltavam água e luz na cidade enquanto o evento acontecia. “Primeiro era feito na Pracinha da Igreja Nacional das Mercedes, depois foi pra outros lugares, foi ficando certinho.â€
Cinema fora de centro, difuso, multifaceta, despadronizado e experimental, é a ideia que desde ontem (18/01) direciona o encontro. A 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes iniciou suas atividades reunindo centenas de cineastas, diretores, produtores e atores renomados no Cine Tenda, situado no centro da cidade. Na programação, uma performance instrumental da Banda Salesiana Meninos de Dom Bosco e uma cerimônia de abertura em que representantes da Universo Produções, realizadora do evento, saudaram os presentes e homenagearam a atriz Simone Spoladore. O cantor Sérgio Pererê também foi uma das atrações da noite, entregando a sinestesia da música mineira na overdose poética da celebração.
Verônica Vieira, paulistana, produtora do filme Peixonalta, fala do quanto esse espaço garante visibilidade para diretores no inÃcio da carreira: “É muito importante para divulgação dos filmes de diretores iniciantes. Tem espaço pra todo mundoâ€.
Assim que chegou à cidade, a ação causou certo estranhamento nos moradores. Eles temiam, principalmente, que as pessoas de outras regiões achegadas à cidade roubassem seus empregos e se empoderassem dos direitos pertencidos pelos tiradentenses. Pelo contrário, o evento ampliou o fluxo de turistas e o número de empregos, reativando os setores produtivos da região e proporcionando experiências inéditas no Estado, com reflexões pautadas pela contemporaneidade em uma cidade conhecida por edificações históricas. “Foi uma evolução, aqui não tinha quase nada. A Mostra foi melhorando a cabeça do pessoal. Não tÃnhamos contato com gente de fora.â€, afirma João Bosco, 51 anos.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!