ameopoema editora

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Ricardo Silvestrin · Porto Alegre, RS
28/3/2006 · 7 · 0
 

A ameopoema é uma editora que começou lançando de uma só vez 14 livros de 14 autores: um paulista - Glauco Matoso, duas curitibanas - Alice Ruiz e Estrela Ruiz Leminski, um piauiense - Fred Maia, dez gaúchos - Frank Jorge, Paulo Seben, Ricardo Silvestrin, Marcelo Pires, Alexandre Brito, Ronald Augusto, João Ângelo Salvadori, Silvestrin Roberto, Celso Gutefreind e Ricardo Portugal. Estrela e Marcelo são os únicos que fizeram estréia. Todos os outros têm pelos menos três livros anteriores editados. Alice e Glauco são nomes nacionais. O mercado editorial têm se dedicado pouco ao gênero poético. A ameopoema surge nesse vácuo. O critério editorial é forte. Só poesia com qualidade criativa, consciência da linguagem, diálogo com a história do gênero, inventividade. Os autores são convidados. Quem acha que se enquadra no perfil acima, pode mandar uns cinco poemas para o e-mail que está no sitewww.ameopoema.com.br"> www.ameopoema.com.br. Como diz um ditado interessante, pelo dedo se conhece o gigante. Se acharmos legal, podemos pedir para ver mais. A ameopoema lançou os livros todos buscando apoiadores culturais. Empresa de papel e gráficas apoiaram o projeto. Pretendemos buscar apoio novamente. Se rolar, vem mais uma leva. Já temos na fila uma poeta muito legal de Manaus, uma figurinha carimbada do Rio, um portuga supimpa lá de Portugal, um gaúcho e por aí vai. A ameopoema ganhou o prêmio de editora do ano no Rio Grande do Sul em 2005. Também foi capa da Ilustrada da Folha de São Paulo, matéria do programa Metrópolis, destaque da revista Poesia Sempre do Ministério da Cultura, além de ser citada em vários sites e blogs. Os livros estão à venda nas lojas da Livraria Cultura e também podem ser comprados pelo site, através da livraria Pau-Brasil. O preço de cada livro é 20 reais, ou seja, 5 cervejas no boteco. Deixa de sair uma noite e fica lendo poesia! Ou leva o livro pro boteco. Podem dizer ih, o cara veio aqui no overmundo vender livro. A ameopoema surge justamente para isso. Vender livro bom de poesia. É quase uma afronta ao mercado editorial que diz não editar poesia porque não vende. A ameopoema edita só poesia. E poesia vende. Uma vez estava jantando com o Paulo Leminski. Comentei com ele uma crítica um pouco negativa que tinha saído na imprensa sobre um de seus livros. Ele disse que tinha acabado de fechar um contrato com o Círculo do Livro para uma edição de 50 mil exemplares do Caprichos e Relaxos. E conclui: "vendo, logo existo". Em resposta ao questionamento do crítico. Todo mundo lendo poesia! Se não for da ameopoema, compra das outras editoras. Menos consumo de bobagem e mais de poesia. Menos tempo no orkut e mais em frente ao livro. E quem escreve, se não ler, a produção não se qualifica. Se não tem grana nem para cerveja nem pro livro, biblioteca já!

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